sexta-feira, 10 de julho de 2020

Sindicalismo e a relevância de cada um

Ilustração: ivanovaliubov/iStock
Por João Guilherme Vargas Netto

As tarefas são inúmeras e para serem enfrentadas com êxito é preciso espírito de resistência e capacidade de determinar os variáveis graus de importância e urgência delas.

Assim como não se come frutas, mas mamão, banana ou laranja, a denominação geral de tarefas não elimina as necessidades de suas concretizações.

Numa negociação salarial, por exemplo, ao longo da campanha aparecem com clareza – nas assembleias, nas manifestações, nos panfletos e nas greves – as reivindicações-chaves que determinam os critérios de vitória ou derrota.

Hoje, para o movimento sindical, duas tarefas são essenciais: a luta pela vida e a ida às bases.

A luta pela vida pressupõe a exigência de um comando efetivo, nacional, coerente e científico no combate à doença com o isolamento social (chega da inexistência do ministério da Saúde ou chega de sua desorientação) e o auxílio emergencial aos trabalhadores, às pequenas empresas, aos estados e aos municípios.

A ida às bases pressupõe o reforço das reivindicações dos trabalhadores, o respeito às regras de prevenção em cada local de trabalho e a presença sindical (por meio dos veículos de comunicação virtual) em cada pormenor da vida diária nas empresas.

A luta pela vida e a ida às bases são hoje as tarefas mais importantes dos dirigentes sindicais que definirão no futuro a relevância de cada um.

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