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Duas pesquisas divulgadas nesta semana confirmam que a popularidade de Donald Trump – que a mídia vira-lata brasileira evita chamar de “ditador-pedófilo” e de “imperador genocida” – está em queda vertiginosa nos Estados Unidos. Segundo levantamento da Reuters/Ipsos, publicado nesta terça-feira (21), ela atingiu o nível mais baixo desde a sua posse, em janeiro do ano passado – 62% rejeitam o 47º mandatário ianque e apenas 36% aprovam sua gestão. Já a pesquisa da NBC News, divulgada um dia antes, indicou que 37% dos estadunidenses aprovam a gestão do aloprado e que 63% desaprovam – sendo que 50% manifestam forte rejeição.
Conforme registra o site g1, do Grupo Globo, ao analisar a sondagem da Reuters/Ipsos, “Trump havia registrado sua maior taxa de aprovação no atual mandato – 47% – logo após tomar posse, em 20 de janeiro de 2025. Mas o presidente americano tem estado sob pressão desde que seu governo e Israel lançaram uma guerra contra o Irã em fevereiro, o que elevou drasticamente os preços da gasolina”. A inflação em alta seria um item decisivo para a sua queda de popularidade. Outro componente seria a desconfiança sobre a saúde mental do atual presidente dos EUA.
Desequilíbrio mental e impeachment
“O levantamento mostrou que muitos americanos, incluindo membros do Partido Republicano de Trump, têm preocupações sobre o temperamento e a lucidez mental do presidente de 79 anos, após uma série de explosões agressivas. Apenas 26% dos americanos disseram considerar Trump ‘equilibrado’ (even-tempered). Os republicanos dividiram-se sobre a questão, com 53% considerando-o equilibrado e 46% afirmando que ele não é; uma pequena parcela preferiu não responder. 7% dos democratas veem Trump como alguém de temperamento equilibrado... Cerca de 51% dos americanos – incluindo 14% dos republicanos, 54% dos independentes e 85% dos democratas – disseram que a lucidez mental de Trump ‘piorou’ ao longo do último ano”.
Já a pesquisa da NBC News traz outro sinal relevante, conforme enfatiza Yuri Ferreira em matéria na revista Fórum. “Aponta que 68% dos entrevistados desaprovam a forma como Trump conduz questões relacionadas à inflação e ao custo de vida, temas classificados como prioritários para suas famílias. 67% dos entrevistados avaliam que os Estados Unidos estão seguindo na direção errada... A queda da aprovação de Trump para o menor nível do segundo mandato mostra que ele terá forte dificuldade para conseguir um resultado satisfatório nas eleições de meio de mandato, que vão renovar a Casa dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados, dos EUA”.
Diante das dificuldades apontadas por estas e outras sondagens, ganha corpo o movimento pelo impeachment do criminoso que governa o império decadente. Como aponta Leonardo Sakamoto em postagem do site UOL, “Enquanto Donald Trump coloca em risco o futuro do planeta e a estabilidade da economia norte-americana com uma guerra mais inútil do que as demais, cresce o número de cidadãos dos EUA que se perguntam como frear o seu líder antes das eleições legislativas de meio de mandato”.
“Muitos passaram a defender que ele fosse interditado com base na 25ª emenda da Constituição dos EUA, que permite a destituição do presidente após ser considerado por seu gabinete como inapto para exercer o seu mandato. As reportagens que tentavam mostrar sinais de demência no comportamento de Trump, antes já numerosas, tornaram-se comuns”.

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