terça-feira, 10 de junho de 2014

Liberdade de expressão ou ódio?

Por Ana Cláudia Mielki, na revista CartaCapital:

Religiosos/as do Candomblé e da Umbanda ocupam Brasília hoje para exigir respeito e tratamento digno às religiões de matriz africana. Vindos de várias regiões do País, o grupo denuncia a sistemática violação do direito de crença e liberdade das minorias religiosas.

Economist e o poder da TV Globo

Da revista britânica Economist, tradução de Heloisa Villela no blog Viomundo:

Quando os jogos da Copa do Mundo começarem no dia 12 de junho no Brasil, dezenas de milhares de brasileiros assistirão às festividades na TV Globo, a maior rede de televisão do país. Mas para a Globo será apenas mais um dia de vasta audiência.

Metrô: Alckmin quer melar a Copa

Para o analista político Paulo Vannuchi, a intransigência do governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), na negociação com os metroviários, indica interesse político em “melar” a inauguração da Copa do Mundo. Ele aponta ainda que a truculência policial contra a greve é reflexo da defesa do eleitorado “órfão da ditadura” que o tucano representa, em contraponto à postura de diálogo que o governo federal adotou com as demandas do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Pesquisas que lembram Brizola

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Há um fenômeno embutido nas pesquisas que a mídia faz questão de não destacar. Com todo maciço apoio que recebe do monopólio midiático, a oposição patina, não avança e até, como na última pesquisa Datafolha, cai nas intenções de voto.

Agronegócio e segurança alimentar

Por Darío Aranda, do jornal argentino Página 12, no site do MST:

Três empresas controlam 53% do mercado mundial de sementes, seis empresas de agrotóxicos dominam 76% do setor, e dez corporações controlam 41% do mercado de fertilizantes. Com nomes próprios e cifras de lucros, um relatório internacional lança dados concretos sobre as multinacionais do agronegócio.

Crise concentra capital e renda

Por Umberto Martins, no site da CTB:

O sistema capitalista internacional ainda não logrou superar a crise iniciada no final de 2007 nos Estados Unidos, mas enquanto a classe trabalhadora amarga o desemprego em massa, a redução dos salários e corte dos direitos, em geral as grandes empresas e os ricaços do mundo estão se dando muito bem. Neste caso, as dificuldades econômicas são mais uma oportunidade de centralização e concentração do capital e da renda.

Governo contesta a revista Veja

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Da revista Fórum:

A edição desta semana da revista “Veja” publicou críticas ao decreto nº 8.243/2014, pelo qual a presidenta Dilma Rousseff institui a Política Nacional de Participação Social (PNPS). Para compor a matéria, o jornalista responsável procurou a Secretaria-Geral da Presidência da República e enviou 25 perguntas.

A relação entre futebol e política

Justiça Eleitoral, mídia e redes sociais

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

O Brasilianas.org de ontem - pela TV Brasil - foi sobre a propaganda eleitoral e as redes sociais. Participaram do debate o Ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Henrique Neves da Silva, o advogado Alexandre Luis Mendonça Rollo e o cientista político Cristiano Noronha.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Sheherazade e a alta dos linchamentos

Por Altamiro Borges

O Núcleo de Estudos da Violência da Universidade São Paulo (USP) divulgou nesta semana um estudo que comprova o aumento dos linchamentos no Brasil. Foram contabilizados 37 casos de espancamentos coletivos entre fevereiro e maio deste ano, que resultaram na morte de 20 pessoas – entre eles, o da dona-de-casa do Guarujá, no litoral paulista, que chocou o país. Por coincidência ou não, o crescimento desta barbárie ocorreu logo depois do criminoso comentário da âncora Rachel Sheherazade no telejornal do SBT, em 4 de fevereiro. Na ocasião, a nova musa da direita nativa defendeu histericamente os linchamentos, justificando ação de “justiceiros” que acorrentaram um jovem negro no Rio de Janeiro.

Globo e a "docilidade" do governo

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Está num artigo da Economist sobre a Globo. A revista diz que o governo trata a Globo com “docilidade”.

Tenho minhas restrições ao tom professoral da Economist ao falar do Brasil. Ora, se as fórmulas da revista fossem tão boas assim, o Império Britânico estaria mais vigoroso que nunca ainda hoje.

A guerra medieval do Estadão

Por Marco Weissheimer, no site Sul-21:

O jornal Estado de São Paulo abriu guerra contra a Política Nacional de Participação Social, anunciada no final de maio pela presidenta Dilma Rousseff. Há dias, o jornal vem bombardeando a proposta, afirmando que a “instituição de conselhos populares abriria o risco de criação de um poder político paralelo” no país. O Estadão recorreu a juristas afinados com sua tese para reforçar esses ataques: “A lista de críticos inclui o ministro do STF Gilmar Mendes, que chama o decreto de autoritário, e o ex-ministro da Corte Carlos Velloso, que vê na iniciativa uma coisa bolivariana, com aparência de legalidade”, afirma matéria publicada no último sábado. As críticas do jornal beiram o ridículo ao sugerir que Dilma estaria criando espécies de soviets para acabar com o Parlamento.

A retirada do rei Juan Carlos

Por Mauro Santayana, em seu blog:

A abdicação de Juan Carlos do trono, em favor de Felipe de Astúrias, faz lembrar, de pronto, a tentativa frustrada de golpe de 17 de fevereiro de l977, pelo coronel Enrique Tejero, da Guarda Civil.

Durante muito tempo, pairaram dúvidas sobre o papel do Rei naquela noite, até hoje não de todo esclarecido. O certo é que os golpistas, durante o episódio, falaram como se obedecessem a suas ordens, e que seu nome foi proposto, por eles, para assumir o poder, depois de passar pela eventual aprovação de um plenário cercado por tropas, e sob a mira de um louco, com uma pistola automática na mão.

Datafolha e o beijo da morte de FHC

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Mesmo concedendo o benefício da dúvida à pesquisa Datafolha – ou seja, que a boa e velha “margem de erro” não foi usada para corroborar as preferências do jornal que a divulgou –, pode-se dizer que a Folha de São Paulo, que controla o instituto, manipulou ao menos as manchetes sobre os números da disputa pela Presidência da República.

Brasil polarizado entre dois projetos

Editorial do site Vermelho:

Ao longo do mês de junho, em plena realização da Copa do Mundo de Futebol, realizam-se no país as convenções partidárias para a proclamação oficial das candidaturas a todos os cargos em disputa no pleito de outubro próximo, destacadamente a Presidência da República. Mais de três dezenas de partidos anunciarão as suas chapas.

Celso Daniel e o show pós-Copa

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Doze anos depois da morte do prefeito Celso Daniel, de Santo André, as investigações sobre o caso podem ser estudadas como um ensaio geral para a Ação Penal 470.

Em 2002, tentou-se, sem sucesso, colocar o crime de Santo André no meio da campanha de Luiz Lula da Silva. A tentativa contou com apoio do PGR da época, Geraldo Brindeiro, mas foi derrubada no Supremo Tribunal Federal. Em 2014, forma-se uma torcida por um showzinho pós-Copa do Mundo: julgar Sergio Gomes da Silva, o Sombra, apontado pelo Ministério Público de ser o mandante do crime, antes da corrida as urnas.

Copa já é uma realidade

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Tomei um avião, hoje de manhã, do Rio para Brasilia.

Duas cidades-sede da Copa.

Tranquilidade completa.

O avião era da Azul, destes que tem TV a bordo.

Assisti, portanto, o esforço da Globo em tentar mostrar algum problema na estrutura de recepção aos estrangeiros.

Mídia e um punhado de contradições

pigimprensagolpista.blogspot.com.br
Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Quando o jornalismo se desvia de seus princípios, sendo instrumentalizado como recurso para outros fins que não a criação de conhecimento, entra-se numa zona cinzenta onde se torna difícil vislumbrar a realidade.

Um dos sinais dessa circunstância, na qual a busca da objetividade perdeu espaço para a perseguição de objetivos políticos ou econômicos, é a eclosão de contradições aqui e ali, que vão minando a confiança por parte daquela fração do público ainda capacitada a interpretar o noticiário. Por exemplo, quando um jornal passa meses insistindo que o país vive imerso na inflação e na carestia, e de repente precisa afirmar que a inflação, afinal, não é assim tão grave, um texto é suficiente para invalidar todos os discursos anteriores.

Eleições presidenciais e o esquerdismo

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Editorial do jornal Brasil de Fato:

As forças populares devem cul­tivar uma concepção ampla da luta de classes. Isto coloca o desafio de reafir­mar uma estratégia revolucionária e, ao mesmo tempo, combinar firmeza ideológica com flexibilidade na tática. O ponto de partida certamente é fazer a análise concreta da situação concre­ta e aprender com o legado histórico das lutas e revoluções populares.

Dilma precisa se reinventar

Por João Sicsú, na revista CartaCapital:

A economia brasileira, desde 2011, entrou em um novo ciclo. Saiu do ciclo de crescimento robusto com investimentos para o ciclo de crescimento modesto. De 2007 a 2010, ocorreu uma trajetória virtuosa de elevação do consumo e da renda, acompanhada de vigorosas decisões de realização de investimentos. O resultado foi a conformação de um modelo que rompia com o passado de quase duas décadas de semi-estagnação. Foi superada a fase do liberalismo econômico de Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e da dupla Palocci-Meirelles.