sexta-feira, 5 de julho de 2013

Paulo Bernardo, o quinta-coluna

Por Bepe Damasco, em seu blog:

“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem." (Guimarães Rosa)

Endosso a sugestão do Renato Rovai, em artigo publicado em seu blog, recomendando o grande escritor mineiro para a presidenta Dilma neste momento.

O blogueiro acerta na na mosca também quando lembra que o confronto é inevitável, conclamando a presidenta para ir à TV e às ruas em defesa do plebiscito e das conquistas do seu governo contra a trairagem do PMDB e do Congresso. Mas quero acrescentar aqui outra providência essencial para superar a crise : uma ampla reforma ministerial. Que deve começar pela demissão do ministro das Comunicações, Paulo Quinta Coluna Bernardo, amigo das teles, da Veja e de O Globo.

Como diz CartaCapital, o ministro do plim-plim e do trim-trim. Sua entrevista às páginas amarelas da Veja, no auge das megamanifestações de junho, atacando os lutadores pela democratização da mídia no Brasil e a militância do PT foi a gota d'água. Não pode passar em branco uma destro provocação como aquela.Ainda mais partindo de alguém que já ostenta no currículo a interdição do debate sobre um novo marco regulatório para a radiodifusão no Brasil, sentando em cima do projeto elaborado pelo ex-ministro Frankilin Martins.

O mesmo lixo jornalístico que o "premiou" com o espaço nobre reservado aos seus cupinchas publicou na edição desta semana mais uma capa emblemática do tipo de jornalismo golpista e fétido praticado por ele: um precipício do qual despencam ratos e uma bandeira vermelha. O que deve ter passado na cabeça do "bom petista" (como Bernardo é tratado por Veja) ao se deparar nessa mesma edição com um militante de extrema direita e funcionário da Globo sendo mostrado como exemplo do "novo Brasil que emergiu das
ruas?"

Bobagem imaginar que o ministro possa ter se arrependido, afinal ele está longe de se deixar usar como uma espécie de inocente útil. Bernardo é um caso típico que quem já cruzou o Rubicão e se posiciona do outro lado da trincheira. Esperar o que de quem pensa como um neoliberal, imprime linhas de gestão conservadoras e excludentes, se perfila junto aos monopólios e esbanja preconceito contra seu próprio partido ?

Se o PT não tivesse sido arrastado pela avalanche da burocratização e se deixado contaminar pela praga do excesso de moderação institucional, seria o caso da instalação, na Comissão de Ética do partido, de um processo de expulsão do ministro.

No próximo post, volto ao tema reforma ministerial.

6 comentários:

  1. Miro,

    este é um caso para parafrasear a Camila Pitanga: "Dilma, demite. Demite, Dilma"...

    Leo Mendes Filho
    (Parauapebas/PA)

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  2. Brasileiro, o outro5 de julho de 2013 às 23:31

    Que vá para o quinto dos infernos e leve a digníssima senhora junto!

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  3. Esse sujeito é asqueroso. Todo seu comportamento é próprio dos 'quinta coluna'. Um verme. O PT precisa dar um basta nesses tipos. Há alguns outros que nem preciso citar. Nunca vi traição tão rateira, um silêncio tão vergonhoso como os de muitos deputados e senadores do PT. Depois põem a culpa de tudo em Dilma! Ela, por acso, decide tudo sem nenhum assessor?! Querem massacrá-la por ser mulher. Um dels é esse catingento do Paulo Bernardo. UM VELHACO!

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  4. Bom petista ou, usando o adjective que FHC gosta, seria melhor chama-lo de petista leniente?

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  5. Certíssimo! Esse sujeito já passou
    do tempo de sair.Aliás,eu nem sei
    porque entrou...Presidenta,por fa-
    vor! Despache-o o quanto antes,ele
    e Helena Chagas.Já não é sem tempo.
    Pelo bem de todos e felicidade ge-
    ral da Nação!!!

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  6. ulysses freire da paz jr.6 de julho de 2013 às 22:52

    Ideais elevados nunca precisaram de Quinta Coluna; esta, cumpriu sua missão crucificando Cristo e conspirando contra todos outros projetos de se humanizar a humanidade.

    Salvador Borrego, Joaquim Bochaca, Walter Luftl, James Bacque, Andrew Carrington Hitchcock, Robin de Ruiter, Léon de Poncins, Erich Ludendorff, Franz Six, Federico Wichtl .... e respectivas bibliografias, nortearam-se pela coerência em suas narrativas.

    Se "a verdade", segundo Friedrich Schiller, "embasa a paz e a justiça", a situação mundial hoje indica justamente o oposto.

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