quarta-feira, 4 de março de 2020

Jornalistas finalmente reagem a Bolsonaro

Por Altamiro Borges

Após sofrerem inúmeras humilhações, alguns profissionais da imprensa finalmente começam a reagir ao “capetão” fascista. Nesta quarta-feira (4), segundo informa o repórter Plínio Teodoro da revista Fórum, “jornalistas que fazem a cobertura diária da saída de Jair Bolsonaro do Palácio da Alvorada viraram as costas e deixaram o local após o capitão escalar o humorista Márvio Lúcio, o Carioca, vestido de presidente, para comentar o crescimento pífio do Produto Interno Bruto (PIB)”.

O "pibinho" no primeiro ano de Bolsonaro

Da Rede Brasil Atual:

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,1% em 2019, abaixo dos dois anos anteriores (1,3%), informou o IBGE na manhã desta quarta-feira (4). A agropecuária e o setor de serviços tiveram alta de 1,3%, enquanto a indústria avançou apenas 0,5%. Com PIB de R$ 7,257 trilhões, o valor per capita subiu só 0,3% em termos reais, calculado em R$ 34.533. Segundo a coordenadora de Contas Nacionais do instituto, Rebeca Palis, o PIB está no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2013.

Não foi crescimento de 1,1%. Foi 0,3%

Por Paulo Moreira Leite, no site Brasil-247:

Desmentindo estimativas risonhas anunciadas na posse e nos meses seguintes, o IBGE reconhece que em 2020 a economia cresceu 1,1% - ou 0,3% em termos per capta.

Imagine uma pessoa que em janeiro de 2019 elevou o consumo de arroz e feijão em 0,3% em comparação com 2018. Alguém consegue calcular o que significa colocar 0,3% de gasolina no tanque do carro? Ou fazer uma dieta para emagrecer 0,3% em doze meses?

É disso que estamos falando.

O resultado marca o pior desempenho da economia brasileira nos últimos três anos. Nem Michel Temer-Henrique Meirelles, empossados num país arrebentado pelas pautas-bomba que conduziram o golpe de 2016, deixaram um saldo tão magro e miserável.

Biden pode ser um tiro no pé dos Democratas

Por Marcelo Zero

Os resultados da Super Tuesday, ocorrida neste último dia 3, mostram que a poderosa máquina do Partido Democrata foi colocada a serviço do pré-candidato Joe Biden.

Biden, que tinha ido muito mal nas prévias anteriores, à exceção da Carolina do Sul, ressurgiu das cinzas para ganhar em 9 estados: Arkansas, Alabama, Massachusetts, Minnesota, North Carolina, Oklahoma, Tennessee, Texas e Virginia. Em alguns desses estados, como Minnesota e Massachusetts, lugares nos quais se esperava a vitória de Sanders, Biden ganhou sem sequer fazer campanha.

Já Sanders assegurou a vitória no maior colégio eleitoral (Califórnia) e em Vermont, Utah e Nevada. O resultado do Maine continua indefinido.

O que explica o Pibinho de Paulo Guedes?

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na revista CartaCapital:

Nessa quarta-feira 4, o IBGE anunciou o crescimento do PIB em 2019: 1,1%. Em meados do ano passado, os mercados e seus economistas sonharam com um resultado mais auspicioso em 2019. Diziam os otimistas que a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária injetariam ânimo nos espíritos animais dos empresários e dos consumidores.

Guedes confirma que tem ‘prazo de validade’

Por Fernando Brito, em seu blog:

Vai mal a coisa na área de economia, não só nos indicadores numéricos, mas nas indicações que vai dando o chefe da não-política econômica de Paulo Guedes.

Hoje, relata o Estadão, ele fez uma reunião com os grupos direitistas de agitação e, num almoço cheio de apelos dramáticos e lágrimas, apresentou um “calendário” de ações de 15 semanas, prazo que coincide com a “meta” que lhe teria dado Jair Bolsonaro para cumprir até o meio do ano.

A contar da semana que vem, coincide com o final de junho.


Autoritarismo e casuísmo do ministro Moro

Editorial do site Vermelho:

A postura do ministro da Justiça, Sergio Moro, a respeito do motim de policiais militares do estado do Ceará tem enorme gravidade. Para ele, “prevaleceu o bom senso”, e não houve radicalismos. Ao mesmo tempo, provocou o que chamou de os “Gomes”, uma referência aos irmãos Cid Gomes, Ciro Gomes e Ivo Gomes (este, prefeito da cidade de Sobral).

Segundo Moro, “apesar dos Gomes” a crise “só foi resolvida pela ação do governo federal”. O ministro também distribuiu elogios aos policiais amotinados e não fez uma condenação explícita às ilegalidades cometidas. Para ele, com seus reiterados atos de afronta ao Estado Democrático de Direitos, o motim foi uma paralisação ilegal de “profissionais dedicados” que “não deveria ser feita”.

Bolsonaro, o maior inimigo da imprensa

Por Renata Mielli, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Nesta sexta-feira, 6 de março, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido) e seu governo serão denunciados na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH-OEA) por violar sistematicamente a liberdade de expressão e atacar jornalistas.

Curiosamente, três dias antes, publica cartilha sobre direitos humanos de jornalistas e comunicadores.

Coincidência?!

Claro que não. O governo Bolsonaro tenta limpar sua barra. Mas não vai colar. A prática é o critério da verdade.