segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A queda do tucano José Serra

Por José Dirceu, em seu blog:

O candidato tucano a prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB-DEM-PSD) só cai. Não, não me refiro aquele skate que ele tentou andar e quase caiu. É nas pesquisas mesmo, na preferência do eleitorado, que a candidatura dele está igual rabo de cavalo, só cresce para trás. Crescer mesmo, só seus índices de rejeição.


José - que disputa a prefeitura paulistana pela 4ª vez - já teve 35%, 31% e 30% pelo Datafolha. Com este último índice, inclusive, ele chegou ao empate técnico com o candidato do PRB, ex-deputado Celso Russomano que tinha 26% no mesmo levantamento da Folha de S.Paulo.

Agora, no Ibope divulgado na 6ª pp. José ficou com 26% e Russomano 25%. Empate mesmo, não só técnico. A pesquisa irritou o candidato tucano que foi ríspido com os jornalistas que o questionaram no fim de semana. "Não tenho nada a declarar. Se não, viro analista de pesquisa", respondeu José inicialmente. Depois ainda remendou: "Está dentro da margem de erro".

José só cresce na rejeição: já chegou a 37% pelo Datafolha

Também não tinha como ser diferente. Os grupos políticos do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que teoricamente o apoiam, e do prefeito da capital, Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB até refundar o PSD no ano passado), seu principal apoiador, não se entendem.

Para piorar a situação, José não conseguiu unificar o partido e os candidatos que derrotou na prévia de escolha do candidato dia 25 de março passado estão fora da campanha. Vejam o paradoxo: a situação do governador Alckmin é boa, mas ele não o candidato tucano apoia de fato; e a do prefeito Kassab, que sustenta a candidatura é muito ruim, a administração kassabista é desaprovada por 80% da população paulistana.

É aí que se criam situações como esta: José pode falar o que quiser sobre o transporte público na cidade, que ele e Alckmin fizeram e aconteceram, investiram na área, aplicaram R$ 10 bi... a realidade e os fatos o dementem e o derrotam.

Ninguém acredita, até porque vive na pele e no dia a dia a realidade. Idem com relação à segurança e à saúde pública. Aliás, este um assunto que, apesar de seus notórios vínculos com a área, José escondeu, praticamente não tratou no 1º debate desta campanha na Rede Band na semana passada. Por que será?

2 comentários:

  1. antonio barbosa filho6 de agosto de 2012 às 15:26

    José Serra parte sempre do patamar que o DataOtavinho lhe dá. Em 2008, durante a campanha municipal, aquele instituto-amigo inventou que ele teria 40% dos votos, com DOIS ANOS de antecedência! Isso não é pesquisa, é profecia...
    Agora ocorre o mesmo: a Folha deu-lhe 30% (redondos, outra vez) com quase um ano de antecedência. Esses números mágicos viram um patamar, ajudam a arrecadar doações, e justificam o espaço que a mídia lhe dá a cada uma de suas inúmeras aventuras eleitorais.
    Nem isso, porém, consegue esconder o fato: Serra perde para si próprio, tal a sua rejeição, esta sim crescente. Triste fim de carreira.

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  2. O Zé Serra não está dentro da margem de erro que se diz estar. O Zé Serra é o próprio erro dele mesmo e do tal do PSDB em dar crédito para ele.Deviam ensinar mesmo ele andar de skate e dar pra ele um sem freio pra ele ir ladeira a baixo na paulista.... Pô eu não aguente ver o Serra no Skate a as maldades que fizeram com ele substituindo skate por um vaso sanitário. A impressão é fantástica. Dá vontade de puxar a descarga!...

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