quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Brasil, a ditadura perfeita

Por Gilberto Maringoni, em seu blog:

Mario Vargas Llosa uma vez classificou a hegemonia de mais de sete décadas do Partido Revolucionário Institucional no México como “a ditadura perfeita”. O escritor peruano, que nada tem de esquerdista, admirava-se com a completa hegemonia do PRI sobre todas as instituições públicas, meios de comunicação e empresas do país, que não passou – formalmente – por períodos abertamente autoritários, como Brasil, Argentina, Chile e quase toda a América Latina.

A violência no México sempre foi legal e funcionou como máquina de moer carne dentro das mais estritas normas republicanas.

Michel Temer e seu nó fiscal

Por Paulo Kliass, no site Carta Maior:

As últimas semanas têm sido marcadas por um verdadeiro movimento de vai-e-vem nas declarações oficiais relativas ao imbróglio fiscal que avassala nosso País. Porém, é forçoso reconhecer que essa onda de hesitação em assumir o inevitável é bastante compreensível. Afinal, a narrativa dos defensores do financismo sempre assegurou amplamente que a solução era simples. Bastaria tirar a Dilma para que todas as dificuldades se transformassem em oportunidades para o retorno de nossa economia a uma suposta normalidade.

Um golpe sustentado pelo medo

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:



Muitos analistas, profissionais e de botequim, tem se perguntado porque a população não reage aos desmandos do governo. A pesquisa Ibope divulgada há pouco, cuja íntegra se encontra no site do instituto, explica as razões da paralisia política do povo. É pavor. O gráfico mostra um povo completamente aterrorizado pelo desemprego. 46% tem “muito medo” do desemprego, outros 23% tem “um pouco de medo” e 13% já está desempregado. Ou seja, temos 46%+23%+13% = 82% da população sob os efeitos paralisantes do medo das consequências sociais trazidas pela falta de um trabalho.

O que já era mentira, virou escândalo!

Por Dilma Rousseff, em seu site:

Antes do golpe, meu governo previa déficit de R$ 124 bi para 2016 e de R$ 58 bilhões para 2017, que seriam cobertos com redução de desonerações, a recriação da CPMF e corte de gastos não prioritários.

Após o golpe, a dupla Temer-Meirelles, apoiada pelo “pato amarelo”, que não queria saber da CPMF por onerar os mais ricos, inflou a previsão de déficit para R$ 170 bi, em 2016 e R$ 139 bi, em 2017.

Os golpistas calculavam ganhar uma grande folga para facilmente cumprir a meta e, com isso, fazer a população acreditar numa competência que eles não tinham.

Temer e a destruição do Estado nacional

Por Hylda Cavalcanti e Paulo Donizetti, na Rede Brasil Atual:

O Congresso Nacional, depois de rejeitar a denúncia de corrupção contra o presidente Michel Temer, trabalha agora para manter a base e conseguir aprovar as reformas política e da Previdência, entre outros projetos de interesse das bancadas empresariais e ruralistas. Parlamentares e cientistas políticos avaliam a manutenção de Temer como parte de um projeto de poder impossível de ser conduzido de maneira democrática e com respeito ao voto popular. O planejamento em curso une parte do poder econômico e financeiro e suas ramificações nos Poderes Executivo, Legislativo e no Judiciário.

O preço da austeridade de Temer

Por Helena Borges, no site The Intercept-Brasil:

Qual o preço da austeridade? Em dezembro do ano passado, o governo pagou aos deputados federais o valor recorde de emendas parlamentares da série histórica iniciada em 2015, quando os dados se tornaram públicos. De uma tacada só, foram gastos R$ 2 bilhões. O montante foi recebido pela Câmara junto a outro pacote: as matérias das duas principais reformas que seriam votadas neste ano – a da Previdência e a Trabalhista. A estratégia é repetida por Temer desde que os deputados tiraram Dilma Rousseff da presidência e o colocaram no lugar.

Direita xucra ignora os crimes de Hitler

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:



“Dizer que o nazismo foi de esquerda é uma grande ignorância da História e de como as coisas aconteceram”, segundo Izidoro Blikstein, professor de Linguística e Semiótica da USP e especialista em análise do discurso nazista e totalitário disse recentemente à BBC.

Na verdade, é mais do que isso. Não é só ignorância. Não raro, essa releitura histórica absurda é espargida por nazistas “naturais” que não sabem que são nazistas – e muito menos o que foi o nazismo.

O nazismo entrou em pauta por conta dos choques de neonazistas e supremacistas brancos contra grupos antirracistas na cidade universitária norte-americana de Charlottesville.

Dívida pública, inflação e o mito neoliberal

Por Marcio Pochmann, no site da Fundação Maurício Grabois:

A ascensão da equipe atual dos sonhos do mercado financeiro fez concentrar o problema da inflação no comportamento quase exclusivo do déficit e da dívida pública. A aceleração do nível de preços que atingiu 10,7% no ano de 2015 devido ao choque de custos oriundo da desvalorização cambial, do aumento tributário e da liberalização de aumento nos preços administrados, como dos combustíveis, serviu de referência para explicitar a relação convergente entre inflação e déficit e dívida pública.

O fascismo dos nossos tempos

Por Paulo Silveira, no site Jornalistas Livres:

No segundo turno da última eleição presidencial, na fila de espera para votação, num bairro ocupado pela alta burguesia da cidade de São Paulo, ouvi rapazes galhofeiros afirmarem que, se Dilma Rousseff fosse reeleita, grupos organizados através das redes sociais a arrancariam à força do poder! Um ano e meio depois, sem precisar fazer uso da agressão física, mas não sem deixar de exibir a prepotência que lhes é peculiar, esses grupos contribuíram para a deposição da presidenta.

Um país que perdeu o medo do ridículo

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Em São Paulo, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima discorre sobre história do Brasil. Fala dos degredados que incutiram nos brasileiros a malandragem atávica, poupando apenas os procuradores.

Em algum lugar do Brasil, o Ministro Luís Roberto Barroso cita Faoro e Buarque e o grande pensador Flávio Rocha, dono das Lojas Riachuelo, para discorrer sobre reforma trabalhista e sobre a malandragem brasileira, que poupou apenas o Supremo

No Twitter, o procurador Hélio Telho rebate o economista Paulo Rabello de Castro e diz que ele (Telho) precisa ensinar capitalismo de verdade a esses capitalistas de compadrio.

O país da Casa-grande

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na revista CartaCapital:

Desde a transição democrática de meados dos anos 80, o povo brasileiro contempla, entre perplexo e cada vez mais desencantado, o espetáculo da mudança sem esperança ou, como dizia um crítico de Adorno, “a realização das esperanças do passado”.

Assim os senhores da terra concebem o progresso. As eleições diretas sucumbiram diante do Colégio Eleitoral. A nau de Ulysses encalhou nas praias do transformismo e os náufragos do regime militar saltaram alegremente para bordo.

Veja é multada em R$ 100 mil por calúnia

Por Joaquim de Carvalho, no blog Diário do Centro do Mundo:

O geólogo Guilherme Estrella, que foi diretor de Exploração e Produção da Petrobras nos governos Lula e Dilma e um dos pioneiros na pesquisa que levou à descoberta de petróleo no pré-sal no mar territorial do Brasil, venceu uma disputa judicial que travava com a revista Veja por causa de duas reportagens publicadas em abril de 2014, quando era intenso o noticiário em torno da Petrobras e a Lava Jato.

Ele foi acusado de receber “propina paga por uma fornecedora holandesa da Petrobras”. A fonte da informação era um suposto depoimento do publicitário Marcos Valério - depoimento que nunca apareceu - e uma sindicância da empresa, que existiu, mas que não tinha nenhuma relação com Estrella.

O Brasil em liquidação para salvar Temer

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:



O Poder360 traz a lista daquilo que, em pouco mais de um ano, o governo Temer quer vender para, ainda assim, continuarmos com um rombo gigantesco nas contas públicas.

Vender e vender correndo, a toque de caixa, sem produzir, sequer, algum benefício para o funcionamento dos serviços públicos.

Reproduzo a lista escandalosa [aqui].

Nem, assim, porém, as contas estão fechando, porque o país, paralisado, arrecada menos e menos.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Desemprego dizima 15 vagas por hora em SP

Por Altamiro Borges

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou nesta semana um dado assustador sobre a alta do desemprego na região metropolitana de São Paulo – hipoteticamente, a mais desenvolvida do país. Segundo o levantamento, a região fechou, entre janeiro e junho deste ano, 15 vagas por hora, ou 364 postos por dia. Ao todo, são 66 mil postos de trabalho dizimados no primeiro semestre. O jornal Agora deste domingo (13) ouviu algumas destas vítimas. Mesmo jurando que a economia está melhorando – sabe-se lá para quem – o diário do Grupo Folha expôs o drama dos sem-emprego.

Bolsonaro é multado. Devia ser cassado!

Por Altamiro Borges

Por quatro votos a zero, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve nesta terça-feira (15) a decisão que determinou que o fascista Jair Bolsonaro (PSC-RJ) pague indenização à deputada Maria do Rosário (PT-RS) por danos morais. Ele já havia sido condenado em duas instâncias da Justiça pelo crime de incitação ao estupro. Em dezembro de 2014, ele disse no plenário da Câmara Federal – e depois reafirmou ao jornal gaúcho Zero Hora – que não estupraria a parlamentar porque “você não merece”. Ele recorreu da decisão e agora perdeu novamente. A multa aplicada é de apenas R$ 10 mil – um valor insignificante para o deputado que é apoiado pela indústria das armas, pelos ruralistas e outros ricaços reacionários.

As medidas para barrar a desindustrialização

Por Railídia Carvalho, no site Vermelho:

“Hoje trabalhadores e empresários industriais estão excluídos no Brasil”, afirmou o ex-ministro e professor da Fundação Getúlio Vargas, Bresser-Pereira, durante o debate “Indústria e Desenvolvimento” nesta terça-feira (15), em São Paulo. Clemente Ganz, do Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e Marilane Teixeira, pesquisadora da Unicamp, também foram palestrantes do evento organizado pela Fitmetal e pela CTB.

Dados do Dieese apontam que 2017 pode ser o 4º ano consecutivo de queda no emprego metalúrgico, fato inédito entre a categoria. A queda na produção industrial extinguiu 326 mil empregos no ano passado. A indústria automobilística voltou a patamares de produção registrados em 2005.

Regulação da mídia é censura?

Aspectos ditatoriais no Brasil de hoje

Por Ana Luíza Matos de Oliveira, no site Brasil Debate:

Por que um continente com tantas riquezas como a América Latina tem tanta pobreza? Bernardo Kliksberg em seu livro “Como enfrentar a pobreza e a desigualdade? Uma perspectiva internacional”, publicado pela Editora Fundação Perseu Abramo, tenta recolocar no debate essa questão. A resposta do autor é que os índices de pobreza estão ligados à desigualdade, ou melhor, existe pobreza porque existe desigualdade. Inclusive, o autor aponta que se as ditaduras militares na América Latina não tivessem promovido um modelo de desenvolvimento que propiciasse o crescimento da desigualdade, ao fim destas ditaduras a quantidade de pessoas que padeciam da pobreza teria sido a metade na região.

Nenhum tucano preso na Lava Jato; nem será!

Por Daniel Giovanaz, no jornal Brasil de Fato:

Uma das principais críticas à operação Lava Jato é a seletividade. Ou seja, a ideia de que os juízes e procuradores interpretam os indícios de maneira diferente, conforme o nome do réu ou o partido político envolvido nas denúncias.

PT, PSDB e PMDB foram os que mais receberam dinheiro de empresas citadas na Lava Jato. Os partidos se defendem dizendo que as doações foram feitas conforme a lei. Entre os três mais citados, apenas o PSDB não teve nenhum dos membros preso.

O senador Aécio Neves é o único político tucano com abertura de inquérito solicitada pela Procuradoria Geral da República. E os indícios contra ele não são poucos.

A Marina Silva que se esconde nos detalhes

Por Renato Rovai, em seu blog:

O sociólogo Luiz Eduardo Soares concedeu entrevista a BBC Brasil na qual trata da sua frustração em relação à parceria que teve com a ex-senadora Marina Silva.

Soares foi o primeiro presidente da Rede no Rio de Janeiro e apoiou Marina na eleição de 2014, tendo papel destacado na sua campanha.

Na opinião de Soares, ao decidir pelo apoio ao impeachment de Dilma, a ex-senadora jogou fora suas possibilidades de ser uma candidata com chances reais em 2018.

A culpa não é do povo

Por Caio Botelho, no site da UJS:

Os retrocessos civilizacionais em curso no Brasil são imensos e o governo golpista liderado por Michel Temer conta com a repulsa da quase unanimidade dos brasileiros, de acordo com as recentes pesquisas de opinião. Diante desse cenário, não é estranho perguntar: onde está, afinal, o povo? Como se mantém silente mesmo quando estão em jogo questões tão fundamentais, como os direitos trabalhistas e a garantia de sua aposentadoria?

Sem meias palavras: nazismo, nunca mais

Por Francisco Carlos Teixeira, no site Carta Maior:

Depois de seguidas manifestações de ódio racial, de gênero – misógino, feminicídio, homofobia, transfobia –, de brutais preconceitos contra regionais brasileiros, em especial nordestinos em grandes cidades do Sul-Sudeste, e agora de refugiados haitianos e sírios no Brasil, vimos com espanto o toque de reunir dos neonazistas na cidade de Charlottesville, na Virgínia, Estados Unidos.

Na Europa, Alemanha, Polônia, Hungria, Letônia, Ucrânia e Áustria são assoladas por grupos cada vez mais explícitos, numerosos e fortes, de homens e mulheres, que defendem uma agenda claramente fascista, ou mesmo nazista: claro ódio aos judeus, aos negros, ao povo LGBT, a tudo que surge como uma forma de alteridade – um outro, o “alter”, que deve ser negado e anulado em face de um “Nós” homogêneo, racialmente “limpo” e “superior”.

É o petróleo, estúpido!

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

Hoje eu me deparei com um texto no blog do Nassif, assinado pelos economistas Leonardo Guerra e Günther Borgh, comentando a tal “conta petróleo”, que teria ficado positiva nos primeiros sete meses do ano. Fui pesquisar melhor o assunto e vi que essa conta-petróleo é um dado que a imprensa brasileira vem divulgando sem oferecer mais detalhes ao público e sem pedi-lo também ao governo.

No sistema Alice, o banco de dados oficial do Ministério da Indústria e Comércio Exterior, aberto e público, não encontrei nenhum superávit.

Crimes contra a vida da dupla Alckmin-Doria

Por Alexandre Padilha, na revista Fórum:

Nesta semana nem a mídia tradicional, que elegeu e mantém a dupla tucana Alckmin-Doria, conseguiu esconder. As capas de dois jornais de grande circulação em São Paulo mostraram a insanidade das medidas adotadas por ambos contra a segurança das pessoas: “Mesmo com ações policiais, cresce o número de roubos na região da Cracolândia” – Estado de S. Paulo, 07/08. “Apenas 17% concluem internação em ação anticrack da gestão Doria” – Folha de S. Paulo, 08/08.

A política econômica de Temer fracassou

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

A equipe econômica do governo Michel Temer vai refazer as contas para estabelecer nova meta de déficit de 2017 e 2018. Com receitas em permanente queda, o governo deve ampliar a meta do déficit deste ano, passando de R$ 139 bilhões para R$ 158 bilhões. Projeções também indicam que os investimentos do governo federal podem chegar ao final deste ano no menor nível em dez anos.

“Isso quer dizer que estamos na maior depressão da história econômica, maior do que a dos anos 30 do século 20. E, num cenário como esse, o investimento público tem que substituir o privado, porque o investimento privado é feito com base em expectativas do mercado. E numa depressão, as expectativas são muito negativas e pessimistas”, diz o professor do Instituto de Economia da Unicamp Fernando Nogueira da Costa.

O "outro mundo" da democracia brasileira

Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:

"É outro mundo". Foi essa a definição que a ex-ministra da Justiça da Alemanha, Herta Däubler-Gmelin, deu para o Brasil em sua passagem pelo país esta semana. Ela estava espantada com o fato de o presidente brasileiro não ter renunciado logo após a denúncia da PGR. Pobre, Herta. Mal sabe que isso é quase irrelevante perto da pornochanchada que tomou conta das instituições brasileiras.

Mas há quem acredite que está tudo normal. Quando a Câmara livrou Temer da denúncia de Janot por corrupção passiva, Gilmar Mendes comemorou a estabilidade que o engavetamento do caso trouxe ao país e ressaltou a normalidade do funcionamento das instituições: “Isso é uma questão da competência da Câmara. O sistema de ‘checks and balances’ (sistema de freios e contrapesos) está funcionando.”

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Sim, o Brasil pode se tornar uma Venezuela

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Não importa quantos fatos incontestáveis a gente mostre sobre a Venezuela, esse bando de energúmenos que se tornou especialista no país vizinho só por assistir a Globo se recusa a enxergar.

No último capítulo (no post anterior), esta página propôs a seguinte questão aos leitores: entre uma pesquisa usada por TODA A COMUNIDADE INTERNACIONAL como REFERÊNCIA para comparar a qualidade de vida entre os povos (O Relatório do Desenvolvimento Humano, apurado pelas Nações Unidas) e uma pesquisa desconhecida feita por grupos políticos venezuelanos, a qual delas você daria mais atenção?

Brasil regride no combate à fome

Por Ana Luíza Matos de Oliveira, no site da Fundação Perseu Abramo:

Versão-síntese do Relatório do Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para Agenda 2030 sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) mostra resultados extremamente preocupantes para o Objetivo 2 (Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura).

O relatório relembra que o acesso aos alimentos pela população em situação de maior vulnerabilidade apresentou avanços significativos no Brasil ao longo das duas últimas décadas, o que levou o país a deixar de ter a marca da fome como uma de suas principais mazelas sociais. Para isso, o aumento da renda dos extratos sociais pobres e de extrema pobreza e melhores índices de emprego, formalização, elevação dos salários (particularmente do salário mínimo) e fortalecimento da transferência de renda para a população em maior vulnerabilidade foram fundamentais. Outros pontos importantes, segundo o relatório, foram:

Doria, Bolsonaro e a marcha fascistoide

Por Aldo Fornazieri, no Jornal GGN:

Algumas pessoas de esquerda e democratas bem pensantes se apressaram em condenar a ovada que o prefeito João Dória recebeu em Salvador. Na verdade, os manifestantes soteropolitanos devem ser parabenizados, pois Dória merece ser alvo de muitas ovadas por ser um elemento provocador, desrespeitoso, estimulador do ódio, usando frequentemente uma linguagem e práticas que resvalam para a arruaça política. Dória precisa ser tratado como inimigo, já que ele trata as pessoas progressistas e de esquerda como inimigas.

Prepotência da elite e resignação do povo

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

Ensina o professor Pedro Serrano que um Estado de Exceção pode permitir-se todas e quaisquer exceções. Tal a situação em que o Brasil precipita depois do golpe de 2016. E as exceções se multiplicam, cada vez mais daninhas. Não há lei que não possa ser desrespeitada, donde o primeiro resultado é a transformação da Justiça em injustiça. A exceção implica a cínica operação de legalizar o ilegal.

Não se justifica a surpresa, diante de um golpe perpetrado pelos Três Poderes da República com o apoio incondicional da propaganda midiática encabeçada pela Globo e de policiais transformados em jagunços da casa-grande. Deu no que deu e não se enxerga a mais pálida chance de mudança, muito pelo contrário. As máfias fazem o que bem entendem.

É o parlamentarismo, estúpido!

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A campanha permanente contra a democracia brasileira adora criminalizar os gastos das campanhas eleitorais. Compreende-se.

Como sempre acontece quando se discute o direito do povo brasileiro escolher seus governantes, a ideia, mais uma vez, é não perder uma única oportunidade para alimentar um ambiente de denúncia contra a disputa pelo voto, os partidos políticos e a decisão do eleitor.

Nós sabemos muito bem aonde essa conversa pode terminar.

Recebida em clima de escândalo por aqueles que têm motivos inconfessáveis para temer um pleito no qual Luiz Inácio Lula da Silva aparece em primeiro lugar nas pesquisas, a proposta de Fundo Partidário de R$ 3,6 bilhões envolve muito dinheiro mas é até modesta.

A subjugação voluntária de Alckmin a Doria

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O vídeo que Doria fez tentando desfazer a imagem de traidor de seu criador é das peças mais deprimentes na história recente da República.

A crônica política não dá conta de algo tão constrangedor. É trabalho para Nelson Rodrigues e Chico Buarque.

Doria, que está abertamente em campanha, chamou Alckmin para uma “homenagem”.

A conversa foi gravada no domingo, dia 12, no Palácio dos Bandeirantes, depois de uma semana de contatos políticos do prefeito turista.

A epidemia de ódio é o subproduto da crise

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

54 anos atrás – 28 de agosto de 1963 – negros e brancos marchavam em Washington e, nos degraus do Memorial Lincoln, Martin Luther King pronunciava seu discurso que a história batizaria de “I have a dream” proclamando a igualdade e a harmonia

Ontem, em Charlottesville, o pesadelo dos nossos tempos tomou forma em um multidão que marchava em direção contrária.

Não, não é distante, bizarro ou algo isolado e “folclórico” na sempre ressentida sociedade norte-americana.

O "jornalismo" misógino da revista IstoÉ

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

Antes de mais nada, é preciso lembrar que a IstoÉ já foi a favor do PT, quando o partido estava no governo e engordava os caixas da revista com dinheiro público em forma de propaganda. Em agosto de 2010, em plena pré-campanha da então desconhecida Dilma Rousseff, a semanal da editora Três chegou ao cúmulo de ressuscitar um slogan ufanista da ditadura na capa para ajudar Lula a eleger sua sucessora.

Maquinações de Temer para continuar impune

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Temer só quer a Presidência para usá-la como biombo contra investigações por corrupção passiva no caso JBS. Se isso estava claro, mais evidente ficou a partir da defesa que ele andou fazendo, entre os mais chegados, da adoção de um “experimento parlamentarista de transição” já no ano que vem. Aprovado o sistema para vigorar a partir de 2019, ele entregaria o governo a um primeiro-ministro já em 2018.

Meta fiscal de Temer vai custar caro

Por Railídia Carvalho, no site Vermelho:

Clemente Ganz, diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), afirmou que a condução econômica do governo de Michel Temer é “extremamente nefasta para a sociedade e traz um custo social enorme”. Ele se referiu à projeção da meta fiscal, que mais uma vez teve seu anúncio adiado pelo governo. O deficit a ser anunciado deve ser de R$ 159 bilhões para este ano, mas há quem defenda no governo que a revisão defina um deficit de R$ 170 bilhões.

De acordo com ele, a política econômica atual, baseada em ajuste fiscal e aprovação de reformas, vai retardar a retomada do crescimento. No rastro desse “equilíbrio nas contas” do governo virá um efeito cascata devastador.

Golpista da Saúde paralisa exames de HIV

Por Altamiro Borges

Enquanto investe uma fortuna na compra de deputados e presenteia a cloaca empresarial com várias benesses, a quadrilha de Michel Temer vai solapando os poucos avanços sociais dos últimos anos. Só no mês passado, o covil golpista reduziu em 543 mil o número de famílias beneficiárias do “Bolsa Família”. Já o programa “Minha Casa, Minha Vida” está parado, prejudicando até os “coxinhas” da tal classe média que participaram das marchas golpistas pelo impeachment de Dilma Rousseff. Em outras áreas sociais, o desastre também é assustador. Na quinta-feira passada (10), o jornal Agora estampou no título: “Falta de kits do Ministério da Saúde paralisa exames de HIV em São Paulo”.

Doria jura “lealdade” a Alckmin. É fake!

Por Altamiro Borges

Em vídeo postado neste domingo (13), no “Dia dos Pais”, o prefeito João Doria jurou total lealdade ao seu padrasto político, o governador Geraldo Alckmin – que estava ao seu lado com cara de nádega. Ele garantiu que a “estreita amizade” entre ambos já dura 37 anos e que “essa relação nasceu fora da política e não há nada que vá nos dividir, nada que vá nos afastar. Não há nada que vá nos colocar em campos distintos”. Ele também criticou as notícias “falsas” de alguns veículos de imprensa. O vídeo do “prefake”, porém, não convenceu muita gente – possivelmente nem o próprio “picolé de chuchu”. Os dois tucanos, o velhote e o novato no ninho, estão em guerra aberta para definir quem será o presidenciável do PSDB em 2018.

domingo, 13 de agosto de 2017

Hermano Henning processa o SBT

Por Altamiro Borges

O SBT é hoje um “puxadinho” do covil golpista de Michel Temer. O oportunista Silvio Santos, que vive se encontrando com o Judas, transformou a emissora – que é uma concessão pública – em um veículo de propaganda do governo ilegítimo e de suas políticas destrutivas. A manipulação chegou a tal ponto que até o Ministério Público do Trabalho acionou a empresa devido à sua campanha institucional mentirosa em defesa das contrarreformas trabalhista e previdenciária. Na telinha do SBT, o Brasil virou um paraíso, sem crise, desemprego ou retrocessos. A realidade, porém, tem desmentido esta distorção, inclusive na própria emissora. Nos últimos meses, ela demitiu vários profissionais. Um deles foi o renomado jornalista Hermano Henning, que ancorava o principal telejornal da emissora. Nesta semana, ele resolveu ingressar na Justiça do Trabalho contra o SBT.

Skaf transformou a Fiesp em um bordel

Por Altamiro Borges

Na semana passada, o golpista Paulo Skaf foi reeleito presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) pela quarta vez consecutiva. Após alterar de forma autoritária o estatuto da entidade, ele se perpetua no poder graças ao manuseio das polpudas verbas do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e do Sesi (Serviço Social da Indústria). Caso conclua o seu mandato, ele terá permanecido à frente da Fiesp por 17 anos – período em que transformou a entidade em um bordel de negociatas, em um biombo de desestabilização política do país e num palanque para as suas frustradas pretensões eleitorais.

“Vai dar merda com Michel”, diz Cunha. Será?

Por Altamiro Borges

No início de agosto, o relator da midiática Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, recebeu da Polícia Federal o relatório com transcrição de um diálogo em que os então deputados federais Eduardo Cunha e Henrique Alves, ambos do PMDB e ambos presos, tratavam do recebimento de propina do empresário Joesley Batista, da JBS. Na troca de mensagens, eles citaram expressamente o nome de Michel Temer, que teria ficado contrariado por perder parte da grana para uma outra ala da legenda. Na ocasião, meados de 2012, Eduardo Cunha disse que o desvio da propina daria problemas no futuro. “Ele [Joesley] vai tirar o de São Paulo para dar a você [Henrique Alves]? Isso vai dar merda com o Michel”.

PSDB sofre penhora por dívidas de Serra

Por Altamiro Borges

O PSDB está vivendo o seu inferno astral. O partido que ajudou a promover o “golpe dos corruptos” pensava que a quadrilha de Michel Temer seria apenas uma “pinguela” que facilitaria o seu assalto ao poder – já que nas urnas a sigla foi derrotada nas quatro últimas eleições presidenciais. Mas o plano golpista deu chabu. Os postulantes tucanos estão na rabeira em todas as pesquisas. Para piorar, as bicadas no ninho são cada dia mais sangrentas. Geraldo Alckmin foi traído por sua criatura, o prefake João Doria. Aécio Neves até que se livrou da cadeia, com a ajuda dos seus amigos da Polícia Federal e do Judiciário, mas virou pó e não aspira mais nada na sua carreira. E o eterno candidato José Serra? Este deu calote até em suas contas de campanha.

O apoio dos EUA ao golpe e à Lava-Jato

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:



Só hoje tive a oportunidade de assistir a esta importantíssima entrevista de Julian Assange ao blog Nocaute, do Fernando Morais. É de janeiro deste ano, mas continua absolutamente atual.

Eu gostaria de chamar atenção para os comentários de Assange sobre a nomeação de um executivo da Exxon para o cargo de Secretário de Estado da Casa Branca.

Internet sob ataque do governo Temer

Por Adriana Delorenzo, na revista Fórum:

O Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançou na última semana uma consulta pública para avaliar mudanças no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A medida surpreendeu ativistas e os próprios membros do órgão. Após a publicação, a Coalizão Direitos na Rede, que reúne instituições e ativistas em defesa da internet livre e aberta no Brasil, divulgou uma nota de repúdio à consulta convocada “de forma unilateral e sem qualquer diálogo prévio” no interior do órgão. Segundo a nota, “é repudiável que um processo diretamente relacionado à governança da internet seja travestido de consulta pública sem que as linhas orientadoras para sua revisão tenham sido debatidas antes, internamente, pelo próprio CGI.br”.

Golpe e Lava-Jato são irmãos siameses

Da Rede Brasil Atual:

Na fase final do julgamento simbólico da Operação Lava Jato, que ocorre nesta sexta-feira (11) em Curitiba, o jornalista e escritor Fernando Morais condenou também a mídia brasileira e viu relação direta entre a força-tarefa e o processo que culminou com o impeachment de Dilma Rousseff, no ano passado. "Cada dia mais me convenço que há uma implicação, uma ligação radical entre o golpe de Estado e a Lava Jato", afirmou. "São irmãos siameses, são xipófagos, uma coisa não teria acontecido sem a outra, uma dependeu da outra."

Direita dos EUA financia fascistas do MBL

Por Lee Fang, no site The Intercept-Brasil:

Para Alejandro Chafuen, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.

Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.

Venezuela supera Brasil em qualidade de vida

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:



E as polêmicas envolvendo a Venezuela só fazem crescer porque é fácil atirar em um país cercado de inimigos por todos os lados. A questão venezuelana é perfeita para governos atolados em impopularidade como o do Brasil distraírem a população de seus próprios problemas.

A guerra ideológica está espalhada pela América Latina há muito tempo, mas a direita vinha sendo surrada desde o fim do século passado. Eis que nos últimos anos, os efeitos da crise econômica internacional atingiram as economias do Terceiro Mundo após flagelarem o Primeiro Mundo.

