segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Natal de Maluf na Papuda. Cadê o Aécio?

Por Altamiro Borges

Segundo o noticiário desta segunda-feira (25), Dia do Natal, a prisão do deputado Paulo Maluf (PP-SP) no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, continua gerando controvérsias. Seus advogados afirmam que ela atenta contra o Direito e a própria vida, já que o parlamentar faz tratamento de um câncer na próstata e sofre de problemas cardíacos e de hérnia de disco. Eles garantem que o cliente tem dormindo mal e apresenta sinais da piora na sua saúde. Já a direção do presídio afirma que o seu quadro clínico “não apresentou qualquer alteração desde que chegou à carceragem”, na sexta-feira. O juiz Bruno Macacari, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, segue inflexível na sua decisão de manter o polêmico político na Papuda.

Lava-Jato quer preservar o poder absoluto

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

As declarações dos procuradores da Lava Jato contra o indulto de Natal são ilustrativas do seu amadorismo.

Segundo Deltan Dallagnol, o indulto acaba com a Lava Jato, por comprometer sua maior arma: a possibilidade de manter o sujeito preso até que abra o bico.

Com essa afirmação, Dallagnol dá razão a todos os que apontavam essa característica da delação – que atropela qualquer princípio de direito. Dallagnol confirma que a delação se vale dos mesmos recursos da ditadura, de torturar o preso até que delate – em um caso, através de tortura física; no outro, com a privação da liberdade e com as visitas de procuradores praticando terror psicológico.

Meirelles, Alckmin e o "legado" de Temer

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Com discursos muito semelhantes na defesa do legado de reformas do governo Temer, o governador Geraldo Alckmin e o ministro Henrique Meirelles lançaram neste final de ano suas candidaturas à sucessão em 2018.

Ambos se posicionam contra os extremos, quer dizer, Lula e Bolsonaro, que lideram com folga as pesquisas, na tentativa de se apresentarem como o candidato do centro governista sonhado pelo mercado, depois das desistências de João Doria e Luciano Huck, mas enfrentam o mesmo problema: a falta de votos.

Brasil, um país com as coisas fora do lugar

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Um golpe, com tanques ou com votos calculados de parlamentares, é um golpe. Indica que a desordem natural das coisas, uma vez adotada em relação ao essencial, a legitimidade do governo, está permitida também nos outros planos da vida social. Nesta semana de Natal tivemos mais dois exemplos da subversão da ordem natural na vida institucional: um procurador da República, em nome da Lava-Jato, atacou frontalmente o presidente da República com um discurso de forte tom palanqueiro.

Os aplicativos e a precarização no trabalho

Por Lilian Milena, no site Vermelho:

Apesar da grande diversidade de aplicativos a disposição do consumidor, esse é um mercado praticamente oligopolizado na atualidade. A prova disso está no seu aparelho de celular onde, muito provavelmente, os apps que você utiliza receberam investimentos da Google, Amazon ou Microsoft.

Esse pequeno e forte grupo também está por trás do capital investido nos aplicativos de prestação de serviços mais acessados no mundo, como Uber e Airbnb. O alerta é do professor de cultura e mídia digital da The New School, de Nova York, Trebor Scholz, autor de ‘Cooperativismo de Plataforma: contestando a economia do compartilhamento corporativa’, que acaba de chegar ao Brasil pelas editoras Autonomia Literária e Elefante e a Fundação Rosa Luxemburgo.

Balanço-2017: o que você não viu na mídia

Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:

2017 vai chegando ao fim de forma melancólica para o Brasil. Foi um ano em que os homens que tomaram o poder em Brasília sacramentaram as mesmas políticas públicas rejeitadas reiteradamente pelo povo nas urnas.

Em vez de fazer uma retrospectiva dos principais acontecimentos do ano, resolvi fazer uma que traga alguns assuntos que foram estrategicamente esquecidos pelos conglomerados de mídia do país. Como acontece todos os anos, assuntos de grande importância não ganham o merecido destaque e acabam morrendo em notinhas de rodapé.


A República de Bananas Nanicas

Por Marcelo Zero

As inevitáveis consequências negativas da política externa do golpe são cada vez mais evidentes. A expulsão do embaixador do Brasil na Venezuela é apenas uma amostra.

Desde que assumiram ilegalmente o controle do Estado brasileiro, os golpistas colocaram a nossa política externa na órbita dos interesses estratégicos dos EUA, perdendo de vista os verdadeiros interesses nacionais. Em sintonia com essa nova posição subserviente e míope, o governo do golpe fez da perseguição à Venezuela sua razão de ser e da expulsão desse país do Mercosul a sua grande meta.

O que falta para as esquerdas se unirem?

Por Chico Malfitani, no site Jornalistas Livres:

O que falta acontecer no Brasil pós-golpe?

Que direitos mais faltam tirar dos trabalhadores?

Que cortes no orçamento das áreas sociais falta Temer fazer?

Que retrocessos na luta contra a escandalosa desigualdade social faltam acontecer?

Que riquezas e empresas nacionais faltam esse governo entregar para os estrangeiros?

Ódio a Lula indica tendência do TRF-4

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

O julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), marcado para 24 de janeiro, é um jogo de cartas marcadas desde a condenação do petista pelo juiz Sérgio Moro, em julho de 2017, a nove anos e seis meses. Por isso, para os juristas Celso Antônio Bandeira de Mello e Pedro Serrano, a indicação de que a condenação será confirmada na segunda instância parece clara, já que códigos, leis e a Constituição se tornaram aspectos secundários para juízes e tribunais no Brasil de hoje.

Clã Sarney afunda no Maranhão

Foto: Gilson Teixeira
Por Altamiro Borges

Nos últimos três anos, o Maranhão passa por sensíveis transformações. Classificado historicamente como um Estado com piores índices de desenvolvimento humano no país, ele presencia a construção de escolas dignas onde antes existiam salas degradadas. Um projeto ousado de alfabetização, em parceria com o MST, permite que as pessoas possam finalmente ler e escrever. Obras são inauguradas todos os meses levando infraestrutura aos municípios antes abandonados. O resultado destas e de outras mudanças impactam o imaginário popular e tem garantido altos índices de aprovação ao governador Flávio Dino (PCdoB), que nas eleições de outubro de 2014 obteve um feito histórico ao derrotar a oligarquia medieval e fisiológica de José Sarney.