quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Moro ganha força com prisão de Cunha

Por Renato Rovai, em seu blog:

É mais do que evidente que a prisão de Eduardo Cunha, realizada no início da tarde pela Polícia Federal a partir de autorização de Sérgio Moro, dá ainda mais força ao juiz curitibano.

A partir de agora, o homem de preto poderá dizer que não age de forma seletiva. Que já prendeu mais de uma dezena de petistas graúdos, alguns com base em indícios que depois foram se desmanchando no ar, como o tal JD, que era José Dirceu e depois virou Juscelino Dourado, ex-chefe de gabinete de Antônio Palocci. Mas que também foi ele que prendeu o ex-todo poderoso Eduardo Cunha.

Se isso era o álibi que Moro precisava para prender Lula, como muita gente tem especulado na rede, só o tempo, senhor da razão, poderá dizer.

Até porque depois da pesquisa Vox Populi de ontem que colocou o ex-presidente com 35% das intenções de voto não há nada mais urgente para as elites internacionais e nacionais do que tirar Lula da disputa de 2018.

O mar não está para peixe pequeno e nem o jogo dos dias de hoje é para amadores.

Não é hora de especular sobre se vem por aí uma nova ação espetacular do grupo de Curitiba, mas que soou muito estranho o fato de Cunha ter sido preso sem que nenhuma foto sua fosse realizada e sem que houvesse vazamento, isso soou.

Não que isso não devesse ser o normal. Ao contrário, espera-se comportamento com essa discrição sempre de órgãos como a PF. Mas exatamente porque isso foi a exceção nos últimos tempos.

A condução coercitiva de Lula foi transmitida ao vivo para o mundo. E ainda foi vazada pelo twitter de um ansioso e inexperiente editor da revista Época, que pertence as organizações Globo, durante a madrugada.

Ou seja, não é hora de falar em bruxas, mas que elas existem, existem…

PS: Se Cunha resolver abrir o bico teremos eleições indiretas no começo do ano que vem. Onde o Congresso provavelmente elegerá alguém como Alckmin.

1 comentários:

Luiz Delfino Oliveira disse...

Alkimim ...pra que, pra destruir o país. Privatizar, padagiar o país de norte/sul,de sudeste a noroeste