quarta-feira, 1 de junho de 2016

Fiesp descarta fascistas mirins da Paulista

Por Altamiro Borges

O site da revista Veja, o pasquim de estimação dos 'midiotas', postou uma curiosa notinha nesta terça-feira (31): 

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Os manifestantes pró-impeachment não arredaram pé do acampamento na Avenida Paulista. O número de barracas, no entanto, caiu de trinta para onze. Ficam por lá hoje 25 pessoas, menos de um terço do que havia no início do protesto, em março. Eles dizem que só vão sair depois que o Senado confirmar a queda de Dilma Rousseff. No auge da popularidade, a turma chegou a ser recebida por Paulo Skaf, presidente da Fiesp, para um almoço com filé-mignon. Agora, a diretoria da entidade pediu que eles deixassem a sua porta e barrou o acesso aos banheiros do prédio. Com isso, os “sem-teto” se mudaram para as proximidades da esquina com a Rua Pamplona.

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Nas vésperas da votação do impeachment da Câmara Federal, a Veja e o restante da mídia deram total apoio aos aloprados que acamparam em frente à sede da outrora poderosa Federação das Indústrias de São Paulo - golpista no passado e no presente. Inúmeras "reporcagens" foram obradas para difundir a imagem idílica dos jovens fascistas que rosnavam pelo "Fora Dilma" e até pela volta dos militares ao poder. A Fiesp garantiu a logística aos fanáticos, servindo almoço, banheiro e outras regalias. Paulo Skaf, o empresário-picareta, até se jactou em entrevistas do acampamento em frente à sede patronal. 

Após alguns dias, os jovens riquinhos da elite paulistana deixaram as barracas - para dormir nas suas mansões - e foram substituídos por jagunços contratados. Os mercenários produziram várias cenas de vandalismo, registradas em vídeos, ameaçando os que discordavam do acampamento fascista. A PM de Geraldo Alckmin, que sempre reprimiu com violência os protestos dos movimentos sociais na agitada Avenida Paulista, garantiu a segurança dos brutamontes contratados. Até hoje a Fiesp não explicou como o acampamento golpistas foi financiado. Será que foi com dinheiro público do Sistema S?

Agora, porém, a Fiesp do picareta Paulo Skaf deixa ao relento os fascistas mirins e os seus jagunços. Não serve mais filé-mignon e nem dá acesso aos seus sanitários. Nada mais previsível. Afinal, os aloprados que montaram barracas e os que buzinaram seus carros para apoiar o protesto "espontâneo" contra a corrupção e pelo "Fora Dilma" já cumpriram o seu papel. Eles foram usados como massa de manobra para viabilizar o "golpe dos corruptos" e a pauta de retrocessos sociais da elite paulista - da turma golpista da Fiesp. Agora, a galera de otários que pediu intervenção militar pode até levar umas cassetadas da PM de Geraldo Alckmin. A mídia venal nem vai registrar a cena!

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1 comentários:

Antonia Cruz disse...

De volta pra senzala! A elite jamais aceitará esta turma na sua casta.