Tribunal Popular condena a Lava-Jato

Por Daniel Giovanaz, no jornal Brasil de Fato:

O Tribunal Popular da Lava Jato condenou nesta sexta-feira (11) as irregularidades e violações constitucionais cometidas pela operação desde 2014. A sentença, que tem valor simbólico, foi lida pelo juiz Marcelo Tadeu Lemos, de Alagoas, às nove e meia da noite, após sete horas de debate público. "Julgo procedente a acusação e condeno a Lava Jato por todas as ilegalidades que praticou ao longo de três anos no Brasil", decretou o magistrado.

A decisão dos jurados foi unânime, e resultou na “condenação popular” das ações do Poder Judiciário, da força-tarefa, da mídia comercial e do Ministério Público no âmbito da operação Lava Jato.

Temer e o capitalismo sem consumidor

Por Eduardo Fagnani, na revista CartaCapital:

A expansão do mercado interno de consumo de massa é um dos vetores do crescimento econômico. No período recente, a renda das famílias cresceu em decorrência da geração de empregos e das transferências de renda da Seguridade Social.

Entre 2003 e 2014, em plena vigência da Consolidação das Leis Trabalhistas, modernizada pela Constituição de 1988, mais de 22 milhões de empregos formais foram criados.

O estoque de empregos com carteira assinada subiu de 28 milhões para 50 milhões. A taxa de desemprego caiu de 13% para 4,8%. O salário mínimo cresceu mais de 70% acima da inflação e a informalidade declinou de 60% para 46%.

Covardia do Mercosul encorajou Trump

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Mesmo um chefe de governo irresponsável como Donald Trump foi capaz de perceber sinais da covardia incontrolável de chefes de governo de países vizinhos da Venezuela.

Uma semana depois que os governos do Mercosul - Michel Temer a frente - votaram pela suspensão da Venezuela, Trump anunciou que não descarta a "opção militar" para intervir naquele país.

Não é uma declaração de guerra, mas tampouco é uma frase solta no ar. Numa ritual tradicionalmente usado para conversas íntimas e transmissão de recados confidenciais, amanhã o vice-presidente Mike Pence inicia uma visita à América Latina, passando pela Colômbia e Panamá, países que tem um papel estratégico em qualquer debate - mesmo puramente teórico - sobre operações militares na área.

Bolsonaro e os neonazistas de Charlottesville

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

As cenas do desfile de neonazistas em Charlottesville, nos EUA, servem de alerta para os inocentes úteis e inúteis que acham que a barbárie ocorrida na Alemanha nunca mais se repetiria ou que essa hipótese era um reductio ad absurdum.

O governador da Virgínia, Terry McAuliffe, declarou neste sábado, dia 12, situação de emergência. O pedido foi feito para “ajudar o Estado a responder à violência”, escreveu nas redes sociais.

O protesto “Unir a Direita” reuniu extremistas na cidade de 50 mil habitantes e foi convocado para contestar a decisão de remover a estátua do general Robert E. Lee de um parque.

'Veja' ataca Doria; Alckmin contra-ataca

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Depois da edição da Istoé da semana passada, um folder publicitário do prefeito João Doria, Geraldo Alckmin aciona artilharia mais pesada neste fim de semana: a Veja.

Embora mais discreta, a revista dos Civita abre fogo contra Dória, mirando o seu discurso de que “não é político, é gestor”.

Elenca o resultado praticamente zero de suas mais fantasiadas e promovidas “realizações”.

sábado, 12 de agosto de 2017

Wladimir Costa é falso até na tatuagem

Por Altamiro Borges

O deputado Wladimir Costa (SD-PA) ganhou alguns minutos de fama ao exibir uma tatuagem no ombro em defesa de Michel Temer na véspera da votação na Câmara Federal da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o “chefe da maior organização criminosa da história do país”. Questionado sobre a sua iniciativa patética, ele jurou que o tattoo era “definitivo”. Nesta quarta-feira (9), porém, o falsário confessou que mentiu. “Era de hena. A intenção era zoar o pessoal da oposição. Era uma brincadeira”, afirmou o vigarista, que antes havia dito que “pensei em Temer para suportar a dor da tatuagem”.

Gleisi vai processar a revista ‘QuantoÉ’

Por Altamiro Borges

A revista IstoÉ – mais conhecida nos meios jornalísticos como “QuantoÉ” em função do mercenarismo dos seus proprietários – virou um palanque da direita mais obtusa do Brasil. Com suas capas terroristas e mentirosas, ela participou ativamente do golpe dos corruptos que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer. Como recompensa, o covil golpista elevou em 1.384% o valor da publicidade oficial no panfleto chapa-branca de péssima qualidade. Na semana passada, ela obrou uma capa babona para o prefake João Doria, batizado de “o anti-Lula” – o mesmo rótulo que havia dado ao cambaleante Aécio Neves na eleição de 2014. Já na edição desta semana, a “QuantoÉ” destilou seu veneno contra a presidenta do PT, a senadora Gleisi Hoffmann.

Carlos Araújo: um depoimento emocionante

Duvivier detona privilégios do Judiciário

Temer adota medidas que alimentam a crise

Por Railídia Carvalho, no site Vermelho:


Nesta quinta-feira (10) foi a vez das centrais sindicais debaterem o manifesto do Projeto Brasil Nação, idealizado pelo economista Bresser Pereira e que tem como signatários o embaixador Celso Amorim e o compositor Chico Buarque, entre outros representantes de vários segmentos da sociedade. Os dois primeiros estiveram presentes ao encontro que aconteceu no Centro de Mídia Barão de Itararé.

Trump, Venezuela e o interesse nacional

Por Lindbergh Farias e Jaldes Meneses

O mundo e a América Latina em alerta máximo. Trump começou a semana bradando que a Coréia do Norte receberá “o fogo e a fúria” das bombas atômicas americanas “como o mundo jamais viu" e terminou ameaçando a Venezuela de “opção militar” direta, visto que “[a Venezuela é nossa vizinha, e nossas tropas estão por todo o mundo”. Muitos analistas internacionais punham em dúvida até esta semana a existência de uma “doutrina Trump”. Não deve haver mais dúvida. Parafraseando Shakespeare em Hamlet, é "loucura sim, mas tem seu método”.

Venezuela sem a maquiagem da mídia

O 'Fora Temer' da Rede Globo

Por Tatiana Carlotti, no site Carta Maior:

Nesta segunda-feira (07/08), O Estado de S. Paulo comparou a movimentação do twitter durante os dois julgamentos sobre impeachment na Câmara dos Deputados, o do golpista e presidente Michel Temer e o da ex-presidenta Dilma Rousseff. Os números impressionam: mais de um milhão de mensagens foram postadas na rede social na última quarta-feira (02/08) ante 3,5 milhões em 17 de abril de 2016.

Comparados o contexto, personagens e as denúncias que motivaram ambos julgamentos, temos a dimensão do absurdo ocorrido em 2016. Utilizadas como pretexto para o afastamento da presidenta democraticamente eleita, as pedaladas fiscais se desmancham frente à gravidade do episódio Joesley Batista (JBS).

Os vistos e as fronteiras da subalternidade

Por Mauro Santayana, em seu blog:

Enquanto os EUA suspendem a isenção de vistos para 38 países e o número de brasileiros barrados em aeroportos europeus - principalmente os espanhóis - aumenta em quase 10% - foram 923 apenas no primeiro trimestre - ainda há sujeitos que, no primeiro escalão do governo, defendem a isenção unilateral de vistos para países ditos "desenvolvidos", como se tivéssemos que assumir, na "nova ordem" mundial, a condição de cidadãos de segunda classe.

Vida boa dos milionários sufoca o povo

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

O Brasil está na rabeira do imposto de renda, embora isso não se reflita no contra-cheque do trabalhador.

Isso porque, além da informação dada pela BBC, o leitor deve lembrar que o Brasil possui uma estrutura social mais desigual do que a de qualquer outro país.

Isso acaba distorcendo a distribuição dos impostos.

Os muitos ricos ganham seu dinheiro com ganhos de capital, não com salários.

Base esfarela e Temer não governa

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Só não vê quem não quer. A base de Temer, depois de salvá-lo da denúncia de corrupção, está se esfarelando e ele já não consegue governar, embora nesta sexta-feira tenha bravateado: “Dizem que sou corajoso. Eu digo que sou mais que corajoso. Sou ousado”. Não tendo cumprido todas as promessas feitas aos deputados antes da votação, Temer enfrenta a má vontade do baixo clero do Centrão, que já bate o pé contra a reforma previdenciária e vem empurrando a aprovação de outras matérias de alto interesse fiscal, como o Refis e a reoneação das empresas. PP, PR e PSD continuam cobrando punição aos infiéis do PSDB, PSB e PPS, partidos que têm ministros no governo mas não entregaram a maioria de seus votos.

A juventude e o mapa da violência

Por Laryssa Sampaio, na revista Fórum:

Fico surpresa a cada notícia sobre a morte de uma pessoa no Brasil. Fico assustada com a violência com que esses crimes são cometidos. Fico pasma com a naturalização da imprensa, governo e da população com a tamanha brutalidade de cada morte.

As manchetes da imprensa causam arrepios. “Travesti enterrada viva”. “Jovem morto a pauladas e chutes”. “Polícia envolvida em chacina”. Isso não é natural. Isso não pode ser aceitável. Norte, Sul, Sudeste, todo o Brasil ensanguentado.

O mapa da violência de 2016 é assombroso, e me permitam usar esses adjetivos ruins. São quase 60 mil mortos anualmente no nosso país. Isso significa que a cada 9 minutos uma pessoa é morta.

O top 10 das gafes de Temer

Por Jandira Feghali

A chegada de Michel Temer ao poder é uma gafe, por si só, à História do Brasil. Um vice-presidente que tramou às sombras a derrubada da maior mandatária do país é uma chaga na trajetória democrática de nossa nação. Com o golpe, propostas absurdas foram apresentadas por seu governo ilegítimo durante esses meses, como a emenda do Teto de Gastos, as reformas da Previdência e trabalhista, além dos diversos desmontes da saúde, educação, setor produtivo e de inovação, e a entrega das riquezas nacionais aos estrangeiros gananciosos. Mas Temer também semeou vergonha-alheia em diversos momentos. Vamos ao top 10 das gafes: