sábado, 18 de agosto de 2012

Alckmin e a jogada da Folha

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por José Dirceu, em seu blog:

O que deu na seara tucana de voltar a insinuar, agora, que o governador Geraldo Alckmin (PSDB), é de novo candidato a presidente, em 2014, depois de ter concorrido ao Palácio do Planalto em 2006 e ter sido derrotado pelo presidente Lula?

Só pode haver uma explicação já que vi toda a entrevista dele à Folha de S.Paulo (publicada 6ª feira) e o Geraldinho não afirmou nem uma vez que será candidato: uma bela e armada jogada, já que José Serra, agora, apressou-se em dizer que o apóia e assim ficará os quatro anos na prefeitura. Pelo menos é o que José quer, mais uma vez, passar ao eleitor.

Para ele, pode valer a tentativa. Mas um problema é que não adianta, o eleitor não acredita. Ainda ontem, quando andou em trem de subúrbio - e foi aconselhado a andar no horário de rush, pra ver quando o bicho pega - José foi interrogado por um eleitor: "quer se eleger para abandonar de novo a Prefeitura?".

Ninguém acredita em José e nada indica que ele vá ganhar

Outro problema é que nada indica que José vá ganhar este ano. Pelo contrário, ele continua em queda nas pesquisas, como demonstrou o IBOPE da última 6ª feira. Subir mesmo só sua taxa de rejeição que chegou a 37%.

Assim, salvo a jogada para José Serra sair rapidamente apoiando a candidatura presidencial de Alckmin em 2014 na tentativa de passar aos eleitores que caso se elegesse ficaria quatro anos na prefeitura, o resto é pura encenação.

Oposição e tucanos falavam no governador tucano de Goiás, Marconi Perillo como presidenciável em 2014, o que virou um acinte agora, depois de provada a ligação de todo o governo do PSDB goiano com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Beto Richa, Antônio Anastasia? Não, Aécio ou Serra

Já falar sobre o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) como presidencial tucano em 2014, como fez Alckmin na entrevista, nem vale a pena comentar. Idem para sua referência ao governador de Minas, Antônio Anastasia. Do jeito que a coisa está e pelo andar da carruagem, Anastásia nem o sucessor deve fazer...

Assim, o candidato da oposição em 2014 ao Planalto será o senador Aécio Neves (PSDB-MG) - que quem "plantou" a notícia na Folha não se esquece de dizer que "não empolga os tucanos" - ou José Serra pela 3ª vez (foi e perdeu em 2002 e em 2010). No caso deste, mesmo que tenha de sair por outro partido, dependendo da conjuntura de 2014.

Assim, por mais voltas que Alckmin tenha dado na entrevista à Folha e que os desdobramentos desta também tenham dado, o objetivo queiram ou não é o de ajudar José Serra. Que rapidamente já afirmou que apoia Alckmin e portanto fica na prefeitura. Em outras palavras, correu para obter os dividendos políticos que se propunha com a entrevista.

4 comentários:

  1. Simples... José Serra não se elegerá prefeito de São Paulo, sairá do PSDB e se filiará ao PSD e se lançará candidato a Presidência em 2014. Ressalto que ele fará isso seja lá qual for o resultado das eleições municipais. Se ganhar, deixará a prefeitura mais uma vez pra tentar alcançar seu grande objetivo e único objetivo verdadeiro, a presidência da república. Vai sonhando José!

    ResponderExcluir
  2. Realmente, a coisa está feia, a que ponto o Zé renunciante chegou?

    Coitado dos tucanos quando o Lula começar a aparecer com o Haddad e Patrus pelas ruas dessas duas capitais e tantas outras desse pais. O estrago será tão feio que a sistema JUDICIÁRIO brasileiro terá a contra-gosto sua reforma.

    Teria pena do Zé Alagão se ele não tivesse feito tanta maldade ao povo brasileiro, principalmente aos paulistas.
    Vai Zé, descanse em paz porque depois de 2013 nenhum tucano toma mais o poder. Não é a toa que o ano do enterro será 2013, até os astros conspirando contra os X9 dessa patria.
    Que a terra lhe seja leve

    ResponderExcluir
  3. antonio barbosa filho19 de agosto de 2012 às 17:45

    Não me pareceu que o Alckmin ensaiou este lance para dar a chance ao Serra de anunciar compromisso com a Prefeitura por quatro anos (na hipótese altamente improvável de vencer). Ao contrário, entendi que Geraldinho quis mesmo estreitar o espaço de Serra, que o traiu vergonhosamente em 2008 e, além disso, representa um peso para o PSDB com seu personalismo que não respeita companheiros, aliados, amigos ou quem seja.
    Pelo que sei, Alckmin está apoiando Serra apenas formalmente, justamente para não ser acusado de traidor do partido, o que inviabilizaria seu futuro. Difícil acreditar que um político nato, governador várias vezes (desde que substituiu Covas interina e definitivamente) não sonhe em ser presidente da República. Alckmin não está encerrando a carreira, ao contrário de Serra.

    ResponderExcluir

Comente: