sábado, 6 de agosto de 2016

A festa brasileira e as vaias contra Temer

Por Lúcia Rodrigues, na revista Caros Amigos:

Como era esperado, o presidente interino, Michel Temer, foi vaiado na abertura das Olimpíadas do Rio, na noite desta sexta (5), no Maracanã, confirmando o clima dos protestos de rua que pedem sua saída do cargo. Em sua única aparição oficial, que durou poucos segundos no telão do estádio, Temer provocou revolta na plateia que reagiu com vaias ensurdecedoras que acabaram abafando parte de sua fala.

Delação contra Temer fortalece plebiscito

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Confirmada a delação de Marcelo Odebrecht, de que repassou R$ 10 milhões em ajuda eleitoral não declarada (caixa dois) ao PMDB, a pedido do vice-presidente em exercício Michel Temer, só restará ao Brasil a saída pelas urnas. Diante do imperativo de uma relegitimação da Presidência da República, a saída que ganha força é a do plebiscito sobre a antecipação das eleições presidenciais, defendida por Dilma. Este seria o caminho trilhado por um Congresso realmente empenhado em encontrar uma solução legal, legítima e estabilizadora da situação política. Fora disso, e consumado o golpe contra Dilma, estará o país condenado a conviver com um presidente acusado de grave crime eleitoral e rejeitado pela população, situação que promete mais instabilidade política, maior deterioração econômica e conturbação social.

A dupla marca nas Olimpíadas

Editorial do site Vermelho:

A abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ocorrida na noite de ontem (5) foi uma festa maravilhosa e bem brasileira. Pouco de pirotecnia tecnológica, muito de sentimento e participação humana.

Foi uma festa progressista que incluiu o Hino Nacional cantado por Paulinho da Viola, a delegação dos atletas refugiados políticos no desfile, a modelo Lea T portando a placa com a indicação “Brasil” abrindo a delegação de nosso país - e também a estrondosa vaia para o impostor Michel Temer.

Rio 2016: Aplauso é belo, a vaia foi linda

Por Nirlando Beirão, na revista CartaCapital:

Não deu nada certo a cuidadosa blindagem com que os organizadores da Olimpíada tentaram proteger o presidente ilegítimo Michel Temer na abertura oficial dos Jogos, na noite desta sexta-feira 5.

As vaias que iam fatalmente acontecer... aconteceram. O usurpador estava visivelmente constrangido.

O zelo chegou ao requinte. O telão evitou imagens da triste figura e o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, agradeceu genericamente às “autoridades brasileiras”. Nenhum nome pronunciado.

Jovem denuncia as ameaças de Feliciano

Da Rede Brasil Atual:

A estudante de jornalismo Patrícia Lelis disse no boletim de ocorrência em que ontem (5) denunciou o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) por assédio sexual e tentativa de estupro que o deputado teria usado uma faca para forçá-la a fazer sexo. A informação foi divulgada hoje (6) pelo blog Esplanada. Segundo Patrícia, o crime aconteceu no apartamento funcional do deputado em Brasília, em 15 de junho.

Cristovam Buarque e o ministro da ditadura

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Ao anunciar seu voto contra Dilma Rousseff na Comissão sobre o Impeachment, o senador Cristovam Buarque optou por desempenhar um triste papel no atual momento político brasileiro.

Disse, sem que ninguém lhe tivesse perguntado - sequer é membro efetivo da Comissão - que não iria “votar com medo nem mesmo de ser chamado de golpista.”

No mesmo contexto, o senador repetiu a ideia. Disse “não sou covarde para, com medo desse nome (golpista), decidir meu voto.”

Nem o Globo esconde o vexame de Temer

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Do site de O Globo, nos primeiros minutos da madrugada de hoje:

Poupado de ser anunciado logo no início da cerimônia de abertura, como inclusive estava previsto no guia de mídia distribuído aos jornalistas pouco antes do começo do evento, o presidente interino Michel Temer não escapou de fortes vaias no Maracanã. O interino foi vaiado após declarar abertos os Jogos Olímpicos do Rio, o que só ocorreu ao fim da cerimônia. Não foi nem possível ouvir a frase inteira de Temer com a declaração de abertura. A vaia foi sucedida por fogos de artifício, e logo encerrada.

Assessor do "pastor" Feliciano é preso

Da revista Fórum:

O chefe de gabinete do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), Talma Bauer, foi detido ontem (5), no centro de São Paulo, suspeito de ter mantido uma jovem em cárcere privado em um quarto de hotel. De acordo com o delegado Luiz Roberto Hellmeister, será pedida a prisão temporária dele por sequestro, coação e ameaça.

A jornalista Patrícia Lélis, de 22 anos, compareceu à delegacia com a mãe e contou que Bauer a ameaçou com um revólver para que gravasse vídeos desmentindo a acusação que fez contra Feliciano por agressão e tentativa de estupro.

O crime do Lula é resistir ao fascismo

Por Jeferson Miola

O crime do Lula é liderar todas as pesquisas para a eleição presidencial de 2018, a despeito da violência brutal e permanente do condomínio jurídico-midiático-policial contra ele.

Outro crime do Lula é resistir à perseguição e à caçada ideológica implacável de fascistas contra um ser humano e, ainda assim, continuar sendo o maior líder popular da história do Brasil.

A resistência de Lula às arbitrariedades e falsidades dos justiceiros do MP, do Judiciário e da PF e às manipulações dos canalhas midiáticos, faz aumentar a ferocidade dos ataques contra ele.

Vaia atropela covardia de Temer

Por Bepe Damasco, em seu blog:            

Primeiro o usurpador Temer, em patética quebra do protocolo, não teve sua presença citada no início da cerimônia de abertura. Como todo traidor é antes de tudo um covarde, essa tentativa de se esconder não surpreende.

Depois, vêm o detalhe mais importante para que o protesto seja entendido na sua real dimensão: o golpista também não foi chamado para a fala telegráfica de 10 segundos, dando como aberto oficialmente o evento.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Juventude bancária se reúne na Bahia

Do site do Sindicato dos Bancários da Bahia:

Os bancários com até 35 anos filiados ao Sindicato da Bahia e que se inscreveram para participar do 5º Encontro da Juventude Bancária devem ficar atentos sobre a saída de Salvador. Os participantes se encontram no sábado (06/08), no Ferry boat, impreterivelmente às 7 horas.

Diretores do SBBA estarão no local para prestar orientação. Depois da travessia, ou seja, em Bom Despacho, na Ilha, um ônibus leva os bancários até o Hotel Fazenda Recanto, em Mutá, local do evento.

Feliciano e a praga contra os golpistas

Por Altamiro Borges

Na sessão de horrores da Câmara Federal de 17 de abril, que deflagrou o processo de impeachment da presidenta Dilma, muitos deputados dedicaram seu voto à família, aos bons costumes, à ética e a outras baboseiras. Na sequência, porém, parece que uma praga se abateu sobre os falsos moralistas. O chefe da “assembleia dos bandidos”, o correntista suíço Eduardo Cunha, foi descartado pelos seus comparsas, inclusive pelo Judas Michel Temer, e agora corre o risco de ser cassado e preso. Depois, outros picaretas foram desmoralizados. A mais recente vítima deste “ódio divino” é o pastor Marco Feliciano, que acaba de ser acusado de tentativa de estupro por uma jovem seguidora da sua seita.

Mídia alternativa denuncia golpe ao mundo

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

A Olimpíada Rio 2016 acontece em um período turbulento para os brasileiros. Mandatário interino do país, Michel Temer assumiu a cadeira presidencial através de um golpe midiático-judicial, afastando a presidenta Dilma Rousseff, democraticamente eleita por 54 milhões de brasileiros, e alçando ao poder o que há de mais retrógrado na política brasileira. Por isso, o cenário dos jogos promete pegar fogo não só pelo calor da tocha e da pira, mas pelos massivos protestos que devem ocorrer para denunciar o golpe em curso.

Banco Central não dá a mínima para o povo

Por Carlos Eduardo, no blog Cafezinho:

Inacreditável a entrevista do atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ao Estadão, publicada nesta sexta-feira (5).

A matéria foi assinada por três repórteres e nenhum deles perguntou a Goldfajn o que ele planeja fazer para que o país saia da crise, retome o crescimento econômico e a oferta de empregos. Aliás as palavras 'crescimento' e 'emprego' não aparecem nenhuma vez na entrevista.

Tanto os jornalistas quanto Ilan Goldfajn se mostraram obcecados com a inflação. O resto? Ah, isso pouco importa...

Democracia e os aprendizes de feiticeiro

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Caso 1 – cenas de uma República risonha e franca

O ministro interino da Casa Civil, Eliseu Padilha, é acusado de ter manobrado ilegalmente certificados de filantropia para uma universidade privada em troca de bolsas para apaniguados e contratos para suas empresas (http://migre.me/uz6NF).

Também é réu por jogadas com precatórios envolvendo o DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem). Como Ministro dos Transportes, valeu-se de um acordo extrajudicial para repassar R$ 2,3 milhões a uma empresa gaúcha (http://migre.me/uz6Vv).

Há algo podre na república das bananas

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/
Por José Carlos Peliano, no site Carta Maior:

Ao eleger os representantes políticos, nós o povo, eleitores, conscientes ou não de nossos votos, fazemos uma dupla aposta. Na verdade, supomos que funcione o sistema político instituído como também esperamos que os candidatos eleitos sejam, no mínimo, honestos, capazes e combativos.

Um cidadão comum que procura viver nesse mundo, conturbado por todos os lados, como de praxe, precisa trabalhar e ganhar sustento para si e/ou sua família. Seus deveres humanos, sociais e políticos já lhe cobram desde que começa a se entender como gente. Adulto digno e responsável.

Assim, ou quase isso, se espera de todos nós, um país que nos acolha como habitantes e cidadãos para que o construamos, cada um a sua maneira, e o levemos a ficar suficientemente saudável e acolhedor. Pelo menos no sentido de que nossos direitos básicos sejam atendidos.

O melhor perfil de Marinho e da Globo

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O melhor perfil de Roberto Marinho está no livro Brazillionaires, do jornalista americano Alex Cuadros.

Entre 2010 e 2015, Alex viveu no Brasil, onde cobriu para a revista Forbes os bilionários brasileiros.

Desta experiência nasceu o livro, há pouco lançado em sua versão original em inglês. Seria uma imensa pena se uma tradução em português não aparecesse logo.

Comprei com um clique na Amazon, e fui direto ao personagem que mais me interessa, Roberto Marinho. Não consegui parar de ler.

Hino nacional do "Fora Temer"

Orçamento na Fazenda, o golpe de mestre

Por André Araújo, no site da Fundação Maurício Grabois:

O Ministro da Fazenda Henrique Meirelles está pressionando o Palácio do Planalto para que a Secretaria do Orçamento Federal, órgão mais importante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão passe para o Ministério da Fazenda.

Não se sabe ainda a opinião do Palácio frente a essa manobra que dará ao Ministro Meirelles o completo controle do Governo Federal e enorme influência sobre o Congresso. Já tem a Previdência e terá o resto do orçamento federal nas suas mãos.

Trata-se de movimento ousado e de grande significância política.

Rio-2016: a farra fiscal olímpica

Por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

As primeiras competições dos Jogos Olímpicos do Rio começam hoje e a grande cerimônia de abertura ocorrerá sábado. Será um espetáculo de repercussão planetária, mas um fato está sendo cuidadosamente ocultado das sociedades. Uma autêntica farra fiscal garantirá às empresas multibilionárias que patrocinam os jogos isenção total de impostos. Cada espectador que consumir um refrigerante durante as disputas; cada faxineiro que usar transporte público para limpar o banheiro de uma lanchonete contribuirá com as finanças públicas. Mas megaempresas como a Coca-Cola, o MacDonald’s, a Rede Globo, o Bradesco e a Latam estarão 100% isentos. Não pagarão Imposto de Renda, IPI, IOF, Contribuições previdenciárias, nada. Só este privilégio custará ao país, em duas semanas e meia de jogos, R$ 3,83 bilhões – quatro vezes o orçamento anual do ministério da Cultura. O episódio joga luz num dos temas centrais da globalização: a injustiça fiscal aguda. Há, porém, uma alternativa.