quarta-feira, 24 de maio de 2017

Petroleiros exigem renúncia de Pedro Parente

Do site da Federação Única dos Petroleiros (FUP):

Em documento enviado a Pedro Parente nesta quarta-feira, 24, a FUP exige a renúncia do presidente da Petrobrás, bem como de todos os integrantes do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva da empresa. A medida foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Deliberativo da entidade, reunido em Brasília terça-feira, 23. O Conselho é formado por representantes de todos os 13 sindicatos filiados, além da diretoria executiva da Federação.

Na carta enviada ao presidente da Petrobrás, a FUP reitera a ilegitimidade da atual gestão, que vem agindo no sentido contrário ao que foi determinado pelo povo na eleição de 2014, além de ter sido indicada por um governo que é fruto de um golpe e envolvido em fatos policialescos.

Uma entrevista histórica com Mino Carta

Diretas-Já! Para cumprir a Constituição!

Por Joan Edesson de Oliveira, no site Vermelho:

Eis que, após o vendaval que atingiu o Planalto e varreu Aécio de cena, dando-se por consumada a morte do governo ilegítimo, surgem vozes pretensamente democráticas a bradar ao país: “Cumpram a Constituição! Cumpram a Constituição!”.

O afã pretensamente legalista, vociferado por “jornalistas” da Globo, mal refeitos da delação que atingiu o coração dos seus até recentemente queridinhos Temer e Aécio, nada tem de democrático. A pressa com que exigem o cumprimento da Constituição Federal e a realização imediata de uma eleição indireta nem busca ocultar as suas verdadeiras razões.

O "governo" Temer e a crise de hegemonia

Por Armando Boito, no jornal Brasil de Fato:

O governo Michel Temer balançou, embora ainda não tenha caído. É um governo instável. Para entender o que está ocorrendo, é preciso desvencilhar-se de ideias correntes que são verdadeiros obstáculos no caminho da compreensão do momento atual:

a) a ideia de que a “direita”, essa noção genérica, vaga e imprecisa, seria um campo unificado;

b) a ideia de que a burguesia seria uma classe homogênea e com poder de controlar todo o processo político;

c) a ideia de que o Estado seria um instrumento passivo nas suas mãos e, ainda;

d) a ideia segundo a qual os conflitos de classe oporiam apenas dois polos – o “capital” e o “trabalho”.

Saída de Temer é questão de tempo

Por Renato Rovai, em seu blog:

A situação de Michel Temer se deteriora tão rapidamente que ele terá dificuldades de terminar a semana à frente da presidência da República.

O trunfo que ele tinha para permanecer no cargo eram, pela ordem: a) o apoio da Globo e de toda a mídia; b) uma base fisiológica no Congresso que era mantida na base dos mais espúrios esquemas; c) as reformas neoliberais que prometia fazer aos grandes empresários e banqueiros.

Temer não tem mais nada disso. Foi-se a Globo e com ela o resto foi escorrendo pelos dedos.

Tanto que no jantar que ofereceu ontem na sua casa conseguiu reunir aproximadamente 30 parlamentares, entre deputados e senadores. Ou seja, quase ninguém.

Ilusões de Temer, cabra marcado para cair

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Temer e sua turma vivem a ilusão de que nas últimas horas as coisas melhoraram e que ele pode até sobreviver, mesmo ferido e sangrando. Alguns aliados tentam empurrar a reforma trabalhista no Senado, Rodrigo Maia tenta destravar a pauta da Câmara, apesar da obstrução da oposição, DEM e PSDB adiaram o desembarque, houve a desqualificação da gravação do homem-bomba da JBS...Tudo ilusão. A queda de Temer é um fato marcado para acontecer, faltando apenas alguns acertos dentro do “establishment”, especialmente sobre quem será o “indireto” sem rabo-preso a ser eleito para tocar a agenda liberal com mais eficiência. O rito a ser seguido deve ser mesmo o da cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE, a partir de 6 de junho. Até lá, seremos entretidos com fogos de artifício.

Às portas de uma anti-Revolução de 1930

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

“Estamos às portas de uma crise que já não é de governo, mas de regime”. A frase é de Marco Aurélio Garcia, ex-assessor internacional de Lula e Dilma, que além de ter atuado nos bastidores dos dois governos é historiador e observador da cena política.

Ao contrário do que se imaginava, a Lava-Jato e o movimento comandado por procuradores, juízes e delegados federais não tinham como objetivo apenas derrubar o governo Dilma, nem destruir o “lulo-petismo” – como davam a entender colunistas e políticos ligados ao tucanato.

Este blogueiro, desde 2015, lembra que a Lava-Jato tinha, sim, um claro viés antipetista; mas sempre foi muito mais que isso.

Fim do golpe ou novo pesadelo?

Por Bajonas Teixeira, no blog Cafezinho:

É preciso entender os efeitos das denúncias da JBS. Sabemos que foi um golpe nos golpistas - Michel Temer e Aécio Neves foram encurralados. Será muito difícil escaparem do cerco. Temer, com mais apoios entre o grande capital (Fiesp, CNI, bancos e latifúndio) está tentando romper o cerco. Mas, massacrado pela parte mais poderosa da mídia (a Globo), encurralado pela Justiça e fustigado pela OAB, com a base política derretendo, ele deve cair. Pode demorar um pouco, mas é inexorável. Junto com Temer, são os políticos, sempre tidos como os homens mais espertos do país, que levaram uma rasteira histórica. Quem os ludibriou?

Urgente: "NaMaria" precisa da sua ajuda!

Por Conceição Lemes, no blog Viomundo:



A campanha Apoie Maria está na reta final.

Quem quiser ajudar, é só clicar aqui.

Faltam apenas três dias para encerrar.

A nossa Maria, como sabem agora, é a queridíssima e brilhante NaMaria, do blog NaMariaNews.

Há anos ela vive uma tragédia.

Perdeu o companheiro de 40 anos de vida.

