Dr. Rosinha, no blog Viomundo:
Desde muito antes do início dos embates eleitorais, analistas apostam na grande influência da internet nas eleições municipais de 2012 – as primeiras em âmbito local que poderiam ser de fato definidas pelas novas mídias.
No início da semana passada, o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, José Serra, tratou de endossar essa tese, antes mais comumente ouvida da boca de jornalistas, analistas e políticos do campo progressista.
Ao entrar, por pressão de Serra, com uma representação contra blogueiros progressistas – ou “sujos”, como eles preferem – o PSDB envia um indiscutível sinal de fraqueza: faltam-lhes propostas, projetos e até mesmo musculatura emocional para encarar os debates puxados pelos blogs e ampliados pelas redes sociais. De tão frágil e vazia, o documento já teve o seu arquivamento recomendado pela Procuradoria Geral Eleitoral, que destacou não haver sequer “começo de prova hábil a ensejar qualquer investigação”.
A justificativa tucana para a representação não impressiona, antes vai ao encontro do que já vinha sendo propalado pelo próprio José Serra desde as eleições de 2010. Acusa os jornalistas Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim – dos sítios Brasilianas.org e Conversa Afiada, respectivamente – de apoiarem o governo federal em troca de benesses financeiras, patrocínio que chegaria a eles através de empresas públicas como a Caixa Econômica Federal.
É, na verdade, um ataque não só aos dois blogueiros em específico, mas também a toda blogosfera, porque pode abrir um nefasto precedente jurídico, deixando os demais sítios à mercê dos humores de Serra e de sua claque conservadora.
Mas, se o governo federal, através de empresas como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras, aloca dinheiro de verba publicitária em grandes portais de notícias, por que não poderia fazer o mesmo com blogs? Não tenho os números exatos, mas pela repercussão que têm diariamente na internet, suponho que os blogs de Nassif e Paulo Henrique Amorim desfrutem de um número de acessos que passa longe do desprezível.
Afinal, quando a gestão de Serra, no governo do estado de São Paulo, adquiriu produtos da Editora Abril, sem licitação, para escolas públicas, todos pareceram muito menos preocupados com ataques à liberdade de expressão ou com uma eventual doutrinação ideológica.
Essa, porém, é só uma faceta da discussão, existe outra. Deveria a alocação de verbas publicitárias por parte do governo federal ser feita exclusivamente por critérios técnicos, como audiência? Ou poderia o governo, além disso, também fomentar com seus recursos o surgimento de novos veículos de comunicação, que embora ainda no nascedouro tivessem potencial para, no futuro, aumentar o caldo do debate que define os rumos do país? Em caso positivo, como definir esses novos critérios?
É claro que a destinação de verbas publicitárias precisa ser transparente e respeitar referências claras. Porém não me parece que tão somente critérios técnicos sejam o suficiente. Num país onde meia dúzia de famílias controlam quase todo o conglomerado midiático, um política tecnicista faria apenas repetir o modelo, retroalimentar a máquina. Por outro lado, critérios subjetivos e elásticos em demasia podem deixar veículos, jornais ou blogs, desprotegidos em relação a governantes que podem, sim, tentar controlá-los, se lhes convier.
Para mim, essa é a discussão fundamental. Afinal, liberdade de expressão não pode ser confundida com liberdade de mercado, como alguns, por ingenuidade ou má-fé, costumam fazer.
Desde muito antes do início dos embates eleitorais, analistas apostam na grande influência da internet nas eleições municipais de 2012 – as primeiras em âmbito local que poderiam ser de fato definidas pelas novas mídias.
No início da semana passada, o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, José Serra, tratou de endossar essa tese, antes mais comumente ouvida da boca de jornalistas, analistas e políticos do campo progressista.
Ao entrar, por pressão de Serra, com uma representação contra blogueiros progressistas – ou “sujos”, como eles preferem – o PSDB envia um indiscutível sinal de fraqueza: faltam-lhes propostas, projetos e até mesmo musculatura emocional para encarar os debates puxados pelos blogs e ampliados pelas redes sociais. De tão frágil e vazia, o documento já teve o seu arquivamento recomendado pela Procuradoria Geral Eleitoral, que destacou não haver sequer “começo de prova hábil a ensejar qualquer investigação”.
A justificativa tucana para a representação não impressiona, antes vai ao encontro do que já vinha sendo propalado pelo próprio José Serra desde as eleições de 2010. Acusa os jornalistas Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim – dos sítios Brasilianas.org e Conversa Afiada, respectivamente – de apoiarem o governo federal em troca de benesses financeiras, patrocínio que chegaria a eles através de empresas públicas como a Caixa Econômica Federal.
É, na verdade, um ataque não só aos dois blogueiros em específico, mas também a toda blogosfera, porque pode abrir um nefasto precedente jurídico, deixando os demais sítios à mercê dos humores de Serra e de sua claque conservadora.
Mas, se o governo federal, através de empresas como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras, aloca dinheiro de verba publicitária em grandes portais de notícias, por que não poderia fazer o mesmo com blogs? Não tenho os números exatos, mas pela repercussão que têm diariamente na internet, suponho que os blogs de Nassif e Paulo Henrique Amorim desfrutem de um número de acessos que passa longe do desprezível.
Afinal, quando a gestão de Serra, no governo do estado de São Paulo, adquiriu produtos da Editora Abril, sem licitação, para escolas públicas, todos pareceram muito menos preocupados com ataques à liberdade de expressão ou com uma eventual doutrinação ideológica.
Essa, porém, é só uma faceta da discussão, existe outra. Deveria a alocação de verbas publicitárias por parte do governo federal ser feita exclusivamente por critérios técnicos, como audiência? Ou poderia o governo, além disso, também fomentar com seus recursos o surgimento de novos veículos de comunicação, que embora ainda no nascedouro tivessem potencial para, no futuro, aumentar o caldo do debate que define os rumos do país? Em caso positivo, como definir esses novos critérios?
É claro que a destinação de verbas publicitárias precisa ser transparente e respeitar referências claras. Porém não me parece que tão somente critérios técnicos sejam o suficiente. Num país onde meia dúzia de famílias controlam quase todo o conglomerado midiático, um política tecnicista faria apenas repetir o modelo, retroalimentar a máquina. Por outro lado, critérios subjetivos e elásticos em demasia podem deixar veículos, jornais ou blogs, desprotegidos em relação a governantes que podem, sim, tentar controlá-los, se lhes convier.
Para mim, essa é a discussão fundamental. Afinal, liberdade de expressão não pode ser confundida com liberdade de mercado, como alguns, por ingenuidade ou má-fé, costumam fazer.
1 comentários:
Martin Luther King
Enquanto uma grande maioria fica passiva, "Vendo a banda passar", grupos reacionários passam mensagens e informações de que são "Bonzinhos".
Este truque é muito utilizado pelos Tucanos, os quais aproveitam-se de que a Grande Mídia está a favor deles, para enganar a população. Foi assim que Serra e Kassab ascenderam a Prefeitura de São Paulo e barraram o avanço dos trabalhadores.
Agora estão desesperados, porque o índice de rejeição do Serra é alto, e atacam os blogueiros, uma das principais fontes de notícias nas Redes Sociais.
Enquanto "Eles" (os tucanos) promovem o ataque a Blogosfera, uma imensa massa de internautas, que poderiam compartilhar e espalhar as informações, ainda não se tocaram da importância da Internet, e ficam mais preocupados com seu lado pessoal.
´´E este "silêncio" que nos preocupa!
Por Murilo Gonçalves
Do Blog http://umbalaiodenoticias.blogspot.com.br
Indicado por
José da Mota
P.S.
Acompanhe na relação dos artigos abaixo, alguns dos desdobramentos da tentativa de golpe branco no Brasil, é só clicar.
2 - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/erundina-so-lula-com-haddad-e-maluf.html
3 - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensalao-saga-iii-ricardo-lewandowski-e.html
4a b à escolha: http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensalao-do-golpe-branco-no-brasil.html
4b - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/o-beijo-patriota-ayres-britto-e-dilma.html
5 - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensalao-do-golpe-branco-v-do-pt.html
6 - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensaloes-e-chance-de-alguns-grandes.html
7 - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensaloes-de-bois-de-piranha-marcos_20.html
8 - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensalao-do-golpe-branco-ix-stf-ou-mata_27.html
9 - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensalao-demonstra-os-primeiros_26.html
10 - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensalao-e-seus-segundos-sintomas-de-um.html
11 - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensalao-terceiro-sintoma-stf-e.html
12 - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensalao-terceiro-sintoma-stf-e.html
13 - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/piranhas-de-boi-o-quarto-sintoma-de-um.html
14 - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/bois-daqui-sao-de-stf-de-6-potencia.html
15 - http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/subjetividades-e-prerrogativas-sintoma.html
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