![]() |
| Nicolas Zhang, Terezinha Santos, Moacyr Oliveira Filho, Victor Jardim, Jamil Chade e Elísio Wei Yangrui |
A convite da Associação de Jornalistas de Toda a China (ACJA), a ABI organizou uma delegação de jornalistas brasileiros para visitar a China, de 9 a 15 de abril, integrada pelo diretor de Jornalismo da entidade, Moacyr de Oliveira Filho; pela diretora financeira, Terezinha Santos; pelo jornalista Jamil Chade, do ICL Notícias e outros veículos; e pelo jovem acadêmico Victor Jardim, aluno do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Faculdade de Comunicação (FAC) da Universidade de Brasília (UnB) e candidato ao mestrado, com o projeto Políticas e estratégias de comunicação pública nos projetos de desenvolvimento: uma análise comparada entre Brasil e China, indicado pelo Correio Braziliense.
Durante a visita, a delegação brasileira foi acompanhada por Nicolas Zhang, diretor de Assuntos Asiáticos, Africanos e Latino-Americanos da ACJA; Wang Chuanjun, chefe da Divisão da Ásia, África e América Latina do Departamento Internacional da ACJA; e pelo jovem, simpático e prestativo intérprete Elisio Wei Yangrui, estudante de português na Universidade de Língua e Cultura de Pequim (BLCU).
.Na agenda em Haikou e Shenzhen, a delegação de 6 jornalistas mexicanos, organizada pela Federação de Associações de Jornalistas do México, presidida por Luis Javier Hernandéz Córdova, se incorporou à delegação brasileira.
Agenda intensa
Cumprimos uma intensa agenda de reuniões, debates, encontros com jornalistas, visitas e passeios em Pequim, Haikou, Hainan, Shenzhen e Guangming, no extremo sul da China: Beijing Daily Press Group, Instituto de Estudos Latino-Americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais, China National Petroleum Company, Associação de Jornalistas de Toda China, Grande Muralha, Museu Hainan e Museu das Crônicas Locais de Hainan, China International Consumer Products Expo, Museu do Vinagre Zao Po Cu, Memorial da Reforma e Abertura de Shenzhen, Southern Power Grid Shenzhen Eletric Power, Tencent Holdings Limited, Parque Vulcânico de Haikou, Shenzhen News Group, China Duty Free Mall Haikou, praia de Haikou, passeio noturno pela Baía de Haikou, Parque Hongqiao, Museu de Planejamento Urbano de Guangming e Cidade da Ciência, Departamento de Propaganda do Comitê Permanente do Distrito de Guangming e Parque de Ciências da Vida de Guangming.
A Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), fundada em maio de 1977, é a principal organização acadêmica e centro de pesquisa da República Popular da China nas áreas de filosofia e ciências sociais.
A CASS é composta por 31 institutos de pesquisa e 45 centros de pesquisa, que desenvolvem atividades de pesquisa abrangendo quase 300 subdisciplinas. A CASS conta com mais de 4.200 funcionários, dos quais mais de 3.200 são pesquisadores profissionais.
A promoção de um amplo intercâmbio acadêmico internacional continua sendo uma das diretrizes da CASS, e essa prática ganhou impulso nos últimos anos. A CASS estabeleceu uma relação construtiva com mais de 200 organizações de pesquisa, comunidades acadêmicas, instituições de ensino superior, fundações e departamentos governamentais relacionados, abrangendo mais de 80 países e regiões.
Um deles é o Centro de Estudos Brasileiros do Instituto de Estudos Latino-Americanos, criado em 2009, um dos principais núcleos acadêmicos na China dedicados a estudar o Brasil de forma sistemática e estratégica.
O Centro de Estudos Brasileiros concentra pesquisadores focados em compreender o Brasil sob múltiplas dimensões e tem 8 pesquisadores. Já o Instituto de Estudos Latino-Americanos tem 44 pesquisadores e 14 funcionários de apoio à pesquisa e redação da Revista de Estudos Latino-Americanos.
