domingo, 25 de fevereiro de 2018

Janela partidária instala balcão de negócios

Por Altamiro Borges

A ofensiva para desacreditar de vez a política e os partidos terá um novo capítulo a partir de 7 de março. A chamada “janela partidária”, aprovada em 2016, deverá promover um pornográfico troca-troca de siglas dos atuais parlamentares, em um desmoralizante balcão de negócios. Segundo matéria do Jornal do Brasil, publicada neste sábado (24), o clima é de negociatas milionárias em Brasília. “Com a proximidade do início do período permitido para a mudança, os legendas intensificaram as negociações para atrair novos deputados e aumentar as chances de eleger uma bancada maior na Câmara em outubro. A principal moeda de troca usada pelos partidos tem sido o dinheiro público que bancará as campanhas. Além do fundo eleitoral, estimado em R$ 1,7 bilhão, mais R$ 888 milhões do Fundo Partidário poderão ser distribuídos aos candidatos”.

Maia e Meirelles vão peitar Temer?

Por Altamiro Borges

Henrique Meirelles, o jagunço dos rentistas no covil golpista, e Rodrigo Maia, o capacho dos patrões na Câmara Federal, não escondiam mais de ninguém o desejo de representar as forças de direita – que a mídia chapa-branca apelidou de “centro” – nas eleições presidenciais deste ano. Mas a decisão voluntarista de Michel Temer de decretar a intervenção militar no Rio de Janeiro parece que bagunçou seus planos. Até o publicitário do “vampirão” já confessou que a operação midiática visa elevar seus índices de popularidade e garantir sua presença na corrida presidencial. Atropelados pelo chefão, que adotou a pauta da segurança para fugir das críticas ao caos na economia, Rodrigo Maia e Henrique Meirelles agora ameaçam se rebelar.

26,3 milhões sem emprego. Mídia abafa!

Por Altamiro Borges

Na sexta-feira (23), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou “a taxa composta de subutilização da força de trabalho” no quarto trimestre de 2017. Em termos mais simples, menos herméticos e tecnocráticos, o órgão anunciou o número total de desempregados no período. Os dados são assustadores. A sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) revelou que 26,3 milhões de trabalhadores encontravam-se sem emprego – na rua da amargura. O índice de desocupação no acumulado do ano foi de 23,8%. Ou seja, faltou trabalho, em média, para 26,5 milhões de pessoas em 2017.

Farsa da Lava Jato para condenar Lula

Por Jeferson Miola, em seu blog:

A farsa da Lava Jato para condenar Lula pela segunda vez é ainda mais grotesca que a farsa consumada no tribunal de exceção da Operação em 24 de janeiro passado.

Na sexta-feira 23/2, a Lava Jato passou para seus porta-vozes da mídia dominante uma interpretação manipulada do laudo parcial que a PF realizou nos sistemas de propinas Drousys e My Web Day.

O Estado de SP, numa reportagem vil publicada domingo, 25/2, apressou-se em sentenciar que “Laudo do Drousys aprofunda dados contra Lula no caso do terreno e não mostra nulidade de prova”.


Internet será o tema central do FNDC

Do site do FNDC:

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), uma rede que articula mais de 500 organizações da sociedade civil em todo o país, vai promover sua 21ª Plenária Nacional nos dias 13, 14 e 15 de abril, em São Paulo (SP). Com o tema "Mídia e Internet: liberdade de expressão para a garantia de direitos", a Plenária deve reunir cerca de 120 participantes, entre delegados, observadores e convidados, com o objetivo de aprovar um novo plano de ação para o movimento de comunicação e ainda eleger a próxima gestão da Coordenação Executiva e do Conselho Deliberativo do Fórum para o biênio 2018/2020.

MBL tenta esconder parceiro criminoso

Por Gustavo Aranda, Maria Lucia Erwin e Vinicius Segalla, no site Jornalistas Livres:

Renato Oliveira, ex-subsecretário de comunicação de Embu das Artes (SP) e líder do MBL até, pelo menos, dezembro de 2016, comandou esquemas de marketing piramidal – prática ilegal – e, após se ver envolvido em atentado contra um jornalista na Grande São Paulo, está tendo sua participação da liderança do Movimento Brasil Livre apagada da história.

