segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O colar de cebolas de Ana Maria Brega

Por Altamiro Borges

A apresentadora global Ana Maria Braga - que o corrosivo José Simão já apelidou carinhosamente de "Anameba Brega" - gosta de fazer papéis ridículos no seu programa "Mais Você". Na manhã desta segunda-feira (10), ela apareceu com um colar de cebolas para criticar o aumento da inflação no país. "Pagar R$ 10 pelo quilo da cebola é de chorar mesmo", afirmou a celebridade midiática, que recebe uma fortuna na TV Globo e não deve ir à feira ou ao mercado há mais de um século. De imediato, o seu comentário econômico - típico dos urubólogos da famiglia Marinho - virou motivo de piada nas redes sociais. Mas a apresentadora apenas posa de ridícula. Ela é muito articulada... com a direita brasileira e os seus "paneleiros" golpistas.

Coletivo "Futebol e Mídia" do Barão


Do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Para marcar sua fundação e o lançamento de seu manifesto, o Coletivo Futebol, Mídia e Democracia promove um debate na terça-feira (11), às 19 horas, na sede do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé (Rua Rego Freitas, 454, conjunto 83 - Próximo ao Metrô República). Aberta ao público, a atividade contará com a presença de Luiz Carlos Azenha (Viomundo), da repórter Camila Mattoso (ESPN Brasil) e o ex-jogador Adauto.

"Pautas bombas" e o desespero golpista

Por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

Se o PMDB estivesse com a bola toda para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, iria votar pautas bombas para inviabilizar um hipotético governo do correligionário Michel Temer? Claro que não.

Se Aécio Neves tivesse expectativa de chegar ao poder em breve, iria tocar fogo com pautas bombas que explodiriam no seu colo? Também não.

Então até o cimento da Praça dos Três Poderes sabe que, na conjuntura atual, não existe a menor viabilidade de dar o golpe "paraguaio" do impeachment.

A disputa política nas periferias

Por Marina Amaral, na Agência Pública:

O jovem brasileiro da periferia passa cada vez mais longe da polarização esquerda versus direita, explica o professor Gabriel Feltran, do Centro de Estudos da Metrópole da USP. No entanto, para o professor, a agenda da meritocracia, da redução do papel do Estado e da “liberdade individual” é fortemente rechaçada. “O pentecostalismo, a possibilidade de consumir, a polaridade racial ou a ‘vida loka’ são hoje matrizes de elaboração das próprias vidas muito mais importantes do que a ‘esquerda’ institucional. E essas matrizes movem o cenário político para direção ainda desconhecida.” Leia a entrevista, concedida durante a apuração da reportagem “A Nova Roupa da Direita“.


Sobre o curioso editorial de O Globo

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Do site da UJS:

Um editorial do jornal “O Globo” chamou atenção na última sexta (7) (leia a íntegra aqui).

Leia alguns trechos do aparentemente surpreendente texto:

Mesmo o mais ingênuo baixo-clero entende que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), age de forma assumida como oposição ao governo Dilma na tentativa de demonstrar força para escapar de ser denunciado ao Supremo, condenado e perder o mandato, por envolvimento nas traficâncias financeiras desvendadas pela Lava-Jato. Daí, trabalhar pela aprovação de “pautas-bomba”, destinadas a explodir o Orçamento e, em consequência, queira ou não, desestabilizar de vez a própria economia brasileira.

Vito Giannotti, o operário da comunicação

Por José Coutinho Júnior, no jornal Brasil de Fato:

“A porra da luta continua, caralho”. Essa frase sempre era dita por Vito Giannotti quando algo desfavorável aos trabalhadores acontecia. Conhecido por falar 11 palavrões a cada 10 palavras, o italiano chegou em 1964 ao Brasil, onde trabalhou como operário.

Tinha talento para a escrita e, por acreditar que a classe trabalhadora precisava desenvolver seus veículos, Vito se tornou jornalista. Fundou diversos jornais enquanto era operário e membro da oposição sindical metalúrgica de São Paulo. Foi também um dos fundadores e membros do conselho editorial do Brasil de Fato e do Brasil de Fato RJ.

Romário e as pernas curtas da 'Veja'

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Meu filho menor, nos já distantes tempos em que tinha 3 anos de idade, tinha, como muitas crianças, a mania de andar agarrado a um brinquedo, no caso um trenzinho de metal. Quando saía com ele, punha o trem sobre uma mesa e lhe perguntava: o trem tem pernas? o trem vai andar sozinho? Então ele vai estar aí, no mesmo lugar, quando a gente voltar….

Parece que não é assim com os brinquedinhos da revista Veja que, ontem, apresentou à ombusdman da Folha, “explicações” que não esclarecem nada, senão a covardia da revista no episódio do falso extrato bancário atribuído ao senador Romário.

O golpismo não passará no Brasil

Por Renato Rabelo, em seu blog:

Grande parte do consórcio oposicionista vaticina que neste mês de agosto pode se concretizar a grande cartada para emparedar a presidenta Dilma Rousseff – impondo-lhe a sua destituição, renuncia ou rendição. Em agosto eles esperam vir à tona o que vem sendo semeado pelo golpismo em marcha.

Todo alvoroço em torno deste mês foi resultante do grande cerco que a conjuração pró-golpe quer submeter a presidenta da República, trabalhando pelo beneplácito do TCU e do TSE a favor dos seus desígnios. Além disso, a manifestação programada, nesse mesmo sentido, neste mês, lembrada e convocada insistentemente pela grande mídia, e conclamada em TV e Rádio pelo PSDB.

Fortuna de R$ 200 bi protegida do IR

Por André Barrocal, na revista CartaCapital:

O leão do imposto de renda mia feito gato com os ricos, como atestam dados recém-divulgados pela própria Receita Federal. Os maiores milionários a prestar contas ao fisco, um grupo de 71.440 brasileiros, ganharam em 2013 quase 200 bilhões de reais sem pagar nada de imposto de renda de pessoa física (IRPF). Foram recursos recebidos por eles sobretudo como lucros e dividendos das empresas das quais são donos ou sócios, tipo de rendimento isento de cobrança de IRPF no Brasil.

O PT e o paradoxo do republicanismo

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

A matéria do Financial Times, elogiando o combate à corrupção no governo Dilma, e ainda afirmando que esse pode ser o grande e histórico legado da presidente, me faz lembrar uma velha canção de Raul Seixas, na qual ele insere um verso triste:

"É pena eu não ser burro, não sofria tanto".