sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Picareta da Riachuelo devia ser preso!

Por Altamiro Borges

Com apoio dos fascistas mirins do Movimento Brasil Livre, o picareta Flávio Rocha, dono da Riachuelo, lançou nesta semana a sua candidatura a vice numa provável chapa de João Doria para as eleições presidenciais de 2018. Como ativo participante do golpe dos corruptos, que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer, ele parece excitado com a recente onda conservadora no país. Mas o ricaço – assim como o “prefake” e o MBL – pode se dar mal. O seu telhado de vidro é enorme. Nesta semana, o empresário voltou ao noticiário em função de uma antiga pendenga com o Ministério Público do Trabalho. Acusado de explorar trabalho escravo, ele atacou os procuradores do Rio Grande do Norte, onde estão instaladas as confecções que terceirizam a produção para a sua rede de lojas. A sua agressividade pode lhe render um processo e até uma ordem de prisão.

Os estranhos negócios do “prefake” Doria

Por Altamiro Borges

O “prefake” paulistano João Doria adora rosnar xingamentos contra os seus adversários: “ladrão”, “bandido”, “safado”, “vagabundo”. Ele também gosta de vender a imagem de paladino da ética. Conhecendo um pouco da sua história, o ricaço mimado – também apelidado de João Dólar – devia tomar mais cuidado com a língua ferina. A exemplo de outros falsos moralistas, ele pode rapidamente ser desmoralizado e nem poderá ficar histérico com quem o xingar de "ladrão", "bandido", "safado" e "vagabundo". Nesta semana, por exemplo, a Folha publicou uma longa reportagem sobre as estranhas relações estabelecidas entre a prefeitura de São Paulo, o sinistro Lide (Grupo de Líderes Empresariais) e poderosas empresas. Vale conferir alguns trechos:

Da ditadura civil rumo à militar?

Por Leonardo Boff, em seu blog:

O que vivemos atualmente no Brasil não pode sequer ser chamado de democracia de baixíssima intensidade. Se tomarmos como referência mínima de uma democracia sua relação para com o povo, o portador originário do poder, então ela se nega a si mesma e se mostra como farsa.

Para as decisões que afetam profundamente o povo, não se discutiu com a sociedade civil, sequer se ouviram movimentos sociais e os corpos de saber especializado: o salário mínimo, a legislação trabalhista, a previdência social, as novas regras para a saúde e a educação, as privatizações de bens públicos fundamentais como é, por exemplo, a Eletrobrás e campos importantes de petróleo do pré-sal, bem como as leis de definem a demarcação das terras indígenas e, o que é um verdadeiro atentado à soberania nacional, a permissão de venda de terras amazônicas a estrangeiros e a entrega de vasta região da Amazônia para a exploração de variados minérios a empresas estrangeiras.

Temer e o passado tenebroso da privatização

Por Railídia Carvalho, no site Vermelho:

A Eletrobras registrou lucro de R$ 3 bilhões em 2016 mesmo diante de um quadro de recessão no Brasil. Estimativas para 2017 apontam que o número deve se repetir. Os dados foram informados por Eduardo Annunciato, o Chicão, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, durante conversa com jornalistas da imprensa alternativa e sindical nesta quarta-feira (20) no Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé.

“A receita líquida do ano passado foi de R$ 60 bilhões mesmo com toda a crise. E o governo quer vender a Eletrobras por R$ 20 bilhões?”, questionou. Os ativos da Eletrobras são estimados em R$ 370 bilhões no mercado.

As cem vidas de Lula

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Se dependesse dos adversários, Lula estaria morto. Se possível, teria morrido várias vezes. Tantas quantas as “balas de prata”, os “golpes fatais” e as “bombas atômicas” que acharam que o atingiram.

Semana passada, com as delações de Antonio Palocci, reencenaram o espetáculo da morte de Lula. O script foi rigorosamente cumprido: primeiro, o anúncio de “grandes revelações”; segundo, um interrogatório encenado; depois, a divulgação espalhafatosa, acompanhada da promessa de que o delator ainda tinha “muito a dizer”. No outro dia, o coro dos comentaristas, repetindo que, dessa, Lula não escapava.

Desconectados de todo o mundo, uní-vos!

Por Renata Mielli, no site Mídia Ninja:

Com a metade do mundo desconectada e com a diminuição no ritmo de crescimento de novas conexões, vai se criando um novo exército de excluídos, os excluídos digitais. A exclusão digital aprofunda as desigualdades entre indivíduos, famílias, regiões e países, determinando novos padrões de miséria e impondo novos desafios para a luta pelo fim da opressão capitalista.

E esta avaliação não é minha, é do secretário-geral da UIT, Houlin Zhao, por ocasião do lançamento do mais recente relatório da organização sobre a situação da Banda Larga no mundo, o State of Broadband 2017, da Comissão de Banda Larga da UIT. Zhao destacou que “os países ‘de ponta’ digitais estão avançando ainda mais, enquanto os países em desenvolvimento estão, em geral, sendo deixados para trás”.

Só Gilmar Mendes vota a favor de Temer

Do blog Socialista Morena:

10 a 1. Este foi o resultado, após dois dias de julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal), da segunda denúncia feita pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer. Pela decisão, a denúncia seguirá para análise da Câmara dos Deputados. O único dos ministros do Supremo que acatou o argumento dos defensores de Temer foi Gilmar Mendes, para quem a denúncia deveria ser devolvida à PGR.

A péssima semana de João Doria

Por Pedro Breier, no blog Cafezinho:

O fato mais comentado acerca da última pesquisa sobre as eleições de 2018 foi, naturalmente, a liderança de Lula – chamado, pateticamente, de “o mesmo candidato” em uma chamada da Veja – em todos os cenários, nos dois turnos, contra quaisquer adversários.

A consolidação de Bolsonaro na segunda colocação, com praticamente 20% das intenções de voto, também mereceu destaque.

Os índices de João Doria causaram pouca repercussão, certamente porque ficaram muito aquém do que os entusiastas da candidatura do PrefeiTop gostariam.

Partido da Guerra controla a Casa Branca

Por Serge Halimi, no site Outras Palavras:

Bastaram alguns meses para que os Estados Unidos se retirassem do acordo internacional de Paris sobre as mudanças climáticas, adotassem novas sanções econômicas contra a Rússia, invertessema dinâmica de normalização das relações diplomáticas com Cuba, anunciassem sua intenção de denunciar o acordo nuclear com o Irã, dirigissem uma advertência ao Paquistão, ameaçassem a Venezuela com uma intervenção militar e se declarassem preparados para atacar a Coreia do Norte “com um fogo e uma ira que jamais se viram antes neste mundo”. Desde que a Casa Branca mudou de inquilino em 20 de junho passado, Washington somente melhorou suas relações com as Filipinas, o Egito, a Arábia Saudita e Israel.

Todos os homens do "presidente"

Por Jandira Feghali

Em 1976, as telas dos cinemas retrataram um escândalo sem precedentes na história norte americana. A partir da investigação de um jornalista do jornal Washington Post foi desvendado o caso conhecido como Watergate. Fitas gravadas que comprovavam a relação do presidente com operações ilegais contra a oposição tiveram como resultado a renúncia do presidente Richard Nixon. Lá, as evidências falaram mais alto que os conchavos.

Mais de 40 anos depois vivemos aqui um enredo com alguns pontos em comum, mas com possibilidade remota do mesmo desfecho, apesar das provas apresentadas.

Sindicatos se unem contra as privatizações

Por Rute Pina, no jornal Brasil de Fato:

Sindicatos de vários setores lançaram, nesta quarta-feira (20), uma frente de atuação contra as privatizações de serviços essenciais propostas pelo governo Temer.

Segundo Eduardo Annunciato, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, as experiências de privatização do setor básico retiram investimentos do serviço público, rebaixam os salários dos trabalhadores, além de precarizar a rede de serviços:

"Então, o que temos que fazer é combater as as privatizações e não deixar que os mesmos erros do passado sejam repetidos neste momento. O país está passando por uma crise e não é justo que todo o conhecimento sobre o setor elétrico brasileiro, saneamento seja jogado no lixo em nome de salvar alguns capa pretas do poder", declara Annunciato.

O masoquismo de parte dos militares

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

As Forças Armadas – e suas escolas – produziram algumas das melhores inteligências deste país.

O Exército, desde cedo, solidificou a ideia da unidade nacional, mesmo num tempo em que o país, politicamente, era pouco mais que um amontoado de oligarquias provincianas e um banco de inutilidades cortesãs. Agora, vê-se reduzido a um secretário de Segurança dizer onde deve colocar seus soldados como guarda da esquina.

Cadê a tal "retomada" da economia?

Por Tiago Pereira, na Rede Brasil Atual:

Com a popularidade em baixíssimos níveis, o governo de Michel Temer aposta em parcos sinais de recuperação da economia, que apontariam para a superação do atual quadro de recessão, para assim se manter no poder. No mercado financeiro, o cenário é de aparente euforia, com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), registrando sucessivos recordes nesta semana. Apenas na quinta-feira (14), já sob impacto da nova denúncia apresentada contra o presidente, o índice fechou com leve queda. 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Fora do ar, site Carta Maior pode fechar

Da revista Caros Amigos:

Criada na primeira edição do Fórum Social Mundial, em janeiro de 2001, o site de notícias Carta Maior enfrenta crise financeira e pode fechar definitivamente. O veículo, referência na mídia contra-hegemônica e que atua intensamente para denunciar os retrocessos do golpe, está fora do ar desde o dia 11 de setembro por atraso no pagamento do serviço de hospedagem de seus servidores de internet.

Em um texto divulgado nas redes sociais, o diretor de Carta Maior, Joaquim Ernesto Palhares, explica a situação e pede ajuda (leia abaixo). Para ajudar, clique neste link ou na vá até a página do Facebook.

A crise política e o fator militar

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Peça 1 – sobre os cenários improváveis

Até a posse de Dilma Rousseff, já havia ocorrido os seguintes fenômenos, que passaram despercebidos dos partidos políticos e dos analistas em geral:

1. A montagem da bancada de Eduardo Cunha e Michel Temer, com recursos obtidos dos cargos públicos que receberam do PT.

2. As ligações entre a Lava Jato, a Procuradoria Geral da República (PGR) e o Departamento de Estado norte-americano.

3. A parceria Mídia-Ministério Público Federal (MPF), criada com a AP 470, do “mensalão”.

Risco de golpe militar impacta a Câmara?

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

A ameaça de golpe militar pode ter uma serventia, afora a lamentável demonstração de que a tentação autoritária pulsa viva nos quartéis. Talvez sirva para sacudir a maioria governista na Câmara, onde aportará hoje a nova denúncia contra Michel Temer, agora por obstrução da Justiça e comando de organização criminosa, fazendo com que a ficha caia: a insustentável situação de Temer chegou ao limite. Afogado em denúncias de corrupção, aprovado por apenas 3,4% dos brasileiros, e incapaz de reverter a deterioração social e econômica do país, Temer é um presidente que justifica eventual intervenção das Forças Armadas, liquidando com o que ainda resta de democracia no país. Se suas excelências não entenderem o que se passa, e novamente absolverem Temer, poderão ser os primeiros a chorar as pitangas.

Os generais e o presidente desmoralizado

Por Wadih Damous, no blog Viomundo:

A Constituição é clara: o presidente da República é o comandante supremo das forças armadas. E no seu artigo 142 o texto constitucional só admite a atuação dos militares na garantia da lei e da ordem por iniciativa dos poderes constitucionais; jamais por conta própria. A ordem jurídica também veda a opinião de caráter político por parte de oficiais da ativa.

No entanto, em menos de 48 horas, três generais – dois deles pertencentes ao alto comando do Exército, aí incluído o comandante, e um da reserva, mas visto como uma forte liderança por seus pares desde que comandou a primeira força de paz do Brasil no Haiti – fizeram letra morta desse marco legal ao defenderem a intervenção militar, para impedir a “instalação do caos.”

Filme e debate sobre o bloqueio a Cuba

Do site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo:

O Cineclube Vladimir Herzog exibe na próxima terça-feira (dia 26), às 19 horas, o documentário “Bloqueio: a guerra contra Cuba”, uma produção do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba.

O documentário aborda a história do bloqueio econômico dos EUA, aplicado desde 1962 como resposta à revolução cubano. O objetivo das restrições é asfixiar a economia do país, impondo fortes restrições à população.

A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) vota pelo fim do embargo americano à Cuba há mais de duas décadas, declarando-o ilegal e um atentado ao povo cubano. No ano passado, EUA e Israel se abstiveram da votação pela primeira vez. Todos os outros países-membros votaram contra o vergonhoso embargo.

Em 1955, lições contra o golpismo de 2017

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Num país onde não faltam lições amargas que mostram derrotas da democracia para conspirações militares, o ano de 1955 guarda uma lição positiva para os impasses e angústias do Brasil de 2017. As semelhanças são muitas e serão explicadas nos parágrafos adiante. A diferença está no comportamento da hierarquia militar.

Em 1955, viu-se um esforço decisivo do ministro da Guerra, Henrique Lott, para afastar e punir oficiais envolvidos em atos de indisciplina. Resultado: em outubro daquele ano, após sucessivas ameaças de golpe, ocorreram eleições que conduziram Juscelino Kubitschek ao Catete, de onde ele sairia na condição dos mais populares presidentes de nossa história republicana.

Os fanáticos e a psicóloga da “cura gay”

Por Nathalí Macedo, no blog Diário do Centro do Mundo:

Retrocedendo algumas dezenas de décadas, como é sabido, o Brasil voltou a admitir a homossexualidade como doença a partir da decisão absurda de um juiz de primeiro grau que agora tenta tornar-se desembargador (pai, afasta do Brasil esse cale-se!).

A psicóloga (?) que trouxe para o século XXI o medieval conceito de “cura gay” é Marisa Lobo, a mesma que assinou contra Patrícia Lélis – aquela que acusa o Pastor Marco Feliciano de estupro -, sem sequer consulta-la, um laudo atestando que ela seria mitomaníaca (risos), como forma de invalidar as acusações de Patrícia contra seu estuprador.

Lula é o plano A, B...e Z do PT

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                                                      
Só pode ser vista como tática de pressão política sobre o Tribunal do Santo Ofício de Curitiba (forma apropriada como o bravo jornalista Mino Carta se refere aos justiceiros do Paraná) a proposta de alguns dirigentes do PT de boicotar as eleições de 2018, caso Lula seja alijado da disputa. A ideia seria dar desdobramentos práticos e radicalizados à palavra de ordem “eleição sem Lula é fraude.”

Alguns petistas pregam inclusive o alargamento do boicote, com o partido se negando a lançar candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado. E, seja por coerência ou efeito cascata, o PT também abdicaria de disputar os governos estaduais e as vagas nas assembleias legislativas. A meu ver, tudo da boca para fora. Não pode ser levada a sério a entrega de mão beijada não só da presidência da República e governos aos carrascos do povo, mas também de todas as cadeiras dos parlamentos.

Reforma trabalhista no Brasil e no mundo

Por Clemente Ganz Lúcio, no site Brasil Debate:

Com este artigo, inicio uma série de textos elaborados a partir de debates e palestras que realizei sobre a reforma trabalhista, buscando formas de sistematizar e contextualizar os problemas e enfrentar o desafio de pensar caminhos a serem trilhados pelo movimento sindical em cenário extremamente complicado.

Não é novidade que as dificuldades a serem enfrentadas são enormes. Contudo, a história nos autoriza a pensar que tudo muda o tempo todo; que no jogo social se disputa no presente as possibilidades de futuro; que alternativas se colocam e que tudo está sempre em aberto; que não há resultado definitivo, pois toda derrota pode ser revertida; um ônus pode se transformar em oportunidade; uma dificuldade pode mobilizar a criação de nova força de reação; há possibilidades de se caminhar para o inédito e o inesperado.

A Constituição não permite golpe militar!

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Faz alguns anos, desde o agravamento da crise política, que grupos civis de extrema-direita começaram a se manifestar publicamente pedindo que os militares derrubassem o governo da então presidente Dilma Rousseff e tomassem o poder. E afirmavam que a Constituição Federal teria um dispositivo que permitiria aos militares agir assim.

Abaixo [aqui], vídeo gravado pelo Blog da Cidadania em 2014, durante uma reedição da infame Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, ocorrida em março de 1964, pouco antes de os militares instalarem no Brasil uma ditadura que durou 20 anos. Vamos assistir

Todo o poder emana da Globo

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O conservadorismo moral do 'liberal' MBL

www.cartunfolio.blogspot.com
Por Débora Melo, na revista CartaCapital:

O encerramento precoce da exposição Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira pelo Santander Cultural de Porto Alegre foi encorajado por uma campanha de boicote ao banco promovida pelo Movimento Brasil Livre (MBL) nas redes sociais. Com o argumento de que as obras ofendiam a fé cristã e faziam apologia à pedofilia e à zoofilia, o movimento que se diz “liberal” atacou a mostra, que contava com o trabalho de artistas como Candido Portinari, Lygia Clark, Alfredo Volpi, Adriana Varejão e Bia Leite.

Curvando-se à pressão, o banco Santander suspendeu a exposição que abordava a diversidade sexual e tinha estudantes como público-alvo.

ONU ataca rentismo das corporações

Do blog Socialista Morena:

Um novo relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) critica as grandes corporações por inflarem seus lucros pela manipulação das regras do jogo. A crise de 2008 expôs essas práticas nos mercados financeiros; o uso dos paraísos fiscais por parte do 1% mais rico é fato conhecido. Contudo, tais práticas também têm se estendido a setores não financeiros. E os rendimentos derivados dessas práticas têm aumentado a desigualdade, “em um mundo onde o vencedor leva (quase) tudo”, diz o documento.

Lula é o candidato com menor rejeição

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

Acabou de cair o “mito” de que Lula não poderia se eleger em 2018 porque teria rejeição alta demais.

Segundo a pesquisa CNT/MDA, realizada entre os dias 13 e 16 de setembro, ou seja, uma semana depois da última rodada de ataques do consórcio Lava Jato/Globo ao ex-presidente, ele tem a menor rejeição dentre todos os candidatos.

Bolsonaro, Doria, Alckmin, Marina, todos têm rejeição superior a Lula.

A intervenção militar é um filme trágico

Por Roberto Amaral, em seu blog:

Uma das características das democracias, em seu conceito ocidental, é o rigoroso império da ordem legal-constitucional, reinando sobre todos e tudo, pessoas e instituições, sem privilégios de classe ou posto, ou função. A República moderna, ainda herdando o que sobrou da teoria clássica da separação e harmonia dos poderes (Montesquieu), entre nós Executivo, Legislativo e Judiciário, ignora o ‘Poder Moderador’, uma herança do Império, a qual, no entanto, tende a insinuar-se nos momentos de crise institucional, vividos com certa frequência nas democracias ditas frágeis, como aliás pode ser identificada a brasileira.

A campanha pela proteção dos dados pessoais

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

A campanha "Seus Dados São Você" pretende sensibilizar a população e o Parlamento sobre a urgência da aprovação de uma Lei de Proteção de Dados Pessoais no Brasil, tendo em vista os atuais modelos de negócio e a atuação dos poderes públicos baseados na coleta massiva de dados.

Desde o momento em que uma certidão de nascimento é emitida e passa a constar no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil, brasileiras e brasileiros passam a ter informações pessoais coletadas e armazenadas em bancos de dados. Ao longo de sua vida, cada vez que um cidadão acessa um serviço público, preenche um cadastro em uma loja, usa aplicações digitais ou interage em redes sociais também gera e compartilha centenas de milhares de dados. Atualmente, a coleta, tratamento e comercialização de dados pessoais, por empresas e governos, são feitas de maneira desregulada, já que o Brasil, ao contrário da maioria dos países, não dispõe de uma lei que proteja esse dados.

O vergonhoso discurso de Temer na ONU

Editorial do site Vermelho:

Uma confissão de subordinação – assim pode ser entendido o discurso pronunciado pelo presidente ilegítimo Michel Temer (que mal fala por 3,4% dos brasileiros) na abertura da 72ª Assembléia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (19).

Na contra mão dos pronunciamentos de dirigentes de nações com papel ativo no cenário mundial, em seu discurso Temer se confessou avesso ao nacionalismo e recusou “os nacionalismos exacerbados”. Pronunciou palavras que são música para os ultra-liberais que dominam seu governo, e disse não acreditar “no protecionismo como saída para as dificuldades econômicas”.

A agressão da maioridade penal

Por Kátia Guimarães, no jornal Brasil de Fato:

A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos voltou a entrar em pauta no Congresso. O tema deveria ser apreciado nesta quarta-feira (20) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas foi adiado para a próxima semana.

Para militantes em defesa da juventude ouvidos pelo Brasil de Fato, a PEC 33/2012, de autoria do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), voltou a ser alvo do Congresso Nacional porque a atual conjuntura política, desenhada em especial depois do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, permite o avanço das pautas mais conservadoras. Por isso, eles defendem a reorganização da militância e a politização do tema para pressionar os parlamentares a não aprovar a matéria.

Amor da Editora Abril por Doria é lindo…

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O amor é algo sublime, que faz alguém se esquecer da lógica e mergulhar no ridículo, feliz da vida.

Voz econômica da Editora Abril, “paga o mico” dos enamorados e publica a chamada: Pesquisa CNT: Doria empata com Marina para 2018.

Emocionante!

STF envia segunda denúncia contra Temer

Por Hylda Cavalcanti, na Rede Brasil Atual:

O julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre validade ou não das provas apresentadas por Joesley Batista e pelo executivo Ricardo Saud não foi concluído hoje (20), mas já antecipa um resultado. A maior parte dos ministros votou com o parecer do relator, Edson Fachin, que foi favorável ao envio da segunda denúncia contra o presidente da República Michel Temer para ser avaliada pela Câmara dos Deputados. Amanhã (21), serão apresentados os outros três votos. Já se posicionaram os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

A falsificação de documentos na Lava-Jato

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

O livro-bomba sobre a Lava Jato, prometido pelo doleiro espanhol Tacla Duran, começa a dar frutos.

Tacla é o doleiro cuja declaração de renda comprovou pagamentos a Rosângela Moro, ao primeiro amigo Carlos Zucolotto e a Leonardo Santos Lima.

Alguns capítulos do livro ficaram por alguns dias no site de Tacla. No livro, ele diz que a delação da Odebrecht teve vários pontos de manipulação, com a montagem de documentos, provavelmente por pressão dos procuradores, atrás de qualquer tipo de prova contra Lula.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Temer, Trump e a ingerência na Venezuela

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Agora estamos feitos. Temer admite “coincidência absoluta” com as posições de Donald Trump. Conforme escrevi aqui, o jantar desta segunda-feira não foi um encontro bilateral entre Trump e Temer, tal como andou divulgando o Planalto. Foi uma reunião de Trump com Brasil e vizinhos que estão dispostos a “pressionar” a Venezuela por uma “solução democrática”, eufemismo para a derrubada do presidente Nicolás Maduro. Chega a ser patético, vindo de Temer, que usurpou a Presidência com um golpe parlamentar.

Reforço na mídia alternativa: Trajano na TVT

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

José Trajano é o mais novo reforço da mídia alternativa brasileira. Nesta segunda-feira (18), às 18h45, o gabaritado jornalista estreia seu programa na TVT (TV dos Trabalhadores, canal 44.1 HD): serão 15 minutos, de segunda à sexta, com pitacos e reflexões sobre futebol, cultura e política. O programa também vai ao ar pela Rádio Brasil Atual (98.9 FM).

Trajano já vinha atuando em espaços alternativos à mídia hegemônica, como em seu canal Ultrajano, nas redes sociais. Além de discutir os temas que serão pauta em seu programa no primeiro canal de televisão gerido por entidades de trabalhadores, ele chegou a entrevistar nomes de peso, como o do ex-presidente Lula, em transmissão direta para seus seguidores.


A grande quadrilha de Michel Temer

STF adia decisão sobre prisão de Aécio

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Rodrigo Janot já deixou a Procuradoria-Geral da República e Raquel Dodge foi empossada pelo presidente Michel Temer na manhã desta segunda-feira, mas o STF ainda não julgou os três pedidos de prisão feitos contra o senador Aécio Neves, presidente licenciado do PSDB.

Nem vai julgar esta semana, como estava previsto na pauta. A pedido da defesa de Aécio, a decisão foi adiada desta terça-feira para a próxima, dia 26 de setembro.

Detalhe mais curioso deste adiamento foi o motivo alegado: um dos advogados do senador, Alberto Zacharias Toron, viajou para Portugal e não poderia estar presente à sessão do STF.

Intervenção militar? Cadê os democratas?

A demagogia barata do aecista Samuel Rosa

Samuel Rosa
Por Joaquim de Carvalho, no blog Diário do Centro do Mundo:

No Rock in Rio que já pode ser chamado de edição “Fora, Temer”, o roqueiro Samuel Rosa resolveu faturar. Num discurso com palavras que poderiam sair da boca de Deltan Dallagnol, ele disse:

“O nosso dinheiro está escorrendo pelo ralo, onde devia, neste leva e trás de malas, de milhões, dinheiro que devia estar indo para mais leitos dos hospitais, para a educação, para a nossa criançada que está no crime, para formar cidadãos, para as estradas”, disse.

Há três anos, Samuel Rosa veio a público para promover Aécio Neves, o príncipe da corrupção:

A eterna marcha contra a violência no campo

Por Caroline Nascimento Pereira e Ana Luíza Matos de Oliveira, no site Brasil Debate:

Os conflitos fundiários no Brasil vêm de longa data, porém é nos anos 1950 e 1960 que se formaram as bases para as primeiras organizações de trabalhadores rurais, como as Ligas Camponesas, associações de lavradores, sindicatos, além da constituição da bandeira da “reforma agrária” (ver Conflitos Sociais no Meio Rural no Brasil Contemporâneo).

Nos anos 1970, a Revolução Verde trouxe o aumento da produção e exportações agrícolas, mas ao mesmo tempo intensificava a concentração fundiária, a dependência de sementes, a degradação ambiental e a geração de lucros extraordinários a favor dos grandes produtores, colocando ainda mais fogo na disputa pela terra.

A opressão oculta das empresas alemãs

Por Tadeu Breda, no site Outras Palavras:

Se o placar de 7×1 na Copa de 2014 foi inesperado para uma partida entre Brasil e Alemanha, nas relações econômicas bilaterais essa disparidade é a regra. Historicamente, a balança comercial entre os dois países é uma goleada em favor dos alemães. E o esquema de jogo é conhecido: enquanto compramos máquinas e produtos industrializados, vendemos matérias-primas, perpetuando um sistema que se arrasta desde os tempos da colonização.

'Zero Hora' e a demissão de Verissimo

Luis Fernando Verissimo
Por Tarso Genro, no site Sul-21:

Norberto Bobbio, no seu maravilhoso “Elogio da Serenidade”, diz que os dois acontecimento mais recentes que mais provocaram discussões sobre o tema do “mal” foram Auschwitz e a “queda do Muro de Berlim”. O primeiro representando “um desafio para o homem de fé”, o segundo um desafio, “sobretudo para o homem de razão”. E conclui, perante tais catástrofes – a primeira representando o mal em estado puro e a segunda a transfiguração da revolução em seu contrário, que tornou a utopia uma prisão –, conclui, repito: que os homens de razão “ficaram tentados a falar em derrota de Deus” e os “homens da fé”, em “suicídio da revolução”. Bobbio aponta, portanto, uma inversão: um argumento crítico-religioso por parte da razão iluminista e um argumento político-moral – baseado na força da ação política leiga – por parte dos crentes.

"Uma ditadura com luvas de pelica"

Aldir Blanc
Por Pedro Alexandre Sanches, na revista CartaCapital:

Um militante desavisado do MBL depara-se com uma letra de Aldir Blanc. Em rala-rala é que se educa a molhadinha/ se tu não peca, meu bem, cai a peteca, neném/ vira polícia da xereca da vizinha, canta a portuguesa Maria João no álbum recém-lançado A Poesia de Aldir Blanc (Sesc), para horror do jovem conservador empenhado na causa da sigla que esconde por trás de si o pícaro Movimento Brasil “Livre”.

Entre a santa e a meretriz/ só muda a forma com que as duas se arreganha/ eu só me queixo se criar teia de aranha, prossegue Maria João na feminina O Coco do Coco, lançada originalmente em 1996 pela paraense Leila Pinheiro. E lá se vai para a fogueira mais uma obra artística atentatória da “moral e dos bons costumes”.

Mourão quer golpe militar. 64? Não, 2017

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

Parece um pesadelo: assim como em 1964 um general Mourão deu início à insurreição militar, agora aparece um novo general Mourão convocando as Forças Armadas para agir. Estamos vivendo uma versão literal da célebre frase de Marx, “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”. É como se o Brasil tivesse entrado no “dia da marmota” do filme Feitiço do Tempo (1993), aquele em que Bill Murray acordava e era o mesmo dia de novo e de novo e de novo.

Corruptos assombram posse de Raquel Dodge

Por Tomás Chiaverini, no site The Intercept-Brasil:

“Deu a louca no Ministério Público” seria o título de um filme da Sessão da Tarde baseado na cerimônia de posse de Raquel Dodge, ocorrida na manhã desta segunda (18). A nova procuradora-geral da República já chegou mostrando que está pronta para muita confusão. Logo no começo do discurso, por exemplo, ela disse que se dirigia ao povo brasileiro “de quem emana todo o poder”.

Seria uma frase bastante adequada, não fosse o fato de que ali do lado estava ninguém menos do que Michel Temer, o presidente sem votos, que permanece no cargo apesar dos recordes de impopularidade, ofertando uma constante banana a qualquer coisa que emane do povo.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Leite das crianças e a dívida dos ruralistas

Por Altamiro Borges

O covil golpista de Michel Temer tem reduzido drasticamente os recursos públicos para inúmeros programas sociais – como o “Bolsa Família” e o “Minha Casa, Minha Vida”, entre tantos outros. A desculpa dos desalmados é de que é preciso diminuir os gastos da União. A política de “austericídio” fiscal não tem poupado nem as crianças. Nos últimos meses, a quadrilha que assaltou o poder cortou quase pela metade a grana destinada ao Programa do Leite. Num evento nesta segunda-feira (18) em Maceió, esta crueldade foi escancarada – conforme relato do site Vermelho:

Articulador político de Temer é um “bosta”

Por Altamiro Borges

A quadrilha que assaltou o poder tenta aparentar que está tranquila. Segundo o noticiário da mídia chapa-branca, nutrida com milhões em publicidade, Michel Temer teria folgada maioria na Câmara Federal para abortar a segunda denúncia de Rodrigo Rodrigo Janot, o ex-procurador-geral da República – que acusou o golpista de comandar uma “organização criminosa” e de obstruir a Justiça. O chefe do “quadrilhão”, porém, pode ter surpresas desagradáveis. A base fisiológica e mercenária de apoio no parlamento está em guerra e exige cada vez mais benesses – em emendas e outras mutretas – para salvar a pele do usurpador. Na semana passada, uma cena risível ilustrou este cenário perigoso, conforme registro da Folha:

Boris Casoy é condenado por ofender garis

Do site Vermelho:

O apresentador Boris Casoy e a TV Bandeirantes foram condenados a pagar indenização de R$ 60 mil por danos morais ao varredor José Domingos de Melo, que participou de uma vinheta de ano novo veiculada em um dos telejornais do canal, em dezembro de 2009.

José Domingos conta que se sentiu humilhado pelos comentários preconceituosos do apresentador. “Fui abordado pela equipe da Rede Bandeirantes solicitando que desejasse felicitações de ano novo para veiculação na TV, mas não imaginava que minha participação no programa renderia deboche, preconceito e discriminação”, lamentou.

Venda da Eletrobras vai gerar novo apagão

Por Rafael Tatemoto, no jornal Brasil de Fato:

O anúncio feito pelo governo Michel Temer, do PMDB, sobre a intenção de privatizar o sistema Eletrobras, responsável pela geração e transmissão de energia no país, levou uma série de entidades sindicais e movimentos populares a lançarem a campanha “Energia não é mercadoria”, em aliança com parlamentares da oposição.

Para Icaro Barreto, diretor do Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal, que compõe a iniciativa, a possibilidade de privatização trará consequências relacionadas à soberania nacional, ao custo da energia e ao futuro da economia nacional. Haveria ainda, segundo ele, o risco de uma nova crise de abastecimento.

Conspiração é o crime maior do Temer

Por Jeferson Miola

A corrupção é um crime gravíssimo, que deve ser severamente punido. Mas é a conspiração, e não a corrupção, o maior e mais relevante crime cometido por Michel Temer. Inclusive porque com a conspirata, Temer montou o “governo de ladrões” [cleptocracia, em grego] para expandir e aprofundar o assalto aos cofres públicos pela oligarquia golpista.

Janot e o STF centram fogo na acusação ao Temer pelos crimes de corrupção, e não pelo crime de conspiração. Isso é entendível: a procuradoria da república e a suprema corte, com suas ações, omissões e silêncios, foram parte ativa e cúmplices do golpe que derrubou a Presidente Dilma.

General da 'intervenção' vai pra geladeira?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Os jornais trazem reportagens sobre as declarações do general Antonio Mourão de que “companheiros do Alto Comando do Exército” entendem que uma “intervenção militar” poderá ser adotada se o Judiciário “não solucionar o problema político”, em referência à corrupção de políticos.

Não é coisa a se atribuir maior importância, exceto dentro do próprio Exército, pela evidente quebra de hierarquia e disciplina mas, principalmente, por ter usurpado a palavra do mais alto órgão do Exército Brasileiro, onde ele é apenas um dos 14 integrantes.

Ascensão e queda da comunicação pública

Por Laurindo Lalo Leal Filho, na Revista do Brasil:

A construção foi longa e demorada. A destruição rápida. Falo da comunicação pública brasileira representada pela EBC, a Empresa Brasil de Comunicação, responsável pelas TV Brasil nacional e internacional, por oito emissoras de rádio e duas agências de notícias.

Ao contrário do que ocorreu na Europa e nos Estados Unidos, onde as emissoras públicas se constituíram na primeira metade do século passado, por aqui só conseguimos esse feito no final de 2007 com a criação da EBC.

Denúncias contra Temer: Esperando Raquel

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

O primeiro desafio à espera da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que toma posse nesta segunda-feira (18) numa cerimônia que terá a presença de Michel Temer, será o de demonstrar sua independência e disposição no combate ao crimes dos poderosos. A descortesia dela ao não convidar, com a devida distinção, o antecessor Rodrigo Janot para a solenidade, fala mais das disputas internas no MPF do que de sua disposição para dar combate à corrupção e continuidade aos processos instaurados a partir da Lava Jato. A ausência de Janot poupará constrangimentos mas alimentará as indagações sobre o mandato de Raquel.