O trabalho do Centro foca a política brasileira e relações institucionais, economia (comércio, investimento, agronegócio, energia, cooperação verde), relações China–Brasil (incluindo BRICS), sociedade e cultura brasileira e desenvolvimento regional e urbano.
O Centro tem uma produção consistente, voltada tanto ao público acadêmico quanto ao governo: relatórios estratégicos internos (policy papers), artigos acadêmicos sobre política e economia brasileira, livros sobre América Latina e o Brasil e análises conjunturais (eleições, crises, reformas).
Enquanto a China mantém estruturas dedicadas a estudar o Brasil com profundidade, o movimento inverso — centros robustos no Brasil dedicados à China — ainda é mais limitado. Isso cria uma assimetria importante: quem entende mais, negocia melhor.
Durante a visita ao Centro de Estudos Brasileiros, o diretor do Instituto de Estudos Latino-Americanos, Guo Cunhai, apresentou um panorama das pesquisas desenvolvidas sobre o Brasil e demonstrou preocupação com as eleições presidenciais brasileiras de 2026.
Segundo ele, a China tem interesse em manter relações diplomáticas e comerciais estáveis com o Brasil, seu principal parceiro comercial desde 2009. No entanto, destacou que o cenário político brasileiro gera apreensão: “A China defende manter relações diplomáticas e comerciais com o Brasil de forma duradoura. As eleições no Brasil nos preocupam porque o governo de Jair Bolsonaro adotou medidas não favoráveis às relações diplomáticas e comerciais com a China”, afirmou.
Cunhai ponderou que, apesar de tensões no passado recente, especialmente durante o primeiro mandato de Bolsonaro, os vínculos estruturais entre os dois países tendem a prevalecer: “Houve discursos e algumas medidas políticas que não foram favoráveis às relações China-Brasil. Mas a proximidade, a intimidade entre os dois países, especialmente nas áreas econômicas, não vai mudar. Trata-se de interesses e benefícios mútuos. As relações não podem ser contaminadas por indivíduos ou ideologias.”
O diretor também ressaltou o crescimento dos investimentos bilaterais. Segundo ele, há um aumento consistente de empresas brasileiras atuando na China e de empresas chinesas ampliando presença no Brasil. Como exemplo, citou a TikTok, que anunciou um investimento de US$ 37,7 bilhões na construção de um centro de dados no Ceará.
Por fim, Cunhai avaliou o peso geopolítico do pleito brasileiro: “Seja qual for o resultado, a eleição presidencial no Brasil em 2026 é um dos fatos políticos mais importantes do ano nos países em desenvolvimento, especialmente diante da ‘sombra’ de Donald Trump na região.”
Exposição
A solenidade de abertura da China International Consumer Products Expo 2026, em Hainan, contou com a presença de He Lifeng, vice-premier do Conselho de Estado da China e do Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista da China e de Seng Qiuping, vice-ministro do Comércio da China, entre outras autoridades.
Em seu discurso na solenidade de abertura da Exposição, He Lifeng disse que a China é o segundo mercado importador do mundo por 17 anos consecutivos, que o 15º Plano Quinquenal da China prevê promover o desenvolvimento de alta qualidade e que a cooperação científica e a abertura para o comércio externo é a política fundamental da China. “As portas da China não vão se fechar”, afirmou. “A mudança que acontece uma vez só num século está ocorrendo neste momento”, disse aos empresários participantes da Exposição.
Já o vice-ministro do Comércio da China, Sheng Qiuping, disse que essa é a maior exposição de consumo da zona asiática e do Pacífico e seu principal objetivo é “promover o consumo digital, verde e saudável”.
A Exposição ocupou 143 mil metros quadrados e bateu novos recordes, reunindo mais de 3.400 marcas de mais de 60 países e regiões. Os produtos internacionais representaram 65% do total. Mais de 200 novos produtos fizeram sua estreia, abrangendo áreas como saúde, joias e tecnologia digital. Estima-se que 65 mil compradores profissionais participaram da exposição.
