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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Ceifadores e gastadores

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na revista CartaCapital:

Em sua edição de 4 de agosto, o jornal Valor informa que “ministros tentam convencer Bolsonaro a ampliar gasto fora do teto. A necessidade de acelerar a retomada econômica deu força novamente à tese da ala do governo que defende a participação do Estado para gerar empregos, retomar obras paradas e estimular a atividade econômica”.

Por um programa de salvação nacional

Por Paulo Kliass, no site Carta Maior:

O quadro dramático de nossa profunda tragédia social e econômica corre o risco de ser “naturalizado” por parte das forças políticas que fazem oposição ao governo Bolsonaro. Percebe-se uma insistência inexplicável em priorizar suas energias e atenções para o complexo processo de composição das chapas para o pleito municipal do final do ano, em detrimento de travar a luta ampla e cotidiana contra os efeitos da pandemia e a criminosa conduta da equipe do capitão também nesse quesito.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Livro de cabeceira (nova definição)

Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Tenho escrito, em 2020, exclusivamente sobre temas de ordem pública, nacionais ou internacionais, econômicos e não-econômicos. Acredito que conquistei o direito de voltar a ser hoje um pouco mais pessoal. Pode ser? O leitor ou leitora não tem como, de certo, responder diretamente, mas pode parar de ler aqui. Espero que não o faça, e prossigo.

No final do ano passado, lancei um livro – O Brasil não cabe no quintal de ninguém: bastidores da vida de um economista brasileiro no FMI e nos BRICS e outros textos sobre nacionalismo e nosso complexo de vira-lata. Transcrevi o longo subtítulo, pois dá uma boa ideia do que é o livro. Trata-se da obra mais pessoal que publiquei até agora, superando o meu até então preferido – Da crise internacional à moratória brasileira, publicado em 1988 pela editora Paz e Terra –, que relata minha participação no governo brasileiro entre 1985 e 1987 e, em especial, na polêmica suspensão de pagamentos da dívida externa, decretada em fevereiro de 1987. Repare, leitor ou leitora, que os meus dois livros prediletos, dos tantos que publiquei, são frutos de vivências práticas e sofrimentos – não sou, nunca serei, um teórico, dado a reflexões abstratas em uma torre de marfim qualquer. E, houve sofrimento, sim, nas duas experiências, na mais recente, assim como na mais remota.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Pandemia acentua a crise social brasileira

Amarras de Bolsonaro e Guedes na economia

Editorial do site Vermelho:

Pode-se dizer que o Brasil pegou a contramão em relação ao movimento das economias de outros países. A situação de grave crise econômica, com as óbvias consequências sociais, se deve, no essencial, a atitude do presidente Jair Bolsonaro e de seu ministro da Economia, Paulo Guedes, de se aferrarem à pauta ultraliberal e se recusarem a enxergar a realidade pelas demandas da imensa maioria do povo.

É um governo tão entranhado no rentismo que chega ao ponto de recusar o caminho de outros países, mesmo com governos conservadores e neoliberais, que utilizam recursos do Estado para socorrer empresas e proteger empregos. Os países que adotaram essa orientação passam por menos dificuldades econômicas e apresentam melhores condições para a retomada do crescimento.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

A pobreza como tragédia bolsonarista

Editorial do site Vermelho:

Entre 2011 a 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil deve recuar 8,2%, ante uma alta de 28% na década anterior. O dado é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O cenário piorou consideravelmente, mas os indicadores negativos vêm de antes. É a maior queda do padrão de vida do país desde a década de 1940, quando começou a série histórica. Só neste ano, a redução deverá chegar a 6,7%.

domingo, 2 de agosto de 2020

Ricos não pagam quase nada de impostos

Por Jair de Souza

Nenhuma sociedade pode existir dignamente sem a existência de impostos. Todos os serviços públicos dependem de impostos para funcionar. De nossas inúmeras necessidades, todos aspiramos a uma escola pública de qualidade, a um atendimento médico público eficiente, a um transporte público digno e a um sistema de segurança que realmente nos proteja. Mas, como ter acesso a isso sem recursos para bancar os custos? Os ricos só se preocupam com os serviços públicos de repressão policial e com o judiciário, porque são os que lhes servem melhor para conter a rebeldia popular e os protestos dos trabalhadores e dos pobres em geral. Porém, eles não dão a mínima para as necessidades básicas do povo trabalhador.

Poder das multinacionais e retorno do Estado

Por Liszt Vieira, no site Carta Maior:

A organização não governamental Global Justice Now publicou um estudo comparando as cifras de negócios das principais empresas com a receita orçamentária dos países. Segundo essa lista, se a rede norte-americana de supermercados Walmart fosse um Estado, ocuparia o décimo lugar, atrás somente dos EUA, China, Alemanha, Japão, França, Reino Unido, Itália, Brasil e Canadá. No total, 69 das 100 principais entidades econômicas são empresas. As 25 corporações de maior valor superam o PIB de numerosos países.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Um pacto em defesa do emprego e da vida

Editorial do site Vermelho:

O debate das causas do desemprego sempre oferece oportunidade para uma compreensão mais abrangente sobre os problemas sociais, especialmente em um país com tantas desigualdades sociais e econômicas como o Brasil. Na busca de meios para enfrentar seus efeitos é possível identificar a natureza de classe do problema.

Foi o que ocorreu com a proposta do governador do estado Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), de um Pacto Nacional pelo Emprego feita ao presidente Jair Bolsonaro, respondida com ironia e desdém. A atitude de Bolsonaro serve bem para demonstrar sua irresponsabilidade e seu desprezo diante dos problemas enfrentados pelo povo com as crises econômica e sanitária.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Patrimônio dos ricaços cresce US$ 34 bilhões

Por Altamiro Borges

Além das milhares de mortes, a Covid-19 gera milhões de famintos, desempregados e desesperados. Mas no mundo do capital, a desgraça tem classe. O jornal Valor publicou nesta terça-feira (28) uma matéria revoltante comprovando que o "patrimônio de bilionários brasileiros cresce US$ 34 bilhões" em plena pandemia.

A matéria baseia-se em uma pesquisa da ONG Oxfam. Ela mostra que a fortuna de 73 bilionários da América Latina aumentou US$ 48,2 bilhões entre março e julho – uma alta de 17%. Neste seleto grupo de ricaços da região, 42 estão no Brasil. O patrimônio deles cresceu US$ 34 bi no período – para US$ 157,1 bilhões.

A desigualdade e a concentração de renda

A questão ambiental e a soberania nacional