sábado, 11 de agosto de 2018

Nicarágua, democracia e dupla moral

Por Breno Altman, no site Opera Mundi:

A crise política nicaraguense já se estende por quatro meses. Manifestações, conflitos e violência ocupam o cenário desde que o presidente Daniel Ortega propôs uma reforma previdenciária desgostosa a empresários e trabalhadores. Nem sequer a imediata retirada dessa medida foi capaz de levar à pacificação.

A onda opositora, nascida de reivindicação concreta, se transformou em movimento insurrecional, cujo objetivo confesso é derrubar o governo. Os grupos que lideram essa escalada trancaram ruas, tomaram prédios públicos e armaram parte de seus apoiadores, respaldados tanto pelas frações mais conservadoras da comunidade internacional quanto por setores de esquerda.

“Ursal”: Loucos? Pero no mucho…

Por Fernando Horta, no site Jornalistas Livres:

Vladimir Ilitch Ulianov (Lênin), em agosto de 1915, numa revista russa chamada Sotsial-Demokrat, argumentava pela criação dos “Estados Unidos da Europa”. Lênin afirmava que a Europa NECESSARIAMENTE precisaria se unir para sobreviver. Seja em torno de um projeto capitalista, para manter a competição capitalista em mínima igualdade com os EUA, seja em torno do projeto socialista/comunista, a única solução para a Europa, de acordo com Lênin, seria a unificação. Não deixa de ser interessante que, dois anos antes da Revolução de Outubro, o principal pensador socialista do século XX, e também o principal líder revolucionário, tenha dado não apenas o caminho, mas as razões pelas quais a Europa viria a se unir em 1993 pelo Tratado de Maastricht.

O impacto milionário do reajuste no STF

Por Vilma Bokany, no site da Fundação Perseu Abramo:

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, em 8 de agosto, reajuste de 16,38% para o próprio salário. Atualmente, o salário dos ministros é de 33,7 mil reais e, com o aumento, vai chegar a 39,3 mil. Além disso, eles recebem também auxílio-moradia no valor de 4,3 mil reais, auxílio-saúde, auxílio-alimentação, entre outros.

A presidenta do Supremo, Cármen Lúcia, apresentou o orçamento de 2019 e sugeriu a não inclusão do reajuste nos gastos do tribunal, mas o ministro Ricardo Lewandowski, abriu divergência e sugeriu a inclusão do projeto. 

Eleições: candidatos apostam no medo

Por Rodrigo Gomes, na Rede Brasil Atual:

“O maior debate (entre os candidatos à Presidência da República) é se vai ou não dar armas na mão da população. Hoje, o Estado brasileiro nem sabe onde estão as armas apreendidas. Como vai controlar as armas nas mãos dos cidadãos se não controla as que as polícias apreendem?”. A preocupação é do diretor presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Renato Sérgio de Lima, explicando como a entidade avalia o atual cenário eleitoral em relação à segurança. Dados divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Fórum revelam que 94,9% das armas apreendidas não são cadastradas no sistema de controle de armas de fogo da Polícia Federal (Sinarm).

Trabalhadores rurais e a comunicação

Por Marcos Aurélio Ruy, no site da CTB:

No último dia do Curso Estadual de Formação Política em Comunicação Popular, da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura no Estado da Bahia (Fetag-BA), Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB nacional e dirigente da Fetag-BA, reafirma a importância da comunicação.

“Este curso tem se mostrado muito importante para mostrar que a comunicação popular é fundamental para unir a classe trabalhadora e vencer a crise pela qual o país passa com o projeto neoliberal do governo golpista aprofundando as desigualdades", ressalta Vânia.

É hora de pensar no Congresso Nacional

Alckmin, Bolsonaro e a Casa Grande

A crise que o pleito não encerrará

Por Roberto Amaral, em seu blog:

Se partidos políticos dignos do nome só vicejam em democracias, é impensável a democracia representativa carente de partidos. Respiram o mesmo oxigênio. Cumpre aos partidos a mediação entre a sociedade civil e a ordem política, assegurando nas instâncias estatais a presença dos representantes eleitos pelo povo. São, pois, elemento crucial da governança democrática.

Esta é a tese.

WhatsApp, Facebook e epidemia de fake news

Por Yasodara Córdova, no site The Intercept-Brasil:

A maioria dos brasileiros tem que gastar sua franquia de dados para declarar imposto de renda pela internet. Se quiserem verificar se o Brasil compra mesmo dipirona com um vírus mortal da Venezuela, também têm que consumir o pacote de internet (a notícia é falsa, não se preocupem). No entanto, ninguém gasta dados, nem dinheiro, pra receber ou enviar as imagens da nova nota de R$ 50 com o rosto da Pablo Vittar, que foi longe demais, pelo WhatsApp. Isso não é obra do acaso.

Bolsonaro foi tratado a pão de ló na Band

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A noite de quinta-feira, 9 de agosto, será marcada como um dia especial da democracia brasileira.

A aliança PT-PC do B demonstrou uma respeitável capacidade de articulação, ao organizar um debate paralelo entre Fernando Haddad e Manuela D'Ávila menos de 48 horas depois que a Band deixou claro que iria se acumpliciar com a tutela judicial do processo eleitoral deixando o Partido dos Trabalhadores de fora do debate.

Haddad e Dilma na mira da Lava-Jato

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Como costuma acontecer desde 2014, quando as eleições se aproximam, a força-tarefa da Lava Jato, que andava meio sumida, voltou com tudo nesta sexta-feira - contra o PT, é claro.

Sem fatos novos, requentaram uma delação de Monica Moura, aquela moça que masca chicletes quando é presa, mulher de João Santana, o ex-marqueteiro do partido.

Não por acaso, os alvos agora são os principais líderes do PT nesta disputa eleitoral: Fernando Haddad, que substitui Lula na campanha presidencial, e Dilma Rousseff, a ex-presidente que lidera a com folga a corrida para o Senado em Minas Gerais e fez Aécio Neves desistir de enfrentá-la.

Números dos debates na Band e no PT

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

O debate de ontem, realizado na Band, teve parceria com o Google, que disponibilizou ferramentas para se identificar os principais interesses dos internautas.

O candidato mais procurado no sistema de buscas do Google foi, de longe, Jair Bolsonaro, com 70%.

Ciro Gomes veio em segundo, com 12%.

Os outros candidatos ficaram todos abaixo de 5%.

Alckmin e Bolsonaro: os escudeiros de Temer

Por Cristiane Sampaio, no jornal Brasil de Fato:

Atuais adversários no campo político-eleitoral, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), ambos pré-candidatos à Presidência da República pelas suas legendas, tentam se descolar da figura do presidente golpista Michel Temer (MDB), que amarga baixos índices de popularidades.

Os três, no entanto, estão situados em espectros políticos semelhantes quando se observa, por exemplo, o comportamento dos partidos a que pertencem Alckmin e Bolsonaro, especialmente em temas econômicos.

Mídia usa censura contra Lula

Por Dayane Santos, no site Vermelho:

Luiz Inácio Lula da Silva foi impedido de participar do primeiro debate com os presidenciáveis realizado nesta quinta-feira (9), pela Band. Após visita ao ex-presidente, Fernando Haddad, seu porta-voz e candidato a vice na chapa (PT-PCdoB), disse que o desejo de Lula é participar dos debates.



Ainda sobre o debate da Band

Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil:

O debate de anteontem na TV Bandeirantes, além de enfadonho e morno, serviu para mostrar o quanto esta eleição é esdrúxula.

Suas regras permitiram a caricata participação do cabo Daciolo, que fez até o Bolsonaro parecer menos obtuso.

Ou foi ele que, vendo-se no espelho, acionou o moderador verbal, em sinal de que, quando quer, sabe se conter.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

O maior fakenews é o fantasma do fakenews

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

O país tem imensa dificuldade em analisar fenômenos novos, de ruptura. Há uma emulação atrasada das discussões que ocorrem nos grandes centros, com pouca análise e enorme vontade de protagonismo por parte de autoridades.

É o que explica as manifestações virulentas do Ministro Luiz Fux – um penalista no sentido mais restrito do termo – ameaçando com o fogo do inferno os geradores de fakenews, apresentado por ele como a última grande ameaça à democracia. Fux convocou Ministério Público Federal, Polícia Federal, Gabinete de Segurança Institucional para a grande frente destinada a fazer busca e apreensão nas casas dos geradores de boatos, antes que eles fossem divulgados. Ou seja, instituir a censura prévia.

Atentado na Venezuela e o silêncio cúmplice

Por Álvaro Verzi Rangel, no site Carta Maior:

A Assembleia Constituinte venezuelana aprovou a prisão e juízo dos deputados Julio Borges e Juan Requesens, por sua vinculação ao atentado terrorista contra o presidente Nicolás Maduro. Paralelamente, o chanceler Jorge Arreaza e o promotor-geral Tarek William Saab, apresentaram ao encarregado de negócios dos Estados Unidos na Venezuela, James Story, provas e evidências sobre a tentativa de magnicídio.

A arte de fazer política no terremoto

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Chama atenção a quantidade de gente bem-intencionada a vociferar nas redes sociais contra a engenhosa e complexa costura política feita por Lula e pela cúpula do PT que culminou na chapa tríplice Lula-Haddad- Manuela D’Ávila.

As críticas, algumas com um descabido nível de ferocidade, vão da preocupação com o esvaziamento da candidatura de Lula a discordâncias de mérito em relação ao nome do ex-prefeito de São Paulo, passando por manifestações de solidariedade a Ciro Gomes por ter ficado de fora do acordo que envolveu PT, PCdoB, PROS e PCO, além da neutralidade do PSB na eleição presidencial.

Moro é o Posto Ipiranga de Alvaro Dias

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

A nota de Sergio Moro sobre o “convite” de Álvaro Dias para o ministério da Justiça, lançado no debate da Band, é dúbia, para utilizar um eufemismo.

“Reputo inviável no momento manifestar-me, de qualquer forma e em um sentido ou no outro, sobre essa questão, uma vez que a recusa ou a aceitação poderiam ser interpretadas como indicação de preferências políticas partidárias, o que é vedado para juízes”, diz.

Não foram poucas as situações em que Moro facilitou “interpretações de que preferências políticas partidárias”. Bastam as fotos com tucanos em convescotes.

Manipular ou libertar, eis a questão

Por Pedro Alvas Cardoso, na revista CartaCapital:

Fernando Haddad concedeu à Folha de S. Paulo uma entrevista na qual falou sobre a mídia e as concessões públicas de rádio e tevê.

Ele fala do envolvimento promíscuo desses meios de comunicação com o mundo político-partidário e defendeu uma regulação, por causa de sua concentração tanto vertical quanto horizontal.

Segundo Haddad, o controle é necessário para garantir seu pluralismo e liberdade de expressão. A entrevista acontece no momento em que a Editora Abril, dona da Veja, revista vinculada às elites políticas de direita e extrema-direita, está em processo falimentar.