sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

A guerra virtual contra o esgoto bolsonarista

Montagem: Mídia Ninja
Por Bepe Damasco, em seu blog:


Para entender como as coisas funcionam no Brasil, basta imaginar situações hipotéticas de sinal invertido envolvendo o PT.

Vamos supor que as reportagens da jornalista Patrícia Campos Melo, do jornal Folha de São Paulo, em 2018, contendo fartas denúncias e riqueza de provas sobre uma máquina de calúnias, injúrias e difamações, com financiamento criminoso de empresários, não se referissem à campanha de Bolsonaro, mas sim à de Haddad?

Alguém tem dúvida de que a chapa Haddad-Manuela seria cassada, quem sabe ainda durante a campanha, ou logo em seguida, e caso vencesse, seria impedida de tomar posse?

A revogação da reforma trabalhista

Pedro Sánchez e Lula. Foto: Ricardo Stuckert
Editorial do site Vermelho:


Um tuíte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – com não mais que 29 palavras e 200 caracteres – despertou o primeiro frenesi das elites brasileiras em relação aos temas que serão debatidos neste ano eleitoral. Ao compartilhar em suas redes sociais, em 4 de janeiro, uma notícia a respeito da “revogação” da reforma trabalhista pelo governo espanhol, Lula agregou este breve comentário: “É importante que os brasileiros acompanhem de perto o que está acontecendo na Reforma Trabalhista da Espanha, onde o presidente Pedro Sanchez está trabalhando para recuperar direitos dos trabalhadores”.

Quem fará o discurso da esquerda?

Por Roberto Amaral, em seu blog:


A burguesia aqui operante, desapartada dos interesses do país, vem garantindo o império de sua ordem, nada obstante a periódica troca nominal de governantes que promove e a sucessão de partidos políticos conservadores que no mais das vezes se confundem na mesmice de programas (escritos por mera exigência legal) e na prática comum de vícios, dentre os quais aflora o descompromisso com o que quer que mesmo de longe sugira um projeto nacional, a cuja carência debitamos grande parte de nossas mazelas. O poder pelo poder – a ocupação das sinecuras e os “negócios de Estado”– é o fim e a justificativa do concurso partidário, elevado aos píncaros da biltraria pelo Centrão, conglomerado de reacionários e negocistas de que se vale a classe dominante para manietar o Congresso e, por seu intermédio, impedir reformas e impor retrocessos políticos. Mediante esse controle, custeado pela ingerência do poder econômico nas eleições, asfixia os eventuais governos populares (sempre um episódio fora da curva), impondo-lhes a rendição, como ocorreu com o golpe de Estado parlamentar que sequestrou o mandato de Dilma Rousseff.

Bolsonaro ataca Lula e acerta em Moro

Charge: Nando Motta
Por Fernando Brito, em seu blog:


Jair Bolsonaro partiu para ataques violentos a Lula, e tem uma razão para isso.

Como se afirmou antes aqui, trata-se de apelar, já agora, para o antilulismo crônico e, com isso, “antecipar” para o primeiro turno o confronto direto com o ex-presidente.

Com isso, “matar” Moro no seu frágil nascedouro, pois o ex-juiz tem no ódio a Lula a sua única bandeira eleitoral.

Jair Bolsonaro não está dando a mínima para o que seria sua obrigação como governante, diante da explosiva onda da Covid no país, que chegou, mesmo sem considerar os dados dos testes feitos fora da rede pública – a 87,5 mil, número só abaixo dos registrados em junho de 2021, no pior momento da pandemia.

A deforma trabalhista de Temer

Charge: Mariano
Por João Guilherme Vargas Netto

Notícias alvissareiras chegadas da Espanha precipitaram aqui, nos mundos político, empresarial e sindical, a discussão sobre o cancelamento da deforma trabalhista de Temer, o que teve a grande virtude de colocar o mundo do trabalho no centro das preocupações com os adversários dos trabalhadores abrindo seu jogo reacionário.

Na busca de informação precisa sobre a iniciativa do governo socialista espanhol ressalte-se a conferência virtual e presencial organizada pela Fundação Perseu Abramo em que participaram políticos daquele país, o ex-presidente Lula e dirigentes das centrais sindicais.

Sobre o ódio nas redes sociais

Por Rudá Ricci, no Diário do Centro do Mundo:


A violência verbal e a tentativa de cancelamento diário que vigoram nas redes sociais sugerem um certo adoecimento e extrema insegurança que se espraia neste século XXI.

Não é algo normal. Mas, é algo frequente.

Chega a ser assustador como alguns poucos – felizmente não se tornou a regra – ingressam numa live ou comentam uma postagem com o nítido intuito de ofender e ameaçar (no caso, de cancelamento). Ameaçam, mas nada fazem além de vociferar.

A intenção é uma declarada desqualificação do outro que, muitas vezes, desconhece.

Não se trata de crítica, mas de um jorro de humilhação para gerar desconforto e exclusão desse oponente imaginário.