quarta-feira, 1 de junho de 2016

Macri foge dos protestos na Argentina


Passou batido na mídia brasileira a cena: com a Plaza de Mayo cercada, o presidente se viu obrigado a refugiar-se na residência oficial de Olivos depois do Te Deum na Catedral. Eis um retrato da atual situação na Argentina, menos de seis meses de mandato de Macri. Foi um 25 de maio sem parada, sem banda, sem bandeiras, sem flores, sem povo …

Não é mais possível ocultar a evidência: o governo de Mauricio Macri teme os protestos populares, que vão num crescendo, e optou por cercar de barreiras a emblemática Plaza de Mayo.

A recessão chega a um novo patamar

Por Carlos Drummond, na revista CartaCapital:

Quebradeira generalizada, redução das operações de crédito, queda da arrecadação, volatilidade do dólar, regressão do consumo e previsões de declínios cada vez maiores do PIB são alguns elementos do quadro econômico desafiador para o governo, as empresas e as famílias.

Entre janeiro e abril de 2015 e o mesmo período deste ano, os pedidos de recuperação judicial quase duplicaram, de 289 para 571, segundo a Serasa Experian. As solicitações feitas por médias e pequenas empresas passou de 172 para 327, na mesma comparação, e aquelas de grandes estabelecimentos aumentou de 49 para 95. Nos dois casos, a variação ficou um pouco abaixo do dobro, de um ano para o outro. Entre as firmas de porte médio, entretanto, o uso daquele recurso mais que duplicou, de 68 para 149.

A irresponsabilidade fiscal de Michel Temer

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

O desenho que emerge dos primeiros dias de presidente interino é um autêntico mapa do inferno.

Perdeu-se qualquer veleidade de apresentar um projeto minimamente legitimador ao país, do interino colocar-se como mediador visando recuperar a economia com o mínimo de danos às políticas centrais, conduzir o país para o porto seguro das eleições de 2018, preservando avanços e coibindo abusos.

O que é a cultura do estupro?

Temer já não tem votos para impeachment?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Sou muito menos otimista, porque o arsenal golpista ainda tem muita munição para queimar e a artilharia de alto calibre de uma mídia e de um Judiciário metidos nesta aventura. Mas é fato que a permanente mobilização antigolpista e, sobretudo, as trapalhadas que estão revelando as entranhas reacionárias do golpe pioram, dia a dia, a situação de “já ganhou” que os usurpadores tinham há 20 dias.

O golpe é mais do que um golpe

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/
Por Reginaldo Moraes, no site Brasil Debate:

O golpe de maio de 2016 não surgiu de repente e do nada. Está sendo preparado e alimentado há quase dois anos, por uma campanha de sabotagem dos vários agentes da oposição, que não se resumem aos partidos políticos.

Mas o golpe não foi apenas a deposição da presidenta. E, nesse sentido, ele vem de ainda mais longe e de mais fundo. Ele é um capítulo importante, revelador, de um movimento persistente, às vezes subterrâneo, às vezes escancarado. É o movimento pela mudança do regime político brasileiro – a democracia representativa presidencialista que se consolidou com a Constituição de 1988.

Presidiário tucano vai delatar Aécio?



Por Altamiro Borges

A prisão de Nárcio Rodrigues nesta segunda-feira (30) está agitando Minas Gerais. Homem da inteira confiança de Aécio Neves no passado (como fica evidente na declaração de amor do vídeo acima), o atual presidiário parece que andou se estranhando com os aspones do cambaleante chefão do PSDB. Há rumores de que ele poderia abrir o longo bico e delatar alguns tucanos - e uma famosa tucana -, revelando os podres das gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia. Caso não seja beneficiado pela conhecida generosidade da Justiça e permaneça muito tempo na cadeia - sua detenção preventiva é de cinco dias -, ele até pode decifrar um enigma que angustia a nação: quem "comeu" Aécio Neves?

terça-feira, 31 de maio de 2016

Judas Temer desmonta a EBC

Os desafios da cultura em debate

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

A cultura vive um momento conturbado no país: após o afastamento da presidenta Dilma Rousseff e a posse de Michel Temer, o governo provisório anunciou a extinção do Ministério da Cultura, relegado à condição de Secretaria. A notícia gerou ampla rejeição da sociedade, e Temer voltou atrás. Em meio a este cenário, os desafios da cultura no Brasil serão tema de debate no dia 6 de junho, em São Paulo.

Confira os nomes confirmados:

Temer já é ruim, mas ainda pode piorar

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Os sucessivos desastres políticos ocorridos desde o afastamento de Dilma Rousseff demonstram que uma fraqueza política irremediável tornou o governo de Michel Temer ridiculamente incapaz de oferecer uma alternativa de estabilidade e prosperidade para o país.

Vamos classificar os fatos como eles são. A implosão do ministro da Transparência ocorreu num quadro de insurreição interna. A reconstrução do Ministério da Cultura foi obtida a muque. A revolta do movimento de mulheres forçou uma busca de talentos para integrar altos escalões do governo. Tardia demais para produzir qualquer que efeito político, mostrou-se inteiramente inócua em função da audiência, no ministério da Educação, concedida a um ator celebrizado pelo tom debochado usado para descrever um crime de estupro.

A verdade sobre o 'Bolsa Família'

Por Tereza Campelo

Os jornais trazem nesta terça-feira, 31 de maio, informações sobre uma auditoria do Ministério Público Federal no Programa Bolsa Família. Mais uma vez, a auditoria parece ter sido feita com bases em premissas erradas e leva a conclusões equivocadas sobre o programa.

Os fatos precisam ser conhecidos.

Desde 2005, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), responsável pela gestão federal do Bolsa Família, realiza, rotineiramente, o cruzamento do cadastro do programa com outras bases de dados, para identificar inconsistências. O procedimento vem sendo permanentemente aperfeiçoado, incorporando outras bases de dados, novas tecnologias e metodologias mais complexas.

EUA: as eleições preparam a guerra

Por John Pilger, no site Outras Palavras:

Há poucos anos, assisti a uma exposição popular intitulada “O Preço da Liberdade”, na venerável Smithsonian Institution em Washington. As filas de pessoas comuns, a maioria crianças que entravam como se ali fosse uma caverna de Papai Noel do revisionismo, recebiam sortimento variado de mentiras: a bomba atômica de Hiroshima e Nagasaki salvou “um milhão de vidas”; o Iraque foi “libertado [por] ataques aéreos de precisão inigualada no mundo”. O tema era indiscutivelmente heroico: só os norte-americanos pagam ou algum dia pagaram o preço da liberdade”.

A embaixadora dos EUA e o golpe no Brasil

Por Thiago Cassis, no site da UJS:

Os Estados Unidos anunciaram na última semana a troca da embaixadora no Brasil. Sai Liliana Ayalde, que esteve por trás dos golpes em Honduras e no Paraguai (e agora no Brasil) e entra Peter McKinley, que é filho de venezuelanos.

Segundo o jornal Folha de S.P.: “McKinley é considerado no Departamento de Estado um diplomata experiente e talentoso – e, segundo várias fontes, uma escolha de peso. O fato de ter sido embaixador no Afeganistão, um país em guerra, é citado como prova de competência… Seu primeiro posto no exterior foi na Bolívia, onde trabalhou no setor consular. De volta a Washington, continuou trabalhando com temas latino-americanos, como pesquisador e analista de inteligência com foco em El Salvador e Cuba. Em seguida foi chefe do departamento que cuida de Angola e Namíbia e depois assistente especial para a África”.

A corrupção no Brasil é desmascarada

Por Leonardo Boff, em seu blog:

É estarrecedora a corrupção que se constatou no Brasil nos últimos tempos, especialmente aquela revelada pela Operação Lava Jato, vulgarmente chamada de “petrolão”, vale dizer, ligada a uma das maiores petroleiras do mundo, a Petrobrás do Brasil. Os números são sempre pelos milhões de dólares que escandalizam e vão além de qualquer bom senso, mesmo entre ladrões e mafiosos.

