segunda-feira, 22 de julho de 2013

"A saída de Serra do PSDB é certa"

Por Altamiro Borges

A frase acima está estampada no título do artigo deste domingo de Dora Kramer, no Estadão. A jornalista é conhecida por seu forte vínculo com o ex-governador paulista e evidencia que a situação no PSDB é cada vez mais tensa. O risco da implosão da sigla parece inevitável, o que complicaria ainda mais as ambições de Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano. Vale conferir as especulações da serrista Dora Kramer:

domingo, 21 de julho de 2013

Trocaram os telejornais por missas

Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Um evento de grandes proporções, como a Jornada Mundial da Juventude, merece uma cobertura à altura. Da mesma forma, a visita de Francisco ao Brasil tem relevância jornalística por ser o líder espiritual de dois terços (mesmo que não praticantes) de brasileiros e o primeiro papa nascido no continente americano.

Adeus inflação. E agora?

Por Amir Khair, no sítio Carta Maior:

Ao final de cada ano o mercado financeiro inicia o processo de ameaça com o fantasma da inflação. Aproveita a sazonalidade característica de maior ritmo inflacionário típico do início de cada ano.

Nesse início há os reajustes e pagamentos no IPTU, IPVA, despesas escolares e contratos com vencimentos de início de ano, visando recompor a inflação ocorrida no ano anterior. É um período favorável para as ameaças de inflação e, ato contínuo pressão ao governo para elevar a Selic.

Aécio Neves em terceiro lugar

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Mais uma vez, uma pesquisa eleitoral mostra as mudanças de cenário político depois dos protestos de junho.

Por motivos mais do que esperados, uma grande novidade tem sido evitada, pudicamente, por nossos comentaristas e observadores: pelos números de hoje, Aécio Neves está longe do segundo turno.

A cidadania tem pressa

Da Revista do Brasil:

Se durante as manifestações de junho o Congresso permaneceu calado e as oposições, mudas, sobrou para a presidenta Dilma Rousseff – para quem se apontava grande parte da fúria antigovernos e antipolíticos – reagir. Frequentemente criticada por oposicionistas e aliados, por ser centralizadora e ouvir pouco, e pelos movimentos sociais, pela falta de atenção, a presidenta chamou-se à responsabilidade de assimilar o clamor das ruas e liderar o diálogo com a sociedade, os aliados e as oposições. Ao entrar em cena, devolveu parte das demandas sociais, que estavam dispersas nos protestos, ao ambiente da política, dos partidos e dos movimentos sociais. Mas as ruas não pararam de ecoar – e, como observou o professor Alfredo Bosi, mostram que “a democracia puramente formal e representativa em termos eleitorais está em crise”.

Bancários debatem quadro político

Do sítio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf):

Apesar dos incríveis avanços econômicos e sociais que o Brasil alcançou nos últimos dez anos, o povo quer mais. Sem o fantasma do desemprego rondando, renda em ascensão e aumento do consumo, a população quer agora saúde, educação e transporte de qualidade. Quer, enfim, serviços públicos melhores.

Esse é o grande recado das manifestações que tomaram conta do Brasil em junho, na visão do professor João Sicsú, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e ex-diretor de Políticas e Estudos Macroeconômicos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Ele participou dos debates sobre análise de conjuntura, que abriram o segundo dia da Conferência Nacional dos Bancários, neste sábado 20. Também participaram o jornalista Altamiro Borges e o coordenador mundial da UNI Finanças, Márcio Monzane.

A mídia e negação do pluralismo

Por Dênis de Moraes, no Blog da Boitempo:

Nos últimos meses, vem crescendo a mobilização de dezenas de entidades da sociedade civil em torno de duas iniciativas convergentes na luta pela democratização da comunicação no Brasil: a campanha “Para expressar a liberdade” [1], que defende uma nova e abrangente lei geral de comunicações; e o Projeto de Lei de Iniciativa Popular das Comunicações [2], cuja finalidade é regulamentar os artigos da Constituição de 1988 que impedem monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação de massa e estabelecem princípios para a radiodifusão sob concessão pública (rádio e televisão).

sábado, 20 de julho de 2013

CMS debate estratégias das esquerdas

Foto: Deborah Moreira
Por Deborah Moreira, no sítio Vermelho:

Quais as ações e estratégias a seguir daqui para a frente para avançar no projeto popular e democrático de país, diante da nova conjuntura política-social? Essa foi a grande questão colocada no primeiro debate da 11ª Plenária Nacional da Coordenação dos Movimentos Sociais, na manhã desta sexta-feira (19), no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), que abordou a conjuntura nacional.

Um Brasil sem catracas

Por Silvio Caccia Bava, no jornal Le Monde Diplomatique:


O passe livre proposto pelo Movimento Passe Livre (MPL) é possível, mas implica grandes mudanças no modelo de financiamento e gestão dos transportes coletivos. Já houve um momento, no início dos anos 1990, no governo da prefeita Luiza Erundina, em que o passe livre foi colocado como uma alternativa na cidade de São Paulo, projeto denominado na época de Tarifa Zero. A proposta era que os recursos para tanto viriam da introdução de um IPTU progressivo. Os imóveis com até 50 metros quadrados continuariam isentos de impostos e os imóveis maiores e em zonas mais nobres da cidade pagariam mais. O projeto esbarrou na objeção da maioria dos vereadores da Câmara Municipal, ecoando a resistência de nossas elites a políticas redistributivas. Outras iniciativas deram certo. Agudos, no interior do estado de São Paulo, pratica a catraca livre há dez anos. Outras duas cidades do Paraná – Ivaiporã e Pitanga – também adotaram a mesma política. Em todos esses casos o financiamento do transporte público é feito com os recursos dos impostos de todos os contribuintes.