O sucesso da Exposição demonstra a determinação da China em expandir a abertura de alto nível ao mundo exterior, construindo uma ponte importante para que produtos de consumo de alta qualidade globais entrem no mercado chinês e oferecendo uma plataforma internacional para que países de todo o mundo compartilhem as oportunidades do mercado chinês.
Parque Hongqiao
Conhecida no passado por ser um dos maiores poluidores do planeta, a China tem feito um grande esforço para incentivar a preservação do meio-ambiente e o chamado “desenvolvimento verde”. O Parque Hongqiao de Guangming é um exemplo disso.
Um grande parque urbano que combina ecologia, lazer e atividades esportivas, com uma área total de cerca de 4 milhões de metros quadrados, com 151 animais e 252 plantas preservados. Ele combina natureza, arquitetura moderna e lazer ao ar livre de forma inovadora.
O parque segue o conceito de “um eixo e três zonas”, composto pela zona de entrada, zona do lago (Bihu) e zona florestal. Essas áreas são interligadas por uma passarela aérea vermelha de aproximadamente 4 km, conhecida como “Hongqiao” (Ponte do Arco-Íris).
A passarela, com seu design vermelho vibrante, é apelidada de “fita vermelha de Guangming” e serpenteia pela paisagem natural, criando uma vista impressionante, onde os visitantes podem apreciar durante o percurso a harmonia entre cidade e natureza. O Parque Hongqiao é um exemplo de urbanismo moderno chinês — mistura natureza preservada com design futurista. A ponte vermelha é o símbolo dessa integração e transforma o parque em um dos lugares mais impressionantes de Shenzhen.
A transformação de Shenzhen
Nas visitas ao Museu de Reforma e Abertura de Shenzhen, ao Museu de Planejamento Urbano do Distrito de Guangming e ao Parque de Ciências da Vida de Guangming conhecemos a fantástica história de Shenzhen, uma das transformações urbanas e econômicas mais rápidas já registradas.
Em poucas décadas, saiu de uma pequena vila de pescadores, com cerca de 30 mil habitantes no fim dos anos 1970, para uma megacidade com mais de 17 milhões de pessoas e um dos principais centros de inovação do planeta.
Tudo começa com a política de “reforma e abertura” liderada por Deng Xiaoping. Em 1980, Shenzhen foi designada como a primeira Zona Econômica Especial (ZEE) da China, um laboratório para experimentar o capitalismo dentro de um sistema socialista.
Isso trouxe incentivos fiscais para empresas, abertura ao investimento estrangeiro, menos burocracia, liberdade para testar políticas econômicas e crescimento acelerado.
Nos anos seguintes, Shenzhen virou um canteiro de obras. Fábricas, portos, rodovias e arranha-céus surgiram em ritmo vertiginoso. A proximidade com Hong Kong foi crucial, permitindo acesso a capital, tecnologia e know-how internacional.
Na década de 1990, a cidade já era um dos maiores polos industriais da China, focada inicialmente em manufatura - eletrônicos, têxteis e bens de consumo.
A grande virada do século XXI foi a transição de Shenzhen de centro industrial para hub tecnológico global.
Hoje, a cidade abriga gigantes como Huawei (telecomunicações e 5G), Tencent (criadora do WeChat), DJI (líder mundial em drones) e BYD (mobilidade elétrica).
O Museu de Planejamento Urbano de Guangming e a Cidade da Ciência de Guangming fazem parte de um mesmo projeto estratégico em Shenzhen: transformar essa região em um dos principais polos globais de inovação, ciência e planejamento urbano do século XXI.
A Cidade da Ciência de Guangming é o verdadeiro coração do projeto. Criada oficialmente em 2018, ela foi planejada como um centro mundial de inovação científica e um polo integrado de universidades, laboratórios e indústrias para produzir inovação científica original e não apenas copiar tecnologia.
