quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Se queres a paz, prepara-te para a guerra

Grafite anti-Trump em Londres
Por José Maurício Bustani e Paulo Nogueira Batista Jr.

A ninguém escapa que vivemos atualmente uma fase de imensos riscos no mundo inteiro. Desde a Segunda Guerra Mundial, não se via um quadro geopolítico e militar tão problemático e perigoso.

A fonte principal de instabilidade, ameaças e agressões é conhecida. Seria um equívoco, entretanto, atribuir a Donald Trump a responsabilidade exclusiva pelo que vem ocorrendo. Antes pudéssemos fazê-lo. Trump é passageiro. Mas o problema é de natureza estrutural e será, portanto, mais duradouro. 

A tradição imperial dos Estados Unidos

Duas observações. Primeira: o Império Americano sempre foi intervencionista e violento. O seu desprezo pela ordem internacional não é de hoje e vem se manifestando sob diversas formas, até na direção de organizações internacionais, ao orquestrar o afastamento do primeiro Diretor-Geral da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ). E as invasões do Iraque, da Líbia e da Síria, entre outras, ocorreram sempre com base em alegações forjadas, impostas ao resto do mundo como verdades.

Eleição 2026: a mais suja de todos os tempos

Por Bepe Damasco, em seu blog:


Eu já sabia, mas acabo de reler uma notícia preocupante: o Tribunal Superior Eleitoral, a partir de junho deste ano, será presidido pelo ministro Nunes Marques e terá como vice André Mendonça.

Com dois juízes indicados por Bolsonaro, nuvens carregadas pairam sobre o processo eleitoral que se aproxima.

Vamos lembrar que o pulso firme e o zelo pela democracia do ministro Alexandre de Moraes à frente da justiça eleitoral em 2022 foram decisivos para levar a bom termo o último pleito presidencial.

O TSE barrou várias ações eleitorais da candidatura Bolsonaro com a marca registrada da extrema direita: a mentira, a calúnia, a difamação e toda sorte de sujeira.

Moraes evitou inclusive cair na armadilha preparada para o dia da eleição, quando, a serviço de Bolsonaro, a Polícia Rodoviária Federal, então comandada pelo agora presidiário Silvinei Vasques, montou um esquema criminoso nas estradas do Nordeste para prejudicar o voto em Lula.

A hora certa para o sindicalismo

Por João Guilherme Vargas Netto


O movimento sindical brasileiro tem, em 2026, um encontro marcado com a política partidária durante as campanhas e eleições gerais de outubro. Nelas o Brasil vai decidir seu futuro imediato com as escolhas do presidente da República, dos governadores de Estados, dos deputados estaduais e federais e dos senadores. Ele participará a seu modo desse grande acontecimento.

É praxe constitucional que o sindicalismo não tenha a postura político-partidária. Mas, levando-se em conta a polarização já existente e as disputas reais, torna-se necessário que os dirigentes sindicais de todas as entidades tomem posição e orientem seus associados e representados sobre o que está em jogo e como devem votar.