Desde a última terça-feira (20), o grupo apagou diversas postagens nas redes sociais da entidade em que Oliveira era protagonista. Em nota publicada no mesmo dia, o MBL minimizou a influência do ex-subsecretário no Movimento ao longo dos últimos anos. Renato foi indiciado pela polícia por lesão corporal grave, após perseguir e jogar o carro contra o chargista Gabriel Binho, deixando o local sem prestar socorro.

Razões do conservadorismo da classe média

Por Tomás Rigoletto Pernías, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:

Numa pesquisa sobre a intenção de votos para Presidente da República realizada pelo Instituto Datafolha, ainda em 2016, o deputado Jair Bolsonaro figurava como a escolha preferida da parcela mais rica da população. Igualmente, uma pesquisa feita em novembro de 2017 trouxe resultados alarmantes: o deputado Bolsonaro, que aparece em segundo lugar em quase todos os cenários simulados, disputaria o 2º turno se a eleição fosse hoje. A pesquisa mais recente do Instituto Datafolha, de janeiro de 2018, por sua vez, também apresentou resultados desalentadores: Bolsonaro mantém o 2º lugar na disputa e assume a liderança num cenário sem o ex-presidente Lula. O dado mais interessante das três pesquisas mencionadas, todavia, é o fato de que o deputado Bolsonaro figura como umas das escolhas preferidas dos segmentos mais ricos e com o maior nível de escolaridade.

O pano de fundo da intervenção no RJ

Por José Antonio Lima, na revista CartaCapital:

Em condições normais, um político que é o mais impopular a ocupar seu cargo em 30 anos, esperaria o fim do mandato para deixar a vida pública discretamente e não prejudicar ainda mais sua biografia. Se essa figura precisasse de foro privilegiado para fugir da cadeia seria razoável supor, no entanto, que ela lutasse para se manter viva politicamente. Este é o caso de Michel Temer.

Uma leitura atenta do noticiário somada a fatos recentes deixa evidente que a intervenção federal no Rio de Janeiro não passa de uma tentativa de Temer sobreviver politicamente.

Dieese: economia chegou ao fundo do poço

Por Ana Luíza Matos de Oliveira, no site da Fundação Perseu Abramo:

O último Boletim de Conjuntura do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) reforça a análise de que a previsão de recuperação da economia brasileira não inspira otimismo.

Segundo o documento, se “analistas mais otimistas enfatizam o fim da recessão, aqueles mais pessimistas afirmam que os indicadores de retomada ocorrem sobre uma base de comparação altamente deprimida”. Os analistas mais pessimistas, segundo a publicação, enfatizam que a economia chegou ao fundo do poço mas continua se movendo muito perto dele, sem indícios de uma recuperação consolidada.

Colunistas da Globo receberam da Fecomércio

Do blog Viomundo:

Os telejornais noturnos seguiram o roteiro desenhado pela Lava Jato: tudo sobre os R$ 68 milhões recebidos pelo escritório de Roberto Teixeira, (leia aqui a nota divulgada pelo escritório) nada sobre os pagamentos feitos pela Fecomércio a jornalistas da Globo.

O presidente da Fecomércio, Orlando Diniz, foi preso em operação da Lava Jato.

No passado, ele foi acusado de torrar dinheiro da entidade em palestras que fugiam à finalidade da instituição.

Pagou, por exemplo, R$ 375 mil a Merval Pereira, o colunista mor da Globo.

Trabalhador sem carteira ganha 44% a menos

Do site Vermelho:

Dados da pesquisa Pnad Contínua, divulgados nesta sexta-feira, 23, pelo IBGE, mostram que o trabalhador que não têm carteira assinada recebe, em média, 44% menos que o trabalhador formal.

Segundo a pesquisa, no 4° trimestre de 2017 a média de rendimento mensal do trabalhador com carteira assinada no país era de R$ 2.090. Já os empregados sem carteira assinada tiveram rendimento médio de R$ 1.179. No mesmo trimestre do ano anterior, a distância entre o valor pago (já descontada a inflação) era menor, de 40,5% ou R$ 818.

"Solução" de Trump para massacre em escolas

Do blog Socialista Morena:

“A história mostra que os tiroteios nas escolas duram 3 minutos. A polícia e os primeiros socorros demoram aproximadamente de 5 a 8 minutos para chegar ao local do crime. Professores/instrutores altamente treinados, adeptos das armas, resolveriam o problema instantaneamente antes de a polícia chegar. Um grande impedimento!”, disse o presidente dos EUA, o direitista Donald Trump, sobre a “solução” que imaginou para os massacres que acontecem nas escolas de seu país envolvendo adolescentes.

Ministério Público e distorções da Lava-Jato

Por Afrânio Silva Jardim, no site Carta Maior:

Inicialmente, é preciso deixar bem claro que estou me referindo a uma pequena parcela do Ministério Público, o qual vejo como uma importante instituição do Estado moderno.

Pertenci aos quadros do Ministério Público de meu Estado por 31 anos e disso me orgulho muito. Entretanto, um corporativismo extremado faz com que a maioria dos membros do Parquet fique silente diante de alguns exageros persecutórios e até associações de classe hipotequem solidariedade a práticas irregulares abaixo apontadas, julgando estar fazendo bem para a instituição. Este corporativismo exagerado só prejudica a Instituição.

Justiça cozinha caso PSDB-Paulo Preto

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Na reta final da campanha eleitoral de 2010, o então candidato José Serra sofreu denúncias contra si envolvendo o ex-diretor da Dersa Paulo Preto – que está sendo acusado de ter R$ 113 milhões em contas secretas na Suíça que seriam produto de propinas envolvendo os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin. O escândalo cumpre o 8º aniversário em 2018 sem que, jamais, Ministério Público, Justiça ou mesmo a imprensa tenham dedicado atenção ao caso. E o assunto só voltou à tona porque autoridades suíças cobraram alguma ação do sistema de Justiça brasileiro.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Greve dos juízes provoca vergonha alheia

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Nos anos 90, época em que o Detran do estado do Rio de Janeiro era sinônimo de ineficiência na prestação de serviços à população, além de ser um antro de roubalheira, seus funcionários deflagraram uma greve por tempo indeterminado.

Quando a paralisação já durava mais de 30 dias, um colunista do antigo Jornal do Brasil, se não me engano o Maurício Dias, então editor do Informe JB, saiu-se com esta pérola : “Acho bom os funcionários do Detran voltarem ao trabalho antes que todo mundo perceba que eles não fazem falta alguma.”

MPF manda PF investigar dono da Jovem Pan

Por Joaquim de Carvalho, no blog Diário do Centro do Mundo:

O Ministério Público Federal determinou à Polícia Federal que abra inquérito para apurar a denúncia contra Antônio Augusto do Amaral Filho, o Tutinha, dono da Jovem Pan e do Pânico, pelos crimes de evasão de divisas, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A denúncia envolve também três filhos adultos de Tutinha e a prima dele, Maria Alice Carvalho Monteiro de Gouvêa, que seria responsável pelo envio de recursos ao exterior de maneira a dissimular o nome de Tutinha.

As ilegalidades na intervenção no Rio

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Quatro Procuradores Federais de Direitos do Cidadão, liderados pela Procuradora Federal Deborah Duprat, se colocaram contra a intervenção federal no Rio de Janeiro.

Diz a Nota Técnica Conjunta no. 01/2018:

A intervenção é um mecanismo clássico do federalismo e conta com disciplina expressa na Constituição brasileira. Como tal, sujeita-se, desde a sua concepção até a sua execução, a modalidades de controle político, judicial e social.


O poder enlouqueceu a turma de Temer?

Por Pedro Breier, no blog Cafezinho:

Começou com o marqueteiro de Temer dizendo que este “já é candidato” e que “Se der certo, até o vampirão da Tuiuti pode virar um atributo positivo. Vampirar pode passar a ser transformar, revolucionar”. Temer está bem arranjado no quesito marketing, não?

Depois foi Eliseu Padilha, fiel escudeiro de Temer, a afirmar que o Vampirão pode tentar a reeleição: “não tem ninguém que defenda melhor o governo Temer do que o presidente”. De fato.

Romero Jucá – “com o Supremo, com tudo” – juntou-se ao coro e afirmou que Temer é uma opção do (P)MDB para concorrer a presidência.

Guerra do Rio é só contra os favelados?

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Em tempo: na entrevista à BandNews hoje, em Brasília, o presidente Michel Temer falou a José Luiz Datena sobre o que podemos esperar daqui para a frente:

“Não sei se vai haver confronto, mas, se houver confronto entre o marginal, o bandido armado, dando tiro, o militar não vai se deixar matar, não vai deixar a segurança ficar impune, não vai. Se houver necessidade, ele parte para o confronto”.


***

A guerra declarada pelo governo brasileiro ao crime organizado no Rio de Janeiro mostrou até agora que tem um alvo prioritário: as 700 favelas da cidade onde vivem 1,1 milhão de cariocas.

Temer está certo: intervenção foi “jogada”

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Michel Temer disse hoje que a intervenção na segurança do Rio de Janeiro “é uma jogada de mestre, mas nada eleitoral”.

E afirmou que “”em política, as circunstâncias é que ditam a conduta. E as atuais mostram que não sou candidato. Eu não serei candidato”.

Pena ter “morrido”, há mais de dez anos, a Velhinha de Taubaté, o personagem do Luís Fernando Veríssimo que era, segundo ele, “a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo”.

Enciclopédia analisa papel da mídia no golpe

Por Cristiane Sampaio, no jornal Brasil de Fato:

A produção de conhecimento sobre o golpe que depôs a presidenta Dilma Rousseff (PT) em 2016 deve ganhar, no próximo mês, mais uma contribuição. Escrita por jornalistas e outros especialistas, a "Enciclopédia do Golpe – Volume 2" surge no cenário para lançar luz mais especificamente sobre o papel da grande mídia no processo de avanço conservador e de deterioração de direitos que caracteriza atualmente o país. 

Em entrevista ao Brasil de Fato, a jornalista Maria Inês Nassif, umas das organizadoras da obra, aborda as preocupações dos especialistas com o tema. Confira a seguir os principais trechos.

Intervenção militar desloca Bolsonaro

Da Rede Brasil Atual:

Com a experiência de ter sido coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do estado do Rio de Janeiro (1999/2000) e secretário nacional de Segurança Pública (2003), Luiz Eduardo Soares dedica há tempos boa parte da sua vida profissional a um tema tão espinhoso quanto importante e com forte apelo junto à sociedade brasileira.

Com a intervenção militar no Rio de Janeiro posta em prática pelo governo de Michel Temer, o autor de mais de 20 livros, entre romances, dramaturgia e gestão pública, faz uma original análise do que está em jogo neste momento do país.

"Jornalismo profissional" debate suas regras

Por Gabriel Priolli, no blog Nocaute:

Manuais de redação e seminários empresariais de jornalismo contribuem pouco para aprimorar as práticas da atividade, mas têm outras utilidades indiscutíveis.

Servem para polir a autoimagem que o oligopólio da mídia cultua e para transmitir aos cidadãos a ideia de que o jornalismo seria um inesgotável poço de virtudes, se praticado como as grandes empresas do ramo recomendam – e não praticam.

Servem também para que fontes e personagens do noticiário exercitem o beija-mão aos senhores da mídia, sempre tutores do poder no Brasil, dizendo o que eles gostariam de ouvir, ou fazendo críticas pontuais a que eles não darão ouvido.

Nova pauta de Temer tem tudo para fracassar

Por Rodrigo Vianna, em seu blog:

Entre os analistas mais sérios, ficou claro desde os primeiros momentos que a intervenção militar no Rio não guarda qualquer relação com a necessidade de oferecer mais segurança à população. Luiz Eduardo Soares, que foi secretário nacional de Segurança Pública, escreveu sobre isso um artigo lapidar: “De que modo uma ocupação militar resolveria questões cujo enfrentamento exige investigação profunda e atuação nas fronteiras do estado, além de reformas institucionais radicais e grandes investimentos sociais? Os próprios militares sabem que não podem nem lhes cabe resolver o problema da insegurança pública.”

Estaria a corrupção brasileira em queda?

Por Cesar Locatelli, no site Jornalistas Livres:

Como a “luta incansável” contra corrupção saiu das ruas, mas não das manchetes, e como os protagonistas da Lava Jato ainda ocupam lugar de destaque na imprensa tradicional, seria plausível esperar que os índices do Brasil tivessem melhorado muito, não é mesmo?

A organização Transparência Internacional divulgou ontem (21/2) sua classificação de percepção de corrupção em 180 países para o ano de 2017. O Índice de Percepção de Corrupção é uma nota que vai de 0 (maior percepção de corrupção) a 100 (menor percepção de corrupção). São fontes de dados para construção do índice instituições como o Banco Mundial, o Instituto Gallup, o Fórum Econômico Social, as unidades de economia da revista The Economist e do jornal Wall Street Journal, dentre outras. Essas fontes conferem ao índice indiscutível viés da finança internacional.

Os 113 milhões de Paulo Preto ameaçam PSDB?

