quarta-feira, 17 de maio de 2017

A confissão de Armínio Fraga

Editorial do site Vermelho:

Quando o golpe de Estado que tirou a presidenta Dilma Rousseff do poder estava sendo gestado a maior promessa dos golpistas era a de que o Brasil voltaria a crescer. Alguns incautos caíram na conversa e acreditaram que o mesmo grupo que havia levado o Brasil à lona tantas vezes cumpriria essa promessa.

Passado um ano a situação econômica do Brasil é desoladora. O desemprego bate recordes, cada vez mais famílias habitam as ruas das grandes cidades, a desesperança só cresce. A tentativa patética da grande mídia de achar alguma réstia de recuperação econômica só demostra que o golpe nos levou ao fundo do poço.

Alckmin “liberou a cavalaria” contra Doria

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O PSDB deveria mudar seu nome para PT, Partido da Traição.

Aécio traiu Serra, que traiu Alckmin – em 2006 e com Gilberto Kassab, na prefeitura, em 2008.

Agora, Alckmin, traído por Doria, diz a Folha, “liberou a cavalaria” contra o sujeito que inventou para a Prefeitura de São Paulo.

A senha foi sua entrevista se dizendo “amadurecido e preparado” para ser candidato e que, na sua avaliação, Lula não tem chances no segundo turno.

Bolsonaro e o fascínio da mediocridade

Por Matheus Pichonelli, no site The Intercept-Brasil:

“A imaturidade é de um profissional que deveria estar dedicado ao seu aprimoramento militar, através do adestramento, leitura e estudos, e não aventurar-se em conseguir riquezas.”

A avaliação consta de um documento do Conselho de Justificação do Exército sobre condutas – digamos – heterodoxas do hoje deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) em seu tempo de militar. Resultado de um processo sigiloso obtido pelo repórter Rubens Valente, da Folha de S.Paulo, a análise ajuda a entender a mentalidade de um pré-candidato à Presidência que vem enfileirando fãs e admiradores como quem coleciona curtidas nas redes sociais.


Lojas Marisa multiplicam a intolerância

Por Juliana Nóbrega, no blog Viomundo:

Como não encontrei nenhum espaço adequado para tal tipo de mensagem no site da loja e, por escolha pessoal, não faço parte de nenhuma rede social, busquei outros espaços para deixar presente minha insatisfação com o departamento de marketing da loja “de mulher para mulher”, como diversos outros já se colocaram nestes últimos dias.

Sou (era?) uma cliente, digamos, compromissada, com a loja, já que boa parte de meu guarda-roupas está repleto de peças com seu nome, mas não posso ficar indiferente a infeliz e desprezível campanha deste dia das mães.

Antonio Candido, o professor dos professores

Por Sheila Jacob, no jornal Brasil de Fato:

Na semana passada, ficamos tristes com a notícia do falecimento do professor Antonio Candido. Sociólogo e crítico literário, suas ricas análises teóricas eram feitas de forma simples e objetiva, já que falar para todos era uma de suas principais preocupações. É o que percebemos em algumas de suas obras fundamentais, como Formação da literatura brasileira e as coletâneas de ensaios Literatura e sociedade e Educação pela noite.

A violência contra jornalistas no México

Do site Opera Mundi:

Jornalistas e profissionais da comunicação realizaram protestos em várias cidades do México nesta terça-feira (16/05) em repúdio à violência contra a categoria no país. As manifestações se dão após os assassinatos de dois jornalistas em menos de 24 horas no país. Javier Valdez, colaborador do jornal nacional La Jornada e fundador da publicação local Riodoce, foi morto a tiros nesta segunda-feira (15/05)em Culiacán, capital do Estado de Sinaloa. Ele dirigia seu carro quando foi interceptado e alvejado, à luz do dia.

Horas antes, Jonathan Rodríguez, de 26 anos, havia sido assassinado em Autlán, no Estado de Jalisco, também num ataque a tiros. Ele era repórter de um semanário que era propriedade de seu pai. A mãe dele, Sonia Córdova, subdiretora do jornal, ficou ferida no ataque e está em estado grave.

'Veja' de Marisa é pior do que na ditadura

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Comecei a trabalhar na 'Veja" como repórter, para uma estadia em duas fases distintas que somaram 17 anos. Fui editor executivo, correspondente internacional em Paris, redator-chefe. Fora da revista desde outubro de 1999, apoio integralmente o ato de repúdio marcado para hoje, em frente a editora Abril, dona da Veja.

A razão é simples. Não se trata de um protesto contra o jornalismo mas a denúncia de uma política perversa, que se vale do jornalismo para comprometer os valores da democracia.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Pela aposentadoria, infernize seu deputado!

Por Altamiro Borges

O presidente da Câmara Federal, o demo Rodrigo Maia – que mais se parece um jagunço dos patrões e um porta-voz do Judas Michel Temer – anunciou nesta terça-feira (16) que pretende votar a proposta de contrarreforma da Previdência até final de maio. “Não vai demorar muito não... Vou marcar nesta semana. Meu trabalho não é fazer conta. Vou saber como estão as contas e botar para votar. Semana que vem está muito cedo, mas acho que é possível que na semana do dia 29 dê para pautar”, afirmou ao jornal O Globo. A aparente firmeza do capacho, porém, pode ser apenas bravata. O cenário não é dos mais favoráveis para a aprovação do golpe contra a aposentadoria. Se a pressão do eleitorado for mais incisiva, é possível derrotar a "reforma" e até abreviar o mandato ilegítimo do Judas Michel Temer – que perderia a sua serventia para os empresários que financiaram o “golpe dos corruptos”.

Doria apunhala o “Santo” da Odebrecht!

Por Altamiro Borges

O governador Geraldo Alckmin, o “Santo” da lista de propina da Odebrecht, peitou toda a cúpula do PSDB para impor a candidatura do bilionário João Doria – também chamado de João Dólar – à prefeitura de São Paulo em outubro do ano passado. Ele brigou com FHC, com Serra e com outros tucanos de alta plumagem. Com métodos nada convencionais – distribuição de cargos no governo paulista e compra de votos –, o picolé de chuchu conseguiu emplacar seu filhote nas prévias internas e o falso gestor foi eleito em primeiro turno “prefake” da mais importante cidade do país. Geraldo Alckmin festejou a vitória. Imaginou que, com isso, estaria garantido como candidato do PSDB à Presidência da República em 2018. Pura ilusão! Na prática, o governador criou um monstro, que vai traí-lo sem dó nem piedade.

'Ministro' Merval julga chapa Temer-Dilma

Fundador da Gol é condenado. Cadê o JN?

Por Altamiro Borges

Na sexta-feira passada (12), o Tribunal do Júri de Taguatinga (DF) condenou o empresário Constantino de Oliveira pelo assassinato do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, de 27 anos, em 12 de outubro de 2001. Nenê Constantino, como é mais conhecido, não é uma figura distante da mídia privada. Ele fundou a empresa aérea Gol e foi pioneiro no ramo de transportes rodoviários no país. Apesar desta notoriedade, a condenação por assassinato não teve maior repercussão na imprensa, que adora escândalos. O Jornal Nacional da TV Globo, por exemplo, não gastou longos minutos – como faz contra seus inimigos políticos – para tratar do caso. Será que é porque a Gol é uma das principais anunciantes da mídia mercenária?

Xadrez da prostituição no Judiciário

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Dizem os penalistas que a prova testemunhal é a prostituta de todas as provas. Sem outras provas, corroborando o testemunho, não é considerada em nenhum processo sério. No entanto, está na base das denúncias movidas contra Lula e Dilma pela Lava Jato.

Pode haver algum exagero na expressão, e um preconceito condenável em relação às prostitutas, mas é didático como juiz e procuradores da Lava Jato se valem das “prostitutas” das provas.

Peça 1 – a teoria do choque e as torturas

Ewen Cameron e Donald Hebb foram dois psicólogos que desenvolveram métodos de lavagem cerebral através de eletrochoques. Os estudos foram financiados pela CIA e incorporados nos seus métodos de interrogatório.

Alckmin e Doria antecipam prévias tucanas

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

A entrega do premio de "Homem do Ano" concedido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos ao prefeito João Doria, na noite desta terça-feira, em Nova York, levou para lá a fina flor do empresariado brasileiro e do alto tucanato.

É o palco ideal montado para este empresário de eventos e apresentador de televisão brilhar num ambiente em que ele nada de braçada e se cacifar na disputa presidencial.

Antes de se eleger prefeito da maior cidade do país, em primeiro turno, no ano passado, Doria notabilizou-se por promover encontros entre políticos e empresários.

Fim da recessão ou ilusão estatística?

Por Esther Dweck, no site Brasil Debate:

O governo comemorou ontem (15/5) o que seria o primeiro sinal de recuperação da atividade econômica após oito trimestres de quedas sucessivas do Indicador de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Mas o que explica o aumento em tal índice, quando todos os demais indicadores, especialmente o emprego, apontam para um movimento contrário?


Esse resultado foi muito influenciado por uma mudança importante em duas das séries que compõem esse indicador e que têm um peso muito elevado.

Pecados de Lula e as obsessões da 'Lawfare'

Por Mauro Santayana, em seu blog:

No encontro de Lula com o Juiz Sérgio Moro, quarta-feira, o tema principal do cardápio serão o triplex e o armazenamento de documentos da época em que foi presidente, mas poderiam ser as mais recentes delações, feitas por cidadãos impolutos, acima de qualquer suspeita, como o Sr. Renato Duque, sobre supostos repasses ao PT, ou as palestras realizadas no âmbito da LILS ou do Instituto Lula, porque, embora não seja um ovino, as acusações se acumulam e variam, contra o ex-presidente, à medida em que vão sendo contestadas, como as do lobo contra o cordeiro na Fábula de La Fontaine. 

No exclusivo e reduzido universo de ex-presidentes, Bill Clinton e sua mulher, Hillary, faturaram, depois que deixaram a Casa Branca, 230 milhões de dólares com livros, consultorias e palestras, ganhando, em apenas 12 meses, em média, mais do que tudo que Lula está sendo acusado, sem provas, de supostamente ter recebido nos últimos anos. 

Até onde vai a 'nova direita'?

Por Glauco Faria e Luciano Velleda, na Rede Brasil Atual:

Eles começaram a aparecer com mais força nos protestos em prol do impeachment de Dilma Rousseff, mas mesmo antes disso já eram figuras relevantes nas redes sociais. Alguns de seus expoentes, a essa altura, tinham se tornado figuras carimbadas em veículos da mídia tradicional, enquanto outros amealhavam legiões de fãs com suas análises e comentários. Em 2016, conseguiram eleger representantes diretos e viram triunfos de candidatos que contaram com seu apoio. Agora, em um cenário político que favorece a possível emergência de outsiders, os integrantes da chamada nova direita pretendem almejar voos maiores nas eleições do ano que vem.

Marcia Tiburi: A política do terror

Marcia Tiburi
Por Aray Nabuco, Lais Modelli e Nina Fideles, na revista Caros Amigos:

As pessoas estão todas morrendo de medo, e quem morre de medo se despreocupa da democracia, fica a mercê do seu inimigo.” Assim, Marcia Tiburi, gradua­da em filosofia e artes, e doutora em filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, define nossos tempos.

A estratégia, executada pelo arranjo “mafioso” entre mídia, Judiciário, Legislativo e empresários, pela derrocada da pre­sidente afastada Dilma Rousseff, continua dan­do seus pequenos golpes diariamente e arrancan­do aplausos de uma po­pulação que, segundo ela, tem seus afetos e ações manipulados. Ao mesmo tempo em que a esquer­da, hoje muito mais plu­ral e ampla que nos tem­pos idos, não dispõe de muitas armas. Para Marcia, a luta por hegemonia é desmedida porque “a direi­ta chega e simplesmente decreta, implanta, e faz o jogo da política da terra arrasada”.

Moro confessou que o triplex é da OAS?

Ilustração: Cival Einstein Macedo Alves
Por Carlos Fernandes, no blog Diário do Centro do Mundo:

O juiz Sérgio Moro negou na madrugada dessa segunda (15) pedidos feitos tanto pelos advogados do ex-presidente Lula quanto pelo Ministério Público Federal na ação que apura a propriedade do famoso triplex no Guarujá.

No caso dos advogados do ex-presidente a solicitação seria para incluir novos documentos e provas ao processo além das oitivas de oito novas testemunhas. Já o MPF solicitou o depoimento de outros três nomes considerados relevantes para o caso.

Acostumados a terem praticamente todos os seus pedidos negados por Moro, os advogados de Lula fizeram o que já virou rotina na defesa de seu cliente: recorreram às instâncias superiores na esperança de que alguma justiça lhes fosse concedida.

Lula X Moro: o Frankenstein judicial

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

Demorei vários dias para escrever sobre o depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro porque entendi, assim que terminei de assistir as quatro horas de gravação, que estava diante não apenas de um fato de forte impacto na luta política presente, mas também de uma situação com potencial de se tornar símbolo de toda uma era.

Então eu peguei um clássico autor anarquista, Pedro Kropotkin, para me inspirar um pouco.

“Abaixo os juízes!”, assim encerra Kropotkin o seu ensaio Lei e Autoridade, no qual defende que “o primeiro dever de uma revolução é fazer uma fogueira com todas as leis que existem e com todos os títulos de propriedade”.

Reformas de Temer e "debandada" no PMDB

Por Renan Truffi, na revista CartaCapital:

Ainda que o presidente Michel Temer ignore a baixa popularidade das reformas aprovadas no Congresso Nacional, os parlamentares do PMDB já estão sentido em suas próprias bases eleitorais os reflexos de se aprovar medidas tão impopulares. Terceirização, redução de direitos trabalhistas e reforma da Previdência têm impactado o eleitorado de deputados do partido, o que deve provocar uma debandada peemedebista em 2018.

Os placares favoráveis ao governo em pautas polêmicas escondem, na verdade, uma insatisfação que é sentida, principalmente, nos bastidores. Apesar de votarem a favor das pautas por pressão do Palácio do Planalto, muitos deputados do PMDB já negociam com líderes partidários uma eventual troca de legenda. Em condição de anonimato, alguns parlamentares estimam em 20 deputados, de um total de 64 peemedebistas, que cogitam trocar de partido.