terça-feira, 2 de setembro de 2014

A saída pela tangente de Aécio Neves

ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br
Por Flávio Tonelli Vaz

Ontem, 1 de setembro, Agripino Maia (DEM), um dos coordenadores da campanha tucana, já havia anunciado que a coligação PSDB/DEM apoiaria Marina em um eventual segundo turno, já que o Aécio está fora da disputa. Mas, essa tática evidencia o fim do projeto tucano/neoliberal. PSDB não representa mais uma alternativa de governo.

Hoje, esse balão de ensaio, se colar colou: para dissimular a derrota acachapante e retirar o PSDB do terceiro lugar das eleições, Aécio renunciaria para apoiar Marina, ainda no primeiro turno. (https://www.evernote.com/shard/s315/sh/ddbdd434-f353-4878-8a8f-d46e731c8092/bb593f11fdd2c9b01fe21b1fe2071320)

Para a direita, a adesão precipitada dos tucanos pode significar um apoio político garantidor desses interesses pró mercado na campanha de Marina. Seriam como que fiadores.

Para o PSDB/DEM, haverá vítimas, mas é a tentativa de ingressar em um futuro governo.

Para o Aécio, ainda que lhe possa restar ser um dos porta-vozes do governo Marina no Senado, seria a certeza de um fracasso como liderança nacional e um volta para casa – o Rio não Minas, já que nas Alterosas, o PSDB ainda deve perder a eleição.

Para o processo eleitoral, a possibilidade de, evitando um possível segundo turno, diminuir as chances de Marina demonstrar as suas fragilidades. O debate de ontem (1º/setembro) demonstrou que esse risco é grande, especialmente nas disputas do segundo turno, onde o debate é mais centrado nos dois concorrentes.

Vai ficando mais claro o que, para Marina, representa a “nova política”.

Na economia, nada de alternativas, nada do pleno emprego ou do crescimento da renda do trabalho que a sociedade brasileira conquistou, mesmo durante a crise. Nada de centralidade de políticas públicas na distribuição de renda. Quer as mesmas políticas de arrocho e pró mercado que mantêm a crise na Europa e produzem desemprego e concentram renda nas economias mais avançadas. Afinal, contará, além do assessoramento e coordenação do Itaú, com todos os banqueiros que Armínio Fraga representa. Um complemento para a sua política econômica ortodoxa, baseada no mesmo pedestal do neoliberalismo, com autonomia do BC, arrocho fiscal e câmbio ao sabor do mercado financeiro.

No campo social, a “modernidade” virou subordinar as políticas sociais às diretrizes e preceitos religiosos do Malafaia.

No campo político, ao invés de incentivar a participação social, para assegurar que as escolhas governamentais estejam no caminho correto, diz que o problema é a falta de elites. Quer garantir uma maior participação desses estratos sociais. Na sua visão distorcida da realidade, que nega até os múltiplos conflitos distributivos da sociedade, o seu governo prescinde de partidos, de coalizões, de ideias, de programas, afinal bastam as “melhores” pessoas – da elite é claro.

Um comentário:

  1. Caríssimo Altamiro Borges, esta senhora proclama apenas estupidez, sandices e asneiras. Ela, creia-me é ôca..., porém não tem nada de inocente com esse evangelismo fajuto, que chega a ser uma espécie de biombo, para suas ligações espúrias que a fazem incorrer em crime de Lesa-Pátria,coadjuvada pela NECA de PITIBIRIBAS, SOCIÓLOGA?!!!, do ITAÚ, serva do mega mafioso George Soros, ligados ao Império do mal via Tea Party e Red Necks Bushistas e Obamistas, Ai, meu caríssimo, são todos farinha do mesmo saco...

    ResponderExcluir

Comente: