quarta-feira, 23 de abril de 2014

Internet: um marco da virada?

Por Bepe Damasco, em seu blog:

O feriadão nada monótono, que alternou notícias boas e ruins, chega ao fim com a comemoração da sociedade pela aprovação do projeto do Marco Civil da Internet. Tem motivos de sobra para festejar todos os defensores da mais ampla democracia na rede mundial de computadores, fundada em três pilares básicos : a neutralidade da rede, a liberdade de expressão e a inviolabilidade da privacidade do usuário.

Algo no ar além dos aviões de carreira

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:


A frase do título é antiga e a situação que vivemos não é nova. Paira no ar uma estranha sensação de insegurança em que algo pode acontecer a qualquer momento. Multiplicam-se os episódios de violência por toda parte, greve na PM da Bahia, protestos, manifestações, ocupações, acidentes em penca nas estradas durante o feriadão, ônibus queimados como lenha no Rio e em São Paulo, vazamento de gás na Marginal do Tietê às duas da madrugada, provocando um infernal congestionamento durante toda a manhã na maior cidade do país, obras da Copa que não andam, gerando só notícias negativas em todos os noticiários da grande imprensa, com destaque para os casos de corrupção a granel e ameaças de aumento da inflação.

A vitória histórica do Marco Civil

Do site do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC):


Contrariando os interesses de poderosas empresas de telecomunicações e de setores políticos avessos à democratização dos meios de comunicação, o PLC 21/2014, conhecido como Marco Civil da Internet, foi aprovado no Senado Federal na noite de ontem (22/4) e sancionado pela presidenta Dilma Rousseff na manhã de hoje. Em ambos momentos históricos, estiveram presentes atores que desde o início participaram da construção do projeto e lutaram intensamente pela sua aprovação: os movimentos sociais.


Petrobras e a capa da revista Época

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:


O neojornalismo atual surgiu na revista Veja e foi seguido pela Folha a partir de meados dos anos 80. No meu livro “O jornalismo dos anos 90” analiso em detalhes esse estilo.

Trata-se de um produto típico dos grupos de mídia, onde se misturam alguns recursos jornalísticos, recursos de dramaturgia e de marketing. É o chamado show da notícia, com muito mais show do que notícia.

Campos prega BC independente. De quem?

Por Vagner Freitas


A corrida eleitoral teve início e as “propostas” dos candidatos começam a ser apresentadas para o debate público. Algumas têm sido oferecidas como inovadoras. Na verdade, nada mais são do que o velho, o ultrapassado, com uma roupagem nova.

Pondé e a filosofia da misoginia

Por Renato Rovai, em seu blog:


Em sua coluna da Folha de S. Paulo desta segunda, Luiz Felipe Pondé sai em defesa de uma “direita festiva”. Para que? Conquistar corações femininos. Diz ele que o “maior desafio dos jovens que não são de esquerda” é a “falta de mulheres jovens, estudantes, que simpatizem com a posição liberal (como se fala no Brasil) ou de direita (quase um xingamento)”.

A Constituinte da internet

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:
 


Os principais jornais do país destacam, nas edições de quarta-feira (23/4), dois eventos que podem definir o grau de autonomia dos cidadãos na rede digital de comunicação e informação. A aprovação do Marco Civil da Internet, concluída pelo Senado Federal na terça-feira (22), estabelece os princípios que deverão assegurar a neutralidade da Web no Brasil e impedir que empresas de tecnologia priorizem grandes clientes em detrimento do cidadão comum. A Conferência NETMundial, que se realiza em São Paulo, discute a governança global da internet.

Venezuela e o linchamento midiático

Por Igor Fuser, no jornal Brasil de Fato:


A missão do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), um órgão do Estado brasileiro, em Caracas, se tornou um novo alvo na ofensiva da direita brasileira contra o governo da Venezuela. Em reportagens, editoriais e comentários, a mídia conservadora tem atacado a imagem do chefe daquela representação oficial do Brasil, o economista Pedro Silva Barros. Procura-se, por meio da manipulação dos fatos, apresentar o funcionário brasileiro como alguém que deixa de cumprir suas funções públicas para fazer apologia ao chavismo.

Surge o Eduardo Campos "pró-mercado"

Da revista CartaCapital:

O pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, deu uma entrevista ao periódico norte-americano The Wall Street Journal nesta segunda-feira 21 em que apresentou uma nova faceta quanto a políticas econômicas. De acordo com a publicação, o ex-governador de Pernambuco “está adotando propostas pró-mercado na tentativa de derrubar a atual presidente Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de outubro”.

Defesa de Dirceu deve acusar a mídia

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Em mais alguns dias, completar-se-ão seis meses desde que José Dirceu se entregou à Justiça na sede da Polícia Federal em São Paulo. O ex-ministro de Lula é hoje o único condenado pelo julgamento do mensalão a regime semiaberto que não obteve autorização para trabalhar fora da prisão. Este post versa sobre a tortura psicológica que lhe foi imposta.

TV Cultura faz propaganda política

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:


Não posso dizer que fiquei surpreso.

Mas.

Mesmo sabendo o tipo de jornalismo que a Cultura faz, me chamou a atenção uma reportagem que vi, no acaso de uma zapeada, sobre a Petrobras.

Não era jornalismo. Era política. E política rasteira, manipuladora.

Marco Civil: a luta continua

Por Renata Mielli, no blog Janela sobre a palavra:


A aprovação do Marco Civil da Internet pelo Senado, nesta terça-feira (22/04), foi uma vitória conquistada pela luta e mobilização de muitas organizações da sociedade e ativistas digitais. Milhares de pessoas se uniram à corrente para garantir que a internet continue sendo um ambiente democrático.

Petrobras: jogada em dois lances

Por Divanilton Pereira, no site da CTB:


Há menos de uma década que o mundo sofre os impactos da mais globalizada crise do sistema capitalista. Mesmo que em algumas nações, destacadamente as dos Brics, as consequências ocorrem com intensidades distintas, nenhuma passa imune aos seus nefastos efeitos e condicionamentos.

terça-feira, 22 de abril de 2014

O rádio, uma força esquecida

Por Laurindo Lalo Leal Filho, na Revista do Brasil:

Há um ator importante pouco lembrado nas campanhas eleitorais. Ele integra o conjunto de meios de comunicação com capacidade para influir no voto de muita gente. E é o segundo meio de comunicação mais utilizado pela população (61% fazem isso), como mostra pesquisa do Ibope, realizada a pedido da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Só perde para a TV, que é vista regularmente por 97% dos brasileiros.

Globo tenta detonar os blogueiros

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Claro que fiquei na dúvida sobre o que fazer quando o Globo nos procurou. A gente não é bobo e sabia que o jornalão só teria interesse em publicar alguma coisa sobre nós se fosse para nos detonar. Afinal, a gente ameaça o seu poder.

Dar ou não entrevista. Resolvi dar. Depois, ao ler a matéria, me arrependi. A repórter publicou uma frase minha completamente sem sentido:

Desafios da política externa do Brasil

Por Pedro de Oliveira, no site da Fundação Mauricio Grabois:

Em palestra proferida semana passada no Centro Universitário de Brasília, UniCEUB, o embaixador José Humberto de Brito Cruz -- do Instituto de Pesquisa sobre Relações Internacionais do Itamaraty – analisou a inserção atual do Brasil no plano internacional. Caracterizou a circunstância em que o Ministério de Relações Exteriores exerce sua tarefa como muito favorável ao nosso país.

O futuro da internet no Brasil

Por Maurício Ayer e Antonio Martins, no site Outras Palavras:

O sociólogo catalão Manuel Castells, autor de A Sociedade da Informação; o engenheiro inglês sir Tim Berners-Lee, que criou a World Wide Web; o músico e ex-ministro brasileiro Gilberto Gil, cujo currículo inclui participação destacada na conferência internacional que debateu, em Túnis (2005) o futuro da internet, têm uma tarefa árdua, esta semana, em São Paulo. Junto com oitocentos representantes (de duzentos países) e com outros intelectuais e ativistas destacados, eles tentarão afastar sombras que pairam sobre o futuro da rede mundial de computadores – e, em muitos sentidos, da democracia.

Reforma política e participação popular

Editorial do site Vermelho:

Após importantes avanços na política social brasileira, o País ainda vive uma grande crise de representação política no Congresso Nacional. É evidente a necessidade de um sistema com representação identificada com a maioria da sociedade, com capacidade de fazer avançar o projeto nacional de desenvolvimento. Na prática, a amplitude desta representatividade será atendida após uma reforma profunda e democrática no sistema político brasileiro.

Os avanços do governo Haddad

Por Francisco Fonseca, no site Carta Maior:

O governo do prefeito Fernando Haddad vem promovendo algumas importantíssimas reformas e transformações que não aparecem na grande mídia, mas têm sido captadas pelo cidadão comum que vive e transita na cidade de São Paulo. Torna-se fundamental compreender quais e como esses avanços instituem políticas públicas transformadoras e incipientes novas relações democráticas.

Piada racista do Faustão gera revolta

Por Igor Carvalho, na revista Fórum:

No último domingo (20), ao se dirigir à uma das bailarinas que integram o elenco de seu programa, que é negra, o apresentador Faustão disse: “Cabelo de vassoura de bruxa” (veja aqui o vídeo).

O comentário gerou revolta nos movimentos negros. “Diante desse lamentável comentário racista do apresentador Faustão, eu, assim como muitas mulheres negras, não vi como uma brincadeira e não aceito piada com esse teor, ainda mais vindo de uma emissora elitista e racista que é a TV Globo”, afirmou Lilian Araújo, da Frente Pretas, da UNEafro.