sábado, 19 de janeiro de 2019

O filho de Bolsonaro e o estado de direito

Editorial do site Vermelho:

A decisão açodada do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a investigação das irregularidades de Flávio Bolsonaro, senador eleito pelo Partido Social Liberal (PSL) do estado do Rio Janeiro e filho do presidente da República Jair Bolsonaro, tem sentido mais político do que jurídico. Até agora não se conhece o embasamento da decisão do ministro, mas se sabe muito bem quais são as acusações que pesam contra o beneficiado. Nessa equação, existem um fato determinado e uma ação que, protegida pelo segredo de Justiça da sua tramitação, tem a aparência de casuísmo.

Armas de fogo, violência e gastos na saúde

Por Alexandre Padilha, no site Carta Maior:

Em 2002, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou o primeiro “Relatório Mundial sobre violência e saúde”, com a intenção de apresentar uma resposta global à violência e tentar tornar o mundo um lugar mais seguro e saudável. Naquela época, mais de 1,6 milhão de vidas eram perdidas por ano em razão desse problema. Esse trágico estado exigia um esforço urgente das nações para o enfrentamento e compreensão do tema.

Moro abraçou governo idiocrático e corrupto

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Dá para ouvir o grito da torcida nos estádios, daquela gente valorosa que lutou contra a corrupção e jurava que nossa bandeira jamais será vermelha: “Ô, Moro, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!”

Vai ficando claro como as lágrimas de Santa Teresinha que o ex-juiz da Lava Jato se meteu na maior fria de sua carreira e pode tê-la abreviado por causa de sua ambição desmedida.

Em apenas 18 dias, o governo Bolsonaro se mostrou um lixo em todos os sentidos.

Onyx garfou 200 mil de fabricante de armas

Por Vitor Nuzzi, na Rede Brasil Atual:

Defensor do decreto que facilitou a posse de armas, com direito a uma inusitada comparação com o uso de liquidificadores nas residências, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, recebeu, em duas campanhas eleitorais, um total de R$ 200 mil da Taurus, principal fabricante do produto no país, entre revólver, rifles, carabinas, espingardas e submetralhadoras – a empresa também produz capacetes para motociclistas. Os dados constam das prestações de contas à Justiça Eleitoral. No ano passado, as doações passaram a ser restritas a pessoas físicas.

Bolsonaro perde força nas redes sociais

Por Renato Rovai, em seu blog:

As redes políticas viveram um dia agitado ontem. Logo cedo o presidente capitão cuidou de tentar pautá-las divulgando uma lista das empresas e dos países que mais receberam empréstimos do BNDES nos governos Lula e Dilma como se fosse informação nova.

A lista apresentada já estava à disposição do respeitado público desde 2017. Depois veio uma nova delação de Palocci, agora com motoristas e dinheiro vivo. E via Jornal Nacional mais lenha na fogueira do caso Queiroz e família Bolsonaro, com depósitos no total de R$ 96 mil em um mês na conta do filho senador.

Armai-vos uns aos outros

Por José Barbosa Junior, no site Jornalistas Livres:

O presidente da República Fundamentalista de Vera Cruz (antigo Brasil – porque agora nada pode ser vermelho), decretou nesta terça-feira algumas flexibilizações na Lei que regulamentava a posse de armas, o que, na prática, significa que ele liberou geral. A proposta anterior, de no máximo duas armas por cidadão, passou para quatro armas, sendo liberadas outras mais, conforme a necessidade apresentada pelo futuro portador.

Palocci e as manchetes caluniosas

Do site Lula:

A Lava Jato tem quase 200 delatores beneficiados por reduções de pena. Para todos perguntaram do ex-presidente Lula. Nenhum apresentou prova nenhuma contra o ex-presidente ou disse ter entregue dinheiro para ele. Antônio Palocci, preso, tentou fechar um acordo com o Ministério Público inventando histórias sobre Lula. Até o Ministério Público da Lava Jato rejeitou o acordo por falta de provas e chamou de “fim da picada”.

A doutrina de choque de Donald Trump

Seis lições sobre a guerra às drogas

Por Johann Hari, no site The Intercept-Brasil:

No Brasil atual, as pessoas estão ou inspiradas ou apavoradas com a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência – e, para entender o que pode acontecer em seu governo, eu acredito haver uma história que deve ser explorada antes, porque essa é a única forma de enxergar um futuro.

Nos últimos oito anos, viajei pelo mundo inteiro me informando sobre a guerra às drogas (e as alternativas à guerra às drogas) para o meu livro “Na fissura: uma história do fracasso no combate às drogas”, recém-publicado pela Companhia das Letras. Estive em lugares com as políticas mais brutais em relação a usuários, dependentes e traficantes de drogas (como o Vietnã, o norte do México e os Estados Unidos); e fui a lugares que descriminalizaram todas as drogas (Portugal) ou as legalizaram (o estado do Colorado, Uruguai e Suíça). Há seis lições desta guerra global que explicam a ascensão de Bolsonaro – e o que acontecerá se ele fizer tudo o que prometeu durante sua campanha eleitoral.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

As novas mentiras de Palocci

Do site de Dilma Rousseff:

A propósito das supostas novas declarações do senhor Antônio Palocci, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff registra:

Mais uma vez, o senhor Antônio Palocci mente em delação premiada, tentando criar uma cortina de fumaça porque não tem provas que comprometam a idoneidade e a honra da presidenta Dilma.

É fantasiosa a versão de que ela teria “dado corda” para a Lava Jato “implicar” Lula. Isso não passa de uma tentativa vazia de intrigá-la com o presidente Lula.

Suas senhas também foram devassadas?

Por Marianna Braghini, no site Outras Palavras:

Esta semana o especialista em cibersegurança, Troy Hunt, revelou em seu blog a existência do maior vazamento de senhas de que se tem conhecimento em toda história. Uma coleção de arquivos com mais de 770 milhões de endereços de e-mail e senhas – de múltiplos sites e plataformas — foi postado em um fórum online. O nome do arquivo dá a entender que foi só o primeiro: Collection #1, foi o título escolhido pelo responsável pelo vazamento das informações. O arquivo foi disponibilizado por uma plataforma conhecida de downloads: o Mega (antigo megaupload).

Apoio a Bolsonaro despenca como previsto

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Só quem não entende nada de política não sabia que era questão de muito pouco tempo para a aprovação de Bolsonaro virar pó. E virou. Ele já tem a pior aprovação de um presidente no primeiro mês de mandato. E perde de lavada de Lula no primeiro mês de seu governo. A queda de Bolsonaro em relação à expectativa de seu governo é gigantesca.

Nada mais antipovo que o mercado financeiro

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Deparar com gente de esquerda que encara as oscilações da bolsa, do dólar e do euro como parâmetros a serem levados a sério pela economia real chega a ser assustador. Que a mídia monopolista ceda espaços generosos para o mercado financeiro é plenamente justificável, afinal, bancos, fundos de investimento, corretoras de valores e as grande corporações que apostam também no mercado de capitais estão entre seus principais patrocinadores. Sem falar da afinidade ideológica, que faz dos grupos de mídia porta-vozes do rentismo.

Flávio Bolsonaro dá um tiro no pé

Por Brenno Tardelli, na revista CartaCapital:

Como se tornou público na última quinta-feira, 17, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux determinou em plantão a suspensão da investigação que apura movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, suposto motorista e assessor de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), eleito senador e filho de Jair Bolsonaro. A decisão vigora até o ministro relator do caso Marco Aurélio se pronunciar, o que deve acontecer após o fim do recesso.

O mundo dá 'bolo' a Bolsonaro em Davos

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Bolsonaro parte domingo para Davos, na Suíça, para permanecer quatro dias nos Alpes.

Tirando a fuga do verão brasileiro, ao que parece, o principal benefício do ex-capitão será o de escapar, por uns dias, do calor político que vê se acender à sua volta, com o excesso de escândalos e a falta de projetos.

Nunca antes na história do fórum da globalização a frequência foi tão apequenada. Emanuel Macron e Ângela Merkel, vizinhos, não vão. Donald Trump não apenas deixará de ir como acaba de cancelar até mesmo a presença de uma delegação dos EUA.

Flávio Bolsonaro liquida jogo de cena do STF

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Quando assume um novo presidente, o prazo e carência, perante a opinião pública, costuma ser de 6 meses. Jair Bolsonaro está a caminho de quebrar um recorde. Poucas vezes se viu uma família tão despreparada na arte de se tornar vidraça.

É evidente que, com mais de vinte anos frequentando o baixo clero, Bolsonaro se lambuzou com muitas práticas comuns à sua turma – que estão longe de alta corrupção, mas muito perto da noção de corrupção dos baixos eleitores. E também de seu maior avalista, as Forças Armadas.

A maneira como os Bolsonaro se enredaram no caso do motorista Queiroz caminha para se tornar um clássico na galeria das trapalhadas políticas.

Até o porta-voz de Bolsonaro é general

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Nos governos militares, que não deixaram saudade para os democratas, os porta-vozes e secretários de imprensa costumavam ser civis. Eram escolhidos entre jornalistas ou diplomatas.

Foi assim também nos governos pós-redemocratização.

Para se ter uma ideia, o secretário de imprensa do general Costa e Silva, aquele do AI-5, era meu amigo Carlos Chagas, um jornalista do maior respeito, comentarista político dos principais jornais e TVs do país.

É verdade que também tivemos Alexandre Garcia, aquele ex-Globo, como porta-voz do general João Figueiredo.

2019: o mínimo esperado

Por Wladimir Pomar, no site Correio da Cidadania:

Para vis­lum­brar os ce­ná­rios de 2019 será pre­ciso ter em conta, além da in­fluência dos dis­túr­bios inter­na­ci­o­nais e da caó­tica si­tu­ação na­ci­onal, as ex­pe­ri­ên­cias his­tó­ricas dos go­vernos fas­cistas. Neste caso, tanto os que gal­garam go­vernos e po­deres de Es­tado através de golpes quanto os que che­garam lá através de elei­ções, todos com­bi­nando mé­todos de ação de di­fe­rentes tipos.

Isto é, mé­todos pa­cí­ficos e bru­tais, le­gais e ile­gais, es­ta­tais e não-es­ta­tais, tendo em vista eli­minar os ini­migos, su­bor­dinar ou es­magar os ali­ados, e cul­minar com a ins­tau­ração de um sis­tema di­ta­to­rial sobre toda a po­pu­lação. Tempo que va­riou de al­guns poucos anos a mais de uma dé­cada, de­pen­dendo da ca­pa­ci­dade de re­sis­tência e de re­si­li­ência dos ini­migos in­ternos. Em al­guns casos o fas­cismo só fra­cassou ao tentar sub­meter ou­tros povos através da agressão ar­mada.

Violência contra jornalistas cresceu em 2018

Por Lu Sudré, no jornal Brasil de Fato:

Em um contexto político polarizado e repleto de tensionamentos, cresce cada vez mais a perseguição contra jornalistas no Brasil. É o que revela o relatório “Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil - 2018”, da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que será divulgado nesta sexta-feira (18). De acordo com o documento, casos de agressões aos profissionais cresceram 36% em 2018, em relação ao ano anterior.

O Fux de Flávio Bolsonaro saiu pela culatra

Por Jeferson Miola, em seu blog:                 

Quando da descoberta das falcatruas do Queiroz nos gabinetes dos Bolsonaro, o filho Flávio se esforçou para aparentar tranquilidade e mostrar-se convincente.

Ele disse que as explicações do Queiroz, que foram prestadas exclusivamente a ele em algum esconderijo onde o laranja da família continua escondido da polícia, da justiça e da mídia, seriam “bastante plausíveis” [sic].

Por razões que são óbvias, no intervalo entre o 1º e o 2º turno eleitoral, Flávio teve o privilégio de ser protegido pela Lava Jato quando foi executada a Furna da Onça; operação que levou à prisão 10 deputados colegas dele e vários assessores da Assembléia Legislativa do RJ que exerciam funções idênticas à exercida por Queiroz.