A cidade foi organizada em três grandes clusters: infraestruturas científicas de grande escala, educação e pesquisa integrada e inovação tecnológica e industrial e vai ocupar uma área de cerca de 99 km², até 2035.
A China não está só construindo cidades - está projetando sistemas de inovação. Urbanismo, ciência e tecnologia são planejados juntos. O futuro é pensado em décadas, não em ciclos políticos curtos. É literalmente uma cidade planejada para produzir o futuro. O plano inclui a construção de 9 grandes instalações científicas, 10 institutos de pesquisa, 2 laboratórios e 2 universidades de pesquisa. A área atrai milhares de pesquisadores e conta com mais de 150 equipes de inovação lideradas por acadêmicos.
O Parque de Ciências da Vida de Guangming (parte da Cidade da Ciência de Guangming, em Shenzhen) é um dos núcleos mais avançados da China voltados à biotecnologia, saúde e pesquisa biomédica. Ele é um complexo científico integrado — um verdadeiro ecossistema de inovação.
Ele reúne institutos de pesquisa em ciências da vida e biomedicina, laboratórios de ponta (como biologia sintética e neurociência), parcerias com universidades e centros internacionais e empresas de tecnologia médica e farmacêutica. Na prática, ele funciona como um vale do silício da saúde, conectando pesquisa básica com aplicação industrial.
Imprensa
Além da visita à sede da Associação de Jornalistas de Toda China (ACJA) e de um encontro com a sua secretária-executiva, Wu Xu, retribuindo a visita feita por ela à ABI, em junho de 2025, estivemos no Shenzhen News Group, o sistema de mídia que acompanha a cidade mais inovadora da China, onde fomos recebidos pelo seu editor-chefe, Tang Yaming.
O Shenzhen Special Zone Daily é a voz institucional da cidade. Suas páginas refletem planejamento, políticas públicas e o ritmo acelerado do crescimento urbano. Já o Shenzhen Evening News traz o cotidiano, as histórias humanas e a pulsação da vida urbana em uma metrópole que nunca para.
No campo econômico, o Shenzhen Business Daily revela os bastidores da inovação: startups, gigantes tecnológicas e o dinamismo financeiro que posiciona Shenzhen como protagonista global. Para o público internacional, o Shenzhen Daily traduz essa realidade para o mundo, conectando investidores e observadores estrangeiros à narrativa chinesa de desenvolvimento.
No ambiente digital, o Portal sznews.com funciona como um hub em tempo real, reunindo conteúdos e ampliando o alcance das notícias em uma cidade totalmente conectada.
Complementando esse sistema, o Shenzhen Media Group domina o audiovisual, com canais de televisão, rádios e plataformas digitais como o Straight News, levando informação em formatos ágeis, modernos e acessíveis.
Mais do que informar, esse sistema cumpre um papel estratégico: comunicar uma visão de futuro. Em Shenzhen, a mídia não apenas registra a transformação — ela faz parte dela.
A pesquisadora Silvia Yan Qiaorng, professora da Universidade de Comunicação da China e diretora do Centro de Estudos em Comunicação China-Brasil da Universidade, que traduziu para o mandarim o livro O Povo Brasileiro: A Formação e o Sentido do Brasil, de Darcy Ribeiro, sintetizou o papel da Comunicação no projeto de desenvolvimento da China: “A comunicação tem um grande papel na vida cotidiana do povo chinês – unir o entendimento sobre como as políticas do governo podem ser transmitidas e entendidas pelo povo e um papel fundamental para construir essa consciência coletiva para ajudar o povo a entender o que o governo está fazendo”.
O futuro é aqui
A ideia de que o futuro já começou em outro lugar não é mais provocação - é constatação. E poucos países materializam isso com tanta clareza quanto a China.