Os médicos e a vanguarda do atraso

Por Breno Altman, na revista Fórum:

As manifestações de médicos, nessa última terça-feira, revelam um núcleo duro e mobilizado das elites brasileiras. Sua influência nos meios de comunicação, na sociedade e nas instituições já ameaça o programa de saúde recentemente lançado pelo governo. A julgar pelas emendas apresentadas na Câmara dos Deputados, a desfiguração desse projeto será inevitável.

Globo e Banco Rural, tudo a ver

Por Marco Aurélio Mello, no blog DoLaDoDeLá:

Todos sabemos que no início dos anos 2000 a Globo Participações estava à beira de um colapso. Havia tentado junto ao governo federal um plano de recuperação financeira, nos moldes do Proer, criado no governo Fernando Henrique Cardoso, para salvar bancos daquilo que se convencionou a chamar de "contágio" ou "risco sistêmico".

A imprensa e as situações complexas

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

A semana termina com a imprensa tradicional buscando consolidar sua versão do cenário eleitoral para 2014: uma pesquisa do Ibope, publicada nesta sexta-feira (19/7) pelo Estado de S. Paulo, tenta demonstrar que a popularidade da presidente da República segue perdendo pontos. Na verdade, o retrato é semelhante ao da última pesquisa do Datafolha e ao da CNT/DMA, divulgadas nos últimos dias, e mostra uma situação de estabilidade.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Carta aos jovens jornalistas

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Caro jovem interessado em jornalismo:

Você deve ter ouvido vaticínios terríveis sobre o futuro do jornalismo. E isso pode estar fazendo você desistir de ser jornalista.

Pois eu digo. Pense duas vezes.

Lula defende Edward Snowden

Por Marsílea Gombata, na revista CartaCapital:

Em um auditório lotado por estudantes e acadêmicos na Universidade Federal do ABC (Ufabc), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o ex-consultor de inteligência americano Edward Snowden, atualmente buscando asilo político na Rússia. “Esse cara merece respeito pelos serviços que está prestando à humanidade e pelas denúncias que fez”, disse. “Esse rapaz está prestando um serviço à democratização, às liberdades democráticas e à autodeterminação dos povos, denunciando comportamentos que não são aceitáveis por um país presidido por um homem como o [Barack] Obama.”

Globo sonega milhões em impostos

O protesto irreverente na Globo

Sai Marinho, entra Brizola

Foto do facebook de Carla Santos
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Dessa vez foi uma manifestação quase poética, que reuniu de oitenta a cem pessoas. Fizemos um protesto pequeno, mas gigante em sentido, beleza e contexto histórico. Havia uma bandinha que tocou marchas famosas. Um carro de som onde as pessoas faziam discursos. Substituímos o nome da rua Irineu Marinho para Leonel Brizola. Lançamos grandes bolinhas de papel jornal na parede do edifício. Um operador seguia no alto do carro projetando vídeos de discursos do Brizola nas fachadas dos prédios. Ao final, foi realizada uma assembléia popular para discutir objetivamente o que deve ser feito para modernizar e democratizar a mídia nacional.

Um dia, a Globo terá que pagar

Por Márcio Zonta, no jornal Brasil de Fato:

Centenas de pessoas protestaram contra a Rede Globo em diversos pontos do país, em frente às sedes da empresa. Isso ocorreu no dia 11 de julho, uma quinta-feira, no Dia Nacional de Lutas, chamado pelas centrais sindicais e pelo MST.

Com o tema da democratização da mídia ganhando fôlego nas ruas, a emissora mergulha em uma série de denúncias sobre suas relações promíscuas com figurões da política brasileira, benefícios ilícitos adquiridos desde os tempos ditatoriais, além do mais recente escândalo de sonegação de impostos, que ultrapassa os R$ 600 milhões.

A mídia contra os interesses nacionais

Por Leandro Severo, no sítio da Adital:

Em 1941, enquanto milhões de homens e mulheres derramavam seu sangue pela liberdade nos campos da Europa e da União Soviética, a elite dos círculos financeiros dos Estados Unidos já traçava seus planos para o pós-guerra. Como afirmou Nelson Rockefeller, filho do magnata do petróleo John D. Rockefeller, em memorando que apresentava sua visão ao presidente Roosevelt: "Independente do resultado da guerra, com uma vitória alemã ou aliada, os Estados Unidos devem proteger sua posição internacional através do uso de meios econômicos que sejam competitivamente eficazes...” (Colby, p.127, 1998).

Mídia especula sobre disputa em 2014

Por José Dirceu, em seu blog:

A imprensa continua alimentando a especulação de que o ex-presidente Lula poderia ser candidato em 2014, embora ele mesmo já tenha afastado diversas vezes essa hipótese. Mesmo assim, essa história se mantém na imprensa.

Hoje, o Estadão dá na manchete que “Lula supera Dilma em votos”, referindo-se à mais recente pesquisa Ibope.