Poder econômico se apossou do Estado

Por Marcio Pochmann, na Rede Brasil Atual:

Durante o período da ditadura civil-militar (1964-1985), os principais inimigos da democracia podiam ser simplificados pelos grandes capitalistas e pelo estamento dirigente estatal, ambos tementes das reformas civilizatórias prometidas no ciclo político do segundo pós-guerra (1945-1964). Por conta disso, as reformas de base apresentadas pelo governo Jango para conter o tipo de capitalismo selvagem estabelecido no Brasil foram brutalmente rompidas pelo golpe de Estado em 1964.

A xepa no fim de feira do governo Temer

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

É unânime a convicção de que o governo Michel Temer acabou.

Acabou mesmo, mas é contraditório que, justamente por isso, tenha se tornado extremamente perigoso nestes estertores finais.

Temer passou a mendigar qualquer apoio e o apoio que há disponível é aquele que vem dos empresários, dispostos a comprar barato a liquidação dos direitos do povo brasileiro.

Ontem, um anúncio de página inteira da Confederação Nacional da Industria, a CNI, faz um “comunicado” (comunicado, como aos empregados) à Nação, dizendo que “não pode haver retrocessos nos avanços duramente conquistados nos últimos meses”.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Reinaldo Azevedo e o arbítrio fascista

Por Laura Capriglione, no site dos Jornalistas Livres:

O jornalista Reinaldo Azevedo é um colunista preconceituoso, violento e, certamente, um dos artífices da mentalidade fascista e intolerante que vem tomando conta do Brasil. Foi ele que cunhou a expressão “petralha”, para impingi-la como um xingamento aos milhões de militantes que lutam por um mundo menos cruel, injusto e desigual.

Pois eis que o colunista de Veja, apanhado em grampo com Andréa Neves, a irmã que é Aécio, viu sua conversa vazar pela imprensa, sem que crime algum tenha sido rastreado no diálogo ameno, até desinteressante, posto que mera fofoca. A divulgação do grampo foi feita pela Procuradoria Geral da República, que precisa explicar por que o fez.

O linchamento midiático no Brasil

Reinaldo Azevedo e a liberdade de imprensa

Por Glenn Greenwald e Erick Dau, no site The Intercept-Brasil:

Na tarde hoje, o Buzzfeed Brasil publicou um artigo descrevendo uma ligação privada entre o colunista da Veja Reinaldo Azevedo e a irmã do Senador afastado Aécio Neves, que foi presa na semana passada pela Operação Lava Jato. A conversa, que foi tornada pública pela Procuradoria Geral da República, contem alguns trechos jornalisticamente interessantes – incluindo o tom extremamente amigável de Reinaldo Azevedo e suas críticas a uma reportagem da revista Veja, o que agora levou a seu pedido de demissão.

Mas não há qualquer relevância para a prova de qualquer crime. De fato, o próprio Buzzfeed escreveu:

Mané Garrincha e o jagunço do impeachment

Por Altamiro Borges

A vida é cruel e irônica. Na cavalgada golpista pelo impeachment de Dilma Rousseff, parlamentares mais sujos do que pau de galinheiro fizeram discursos hipócritas em defesa da ética, da moral e dos bons costumes. Na sequência, vários deles caíram em desgraça e foram desmoralizados. Eduardo Cunha, o chefe da "assembleia de bandidos" que deflagrou o processo na Câmara Federal em abril do ano passado, agora está preso. O cambaleante Aécio Neves, o tucano mimado que não aceitou a derrota nas urnas e jogou o país no desfiladeiro, também está prestes a ir para a cadeia. Já nesta terça-feira (23), outro falso moralista, o deputado Rogério Rosso, que presidiu a comissão do impeachment de Dilma e sempre posou de paladino da ética, também foi pego com a boca na botija. Ele é acusado de receber dinheiro desviado das obras do estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Rocha Loures tem negócios com Doria?

Por Altamiro Borges

O "prefake" João Doria, que adora chamar os grevistas de "vagabundos" e os adversários políticos de "bandidos", pode ser mais uma vítima das bombásticas delações dos chefões da JBS. Ele até tentou ficar distante do explosivo assunto. Disse apenas que estava decepcionado com as palavras de "baixo calão" do seu amigo Aécio Neves e tentou esconder as suas relações carnais com Joesley Batista. Para despistar, ele também se travestiu de capanga e esbanjou truculência na Cracolândia, no centro de São Paulo. Todas estas manobras diversionistas, porém, talvez não sejam suficientes para salvar a sua imagem – tão trabalhada pelos marqueteiros e pela mídia chapa-branca. Nesta segunda-feira (22), o site da insuspeita revista Veja postou uma notinha que mostra as estranhas ligações de João Doria com o deputado Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala do Judas Michel Temer.

Cinco motivos para desconfiar da Globo

Por Joaquim de Carvalho, no blog Diário do Centro do Mundo:

O escândalo que fez de Michel Temer e de Aécio Neves mortos vivos da política brasileira não teria a mesma repercussão se a Rede Globo não estivesse com seus canhões mirados nos dois.

Mas é preciso separar o joio do trigo – no caso, um tipo de trigo é o trabalho dos procuradores da República e dos policiais federais em Brasília que, ao contrário de seus colegas no Paraná, trabalharam e trabalham em silêncio.

Eles apuram fatos, reúnem provas e estas falam por si.

Já a Globo, como fez no Fantástico deste domingo, começa a fazer uma campanha pela moralidade pública.

Aécio e a democracia de conveniência

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Aécio Neves não é - com toda certeza - o primeiro homem público brasileiro a trocar os princípios democráticos pelas conveniências políticas e projetos pessoais.

Mas poucos agiram como ele. Após a derrota na eleição presidenciais de 2014, Aécio tornou-se o primeiro líder de uma conspiração para sabotar a vontade das urnas, que culminou na deposição de Dilma Rousseff em maio-agosto de 2016. Apanhado na rede das delações de Joesley Batista, dois anos e cinco meses depois, este comportamento dificulta seus esforços para convencer a Justiça e os brasileiros - de que é inocente até que se prove o contrário.

Só se ilude com a rede Globo quem é bobo

Por Laryssa Sampaio, no site do Mídia Ninja:

Não bastassem o apoio ao golpe militar de 1964 e ao golpe político de 2016, a Rede Globo, em aliança com setores do judiciário e da burguesia, se lança novamente como suporte de um golpe, agora o `golpe dentro do golpe`. Como quem joga um jogo de tabuleiro, manipula fatos, criando e “descriando” presidentes de acordo com os interesses seus e da classe que representa.

A maior representação do monopólio das comunicações do nosso país, quiça do mundo, aproveita-se de todo esse poder para entrar em nossas casas, sem pedir licença, e dizer o que é falso e verdadeiro, o que é certo e errado, legítimo e ilegítimo. Isso não acontece só hoje. Como de praxe, a Globo no período da ditadura militar, momento em que mais construiu e fortaleceu seu império ($$$$), escondeu as lutas pela redemocratização, negando o direito a informação e mostrando que seu compromisso não é com seus telespectadores, mas sim com a classe dominante e com o sistema político em curso.

Temer e as perspectivas do golpe

Por Jeferson Miola

O único poder que Michel Temer ainda possui é o poder de não renunciar. Ele não consegue quórum nem em jantares no Palácio; está esvaziado e acuado, sem credibilidade e legitimidade. Temer, enfim, desmanchou; foi engolido pelas acusações graves e indesmentíveis de crimes.

Ele só não renuncia porque é mantido pelo PSDB. Quando os tucanos debandarem – e esta é uma hipótese que poderá se materializar em breve – Temer chega ao fim.

Com a não-renúncia, Temer no máximo consegue adiar a solução final, porém fica isolado, sem poder de mando administrativo e capacidade política.

Temer vai para a guerra

http://brazilcartoon.com.br/
Por André Barrocal, na revista CartaCapital:

Michel Temer foi muito pressionado a renunciar após a notícia de que teria endossado um cala-boca em Eduardo Cunha, mas garantiu: “Não renunciarei”. Sair do cargo por conta própria seria apressar o desfecho da crise. Retardar as coisas é o trunfo para negociar sua salvação futura com as forças políticas e econômicas que apoiaram o impeachment.

Com disposição para esticar a corda, o presidente chamou os chefes das Forças Armadas ao Palácio do Planalto nesta sexta-feira, 19. Parece preparar-se para enfrentar as ruas, de onde pode vir pressão por um imediato “Fora Temer”. Na véspera, houve protestos em várias capitais e um deles, no Rio, teve confrontos entre black blocs e policiais. No domingo 21, haverá mais manifestações.

Temer perdeu o apoio do oligopólio da mídia

Por André de Oliveira, no site Sul-21:

Transcorrido menos de um ano do afastamento definitivo de Dilma Rousseff da presidência da República, o assunto brasileiro é novamente o impeachment ou renúncia de um presidente. Depois da conversa gravada pelo dono da JBS, Joesley Batista – em que ele fala com Michel Temer sobre planos para barrar a Operação Lava Jato – o assunto ganhou as tribunas do Congresso, as ruas e os telejornais. As únicas questões discutidas no Brasil passaram a ser: Temer vai renunciar? Quando vai renunciar? E, se renunciar, o que pode acontecer depois? O cenário é tão ou mais incerto do que o que precedeu o impeachment de Rousseff. 

Manipulações e expectativas na economia

Por Paulo Kliass, no site Carta Maior:

As forças políticas e os interesses econômicos que se articularam e conspiraram abertamente para o êxito do movimento que provocou o golpeachment estão em estado de alerta. Afinal, sonhavam com um futuro bem mais róseo e um pouco menos problemático do que a realidade que vivemos atualmente em nosso País.

As recomendações que sussurravam nos ouvidos dos liberais e dos conservadores ainda hesitantes em apoiar a solução ilegal e carente de base constitucional poderiam ser resumidas em um mantra sedutor: ‘Não se preocupe não. É fácil. Primeiro a gente tira a Dilma. Depois, tudo o mais se acerta”.

Quanto o Joesley deu para a Globo?

Doria doou 50 mil reais para Rocha Loures

Por Renato Rovai, em seu blog:

O prefeito de São Paulo, o tucano João Dória, que já apoiou entusiasticamente o senador Aécio Neves e que agora faz de conta que não o conhece, doou 50 mil reais para a campanha do deputado federal Rodrigo Rocha Loures na sua última eleição, em 2014.

Declarada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a doação foi feita via transferência eletrônica no dia 29 de agosto de 2014.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

A semana mortal para o Judas Temer

Por Altamiro Borges

Esta semana será infernal para o usurpador Michel Temer. Vários partidos da base governista reúnem suas bancadas e já ameaçam debandar do covil golpista. O PSB foi o primeiro a deixar o navio à deriva. Outros estão na fila, fazendo cálculos entre as benesses dos cargos e o inevitável desgaste eleitoral. Na quarta-feira (24), as centrais sindicais prometem “ocupar Brasília” para exigir a retirada das contrarreformas trabalhista e previdenciária e a convocação imediata das eleições diretas. Caravanas de todos os Estados já estão a caminho e há quem garanta que o protesto reunirá mais de 80 mil manifestantes e que será dos mais radicalizados e criativos. Há ainda os conchavos de bastidor, com forças golpistas que já decidiram descartar o Judas rapidamente para garantir o processo indireto de escolha do novo presidente e a continuidade das maldades ultraliberais.

Professores avaliam o cenário do golpe

Do site do Sinpro-MG:

A diretoria do Sinpro-Minas se reuniu no dia 20 de maio, em Belo Horizonte, para fazer uma avaliação sobre a crise política no Brasil e tomar decisões para que a classe trabalhadora tenha garantidos os seus direitos conquistados com muita luta. O jornalista Altamiro Borges e a advogada trabalhista Ellen Hazan foram os convidados do debate de abertura da reunião, que discutiu também as campanhas reivindicatórias da categoria e a pesquisa sobre o perfil dos professores encomendada pelo Sinpro-Minas.

Folha não aguenta a pressão da Globo

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

A Folha bem que tentou sustentar um pouco Temer, abrindo a sua primeira dissidência contra o chefão da máfia midiática, a Globo, na história da imprensa brasileira. Não durou muito. A contratação de uma perícia frágil, facilmente ridicularizada pela Globo, fez o jornal ceder. Em editorial de hoje, o jornal agora diz que Temer está por um fio e que “as gravíssimas suspeitas levantadas contra Temer são plausíveis o bastante para comprometer a capacidade de governar”.

O editorial traz trechos em que tenta contemporizar, provavelmente para fazer a transição entre a sua defesa de Temer e sua nova posição, de começar a largá-lo, paulatinamente, na estrada.

Não esqueçam: a mídia queria Aécio!

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

Flagrado pedindo dinheiro ao empresário Joesley Batista, da JBS, o senador tucano Aécio Neves foi afastado do mandato, mas continua solto. É inegável a contundência das provas contra Aécio, ao contrário do que se tem até agora em relação à ex-presidenta Dilma Rousseff e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citados em delações, mas sem nenhum áudio ou vídeo que os comprometa.

Neste momento, os brasileiros precisam ter vívido na memória que Aécio era o candidato de toda a mídia em 2014. Se dependesse da Globo, da Folha, do Estadão, da Bandeirantes, da Record, da Rede TV!, do SBT, das revistas Veja, IstoÉ e Época, ele seria hoje presidente da República. Um político capaz de pedir dinheiro a um empresário a tal ponto que Joesley fala, na delação, que pediu “pelo amor de Deus” para ele parar.

Alckmin não explica violência na Cracolândia

Da Rede Brasil Atual:

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e seu afilhado político, o prefeito paulistano João Doria (PSDB), começaram o domingo cedo. Ainda antes das 7 horas, estiveram na região central de São Paulo conhecida como Cracolândia. Junto com eles, mais de 600 policiais, sendo 450 da Polícia Civil e 200 policiais militares. Havia helicópteros sobrevoando a área. E veículos de imprensa previamente avisados posicionados no local.

Em sua página nas redes sociais, Alckmin postou um vídeo gravado no Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), fazendo balanço do que ele chamou de megaoperação: 26 traficantes da região detidos, outros 10 de fora, 10 quilos de crack, armas e outras drogas.

Noblat assume que é "a voz do dono"

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Nunca antes na história deste país viu-se uma exibição pública de jornalista defendendo seu patrão com a que fez hoje, no Twitter, Ricardo Noblat.

O Globo quer um presidente escolhido sem o voto do povo porque os seus donos sempre desprezaram o voto popular, a vontade de quem consideram uma malta de incapazes.

O que não obriga seus jornalistas a assumirem a posição patronal, embora alguns possam até fazê-lo, como não é raro.

Quem tem medo da democracia?

Por Emir Sader, no site Vermelho:

Quem tem medo da democracia, tem medo de que o povo seja solução e não problema
Diante do fracasso do governo Temer, a democracia reaparece no horizonte como a forma pela qual o Brasil pode se reencontrar consigo mesmo, pode se reunificar como país, pode encontrar os espaços para a convivência de todos os pontos de vista e interesses em um marco institucional.

Mas nessa hora a democracia assusta aos que têm medo do povo. Apela-se até para a história de que retomar eleições direitas para presidente seria um golpe, da forma mais paradoxal. Democracia seria golpe e golpe seria o que?

A ruína do golpe e o movimento da elite

Por Aldo Fornazieri, no Jornal GGN:

O arranjo do golpe ruiu. Se não vierem eleições diretas e Temer continuar no governo, o que se verá nos próximos meses será um semimorto se arrastando, com as carnes rasgadas e dilaceras, empunhando um bastão, ainda tentando fazer algum mal ao povo brasileiro. A história foi justa, rápida, implacável e severa para com os líderes do golpe e suas respectivas quadrilhas. Aécio, Temer e Cunha lideraram o impeachment para se apossar do poder, barrar a Lava Jato e continuar cometendo crimes, o último, inclusive, da cadeia.

A gambiarra Folha-Temer terá vida curta

Por Bepe Damasco, em seu blog:

É certo que não se deve esperar nada de positivo vindo de um veículo de comunicação que emprestou carros para Operação Oban transportar opositores da ditadura militar para as masmorras do regime. E o que pensar de um jornal que repete a dose 52 anos depois apoiando o golpe de estado de 2016 e participando da linha de frente do jornalismo de guerra posto em prática para sabotar o governo Dilma?

Estamos falando do jornal Folha de São Paulo. É bem verdade que, no tempo em que seu jornalismo foi dirigido pelo brilhante jornalista Cláudio Abramo, o jornal viveu tempos mais arejados, abrindo espaço para as novas ideias e atores que emergiam da luta pela redemocratização do país.

Primo pode encerrar a 'carreira' de Aécio

Do blog Viomundo:

Acabar com a “carreira” de Aécio Neves. Literalmente. É este o potencial de uma delação premiada de Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador afastado da presidência do PSDB que está preso em Minas Gerais.

Primeiro, um alerta. Leia tudo o que vem a seguir com uma ponta de sal. É comum que se anunciem “delações premiadas” na mídia apenas para atingir objetivos obscuros. A IstoÉ, por exemplo, já antecipou como seria uma delação de Antonio Palocci. Pode ser mentira, pode ser uma forma de extorsão, pode ser um alerta a aliados, pode ser um pedido de socorro…

STF selará o destino de Temer na quarta-feira

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Prever o que pode acontecer no tobogã político nacional esta semana é exercício de alto risco, exceto para médiuns e adivinhos. Certo é que há muitas variáveis fora de controle desde que a delação da JBS detonou Michel Temer e rachou a antes unida coalizão golpista que derrubou Dilma e sustentava o governo. Uma destas variáveis que parecem ter saído do script é o próprio Temer, que mesmo tendo levado um tiro de canhão, resolveu resistir no cargo e agora desafia a que o derrubem. Talvez tenha faltado, no estouro da bomba da JBS, quem colocasse o guiso no gato, tarefa que no passado costumava ser assumida pelos militares. São remotas as chances de que consiga escapar mas isso significa que sua remoção vai dar mais trabalho. O fato que será decisivo esta semana será a decisão do STF, marcada para quarta-feira, sobre o pedido de Temer para que seja suspenso o pedido de investigação contra ele apresentado pelo procurador-geral Rodrigo Janot.

Globo acelera o golpe dentro do golpe

Por Renato Rovai, em seu blog:

No sábado pela manhã escrevi um artigo no blogue que você pode ler aí embaixo no qual ponderava que se o perito da Folha estivesse certo, Joesley Batista deveria ser preso imediatamente e Rodrigo Janot afastado da Procuradoria Geral da República. E como o caso ainda não se encerrou, mantenho esta tese. Mesmo que não sejam 50 pontos de edição, mas apenas um, para preservar quem quer que seja, o áudio estará ferido de morte.

Isso não significa que a investigação contra Temer deva ser interrompida. Ao contrário, há inúmeros elementos para que ela continua e o presidente ilegítimo seja afastado do cargo. A cada dia que passa fica mais claro que Temer se comporta como um gangster na política há muito tempo. E que se comportou assim na presidência, o que justifica seu afastamento.

Folha e Globo disputam a rapinagem

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Há uma conjunção astral em torno do fato de Temer ter baseado sua defesa no STF numa perícia cascateira feita por um cidadão que não sabe escrever, paga por um jornal amigo dele.

É a fábula de um governo que nasceu com uma farsa, a das pedaladas, e se transformou numa outra.

O pedido de suspensão do inquérito aberto contra ele tem como argumento central a suposta edição que teria sido feita na gravação de sua conversa com Joesley Batista, dono da JBS, na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu.

No desespero de salvar Michel, a Folha se meteu num dos maiores vexames jornalísticos de sua história e ainda forneceu a Michel uma prancha furada para se apegar.

Patricia Abravanel e o falso moralismo

Por Altamiro Borges

As bombásticas delações dos chefões do grupo JBS não estão abalando somente o mundo político. Elas também caíram como um petardo entre os barões da mídia. A famiglia Marinho, dona da poderosa Rede Globo, está desesperada com os efeitos do escândalo – que podem desgastar os planos ultraliberais dos golpistas e ainda secar os milhões em publicidade oficial. Já no caso da famiglia Abravanel, do vulgo Silvio Santos, os estragos são ainda mais diretos e podem até resultar em inquérito da Justiça. As delações flagraram o envolvimento da filha do arrogante dono do SBT em negociatas por propina.

domingo, 21 de maio de 2017

Huck apaga as fotos com Aécio. Ingrato!

Por Altamiro Borges

Luciano Huck, o queridinho da TV Globo e “bom-moço” da Veja, é amigão de baladas de Aécio Neves. Ele sempre elogiou sua carreira política e participou de todas as campanhas eleitorais do cambaleante. Uma foto que bombou na internet foi a da sua cara de bebê chorão, de nádega, quando do anúncio da derrota do tucano no pleito presidencial de 2014. Agora, porém, ele simplesmente decidiu deletar todas as fotos com o amigo das suas redes sociais. Uma ingratidão, uma covardia! A notícia foi postada pela jornalista Keila Jimenez, do site R-7. Vale conferir para dar gargalhadas:

Três correntes políticas, dois projetos

Por João Sicsú, na revista CartaCapital:

Nos últimos anos se conformaram três correntes políticas no Brasil, que fazem articulações, propaganda, agitação e tentam formar bases sociais. Mas só há dois projetos. Primeiro, existe o partido da Globo e dos maiores bancos privados com parte do Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal. Segundo, o partido integrado pelos políticos fisiológicos e patrimonialistas filiados ao PMDB, PSDB, DEM e a outros penduricalhos menores. E, por último, há a corrente dos partidos políticos de esquerda, centrais sindicais e movimentos sociais.

A nova encruzilhada política: seis hipóteses

Fortaleza, 21/5/17. Foto: Edgard Góes/Mídia Ninja
Por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

I.

O Brasil foi sacudido, desde a última quinta-feira (18/5), por uma nova série de abalos políticos. O governo Temer, que se empenhava em aprovar as contra-reformas da Previdência e Trabalhista por meio de compra de votos de parlamentares, foi ferido, talvez de morte. Eclodiram, no mesmo dia, manifestações de rua, que cresceram na 6ª feira) e terão um grande teste neste domingo. Elas são a esperança de uma saída democrática. Mas trata-se de algo que ainda precisa ser construído, e exigirá grande esforço.

O protagonismo, no momento, não é das forças que resistem há um ano ao golpe, mas de alguns dos setores que mais se empenharam em consumá-lo e mais têm interesse em aprofundar a agenda de retrocessos a que o país está submetido. Desde quarta-feira à noite, a Rede Globo e a Procuradoria Geral da República afastaram-se do governo Temer e tentam claramente obrigá-lo à renúncia.

A lógica e o timing da Lava-Jato

Recife, 21/5/17. Foto: Movimento Ocupa Estelita
Por Antonio Lassance, no site Carta Maior:

Primeiramente, a crise está de volta às ruas. "Fora, Temer!" e "eleições diretas, já!" são as palavras de ordem.

Para aprovar as diretas, é preciso uma proposta de emenda à Constituição. Uma PEC, mesmo que aprovada a jato, cumprindo rigorosamente a Constituição e o regimento das duas casas do Congresso, demandaria de 4 a 6 meses. A PEC do teto de gastos (PEC 55/2016), aprovada a toque de caixa e com forte pressão do governo Temer, então com amplo respaldo congressual, foi votada em 6 meses.

A organização das eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode ser feita em 70 dias. Esse foi o prazo informado pelo TSE, em 2013, quando se cogitou fazer, às pressas, um plebiscito da reforma política. Mas se essa organização, preventivamente, for feita de forma concomitante à tramitação da PEC das diretas, as eleições poderiam ser realizadas quase imediatamente após a promulgação da emenda. Com sorte e, principalmente, muita pressão popular, teríamos um novo presidente em dezembro de 2018. O eleito governaria por cerca de um ano.

A desobediência sistemática aos golpistas

Por Vladimir Safatle, no Blog da Boitempo:

Devemos obedecer a um governo ilegítimo? Devemos aceitar ordens de quem, de forma explícita, se mostra capaz de servir-se do governo para impedir o funcionamento da Justiça ou para fazer passar leis que contrariam abertamente a vontade da maioria? Essas perguntas devem ser lembradas neste momento. Pois a adesão pontual do povo a seu governo não se dá devido à exigência da lei, mas devido à capacidade dos membros do governo de respeitarem a vontade geral.

Essa capacidade está definitivamente quebrada. Não. Na verdade, ela nunca existiu. Se quisermos ser mais precisos, devemos dizer que apenas se quebrou a última de todas as aparências. O desgoverno Temer não consegue nem sequer sustentar uma aparência de legitimidade. Cada dia a mais desse “governo” é uma afronta ao povo brasileiro. O que nos resta é a desobediência sistemática a todas as ações governamentais até que o “governo” caia.

Temer resiste e bloco da mídia se divide

Por Rodrigo Vianna, em seu blog:

Temer fez um discurso forte neste sábado, e na avaliação deste blogueiro agiu de maneira certeira dentro das circunstâncias que lhe são bastante desfavoráveis.

O presidente mais impopular da história brasileira atacou Joesley safadão, o dono da JBS, mostrando o absurdo de uma delação que permite ao “criminoso” lançar uma série de acusações e ir embora do Brasil tranquilamente sem passar um dia na cadeia.

Mas o ponto central da defesa foi outro. Temer abriu seu pronunciamento citando reportagem da Folha neste sábado, que apontara fortes indícios de que houve edição no áudio da conversa entre Joesley e o presidente. Temer encaminhou ao STF pedido para se paralise a investigação até que uma perícia oficial explique de que maneira ocorreu essa edição.

Povo enfrenta o golpe dentro do golpe

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Três dias depois que a TV Globo deu a impressão de que seria capaz de derrubar o presidente da República com uma simples denúncia no Jornal Nacional, a excitação na cúpula da pirâmide que manda no país desde o golpe de maio-agosto parece ter diminuído.

Verdade que, marcados para este domingo, os protestos "Fora Temer, Diretas-Já", irão retomar a luta necessária em defesa da democracia, no combate a reforma trabalhista e pela defesa da Previdência.

A novidade não se encontra na base da sociedade, cuja mobilização contra Michel Temer e seu governo avança num crescendo desde o carnaval, atingindo seu ápice na greve geral de 28 de abril. A mudança ocorreu na cúpula.

Por que a Globo quer derrubar Temer?

Por Norma Odara Fes, no jornal Brasil de Fato:

Os vazamentos de áudios envolvendo o presidente golpista Michel Temer (PMDB) e Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, foram veiculados em primeira mão pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal "O Globo", por volta das 19 horas da noite desta quarta-feira (17). A principal acusação era de que Temer teria autorizado a compra do silêncio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na prisão. Em seguida, o Plantão da Globo anunciava o escândalo e prometia dar mais detalhes e informações no Jornal Nacional.

Durante a apresentação do jornal, os âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos dividiam a escalada (abertura do jornal, elencando as principais notícias) destrinchando a denúncia do jornal impresso. Horas depois, o Jornal da Globo, que encerra a sequência de noticiários do dia da emissora, anunciou que teria duas edições por conta do furo de reportagem.

Lula e Moro nos jornais impressos

Por Patricia Bandeira de Melo e Marcia Rangel Candido, no site Manchetômetro:

Há alguns meses o cenário político brasileiro é tomado por uma instabilidade aguda: inúmeras denúncias de corrupção afetam os cargos executivos mais altos do país e são mobilizadas em um espetáculo midiático que, mais do que fomentar a contestação do sistema e a expansão da democracia, inspira a ampla descrença na política e incide de maneira desigual sobre os atores envolvidos.

Embora a recente divulgação de áudios que explicitam a participação do peemedebista Michel Temer e do líder do PSDB Aécio Neves em atividades ilícitas tenha caracterizado uma curva nos enfoques dominantes na cobertura dos jornais e noticiários na última semana, a observação de um recorte temporal mais extenso permite afirmar que dois outros personagens aparecem em cena com frequência notável: Luis Inácio Lula da Silva e Sérgio Moro. A constante vinculação do ex-presidente às investigações da Operação Lava Jato e o papel de liderança que o juiz federal do Paraná exerce como condutor dos processos são algumas das justificativas que podem ser aventadas para a intensa repercussão de suas imagens na grande imprensa. A representação dos dois, contudo, mais do que espelhar suas distintas atividades, padece de um viés claramente contraposto, no qual uma figura é negativamente associada à presunção de culpa – Lula, enquanto a outra à personificação de uma justiça ilibada – Moro.

Temer tenta sair da areia movediça

Por Jeferson Miola

No segundo pronunciamento desde a detonação da crise que pode ser terminal para seu governo, Temer faz como o desesperado que está chafurdado na areia movediça: se agarra ao próprio cabelo, na vã ilusão de conseguir sair do atoleiro.

Ele fez um discurso enérgico, incisivo e juridicamente bem orientado. Temer embarcou no barco oferecido pelo PSDB através da Folha e do Estadão – em contradição com a Globo, que pede a rápida renúncia dele – para questionar a autenticidade dos áudios com o empresário Joesley Batista e acusar fraude nas gravações.

Centrais lideram 'marcha decisiva' a Brasília

Por Vitor Nuzzi, na Rede Brasil Atual:

De "fôlego novo" após as denúncias que, na avaliação das entidades, enfraqueceram o governo e causaram baixas na base aliada, as centrais sindicais esperam mobilizar ao menos 80 mil pessoas na próxima quarta-feira (24), em Brasília, em marcha unificada contra as reformas. Mesmo que os relatores tenham anunciado a suspensão do andamento das reformas da Previdência e trabalhista, sindicalistas querem pressionar o Congresso por uma nova agenda. Em reunião na tarde de hoje (19), na sede da CTB, em São Paulo, eles discutiram também a participação nos atos de domingo (21) pelo país, contra o governo e por eleições diretas.

Carta gentil a um rotweiller arrependido

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Caro Reinaldo Azevedo,

Acompanho, por obrigatório, o que você escreve em seu blog e não deixo de reconhecer que, ainda que rotweiller, como alguém diverso da matilha que antagoniza a democracia e a legalidade.

Por isso – é claro que você se apercebeu – que, ainda para continuarmos no reino animal, o “cría cuervos que te sacarán los ojos” é algo que descreve muito bem o que se passa com o serpentário que – nisto não te perdoo e você, talvez, se arrependa – que foi cevado no ódio da inaceitação do resultado eleitoral.

A explosiva delação da JBS contra Temer

Do site Vermelho:

"Parte do grupo está preso, parte está no poder", afirmou às autoridades Joesley Batista, dono da JBS, sobre os líderes do PMDB na Câmara que comandavam o esquema de propinas com sua empresa. A emblemática frase deixa claro como a relação umbilical entre Michel Temer, a parte do grupo "no poder", e Eduardo Cunha, deputado cassado e integrante do núcleo que "está preso", não foi rompida com a ascensão do atual presidente da República.

Em seu depoimento aos investigadores da Operação Patmos, Joesley detalha o encontro com Temer em 7 de março. As declarações do empresário, registradas em vídeo, ajudam a contextualizar o conteúdo do áudio divulgado na quinta-feira (18), repleto de trechos inaudíveis ou supostamente editados.

A hora e a vez das Diretas-Já!

Av. Paulista, 21/5/17. Foto Marcia Zoet/Jornalistas Livres
Do site da Consulta Popular:

1. A revelação da delação dos empresários da JBS na qual se apresenta uma gravação em que o golpista Michel Temer avaliza a continuidade de uma mesada para pagar pelo silêncio de Eduardo Cunha na prisão aprofunda as contradições no interior do campo de forças que patrocinaram o golpe e o ilegítimo governo Temer.

2. Esta contradição tem se expressado numa acirrada disputa pela direção política do golpe que envolve de um lado a Rede Globo e os setores politicamente ativos do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e do judiciário (estrato jurídico político); do outro, a direita partidária (principalmente PSDB e PMDB) enquanto forças politicamente majoritários do legislativo federal e no poder executivo.

Derrocada dos golpistas favorece Lula e Dilma

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Quem apoiou explicitamente o golpe de Estado encetado definitivamente contra o governo legítimo de Dilma Rousseff em 30 de agosto do ano passado, não irá dar o braço a torcer. Mas essas pessoas sabem da verdade: houve, sim, um golpe no Brasil; e, sim, Dilma era inocente.

Mas não é só isso. Lula também ganhou muito, nesse episódio. Finalmente as pessoas começam a entender o que é PROVA suficiente para condenar alguém. E que, quando a pessoa é culpada, é difícil esconder essa culpa.

Comecemos por Lula. A vida desse homem já foi revirada de todas as formas possíveis e imagináveis. Sua residência, seu escritório, suas contas bancárias, seus telefonemas, seus e-mails…

Ladrão Temer se escondeu atrás da 'Folha'

sábado, 20 de maio de 2017

Congresso da propina e o sucessor de Temer

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Temer ainda não caiu, está em coma, mas como seu colapso político é irreversível, o “Congresso da propina” começa a preparar-se para eleger, por via indireta, um sucessor “biônico”, ou seja, sem voto, como se dizia na ditadura. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, determinou estudos jurídicos e legislativos para a realização do pleito, que ele conduzirá na condição de presidente interino, após o afastamento de Temer. Se isso acontecer no início de junho, este “Colégio Eleitoral” redivivo consumará a escolha em agosto.

Por superstição, eu não gosto, como muitos brasileiros, de nada que acontece em agosto, especialmente na política. Seja quando for, este plano de driblar o eleitorado só não será imposto se as forças populares e democráticas forem capazes de produzir uma grande mobilização em defesa das eleições diretas imediatas. O “indireto”, seja ele quem for, continuará sofrendo do mal da ilegitimidade e submetendo o país à instabilidade política, com seus reflexos sociais e econômicos. O Brasil não reconheceria um presidente eleito pelo “Congresso da propina”. Este epíteto não é um xingamento nem constitui injúria. É uma caracterização assentada na triste realidade que nos vem sendo revelada.

Golpe dentro do golpe uniu Globo, MP e bancos

Por Renato Rovai, em seu blog:

Michel Temer não presta. E pelo que representa e comanda não poderia ser candidato a vice presidente de Dilma Rousseff. Este foi o erro original que o levou até onde está. E a investigação em curso sobre a sua conversa com Joesley Batista precisa chegar ao fim. Ou seja, ao seu impeachment.

Dito isto, talvez esteja na hora de tentar entender tudo que vem acontecendo no Brasil nos últimos dias para além dos áudios e vazamentos.

Michel Temer parece estar sofrendo um golpe dentro do golpe organizado pela Globo, Ministério Público e setores do sistema financeiro. Um movimento do qual também fariam parte membros do seu governo. Em especial, a peça chave da equipe econômica, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Madureira, Huck e a síndrome do canalha

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Não sei quem é o autor da frase “o Brasil é uma concessão da Globo” (Clarice Lispector? Clara Nunes?), mas o gênio merecia sair do anonimato para ganhar um Motorola.

O editorial em que o jornal dos Marinhos defende a renúncia de Temer é um primor de desfaçatez e hipocrisia.

Os diálogos entre Michel e Joesley Batista, dono da JBS, “falam por si e bastariam para fazer ruir a imagem de integridade moral que o presidente tem orgulho de cultivar.”

Depois: “Nenhum cidadão, cônscio das obrigações da cidadania, pode deixar de reconhecer que o presidente perdeu as condições morais, éticas, políticas e administrativas para continuar governando o Brasil.”

Moro sumiu da mídia sem deixar vestígios

Por Bajonas Teixeira, no blog Cafezinho:

Muita gente deve estar fazendo a mesma pergunta: Cadê Sérgio Moro? O juiz, herói nacional, orgulho do Brasil, sério candidato a “gênio da raça”, sumiu de repente. Até anteontem, todos os dias ele estava na mídia, às vezes em vídeos extraindo confissões com seu boticão judicial, ou em áudio, conduzindo depoimentos com mão de ferro, como o de Lula. Às vezes, fazendo declarações através de notas. E também em conferências, em fóruns internacionais, dando palestras. Abruptamente, e isso já há quase 72 horas, Moro sumiu da mídia. Seu silêncio é um daqueles que, como diria Marx, oprime o cérebro dos vivos. Zumbe como pernilongos num enxame de interrogações em torno da cabeça do brasileiro. Por que o herói se calou?

A crise política e o enigma da Globo

Por João Feres Júnior, na revista CartaCapital:

Não sei o que é mais ridículo nessa crise turbinada na qual o país embarcou com as delações da JBS, o tom de indignação dos âncoras e comentaristas da grande mídia perante o deslindamento dos esquemas de corrupção envolvendo Michel Temer, Aécio Neves et caterva (nunca essa expressão latina foi tão bem empregada), ou a reação de incredulidade e desilusão de boa parte da classe média perante o noticiário. No caso dos lacaios da grande mídia, o ridículo reside na farsa descarada de seu comportamento. Já a classe média passa pelo ridículo daqueles que dão sinais da estupidez em público sem se darem conta disso.

Os zumbis da política e as eleições diretas



Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Peça 0 – a lógica do caos

O ponto de partida é entender a lógica do caos. Não há um comando estabelecido, nem um script pré-definido. Existem atores mais ou menos relevantes, respondendo a impulsos, sem que ninguém tenha controle sobre a resultante final.

Os protagonistas principais vão se adaptando as circunstâncias, de maneira a preservar seus interesses, saltando de uma onda para outra, pulando obstáculos de maneira a não perder a liderança.

Desse modo, fatos novos que mudam a atitude de um dos personagens, imediatamente obrigam a um rearranjo dos demais atores.


Pelo fim da aventura golpista!

Por Renato Rabelo, em seu blog:

Uma conjunção de forças dominantes em nosso país tramou e consumou o golpe de Estado em 2016 na ânsia e no ímpeto de capturar o poder central e implantar uma ordem conservadora e retrógrada divorciada da soberania popular, de costas à voz das urnas. No grito, juntou para fazer parte da ação decisiva no processo de impeachment gente inescrupulosa e comprometida com os baixios da política. Foi preciso fraudar provas para “justificar” o impedimento da presidenta recém-eleita. O assalto ao poder foi conduzido por um caminho marcado pela aventura. Por isso, as contradições inevitavelmente produzidas pela trama em curso desnudariam - mais dia menos dia –os reais propósitos da causa de exceção.


'Diretas, já!' ou 'Diretas, nunca!'

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

O noticiário contraditório que oscila entre o descarte de Temer e a sua manutenção - como um vigia bebado do precipício ao qual o país foi reduzido pela irresponsabilidade golpista das suas elites - evidencia a saturação das ferramentas conservadoras.

Mas não deve iludir: a elite golpista sabe onde quer chegar, embora deixe transparecer a saturação dos meios à sua disposição.

Se preciso, pode até levar ao sacrifício algumas peças para afiar a guilhotina desgastada e decepar os direitos políticos de Lula; colocar Meirelles ou Gilmar no comando do Estado e concluir as reformas que revogam o escopo de direito sociais e trabalhistas da Carta de 1988.

Onyx Lorenzoni admite Caixa 2 com JBS

Do site Sul-21:

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM), que é apontado nos documentos de delação do grupo JBS por ter recebido R$ 200 mil em espécie, sem ter declarado o valor à Justiça Eleitoral, deu entrevistas no final da tarde desta sexta-feira (19), admitindo o Caixa 2.

“O que acontece nesses processos. Nós perguntamos, nós pedimos. ‘Olha, a legislação permitia apoio de empresas’. Então, a gente fala tanto com as empresas, como fala com as entidades que representam as empresas. ‘Preciso de ajuda’. Não havia como declarar, esse foi meu erro”, disse ele em entrevista à Rádio Gaúcha. A reportagem do Sul21 tentou entrar em contato com Lorenzoni durante toda a tarde de sexta-feira, mas não obteve retorno do deputado.

O que explica o desespero da Globo?

Por Rodrigo Vianna, em seu blog:

O editorial de O Globo hoje, pedindo a renúncia de Temer, é demonstração de fraqueza e desespero.

A Globo nunca precisou manifestar por escrito suas posições para mover os cordões do poder. Dessa vez, deixou o roteiro – por escrito!

Desde ontem, estava claro que família Marinho, alinhada ao Partido da Justiça, deseja a rápida substituição de Temer por um governo “técnico” – que conclua as “reformas” e dê sustentação para a Lava-Jato concluir sua tarefa principal: impedir Lula de ser candidato.

Meirelles, candidato da desfaçatez

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Como num lance de mágica, o nome de Henrique Meirelles já circula como possível candidato a uma eventual vaga na presidência da República caso Michel Temer seja despejado do Planalto. Está na Folha de hoje. Também foi lançado como balão de ensaio por David Fleischer, um professor da Universidade de Brasília que costuma ser ouvido com frequência para fazer profecias sobre as periódicas crises brasileiras.

Quando se fala - em tom de grande sabedoria - que é possível dispensar a equipe política que tomou posse do governo após o golpe, mas que é preciso preservar a equipe econômica, o sujeito oculto da frase é Meirelles. O que se quer dizer é que o governo pode ser ruim mas a economia vai bem.