quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Lula e o Centro Includente

Charge: Benett

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, no site da Rede Estação Democracia (RED):

Empolada em seu inglês dos tempos vitorianos, a revista The Economist desfia sabedorias a respeito das eleições brasileiras. A citação é um tanto longa, mas necessária:

“Lula continua sendo o favorito, até porque o senhor Bolsonaro repele muitos eleitores. Ele é um populista trumpiano, que mente tão facilmente quanto respira e imagina conspirações em todos os lugares. Ele não faz nenhum esforço para impedir a destruição da floresta amazônica. Sua manipulação de covid-19 foi vergonhosa. Seu círculo se sobrepõe ao crime organizado. Ele mina as instituições, desde a Suprema Corte até a própria democracia. Ele sugere que a única maneira de perder a eleição é se for fraudado, e que ele não aceitará nenhum resultado, exceto a vitória. Ele incita abertamente a violência. Em uma pesquisa recente, quase 70% dos brasileiros disseram temer danos físicos por causa de suas opiniões políticas.

Lula pode ampliar vantagem no Nordeste

Coletiva da Frente Ampla Brasil da Esperança

Lula quer ampliar a frente ampla

O imperialismo e a Lava-Jato

O que esperar do segundo turno?

Bolsonarismo põe cristãos contra Lula

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Povo nas ruas para garantir a vitória de Lula

Os apoios para o segundo turno da eleição

Conservadorismo é uma coisa; fascismo é outra

Charge: Duke
Por Bepe Damasco, em seu blog:

Diante da consagração nas urnas de destacadas figuras do bolsonarismo, que vão de gente com as mãos sujas de sangue, como é o caso do general Pazuello, até uma penca de milicianos e mercadores da fé, passando por toda sorte de inimigos do regime democrático, os comentaristas da GloboNews, na noite deste domingo, dedicaram um bom tempo ao debate sobre as causas e consequências da permanência, em 2022, da onda conservadora de 2018.

O voto evangélico não pode ser perdido

Foto: Ricardo Stuckert
Por Fernando Brito, em seu blog:

Análise após análise do resultado das eleições, há um fator que deve merecer toda a atenção e que, até agora, mereceu apenas algumas leves menções.

Admitindo que as pesquisas subestimaram os resultados de Jair Bolsonaro, não será exagero dizer que ele teve de 25 a 30 pontos acima de Lula no eleitorado evangélico, algo como 25 a 30% da população.

Uma percentagem sobre a outra, isso dá, por baixo, uma vantagem ao fascista de 6% do eleitorado nacional, muito mais que a votação de Simone Tebet e Ciro Gomes. Por cima, mais que a dos dois somados.

Não deixar que essa deformação das eleições pela orientação religiosa cresça e até diminuí-la tanto quanto possível é essencial para enfrentarmos o 2° turno.

A ultradireita contra a Arca de Noé

Charge: Aroeira
Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Estamos em estado de choque, leitor. Começo este artigo na noite de domingo, dia do primeiro turno. Tinha um outro artigo, praticamente pronto, para publicar na segunda-feira seguinte, intitulado “O terceiro turno”, no qual fazia considerações sobre a pretensão do poder econômico-financeiro de colonizar o futuro governo Lula. Um resumo chegou a ser publicado na revista Carta Capital. A versão completa foi, porém, engavetada para uma ocasião mais oportuna, por motivos óbvios.

A bolsonarização do Brasil e do Congresso

Charge: Gilmar
Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:


Vimos todos que o bolsonarismo é maior do que o imaginado e o mensurado pelos institutos de pesquisa. Que a vitória de Bolsonaro em 2018 não foi fenômeno sazonal produzido pela demonização da política e o antilulopetismo, filhos da Lava Jato. O resultado do primeiro turno nos mostra também que o bolsonarismo entranhou-se e deitou raízes mais fundas na sociedade brasileira, e que agora chegou ao Congresso a polarização entre a esquerda e a extrema direita, reduzindo a força da direita fisiológica, que de resto continuará servindo a Bolsonaro, na hipótese tenebrosa de sua reeleição.

Para alcançar 2023, focar na 'pauta do povo'

Charge: Serko
Por Paulo Kliass, no site Outras Palavras:

A apuração dos resultados do primeiro turno das eleições aponta para um conjunto de surpresas a respeito do comportamento dos eleitores em comparação com aquilo que era projetado pelas pesquisas de intenção de voto. É bem verdade que os números finais e nacionais para o Presidente da República confirmaram a tendência de que Lula chegasse à frente de Bolsonaro, faltando apenas 1,5% para que não houvesse mais necessidade de um segundo turno para a definição do próximo ocupante do cargo.

Mobilização total para eleger Lula

Foto: Ricardo Stuckert
Do site da CTB:

Em reunião realizada no dia 4 de outubro de 2022 a Direção Executiva Nacional da CTB debateu a conjuntura e aprovou a seguinte resolução política:

1- O pronunciamento das urnas no último domingo, 2 de outubro, significa uma grande vitória para o candidato das forças progressistas, cujo adversário teve a seu favor o orçamento secreto e o poder
governamental, que usou de forma despudorada e ilícita, ao lado da campanha de calúnias e Fake News nas redes sociais. O primeiro turno acentuou a polarização política do país entre as forças democráticas e de esquerda e a extrema direita;

PDT declara apoio a Lula no segundo turno

Reprodução do Twitter
Da revista Fórum:

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, revelou em coletiva realizada nesta terça-feira (4) que o seu partido, de maneira unânime, vai apoiar a candidatura de Lula (PT) no segundo turno da disputa presidencial.

A decisão foi tomada pela direção executiva do partido em reunião que contou com a participação de Ciro Gomes, que disputou o pleito nacional pelo PDT e terminou em quarto lugar com 3% das intenções de votos.

“Toda a executiva nacional do partido, mais os presidentes estaduais, deputados, decidimos de forma unânime apoiar a candidatura mais próxima de nós, que é a do Lula. Nós estamos chamando de a candidatura 12+1", brincou Lupi.

O Brasil sob a névoa da guerra

Taguatinga Norte (DF), 02/10/22
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Por Cristina Serra, em seu blog:


No cenário de águas turvas que as pesquisas de opinião não conseguiram captar completamente, o eleitor deu seu recado e o retrato do Brasil que sai das urnas neste primeiro turno não é bonito.

É verdade que Lula mantém capacidade extraordinária de liderança, a despeito do imenso investimento das forças de direita e de extrema direita para desconstruir sua trajetória desde a Lava Jato. Mas o patamar de votos de Bolsonaro zera completamente o jogo. Na guerra, é uma oportunidade de ouro.

A dianteira de Tarcísio de Freitas, em São Paulo, e as eleições para governador no Rio de Janeiro e em Minas Gerais reforçam as trincheiras de Bolsonaro. A eleição de figuras que simbolizam tudo o que seu governo fez de mais cruel (Pazuello, Salles, Damares, Tereza Cristina, Mário Frias, Mourão etc) também diz muito sobre um Brasil medonho e que é dolorosamente real.

Precisamos conversar sobre as eleições

Charge: Pataxó
Por Maria Inês Nassif, no site Viomundo:


Dificilmente os processos históricos são interrompidos por uma explosão. Para superar o momento traumático que vivemos, é preciso erigir solidamente um movimento que a ele se oponha, e com força para superá-lo.

É preciso construir uma contraposição dialética à destruição, a um momento movido pela irracionalidade do eleitor.

Esse movimento de oposição ao fascismo tem que se mostrar sólido em seus alicerces e capaz de oferecer segurança às multidões que aderiram ao individualismo como forma de proteção contra o caos e a insegurança.

Isso explica a impossibilidade de eliminar o bolsonarismo com uma simples banana de dinamite.

Vai ser preciso muito mais do que uma explosão, porque o bolsonarismo é uma construção histórica – e contra ele apenas vencerá a consolidação, no seu outro lado, de uma construção histórica democrática e antifascista.

Os 5 mandamentos da campanha de Lula

Foto: Ricardo Stuckert
Por André Cintra, no site Vermelho:


Após conquistar um recorde de 57,2 milhões de votos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para “ir a campo” e impulsionar sua campanha no segundo turno. O embate inicial nas urnas, neste domingo (2), terminou com uma vantagem de 6,1 milhões de votos de Lula sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL). É a primeira vez que um candidato a reeleição ao Planalto termina o turno inicial em segundo lugar.

Apesar da desvantagem, Bolsonaro parece desconfortável com a urgência de pleitear adesões à sua candidatura. Ainda no domingo, em bate-papo com apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada, ele destratou as presidenciáveis Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil) com apelidos pejorativos. À imprensa, minutos depois, o presidente sublinhou que a prioridade é ter o apoio do governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Ânimo! Vamos ganhar as eleições!