Em cerca de meio século, a China realizou uma das maiores transformações socioeconômicas da história. O que antes era um país majoritariamente rural e marcado por pobreza generalizada tornou-se a segunda maior economia do mundo. Mais do que crescimento, promoveu a erradicação da pobreza extrema em escala massiva, retirando centenas de milhões de pessoas dessa condição. A renda dos 50% mais pobres da China – cerca de 539 milhões de adultos – quintuplicou desde 1978, enquanto os EUA registraram uma queda de 1% no mesmo período.
Não se vê pobreza, nem pedintes pelas ruas. E, mais do que isso, se vê, claramente, pessoas serenas e felizes.
Mas o que define a China de hoje não é apenas o passado superado - é o futuro que ela está construindo.
O país consolidou-se como um dos principais polos tecnológicos globais, com avanços em áreas estratégicas como inteligência artificial, telecomunicações, energia limpa e infraestrutura digital. Empresas como a Huawei, a Tencent (a Meta chinesa) e a BYD não são apenas gigantes nacionais - são protagonistas de uma nova era industrial. A China deixou de ser “a fábrica do mundo” para se tornar também um centro de inovação.
Há, por trás disso, uma lógica de longo prazo: planejamento estratégico, investimento contínuo em educação, ciência e tecnologia, e uma visão de desenvolvimento que articula Estado, mercado e sociedade.
Preservar as raízes
Mas há um outro elemento, muitas vezes negligenciado, que ajuda a explicar a singularidade chinesa: a capacidade de avançar sem romper com suas raízes.
A China tem demonstrado um compromisso consistente com a preservação de seu patrimônio histórico e cultural. Símbolos como a Grande Muralha, a Cidade Proibida e o Exército de Terracota não são apenas atrações turísticas - são parte viva de uma identidade civilizacional que o país decidiu proteger enquanto se moderniza. Essa convivência entre tradição e inovação oferece uma lição valiosa: não há futuro sólido sem memória preservada.
Ao mesmo tempo, a China tem buscado reposicionar sua imagem ambiental. Por décadas vista como um dos maiores poluidores do planeta, passou a investir fortemente em energia limpa, mobilidade elétrica e políticas de redução de emissões. Hoje, lidera a produção global de painéis solares e veículos elétricos, além de desenvolver megaprojetos de reflorestamento e cidades mais sustentáveis. Trata-se de um movimento estratégico rumo a uma economia verde - não apenas por necessidade ambiental, mas também como vetor de liderança econômica no século XXI.
Estudar a China não significa copiá-la - significa compreendê-la. Entender seus mecanismos de planejamento, sua política industrial, sua diplomacia ativa e sua capacidade de execução em larga escala. Significa observar como um país conseguiu alinhar crescimento econômico com redução de desigualdades, avanço tecnológico, preservação cultural e transição ambiental.
Relações comerciais, políticas e diplomáticas
Aprofundar as relações entre Brasil e China é, portanto, uma escolha estratégica. No campo comercial, amplia mercados e diversifica oportunidades. No plano político e diplomático, fortalece a posição do Brasil em um mundo cada vez mais multipolar. E, no âmbito cultural e acadêmico, abre caminhos para uma troca de conhecimento ainda pouco explorada.
O futuro não será construído isoladamente - ele será resultado de conexões inteligentes.
E compreender a China talvez seja uma das chaves mais importantes para que o Brasil não apenas participe desse futuro, mas ajude a moldá-lo.
Confiante depois de retirar milhões de pessoas da pobreza nas últimas décadas, de se transformar no maior polo industrial do mundo e de ser responsável por metade dos registros de novas patentes de inovações a cada ano no planeta, a China manda sinais claros de que está pronta para assumir um posto central na definição das regras do século 21. E de sua maneira.
Como sintetizou nosso colega de delegação, Jamil Chade, em sua coluna China ao Ocidente: ‘Não ligamos para o que vocês pensam de nós’, no ICL Notícias: “A longa marcha da China é uma realidade. Ignorá-la não é apenas um lapso. É um erro histórico. A pergunta sobre seu futuro não é para eles. É para nós mesmos: o que faremos diante desse novo polo de poder no século 21?”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente: