quinta-feira, 30 de abril de 2026

Alcolumbre e a ingovernabilidade radical

Charge: Aroeira/247
Por Jeferson Miola, em seu blog:

Davi Alcolumbre, achacador e extorsionário-mor da República, militou pesadamente para o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF.

Ele pretendia impor uma derrota humilhante ao presidente Lula com um revés de enorme gravidade.

Eleito senador pelo Amapá com 196.087 votos, Alcolumbre concretizou seu plano sequestrando prerrogativas constitucionais da Presidência da República e interditando o exercício do poder pelo governante escolhido pela soberania popular com 60.345.999 votos.

O episódio enterra o exótico modelo de governabilidade institucional baseado na aliança do Executivo com o STF e a presidência do Senado. Modelo esse engendrado no início do governo Lula3 diante dos impasses criados por Arthur Lira, então presidente da Câmara dos Deputados.

Mídia quer que o povo se afunde em dívidas

Divulgação
Por Bepe Damasco, em seu blog:


Uma enxurrada de notícias nas últimas semanas, que culminou com a divulgação de uma pesquisa do Datafolha, vem chamando a atenção para o problema do endividamento dos brasileiros.

Embora vários fatores combinados expliquem a dificuldade que muitas famílias encontram para pagar seus boletos, o papel deletério das bets raramente é destacado pela imprensa comercial.

Na certa, são poupados porque são grandes anunciantes dos veículos de comunicação. Mas especialistas já apontam o vício em apostas, a ludopatia, como uma questão de saúde pública.

O jogo compulsivo faz estragos em todas as faixas etárias e em diferentes estratos sociais.

Mas o truque é simples e conhecido: em ano eleitoral, é preciso fazer com que o distinto público acredite que o endividamento é uma mazela econômica causada pelo governo Lula. Como pode um governo ser culpado pelas dívidas contraídas pelas pessoas, quando se sabe que, entre suas realizações, estão o maior rendimento médio da história por parte dos trabalhadores, o maior número de pessoas ocupadas, o mais baixo índice de desemprego, a menor inflação em quatro anos?

Cadastro do 1º de Maio

Card: CUT/Brigadas digitais. Reprodução site FUP
Por João Guilherme Vargas Netto

As direções das centrais sindicais determinaram que as comemorações do 1º de Maio, este ano, fossem descentralizadas, aproximando-as dos trabalhadores e das trabalhadoras e unificadas pela pauta aprovada na Conclat-26.

Mas, como todos sabemos, não basta haver determinação se não houver mobilização e controle.

A pauta unificada foi aprovada em Brasília para onde convergiram as marchas dos dirigentes e ativistas participantes da Conclat-26. Esta pauta foi entregue a representantes dos três poderes, com grande destaque para a entrega ao presidente Lula.

Lava-Jato 2 e o assalto ao Supremo

Charge: Miguel Paiva/247
Por Luís Nassif, no Jornal GGN:

A derrota de Lula na indicação de Jorge Messias para o STF não é episódio isolado. É o capítulo mais recente de uma operação que envolve lobbies bilionários, o poder inédito de Alcolumbre e Motta, e o mesmo padrão de desestabilização institucional da Lava Jato original.

Quando o Senado recusou Jorge Messias, o governo perdeu uma batalha. Quando o mesmo movimento colocou sob ameaça o STF, o governo e o pouco que resta de disciplina institucional brasileira - todos ao mesmo tempo -, o que estava em jogo passou a ser maior do que uma vaga no Supremo.

A manobra tem roteiro conhecido. Começou com a campanha d’O Globo em torno do caso Master - um episódio de crédito privado transformado em crise sistêmica pelo jornalismo de interesse -, avançou pela sabatina do STF transformada em tribunal político, e chegou à configuração de poder inédita que hoje existe no Congresso: David Alcolumbre no Senado, Hugo Motta na Câmara, ambos com mandato renovado e agenda própria. É a Lava Jato 2.