sábado, 25 de maio de 2013

“Habeas corpus” para os boateiros?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Uma semana depois, confirma-se o óbvio: foi uma empresa de telemarketing que iniciou a onda de boatos sobre o fim do Bolsa-Família e levou a uma corrida pelos terminais de saque da Caixa.

A empresa é do Rio, está identificada e iniciou sua ação pelo Maranhão. A Polícia Federal fez o que era simples: pegou os dados da Caixa e viu por onde começaram os saques.
Portanto, há dolo e, logo, criminosos por trás do tumulto.

Como era óbvio.

Mas a Folha, hoje, adota a linha de que a vítima é quem tem culpa.

Diz que a Caixa liberou os saques antes do calendário e o dinheiro estava disponível.

Será que se quer insinuar que a Caixa providenciou uma corrida contra si mesma?

A Folha vai embarcar nessa?

Porque seria como dizer que “a mulher apanhou porque gosta de apanhar”.

O espírito de Nelson Rodrigues anda baixando em muita gente.

Aliás, o UOL, do grupo Folha, já havia criado o “segredo de multidões”, ao publicar que os milhares de sacadores “não queriam falar”, por medo, como souberam da notícia.

Só para imaginar: o que aconteceria se milhares de pessoas chegassem aos caixas eletrônicos movidas pelo terrorismo do fim do Bolsa-Família e não pudessem sacar seu dinheiro?

Isso ia ser maravilhoso para o Governo, não ia?

O “plano maligno” é assim: a Caixa libera o dinheiro e espalha a notícia de que “é hoje só, amanhã não tem mais”.

Era a “mulher de malandro”.

Ainda bem que agora temos a lei Maria da Penha…

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