quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O futuro do Brasil está nas mãos de 'juízes'

O sonho americano acabou?

Por Marcia Cruz-Redding

Os Estados Unidos da América, a terra dos sonhos de liberdade, igualdade, dignidade, respeito, liberdade religiosa e educação, mudou radicalmente com a eleição do milionário Donald Trump à Presidência da República. O discurso agressivo do novo presidente, durante a campanha e após as eleições, despertou uma parcela minoritária da população que quer ressuscitar o racismo, a homofobia, a xenofobia e a intolerância.

Eletrobrás: aumento de tarifas e apagões

Por Dilma Rousseff

A privatização da Eletrobras, um dos mais novos retrocessos anunciados pela agenda golpista, será um crime contra a soberania nacional, contra a segurança energética do país e contra o povo brasileiro, que terá uma conta de luz mais alta. Um delito dos mais graves, que deveria ser tratado como uma traição aos interesses da Nação.

Maior empresa de produção e distribuição de energia elétrica da América Latina, a Eletrobras garante o acesso à energia a um país de dimensões continentais, com uma população de mais de 200 milhões de habitantes e com uma economia diversificada, que está entre as mais complexas do mundo.

A agiotagem paralisou o Brasil

Por Glauco Faria, na Rede Brasil Atual:

"Não há nenhuma razão objetiva para os dramas sociais que vive o mundo. Se arredondarmos o PIB mundial para US$ 80 trilhões, chegamos a um produto per capita médio de US$ 11 mil. Isto representa US$ 3.600 por mês por família de quatro pessoas, cerca de R$ 11 mil reais por mês. É o caso também no Brasil, que está exatamente na média mundial em termos de renda. Não há razão objetiva para a gigantesca miséria em que vivem bilhões de pessoas, a não ser justamente o fato de que 'nenhum quadro de referência emergiu para guiar as políticas e as práticas': o sistema está desgovernado, ou melhor, mal governado e não há perspectivas no horizonte."

A aberração da venda da Eletrobrás

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

O anúncio de venda da Eletrobrás para fazer caixa é uma das iniciativas mais aberrantes do governo Temer. A ideia da “democratização do capital” e a comparação com a Vale e a Embraer é esdrúxula. Ambas estão na economia competitiva enquanto a Eletrobrás é uma concessionária de serviços públicos, estratégica para o país.

A avaliação de R$ 20 bilhões equivale a menos da metade de uma usina como Belo Monte. A Eletrobrás tem 47 usinas hidroelétricas, 114 térmicas e 69 eólicas, com capacidade de 47.000 MW, o que a faz provavelmente a maior geradora de energia elétrica do planeta. É uma empresa tão estratégica quanto a Petrobras.

Golpistas querem entregar a Eletrobrás

Por Mário Augusto Jakobskind, no jornal Brasil de Fato:

O que o governo Fernando Henrique Cardoso não conseguiu fazer em dois mandatos, o do golpista entreguista Michel Temer acabou de anunciar. Ou seja, o Ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho anunciou que a Eletrobrás será privatizada, possivelmente será abocanhada por alguma multinacional, como sempre quis o ex-presidente Cardoso. Os golpistas estão cumprindo um programa com o apoio externo. Está clara a estratégia e o motivo pelo qual decidiram se apossar indevidamente do governo brasileiro.

Charlottesville: O silêncio como cúmplice

Por Maria Carolina Trevisan, no site Geledés:

Há pouco mais de uma semana, os noticiários se viram diante da missão de informar e provocar reflexão sobre os eventos racistas em Charlottesville, na Virgínia, Estados Unidos. A imprensa estadunidense escolheu cunhar os protagonistas da marcha de “supremacistas brancos”, de acordo com uma história em que um dos atores principais é a Klu Klux Klan. Os jornais brasileiros seguiram a mesma tendência.

A novidade no noticiário do Brasil foi a utilização da palavra “racismo”, como pontuou a ombudsman da Folha, Paula Cesarino Costa. Ela destaca o excelente artigo de Janio de Freitas, que afirma que a palavra “supremacista” é um jeito de atenuar o que na realidade é “racismo”.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Ronaldo, ex-Aécio, agora é João Dólar

Por Altamiro Borges

O ex-craque Ronaldo é realmente um “fenômeno” do oportunismo. No pleito presidencial de 2014, ele foi um dos principais cabos eleitorais de Aécio Neves – o seu amigo de baladas e de outras maluquices. Após a derrota do tucano, “Ronalducho” – segundo o apelido meigo dado por José Simão – reforçou as marchas golpistas pelo impeachment de Dilma Rousseff, sempre vestindo a camiseta com os dizeres rancorosos “A culpa não é minha. Eu votei no Aécio”. Quando a delação da JBS provou que o cambaleante recebeu malas de propina – confirmando o que todo mundo já sabia, menos o jogador que se traveste de ingênuo –, o “fenômeno” se fingiu de morto. Agora, o volúvel já trata Aécio Neves como ex e bate as asinhas para “João Dólar”.

Globo enxuga seu elenco fixo; SBT demite!

Por Altamiro Borges

Em função do agravamento da crise econômica e do crescimento da internet, entre outros fatores, as emissoras de televisão estão passando por um período de violenta reestruturação. Os barões da mídia mantêm seus altos lucros e os assalariados – inclusive aqueles que chamam o patrão de “companheiro” – são penalizados com cortes de salários, demissões e precarização do trabalho. Nesta quinta-feira (17), a coluna de fofocas do site UOL publicou mais duas notinhas sobre o clima de pânico que reina nestas empresas – no caso, a TV Globo “enxuga ainda mais seu elenco”, e o SBT demite sem dó ou piedade.

Caravana de Lula: "Ser e não ser"

Por Gilberto Maringoni, no blog Viomundo:

Lula está brilhando em sua passagem pelo nordeste. As cenas do ex-presidente com o povo são impressionantes.

Ataca sem dó a situação. “O país não precisa ser a merda que é”, diz, em linguagem clara para todos.

Não tivemos em nossa História outra liderança com tamanha capacidade de interlocução com os de baixo. Nem mesmo Getúlio.

Lula fura todas as bolhas e parece galvanizar uma vontade coletiva dos que perderam a esperança, numa espécie de retomada de um fio condutor da Nação consigo mesma.

Quem é Accioly, o amigo-bomba de Aécio

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Este artigo está sendo republicado à luz da notícia de que Alexandre Accioly negocia delação com a Lava Jato.

Em seu depoimento à Lava Jato, Henrique Serrado do Prado Valladares, ex-vice-presidente da Odebrecht, contou que Aécio Neves recebeu R$ 50 milhões em troca de apoio ao consórcio da Odebrecht com a Andrade Gutierrez que disputou o leilão das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira.

O dinheiro teria sido depositado numa conta secreta em Cingapura em nome do empresário Alexandre Accioly, dono da academia BodyTech e velho amigo de Aécio - é padrinho de um de seus filhos.

Chile, Brasil e as ‘reformas’ neoliberais

Por Reginaldo Moraes, no site Brasil Debate:

Aquilo que vou contar sei apenas de memória e do pouco que li a respeito, por motivações não acadêmicas. Muitos estudaram esses temas em detalhe. Outros viveram essas coisas por dentro. E, por isto, este é um convite para que explorem essas questões com mais competência do que a minha.

Mas a estória vale a pena, até porque é mais do que estória, é história, aquele tipo de história que tende a se repetir de modo trágico.

A fábula-realidade começa assim. Era uma vez, 50 anos atrás, um pequeno país na América Latina, em que uma oligarquia local controlava as terras e sorvia as rebarbas da exploração de alguns oligopólios estrangeiros, norte-americanos, donos da principal riqueza do país, o cobre. Esse país era o Chile.

A reforma política jabuticaba vai a voto

Por Rodrigo Martins, na revista CartaCapital:

Após liderar a campanha a favor do pacote de “dez medidas contra a corrupção”, os procuradores da República Carlos Fernando dos Santos Lima e Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava Jato, voltaram a dar pitacos em propostas legislativas que escapam à sua alçada.

Em vídeo divulgado nas redes sociais na semana passada, a dupla conclamou a população a reagir ao que chamam de “falsa reforma política”, uma tentativa de “velhos políticos se agarrarem ao poder”. O juiz Sergio Moro adotou discurso semelhante. Segundo o inquisidor curitibano, o Congresso não está empenhado com a “verdadeira reforma política”.

Janot afia sua ponta de flecha contra Temer

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

O tempo está se esgotando para o procurador-geral Rodrigo Janot, que acelerou o ritmo de trabalho em seu gabinete de olho no dia 17 de setembro, quando acaba seu mandato. A segunda denúncia contra Michel Temer, por obstrução da Justiça, está praticamente fechada mas pode ser fortalecida pela delação de Lúcio Funaro, cujas tratativas serão retomadas esta semana. Janot, segundo fontes do MPF, pretende estabelecer uma triangulação entre Geddel Vieira Lima para turbinar a denúncia.

Caravana de Lula: esperança e tormenta

Foto: Jornalistas Livres
Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

A irrupção nazista nos EUA - aqui e lá edulcorada com o eufemismo de ‘movimento supremacista’ -, talvez não seja, infelizmente, apenas mais uma brotoeja racista de recorrente presença na história norte-americana.

Embora seja isso também, compreender e enfrentar a real dimensão do que foi enunciado em Charlestonville, na Virgínia, pode exigir mais do que reportar à tradição escravocrata dos sulistas que preferiram a guerra civil, travada entre 1861 e 1865, a aceitar a abolição da escravatura.

É certo que os conflitos aguçados durante a secessão nunca terminaram. Nem foram menos violentos que agora.

Doria apela ao MBL contra Bolsonaro

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Cômica, apesar de refletir a trágica decadência da direita paulista, a matéria da Folha, hoje, sobre a “fusão” entre o MBL de Kim Kataguiri o com os “cabeças pretas” do cabelos alourados do ainda este ano sessentão João Dória.

A bancada jovem tucana que quer o desembarque do partido do governo de Michel Temer deve se unir ao MBL (Movimento Brasil Livre) para as eleições de 2018, dentro ou fora do PSDB. As conversas entre os parlamentares do grupo, conhecido como “cabeças pretas”, e os coordenadores do movimento de direita que foi um dos protagonistas dos atos pelo impeachment de Dilma Rousseff têm se intensificado com o avanço do calendário pré-eleitoral.

Cortes de Temer esvaziam as universidades

Por Verônica Lugarini, no site Vermelho:

De acordo com a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, o desmonte da educação deve gerar o esvaziamento da universidade e inibir o acesso de alunos aos cursos de ensino superior em instituições públicas, formando uma geração de estudantes “Sem/Sem”, ou seja, sem estudo e sem trabalho.

As universidades vêm sofrendo uma sequência de cortes pelo governo Michel Temer. Até agora, o Ministério da Educação (MEC) teve um dos maiores cortes, de R$ 4,3 bilhões, o que representa uma diminuição de 12% no montante anteriormente definido em R$ 35,74 bilhões, provocando o definhamento de um projeto educacional democrático e inclusivo que se consolidava no Brasil.

A ofensiva do capital contra o Brasil

Por Érika Ceconi, no site da CTB:

“Não interessa ao capital financeiro internacional que o Brasil ou, de forma mais ampla, os países da América Latina e Caribe, produzam as reformas sociais necessárias a uma sociedade mais justa e tracem rumos próprios na política internacional”, alertou o embaixador Celso Amorim em entrevista exclusiva concedida ao Portal CTB.

O diplomata e ex-ministro participa, na próxima quinta-feira (24), em Salvador (Bahia), do Seminário Internacional “A crise econômica global e o mundo do trabalho” que antecede o 4º Congresso Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e reúne dirigentes sindicais de 29 países.

Correios ameaçados. Por que defendê-los

Por Igor Venceslau, no site Outras Palavras:

No Brasil, um processo de desmonte dos Correios segue na velocidade das encomendas expressas. Esse sucateamento dos serviços postais, ao qual todos estamos expostos, visa provavelmente tentar a privatização de uma das maiores e mais eficazes empresas públicas brasileiras e transferir uma atividade lucrativa, sigilosa e estratégica para as mãos do mercado. Após o último concurso público, ocorrido em 2011, a contratação está suspensa nos Correios, enquanto as demissões são largamente incentivadas pela administração central. E do Oiapoque até o Chuí, a população vem sendo surpreendida com o fechamento repentino de agências postais e a implantação de um programa de entregas em dias alternados, em substituição à entrega diária.

O golpe do capital contra o trabalho

Por Carlos Pompe, no site da Fitmetal:

Não existe abordagem neutra da história e da política e, neste momento em que estas linhas estão sendo lidas, a história e a política estão sendo feitas, inclusive por quem as lê e quem as escreveu. Está é uma premissa com a qual o jornalista Umberto Martins escreveu “O Golpe do Capital contra o Trabalho”, e o autor não é neutro: não escamoteia que tem lado – o do trabalho contra o capital, o do golpeado que decifra o golpeador.