Os organismos norte-americanos de vigilância que espionaram a Presidenta Dilma, espionaram também a Petrobrás, devido ao fato de deter uma das maiores jazidas de gás e petróleo do mundo, que se encontra o Pre-Sal. Detectaram indícios de alta corrupção que estava ocorrendo na empresa. Alertaram, então, as autoridades brasileiras que iniciaram uma investigação. Encontraram uma teia imensa de corruptores e corruptos que envolviam grandes empreiteiras, altos funcionários da Petrobrás, gente do próprio Governo, doleiros e não ausentes setores do judiciário. Beneficiados foram especialmente políticos de quase todos os partidos (e há exceções louváveis) que financiavam suas custosas campanhas eleitorais com esse dinheiro da corrupção, sob forma de propinas milionárias.

Impactos do plano Temer no "Bolsa Família"

O editorial covarde do "Estadão"

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

Os leitores democráticos que porventura O Estado de S.Paulo ainda possui devem ter tido um déjà vu neste domingo, 29 de maio, ao se depararem com os editoriais do vetusto jornal da família Mesquita. Quem, como eu, não lê mais jornais impressos por não se sentiu representado por uma mídia que só reflete os interesses da elite ficou enojado. Em dois dos editoriais publicados, o Estadão comete um grave atentado à liberdade de imprensa e de expressão, ao vituperar contra jornalistas e blogueiros que não coadunam com o pensamento de extrema-direita do veículo e da parcela da sociedade que ele representa. A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) têm a obrigação de se pronunciar.

Mídia alimenta violência contra a mulher

Por Railídia Carvalho, no site Vermelho:

O caso da adolescente de 16 anos estuprada por 33 homens no Rio de Janeiro, com direito a fotos publicadas nas redes sociais, revelou acusados e suspeitos indiferentes ao crime. A naturalização da violência contra a mulher e os direitos humanos em geral tem relação com a agressividade e inadequação de conteúdo da programação e da propaganda nos principais meios de comunicação do Brasil. À mídia dominante interessa a reprodução de rótulos e a espetacularização.

Temer-Meirelles: ataque aos direitos sociais

Por Pedro Paulo Zahluth Bastos e Guilherme Santos Mello, no site Carta Maior:

Não é de hoje que a Constituição Federal é apontada como geradora de ineficiência e baixo crescimento. Já em 1988, velhos e novos tecnocratas contrários à expansão de direitos de cidadania, como Antônio Delfim Neto e Maílson da Nóbrega, alegavam que ela tornava o país ingovernável e incapaz de crescer. Seu argumento era dividido em três partes: a) a alocação obrigatória de recursos para atendimento dos novos direitos à saúde e à educação, por exemplo, pressionaria o orçamento e exigiria a elevação de impostos; b) os novos impostos reduziriam a capacidade de poupar e o investimento efetivo dos empresários, diminuindo a taxa de crescimento econômico; c) o baixo crescimento reduziria a geração de impostos para financiar o programa “irrealista” da Constituição de 1988. Assim, desde cedo argumentos supostamente técnicos eram usados para questionar o pacto social consagrado pela Constituição e atacar os direitos sociais e econômicos com a máscara da neutralidade científica.

Luz no tabuleiro da crise

Por Renato Rabelo, em seu blog:

Entre o céu e a terra e perante a Nação brasileira e o mundo a trama golpista é desnudada, desmascarada, passando por verdadeira autópsia a conspiração montada pelo consórcio conservador, formado pela direita, mídia grande e o “mercado”. Os fatos recentes atropelaram a tentativa de farsa montada pelo impeachment, na qual os golpistas apareciam como vestais clamando contra a corrupção do PT e a “corrupção nunca vista nos governos” Lula e Dilma. Neste presente torna-se patente que somente a volta da presidenta Dilma pode restaurar a democracia. Essa é a fresta de luz que permite iluminar o tabuleiro da crise infindável.

Esperando a bola da vez

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Não importa sobre o que conversaram Michel Temer e o procurador-geral Rodrigo Janot nesta segunda-feira. Ou melhor, não importa o que dirão ter conversado. Vai ver que foi também sobre orçamento do Ministério Público, assunto do TSE que levou Gilmar Mendes ao Jaburu em pleno sábado. Acabou-se o tempo das aparências. Para quê, depois dos grampos amigos de Sergio Machado? Encontros à parte, claro está que o governo interino de Temer, prisioneiro do gravador, já deve estar esconjurando o risco de ser chamado de provisório num certo futuro.