segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Fascismo, o regime da estupidez

Por Celio Turino

Há que fazer uma distinção entre fascismo e ditaduras militares. Ambos regimes são autoritários e repressores, mas sob o fascismo há uma base social de massa, que sustenta e impulsiona o regime, exacerbando preconceitos, violência e ignorâncias. O fascismo é o regime da estupidez.

Diferente do que acontece com regimes impostos por golpes militares clássicos, o fascismo vai se consolidando pela normalização de horrores e absurdos, testando a capacidade de resistência e tolerância dos setores democráticos e populares. E a cada recuo ele vai avançado, transformando suas bestialidades em senso comum.

Alvim, Bolsonaro e a perversidade alegre

Por Manuel Domingos Neto

Assisti na íntegra a "live" de Bolsonaro transmitida na véspera da demissão do nazista da cultura.

Além de Alvim, aparecem os ministros da Pesca e da Educação.

Certos lances me afetaram particularmente.

O entusiasmo do presidente com as propostas de Alvim foi gritante. Tive a certeza de que a substituição do nazista performático não significará a interrupção de sua obra.

Ao longo da sessão, Bolsonaro atacou diretamente o PT. A "live" ocorreu na biblioteca do Planalto, mas Bolsonaro parecia estar num palanque em véspera de eleição. Pareceu-me um evidente descumprimento de normas eleitorais. Fiquei pensando... Se os agredidos obtivessem direito de resposta poderiam exercê-lo gravando na mesma biblioteca, patrimônio público?

Petardos: Dallagnol virou garoto-propaganda?

Por Altamiro Borges

Perguntar não ofende-1: Após ganhar muita grana com suas palestras sobre a Lava-Jato, Deltan Dallagnol agora divulga a "escola de política" RenovaBR, que é financiada por celebridades midiáticas, entre elas o candidato global Luciano Huck, e expoentes da cloaca burguesa. Virou garoto-propaganda?

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Na semana passada, o procurador Dallagnol postou em seu Twitter elogios à iniciativa empresarial. "O curso do RenovaBR hoje é referência na preparação de futuros candidatos", bajulou o jagunço do powerpoint. Em 2018, a Renova elegeu 17 deputados. Agora tem a ajudinha do chefão da Lava-Jato


Petardos: Frota e Joice detonam Bolsonaro

Por Altamiro Borges

O deputado Alexandre Frota, o ex-bolsonarista que virou tucano, admitiu no sábado (18) pelo twitter que as artistas "tinham muita razão quando lançaram #EleNão. Um movimento autêntico e visionário que tentou nos alertar que estávamos fazendo a escolha errada. Estamos pagando pelo erro"

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No seu hilário arrependimento, Alexandre Frota ainda provocou os bolsonaristas hidrófobos e homofóbicos elogiando o gesto do ex-deputado Jean Wyllys em abril de 2016: "No fim estamos vendo que ele tinha razão quando cuspiu na cara do Bolsonaro"

domingo, 19 de janeiro de 2020

Racismo e abusos do McDonald's... nos EUA

O discurso e a prática nazista no governo

Tem nazistas no governo Bolsonaro

Quem foi Goebbels,a voz do nazismo

Guaidó tenta dar um golpe na TeleSur

O fenômeno Bernie Sanders nos EUA

O nazismo no ninho bolsonarista

Editorial do site Vermelho:

O rumoroso caso da demissão do secretário Especial da Cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim, é apenas a ponta de um enorme iceberg. Ao fazer apologia do nazismo, citando palavras do marqueteiro do regime de Adolf Hitler, Joseph Goebbels, ele levantou, com razão, uma onda de indignação que atravessou oceanos e transcendeu ideologias.

Um ponto que precisa ser ressaltado, antes de tudo, é a opção do presidente Jair Bolsonaro de nomeá-lo para um cargo com status de ministro. Foi um ato regido por afinidade ideológica. Não é concebível acreditar em desconhecimento das opções do nazista, conferível, senão por palavras, por suas práticas. Alvim não era um estranho no ninho.

Moro perdeu batalha para o presidente da OAB

Por Moisés Mendes, no Diário do Centro do Mundo:

Não prosperou a intenção do Ministério Público Federal de Brasília de tomar as dores de Sergio Moro e tentar processar o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.

No ano passado, Moro telefonou para autoridades amigas para dizer que iria destruir as provas de conversas encontradas com os hackers que grampearam a Lava-Jato.

Que ficassem tranquilos, porque todos os citados nas conversas, e que não estavam sob investigação, seriam protegidos pela decisão do ex-juiz de eliminar as provas. Claro que o ex-juiz estava tentando fazer o que qualquer Weintraub sabe que ele não poderia, que aquilo era crime.

Falta demitir quem nomeou o nazista Alvim

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

De onde surgiu esse Roberto Alvim, nomeado por Jair Bolsonaro para a secretaria especial de Cultura, que virou uma subpasta do Ministério do Turismo, aquele do laranjal?

Ele não saiu do nada, não foi colocado lá pelos “comunistas”, não houve um engano de pessoa.

Era a pessoa certa, no lugar certo, para implantar os sinistros planos do governo para destruir a cultura nacional e acabar com a liberdade de expressão.

Não adianta nada demitir sumariamente esse sujeito travestido de Joseph Goebbels, o teórico do nazismo, se os outros todos, a começar pelo presidente e seus generais, pensam como ele.

Alvim apenas cometeu o crime de anunciar publicamente, com todas as letras, o ideário do governo para a cultura, gestado no laboratório de Olavo de Carvalho, o guru no neonazismo brasileiro que chegou ao poder.

Nosso Hitler é a agenda de Guedes

Por Marcelo Zero, no blog Viomundo:

A demissão sumária do explicitamente nazista Alvim, nulidade intelectual plagiadora de Goebbels, pode ter dado a impressão de que o governo Bolsonaro não compartilha do ideário nazifascista.

Engano crasso. O inacreditável ex-secretário de cultura não diverge do bestiário fascista que é o governo do capitão.

Ele foi colocado à frente da pasta da cultura justamente para cumprir com a agenda nazistoide de promover uma suposta “cultura nacional” pura e reprimir quaisquer manifestações culturais divergentes.

Ele citou Goebbels porque a agenda cultural do capitão é a mesma do ministro nazista da propaganda.

O dilema de Regina Duarte

Por Fernando Brito, em seu blog:

Há muita coisa no caminho de Regina Duarte se escolher aceitar o convite de Jair Bolsonaro.

E as mais sérias não são perder o salário da Globo – e aos 72 anos e em ocaso, depois never more – e receber os estigmas dos quais ela já mostrou não se preservar.

O problema será o que fazer com os “bolsoboys e bolsogirls” que Roberto Alvim, com carta branca de Jair Bolsonaro, instalou em mais de um dezena dos braços operacionais da Secretaria de Cultura.

É uma turma que será defendida pela matilha com unhas e dentes – ou garras e presas, para expressar melhor – e que considera cada posto uma colina conquistada em sua guerra fundamentalista, cristão ou evangélica – na qual devem manter fincada a bandeira de sua Cruzada, de sua guerra “santa”.

Alvim foi derrubado, mas projeto permanece

Por Paulo Moreira Leite, no site Brasil-247:

A queda espetacular de Roberto Alvim não deve produzir ilusões.

Se a permanência do Goebells tropical no ministério tornou-se insustentável, o projeto que pretende modelar a cultura brasileira por princípios inaceitáveis, típicos do nazismo, não foi revogado e deve ser combatido com o mesmo ardor.

Isso quer dizer que, após celebrar a queda de um fanfarrão perigoso, será necessário compreender e denunciar o Premio Nacional das Artes, no qual o governo Bolsonaro pretende gastar R$ 20 milhões para amaciar a rejeição corajosa, admirável, de um dos principais polos de resistência a seu governo, aquele universo onde se encontram os mais influentes artistas e intelectuais brasileiros.

Os resistentes da Casa de Rui Barbosa

Por Léa Maria Aarão Reis, no site Carta Maior:

"Para mudar um regime político é preciso antes destruir a sociedade", diz o mantra cunhado pela empresa Cambridge Analytica e seus mentores, entre eles o pernicioso neofascista americano Steve Bannon, consultor informal do atual presidente do Brasil. E é a isto que se dedica, há um ano, o governo do país, cujo avanço mais recente, numa área de grande importância estratégica, a da Cultura, se deu esta semana, com a efetivação vergonhosa de uma autora de telenovelas ordinárias no cargo de diretora da Fundação Casa de Rui Barbosa, em Botafogo, no Rio de Janeiro.

O bloqueio dos EUA e a resistência de Cuba

Por Emiliano José, na revista Teoria e Debate:

Passei treze dias em Cuba. De 4 a 17 de dezembro do ano passado. Havia estado lá em novembro de 2018, por conta própria e final de janeiro de 2019, a convite do governo cubano para participar da IV Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo. E voltei agora. Nem estava atento ao 41º Festival Internacional do Novo Cinema Latino-americano, de 5 a 15 de dezembro. Pude assistir Marighella, no cine Yara lotado, 1200 pessoas gritando “Fora Bolsonaro” durante a fala de Wagner Moura, antes da exibição do filme. Vi o Tropicana, o Buena Vista, espetáculos de primeira grandeza. Vimos, Carla, minha mulher, eu e a amiga, Eleonora muita coisa, tudo muito intenso. É Cuba.

Os gastos em Porto Alegre com propaganda

Por Jeferson Miola, em seu blog:

Ao se beneficiar da farra milionária das verbas publicitárias da Prefeitura de Porto Alegre, o Estadão dedicou um apologético editorial à Administração tucana em Porto Alegre. No editorial O exemplo de Porto Alegre, o prefeito Marchezan Júnior [PSDB] afirmou que “[…] acabamos com gasto em publicidade e revisamos todos os contratos terceirizados”.

Esta declaração do prefeito não tem aderência na realidade. É, evidentemente, uma informação de quem inventa um mundo paralelo e sem compromisso com a verdade. Além de não acabar com os gastos em publicidade, Marchezan Júnior multiplicou por muitas vezes tais despesas no comando da Prefeitura de Porto Alegre [PMPA].

O desmonte da Casa de Rui Barbosa

Por Roberto Amaral, em seu blog:

Escrevo sobre a mais recente agressão do governo à inteligência: a razia que desmontou a área de pesquisa da Fundação Casa de Rui Barbosa, um dos mais importantes centros de produção de conhecimento do país, que, pelo respeito à sua excelência, até aqui vinha passando incólume pelas turbulências da tragédia política brasileira, sobrevivendo mesmo ao mandarinato militar, à aventura Collor de Mello e ao golpe de Temer e seus cúmplices.