Por Camila Modanez, no site do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé:
As eleições colombianas ainda serão objeto de muitos estudos. Haverá quem faça análises sobre o cenário político, as alianças construídas, a conjuntura econômica, o desempenho dos adversários ou os elementos ideológicos que ajudaram a explicar o crescimento de cada candidatura, principalmente o da extrema direita.
Não é essa a análise que pretendo fazer aqui.
Escrevo a partir de um lugar específico: o de quem trabalha com mobilização digital, comunidades digitais e campanhas políticas na América Latina. E, observando a campanha de Abelardo de la Espriella ao longo dos últimos meses, algo me chamou atenção.
Não foi uma tecnologia inédita. Muito menos uma inteligência artificial revolucionária.
Foi o “arroz com feijão” bem feito.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Defender Cuba é defender a América Latina
Por João Pedro Stedile
Há mais de 60 anos, o povo cubano, seu governo e seu estado enfrentam uma perseguição, ilegal e injusta, da maior potência militar do planeta, o governo dos Estados Unidos. Democratas e republicanos disputaram no governo quem perseguia mais a pequena ilha socialista, alguns de forma mais explícita e outros, de modo mais dissimulado.
Esse bloqueio, cerco e perseguição foi operacionalizado sem os dois países estarem formalmente em guerra. Durante esses anos, os Estados Unidos aplicaram todas as táticas de cerco e destruição da guerra híbrida, descritas em detalhes no livro “Guerras híbridas – das revoluções coloridas aos golpes”, do analista geopolítico Andrew Korybko, tendo como fontes documentos das Forças Armadas estadunidenses.
Há mais de 60 anos, o povo cubano, seu governo e seu estado enfrentam uma perseguição, ilegal e injusta, da maior potência militar do planeta, o governo dos Estados Unidos. Democratas e republicanos disputaram no governo quem perseguia mais a pequena ilha socialista, alguns de forma mais explícita e outros, de modo mais dissimulado.
Esse bloqueio, cerco e perseguição foi operacionalizado sem os dois países estarem formalmente em guerra. Durante esses anos, os Estados Unidos aplicaram todas as táticas de cerco e destruição da guerra híbrida, descritas em detalhes no livro “Guerras híbridas – das revoluções coloridas aos golpes”, do analista geopolítico Andrew Korybko, tendo como fontes documentos das Forças Armadas estadunidenses.
O desprezo das big techs pela civilização
Por Rosângela Ribeiro Gil, no site da Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros (ABCP):
Jeff Bezos, dono da Amazon, foi envolvido em controvérsia, nos últimos dias. Atribui-se a ele, declaração desqualificando a prioridade do consumo humano de água e colocando em primeiro lugar a utilização da água para as máquinas dos data centers. O fato teria ocorrido na 10ª VivaTech 2026, entre os dias 17 e 20 de junho, em Paris. Verdadeira ou não, o empresário estadunidense tem perfil bastante polêmico e não se posiciona a favor de pautas sociais e populares no próprio país e no mundo. Podemos começar por lembrar que ele se alinha a governos autoritários, tiranos e bélicos, como o de Trump, dos Estados Unidos. Também se sabe que pesa sobre ele denúncias graves de superexploração de trabalhadores na Amazon e manobras agressivas (como demissão e perseguição) para evitar a sindicalização. O rol é grande, mas vamos destacar, ainda, baixa tributação proporcional sobre sua fortuna e fracassos em grandes investimentos empresariais.
André Mendonça blinda o clã Bolsonaro
Por Bepe Damasco, em seu blog:
Ainda que tenha trazido à tona fortes indícios de corrupção de alguns expoentes do Centrão que se esmeravam em servir ao banqueiro criminoso Daniel Vorcaro, como no caso do senador Ciro Nogueira, as decisões do ministro do STF, Andre Mendonça, à frente do inquérito do Banco Master mostram que sua prioridade é blindar o clã Bolsonaro.
Os dois pesos e duas medidas utilizados pelo ministro para ordenar à Polícia Federal ações de busca e apreensão são de uma clareza estelar. Flávio Bolsonaro foi flagrado em áudio pedindo R$ 160 milhões para Vorcaro, supostamente para produzir um dos filmes mais caros da história do cinema. As notícias que se seguiram revelaram um caminho tortuoso do dinheiro, chegando ao financiamento da vida de rico que Eduardo Bolsonaro leva nos Estados Unidos.
Ainda que tenha trazido à tona fortes indícios de corrupção de alguns expoentes do Centrão que se esmeravam em servir ao banqueiro criminoso Daniel Vorcaro, como no caso do senador Ciro Nogueira, as decisões do ministro do STF, Andre Mendonça, à frente do inquérito do Banco Master mostram que sua prioridade é blindar o clã Bolsonaro.
Os dois pesos e duas medidas utilizados pelo ministro para ordenar à Polícia Federal ações de busca e apreensão são de uma clareza estelar. Flávio Bolsonaro foi flagrado em áudio pedindo R$ 160 milhões para Vorcaro, supostamente para produzir um dos filmes mais caros da história do cinema. As notícias que se seguiram revelaram um caminho tortuoso do dinheiro, chegando ao financiamento da vida de rico que Eduardo Bolsonaro leva nos Estados Unidos.