terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Fascistas tumultuam debate em MG

Renato Rabelo, presidente da Fundação Mauricio Grabois
Do site da Fundação Maurício Grabois:

A Fundação Mauricio Grabois realizava, na segunda-feira (6), a palestra “O Brasil tem saída – caminhos para a superação da crise brasileira”, ministrada pelo seu presidente nacional e ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Renato Rabelo, quando foi surpreendida por um grupo de provocadores, se dizendo fãs de Jair Bolsonaro.

O evento, realizado no Centro Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), transcorria normalmente até que três pessoas raivosas, com linguagens de ódio, utilizando a roupagem “Jair Bolsonaro-presidente”, começaram a tumultuar o evento prestigiado por mais de 160 pessoas.

Para a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG), essa é uma demonstração que cresce o pensamento fascista no Brasil. E por isso deve haver “consciência da defesa da democracia e de não entrarmos nesta onda que os fascistas querem”.

Jô Moraes diz que o Brasil vive um momento grave, de retrocesso com perdas de direitos fundamentais dos trabalhadores e isso que deve ser debatido. "O momento é de resistir", diz ela, “contra tudo de mal que este governo possa fazer contra os trabalhadores”, afirmou em vídeo gravado logo após a ação.

Em nota, a Fundação Maurício Grabois-MG classifica as ações “dos grupos de extrema direita em espaços de debates e lutas democráticas”, um sintoma do grau da barbárie que as classes dominantes brasileiras e seus braços ideológicos tem levado o país com sua avalanche reacionária”.

Segundo a entidade, tais atitudes foram galgadas na “tática de desmoralização da Política, a partidarização do Poder Judiciário e a legitimação do crescimento do Estado de Exceção no interior do Estado de Direito”, difundida pela grande imprensa e que serve como “carta de autorização para a ação fascista”.

Para a Fundação, a unidade e a organização da resistência é “tarefa urgente e irrevogável do campo democrático nesse tempo”. E denuncia que o golpe que teve início com a derrubada de uma presidenta legitimamente eleita “ainda está em curso, o Estado de Exceção ainda avança”.

O objetivo, segundo a nota, é que para sustentar um governo golpista, o sistema rentista e o imperialismo “exigem a destruição de todos as sementes de um projeto nacional de desenvolvimento plantadas na última década” pelos governos progressistas.

Leia a íntegra da nota:

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Nota da Fundação Maurício Grabois/MG sobre a invasão de sua atividade por provocadores fascistas

A palestra organizada pela Fundação Mauricio Grabois (FMG) em BH nesta segunda, 11, intitulada “O Brasil tem saída – caminhos para a superação da crise brasileira” proferida por Renato Rabelo, presidente nacional da FMG e ex-presidente do PCdoB, com a presença de mais de 160 pessoas, foi invadida e tumultuada por provocadores fascistas.

No momento das intervenções dos presentes, um homem pediu a palavra, que foi concedida, e começou a fazer provocações ao auditório exibindo sua camiseta, até então oculta, com a imagem do apologista do autoritarismo e de torturadores, Jair Bolsonaro. Imediatamente, outros homens e duas mulheres também infiltrados na palestra passaram a realizar as mesmas provocações e a gravar ilegalmente a imagens dos presentes. Todos os invasores foram convidados a se retirarem pacificamente. Contudo, não atenderam ao pedido e continuaram com as provocações. Nesse momento iniciou-se um grande tumulto até que os invasores foram retirados. A atividade retomou seu curso em seguida.

O ressurgimento das ações dos grupos de extrema direita em espaços de debates e lutas democráticas é um sintoma do grau da barbárie que as classes dominantes brasileiras e seus braços ideológicos tem levado o país com sua avalanche reacionária. A tática de desmoralização da Política, a partidarização do Poder Judiciário e a legitimação do crescimento do Estado de Exceção no interior do Estado de Direito feita pela mídia burguesa servem como carta de autorização para a ação fascista.

A tarefa urgente e irrevogável do campo democrático nesse tempo é organizar a Resistência. O golpe ainda está em curso, o Estado de Exceção ainda avança. Para sustentar o governo golpista, o capital financeiro e o Imperialismo exigem a destruição de todos as sementes de um projeto nacional de desenvolvimento plantadas na última década. Mas, a cada dia que se agrava a crise econômica, mais parcelas das classes populares são atingidas. Aos poucos esses setores se levantarão. Por isso, não há tempo a perder. Para barrar e fazer retroceder o fascismo e a ofensiva neoliberal será preciso que todos defensores da Democracia, das riquezas da nação e dos direitos do povo se unam.

Venceremos!

Belo Horizonte, 06 de fevereiro de 2017

3 comentários:

Anônimo disse...

Só uma pergunta? Poque não deram uma surra nesses nazistas? Porque não quebraram a pau? Ou vão ficar nesse discurso que "não vamos entrar nessa provocação" ? Até quando ? até matarem um dos nossos?

Anônimo disse...

Emitir notinha de protesto?????

Ridiculo, vergonhoso

Na melhor das hipoteses, segurassem os 3 animais, entregassem a policia e processassem

Por mim enchia de porrada

Augusto fonseca disse...

Concordo... e na porrada...