Da revista CartaCapital:

Apontado como operador do PSDB de São Paulo, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, chegou a ter 113 milhões de reais em quatro contas na Suíça em 2016. A revelação foi feita por integrantes do Ministério Público do país europeu, que compartilharam espontaneamente a descoberta com as autoridades brasileiras.

A existência de contas em nome do ex-diretor da Dersa, órgão paulista responsável por obras rodoviárias do estado, não é uma novidade. O fato novo são os valores movimentados, que podem favorecer uma delação de Vieira de Souza sobre sua relação com o PSDB paulista no âmbito da Lava Jato.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Arthur Virgílio detona “fraude” do PSDB

Por Altamiro Borges

Geraldo Alckmin, o “picolé de chuchu” que governa São Paulo e que já foi abençoado por setores da cloaca empresarial e da mídia chapa-branca como o candidato preferencial para as eleições presidenciais deste ano, não está conseguindo unir nem o seu próprio partido. A guerra no ninho é cada dia mais sangrenta. Nesta sexta-feira (23), o tresloucado Arthur Virgílio, prefeito de Manaus, detonou as prévias do PSDB que deveriam definir o postulante da sigla à sucessão. Magoado e irado, ele qualificou o processo partidário de “fraude” e já avisou que não participará da campanha tucana.

Paulo Preto, o super-Geddel do PSDB

Por Jeferson Miola, em seu blog:

Finalmente começa aparecer parte da dinheirama de corrupção dos 20 anos de predomínio absoluto dos governos do PSDB em SP.

Reportagem da Folha de SP admite que a investigação do ministério público federal sobre a corrupção do tucanato “é marcada por lacunas e procedimentos que fogem à rotina de uma apuração do gênero”.

A revelação da Folha, neste sentido, causa estranheza, porque pela primeira vez um escândalo dos tucanos é revelado. Contando com um forte esquema de proteção e conivência na mídia, no MP, nas polícias e no judiciário, os tucanos sempre conseguiram se blindar e esconder as maracutaias.

Fecomércio e os jornalistas da Globo

Do blog Viomundo:

O presidente da Fecomércio do Rio de Janeiro, Orlando Diniz, foi preso pela Operação Jabuti, da Polícia Federal.

Ele teria desviado dinheiro da entidade - inclusive, suspeita-se, com o pagamento de R$ 20 milhões ao escritório da advogada Adriana Ancelmo, a mulher de Sérgio Cabral.

O escritório Teixeira, Martins & Advogados, que defende o ex-presidente Lula, também foi contratado, mas repudiou o vazamento feito pelo MPF e lançou nota (leia ao pé do post), alegando que todos os serviços foram prestados.

Em sua gestão, Orlando Diniz torrou quase R$ 3 milhões com jornalistas da Globo por palestras e participação em eventos - R$ 375 mil com o colunista Merval Pereira –, conforme denúncia do Intercept.

Efeitos nefastos de uma candidatura Temer

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Temer é candidato e nem desmente isso. Através do porta-voz negou apenas que a intervenção no Rio tenha sido feita para cacifá-lo, não que pretenda concorrer. Se for candidato, Temer levará uma sova, e isso também é pacífico. A não ser que nos próximos meses consiga operar milagres que transformem o vampirão em santo. Nem por isso, devem ser subestimados os efeitos nefastos de uma eventual candidatura Temer, que podem ser resumidos num muito provável fortalecimento do campo golpista-conservador.

Intervenção no RJ: democracia em risco

Por Jaime Sautchuk, no site Vermelho:

Eu era guri lá em Joaçaba (SC) no golpe de 1964, que instalou 20 anos de ditadura, e tenho vivas na memória as imagens e os fatos. Primeiro, os tanques nas ruas, algo desproporcional a uma cidade que tinha um simples Tiro de Guerra. Depois, pessoas conhecidas, queridas, começaram a desaparecer e muitas delas nunca mais voltaram.

As justificativas eram difusas, emergenciais, de manutenção de uma ordem pública indefinida, de combate a um suposto terrorismo, de medida temporária e coisa e tal. As pessoas ficaram amedrontadas, desconfiando de tudo, só saindo de suas casas por necessidade.

Paraísos fiscais: os motéis do capital

Por Reginaldo de Moraes, no site Carta Maior:

Nos últimos anos tenho me dedicado ao estudo da educação superior americana. Em tempos mais recentes, minha atenção se concentra nos desafios de formação de força de trabalho diante de mudanças aceleradas nos processos produtivos, na organização das empresas e na estrutura ocupacional. Contudo, como em toda pesquisa, temas colaterais surgem inesperadamente. Um deles, no meu caso, foi a emergência dos tais paraísos fiscais, um dispositivo cada vez mais frequentemente utilizado pelas grandes corporações e, também, pelas grandes fortunas pessoais.

Austeridade, violência e intervenção militar

Por Gustavo Noronha, no site Brasil Debate:

“As pragas que assolam o Rio: Febre Amarela, Temer, Pezão e Crivella”. (Faixa exibida em carro alegórico da Estação Primeira de Mangueira no Desfile das Campeãs do carnaval do Rio de Janeiro de 2018).

O Rio de Janeiro é uma prisão. Os abastados se prendem por opção. A ralé se vira e é presa sem opção. A violência faz parte do cotidiano das pessoas que vivem por estas terras, parte da famosa malandragem carioca é uma autodefesa desse estado permanente de caos.


Golpe armou uma bomba social

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Antes de começar a escrever este post passei horas nas redes sociais escrevendo comentários sobre a “revolução francesa” brasileira, que já começou.

Apesar de a intervenção federal determinada por Michel Temer no Rio ter sido preponderantemente gerada por seus interesses políticos, não se pode negar que a criminalidade disparou naquele Estado após contrair degenerescência econômica aguda.

Enquanto escrevo isto, o ministro da Justiça está na imprensa pedindo “cuidado” aos Estados vizinhos do Rio (SP, MG e ES), porque a bandidagem iria fugir do Rio para outros Estados, segundo ele.

EUA lançam conto de fadas 'humanitário'

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Duvido que qualquer observador honesto da política venezuelana tenha ficado surpreso com o anúncio de que a oposição não irá apresentar candidato para as eleições presidenciais de 22 de abril.

Essa decisão é apenas a sequência lógica do abandono das negociações com o governo Maduro, em 7 de fevereiro, 24 horas antes da data marcada para a assinatura do texto de um acordo já negociado e acertado em suas linhas gerais. Condenada por José Luiz Zapatero, presidente da Espanha entre 2004-2011, um dos fiadores do acordo entre governo e oposição, a ruptura apenas dramatizou uma decisão previsível.

IPEA confirma: golpe foi bom para os ricos

Por Mauro Donato, no blog Diário do Centro do Mundo:

Os mais ricos ficaram ainda mais ricos desde que puxaram o tapete de Dilma Rousseff. Até aí nada demais pois a intenção era essa mesmo.

Mas um levantamento recente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) confirma o que para muitos poderia tratar-se de mera impressão. Para a entidade, a renda dos super-ricos cresceu mais de 2% no período entre 2014 e 2016 enquanto o restante da população teve uma redução de 3,3%. Ou seja, ficaram 5 pontos mais distantes um do outro.

Michel Temer e o pacto com os bicheiros

Lava-Jato inicia 2018 atacando Tacla Durán

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

A Lava Jato é previsível. Ela inicia o ano de 2018 com ataques diretos ao advogado Rodrigo Tacla Durán, que ofereceu documentos abundantes provando as falcatruas da operação.

De quebra, a Lava Jato inicia uma nova etapa. Depois de afastar as grandes construtoras do mercado, abrindo espaço para grupos estrangeiros ocuparem espaço no país, a operação deve começar a “limpar o terreno” das construtoras médias e pequenas.

O modus operandi é sempre o mesmo: muitas prisões temporárias, sempre visando obter delações que sigam uma narrativa já pré-determinada por procuradores e Sergio Moro.

Vaticano: perto da China, longe dos EUA

Por Mauro Lopes, em seu blog:

A normalização das relações entre a Igreja Católica e a China, esperada para as próximas semanas é resultado de um dos mais notáveis feitos de Francisco: a mudança radical operada na geopolítica do Vaticano. Este giro talvez possa explicar a oposição crescente ao Papa de forças poderosas, pois na esfera da geografia política está a balança do poder global.

É uma virada espetacular. Foram 70 anos de conflito que estão para ser deixados para trás. O sinal definitivo de que as negociações estão maduras para um desenlace veio em 30 de janeiro, quando o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, declarou numa entrevista ao Vatican Insider: “A esperança é poder chegar um dia, quando seja a vontade do Senhor, em que não se fale mais de bispos ‘legítimos’ e ‘ilegítimos’, ‘clandestinos’ e ‘oficiais’ na Igreja chinesa, mas num encontro como irmãos”.

O advogado dos tucanos é a gaveta da PGR

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:


Reportagem de Rubem Valente e Reynaldo Turollo Jr, hoje, na Folha, mostra que o “Dr. Gaveta” continua sendo o maior – e melhor – advogado dos tucanos envolvidos em desvios de dinheiro em obras públicas.

Fica-se sabendo, por ela que a história dos R$ 113 milhões encontrados pelo Ministério Público da Suíça em contas em que Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, suposto operador de propinas nas obras do Rodoanel, dormitou nas gavetas da Procuradoria Geral da Republica desde agosto do ano passado sem que nenhuma providência – inclusive a remessa á Polícia Federal para investigação – desde aquela data.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Pacote de Temer reduz soberania do país

Por Leonardo Fernandes, no jornal Brasil de Fato:

Depois do fracasso da reforma da Previdência e do anúncio da intervenção federal e militar no Rio de Janeiro, o governo anunciou no dia 19 de fevereiro um pacote de medidas econômicas, chamado de 'pauta prioritária', que deve ser levado ao Congresso Nacional nos próximos meses. 

O anúncio foi feito pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Uma vez que o decreto de intervenção impede fazer emendas à Constituição, como é o caso da reforma da Previdência, o governo decidiu desengavetar medidas já antes anunciadas e igualmente impopulares, mas que dependem somente da maioria simples do Congresso para sua aprovação, já que se tratam de projetos de lei (PL).

Esquerda dá um passo rumo à unidade

Por José Reinaldo Carvalho, no blog Resistência:

Em meio a tantas vicissitudes, desencontros, expressões de desânimo e confusão política e ideológica próprios de um momento de defensiva das forças democráticas e populares, um fato alvissareiro: o lançamento de um programa político, com projeção tática e estratégica, pelos partidos PCdoB, PT, PSOL e PDT.

Depois de quase um ano de consultas e atividades conjuntas as fundações de estudos políticos e teóricos desses partidos apresentaram à nação aquilo que seus dirigentes consideraram um primeiro esboço rumo a uma formulação programática abrangente contendo as ideias-força de um projeto nacional de mudanças estruturais políticas, econômicas, sociais e culturais. Um programa que vai além da conjuntura eleitoral e estabelece os lineamentos gerais de uma luta de longo fôlego com caráter patriótico, democrático, popular e anti-imperialista. Um conjunto de bandeiras de luta que constituem o ponto de partida de uma acumulação na perspectiva de rupturas e transformações políticas e sociais profundas.

Intervenção e eleição: combinação perigosa

A pirotecnia da intervenção de Temer

Por Margarida Salomão, no site Mídia Ninja:

Essa conexão já foi feita por muitos: a ligação entre as manifestações críticas no Carnaval e o anúncio de Temer, no sábado de cinzas, desencadeando situação inédita na vigência da Constituição de 88. A relação é, entretanto, grávida de tantas possibilidades que ela merece ser retomada nesse pequeno texto.

Em primeiro lugar, o Carnaval de 18 vai ser conhecido como o Carnaval da Tuiuti. Claro que manifestações políticas contra o governo recorreram por todo o Brasil e, inclusive, na própria Sapucaí. Fora Temer virou o grito deste Carnaval. Mas foi o brilhantismo do desfile da Tuiuti que representou de modo mais contundente o recado do morro: a narrativa do golpe de 16 veio articulada com a injustiça originária da escravidão mal abolida, persistente e agravada pela agenda atual das anti-reformas.

A propaganda da "reforma" da Previdência

Paulo Guedes, o banqueiro do metralha

Por Mauricio Dias, na revista CartaCapital:

O economista Paulo Guedes, um dos fundadores do banco BTG Pactual, do qual se desligou há algum tempo, parece se preparar física e moralmente para participar de uma maratona, ou seja, as eleições de outubro deste ano. Será um embate decisivo marcado pelo golpe que derrubou, em 2016, a presidenta Dilma Rousseff, eleita em 2014.

Recentemente, Guedes, figura conhecida no mundo econômico e empresarial, passou a caminhar pelas manhãs, quase diariamente, no calçadão entre o Leblon e Ipanema, na Zona Sul carioca. Muitas vezes enfrenta o sol escaldante do verão na marcha de insensatez rumo ao pleito.

A luta para democratizar a comunicação

Por Rui Falcão, no site da Fundação Perseu Abramo:

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”- Joseph Pulitzer, 1847–1911.

“A grande imprensa é o aparelho privado de hegemonia do capital”- Gramsci

Atuar para democratizar a comunicação do País é um elemento estratégico para a defesa da própria democracia. Como se sabe, o monopólio dos meios de comunicação (vedado pela Constituição Federal) viola a liberdade de expressão e nega à maioria do povo o acesso à informação e ao conhecimento. Além disso, eles vêm cada vez mais servindo aos interesses políticos e econômicos do grande capital, assumindo o papel de partido político dos conservadores e da direita. Seu papel no golpe contra Dilma foi fundamental.

Caixa luta e resiste, como faz há 157 anos

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Embora a resistência de funcionários da Caixa tenha sido capaz de entrar em 2018 com duas vitórias acumuladas contra esforço permanente de Temer-Meirelles pelo enfraquecimento da instituição, a luta continua.

Neste ano eleitoral, as dezenas de entidades que organizam a campanha "Defenda a Caixa você também" irão se mobilizar junto a eleitores e candidatos. Estão sendo preparadas inserções em rádios e vídeos de personalidades em defesa do papel histórico da instituição. Os candidatos em todos os níveis - presidente da República e governador, senadores e deputados - serão convidados a assinar uma carta compromisso em defesa da Caixa.

Intervenção no Rio vai terminar em tragédia

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

"Estão trazendo o caos para o Estado brasileiro de forma irresponsável. Não tem jeito dessa farsa não terminar em tragédia. E nem de perto vai resolver o problema da segurança pública.” A opinião é de Pedro Serrano, jurista e professor de Direito Constitucional na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sobre os mandados de busca e apreensão coletivos anunciados pelo governo Temer após a decretação de intervenção no Rio de Janeiro.

Sugestões no combate à violência no Rio

Por Celso Vicenzi, em seu blog:

Não sou especialista, mas será que para resolver a questão da violência no Rio de Janeiro e no Brasil não seria melhor:

- Um exército de mão de obra pedagógica?

- Uma brigada de médicos e enfermeiros?

- Uma força expedicionária para atividades de lazer?

- Um contingente de incentivadores do esporte?

Derrotado na Previdência, Temer reage

Editorial do site Vermelho:

Na iminência da derrota na votação da PEC 287, da Reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados, o presidente golpista Michel Temer decidiu criar um fato novo na conjuntura nacional e decretou intervenção militar no Rio de Janeiro. Esta decisão revelou-se logo uma cortina de fumaça, como a qualificou a nota divulgada pela presidenta do PCdoB, Luciana Santos, e pela pré-candidata presidencial do partido, Manuela D’Ávila. Temer sabe que, com um Estado sob intervenção, não se pode realizar mudanças constitucionais – daí o claro sabor de recuo que há nesta medida, que suspende a tramitação de uma reforma extremamente danosa ao povo brasileiros e oferece ao governo uma saída “honrosa” ante a iminência da derrota parlamentar.

Bolsonaro, o liberalismo e a democracia

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, no site Carta Maior:

Leio na Folha de S.Paulo: Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, foi aplaudido de pé em evento promovido pelo Banco BTG Pactual. Na plateia, acotovelavam-se investidores e gentes do mercado financeiro. Em sua arenga, relata o jornal, Bolsonaro fez reverências ao credo do liberalismo econômico e teria prometido metralhar a Rocinha, depois de panfletagem aérea ordenando a desocupação da favela.

Militares no Rio: território, miséria e votos

Por Marco Aurélio Cabral Pinto, no site Brasil Debate:

Usualmente, os mais apressados comem cru. Em análise de conjuntura isso é mais do que frequente. A importância de dado acontecimento histórico é função da abrangência e da duração de seus efeitos. Logo, acontecimentos importantes devem se avaliados nos seus desdobramentos. Como tal, compreendem-se os campos de possibilidade abertos para ocorrência de novos acontecimentos.

O Estado do Rio de Janeiro possui o segundo maior conglomerado urbano do país, com cerca de 10 milhões de pessoas. Desde 2015, com a desorganização da economia do Estado, os gestores viram-se diante de aumento sem precedentes na instabilidade dos sistemas públicos. O aumento na informalidade implica historicamente aumento na ilegalidade. Ou seja, desde 2015 o ERJ tornou-se o locus de produção de líderes de máfias locais – das favelas, passando-se pela polícia até o poder central.