O jornal Estadão informa que “um grupo de deputados do Psol e da Rede pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por possível atentado à soberania nacional. A representação cita a atuação do parlamentar junto ao governo Donald Trump em defesa da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas”.
Na representação, os deputados afirmam que o senador e o seu irmão Eduardo Bolsonaro – também conhecidos como Flávio Rachadinha e Dudu Bananinha – têm atuado para estimular a intervenção dos EUA nos assuntos internos do Brasil. O texto cita a recente visita do traidor da pátria ao “imperador” Donald Trump, quando implorou pela designação dos grupos criminosos brasileiros como organizações terroristas globais. O senador-capacho do império também se reuniu com o secretário de Estado, o gusano Marco Rubio, e o vice-presidente JD Vance.
"O lobby agressivo dos filhos do ex-presidente preso"
Como prova de que Flávio Rachadinha influenciou o ataque à soberania, a representação cita matéria do jornal The New York Times segundo a qual a decisão do governo dos EUA foi tomada após “meses de lobby agressivo dos filhos do ex-presidente preso, Jair Bolsonaro, um aliado próximo de Trump”. O documento argumenta que a designação de organização terrorista pode causar “impactos relevantes” ao país. “Além de possibilitar a imposição de sanções econômicas a instituições financeiras brasileiras, a classificação abre, sob o direito interno norte-americano, a possibilidade jurídica de intervenção militar dos Estados Unidos em áreas de atuação dessas organizações, à revelia do governo brasileiro”.
A representação também sustenta que a Constituição Federal é explícita ao determinar que compete privativamente ao Presidente da República “manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos” e “celebrar tratados, convenções e atos internacionais”. Por isso, os parlamentares sustentam que, ao viajar para Washington e supostamente obter uma decisão administrativa do governo americano com efeitos concretos sobre o Brasil, Flávio Bolsonaro teria “usurpado competência privativa do Chefe do Poder Executivo, caracterizando, em tese, invasão da esfera de competência diplomática da União”.
Segundo os deputados, Flávio Bolsonaro teria usado seu mandato como senador para “em solo estrangeiro, convidar um governo estrangeiro a intervir nos assuntos internos do Brasil, com impacto direto sobre a soberania nacional, o sistema financeiro, o processo eleitoral e a integridade territorial do País”. Na representação, os deputados pedem à PGR a instauração de inquérito policial federal para apuração do caso e adoção das medidas administrativas e civis pertinentes e solicitam a comunicação dos fatos ao Tribunal Superior Eleitoral, para que o TSE avalie a existência de crimes de abuso de poder ou de influência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.
"Papl de pirralho no cenário internacional"
Além da representação do Psol e Rede junto à PGR, a iniciativa de traição da pátria de Flávio Bolsonaro – que visou tirar do foco político as revelações do Intercept sobre as suas “ligações amorosas” com o mafioso Daniel Vorcaro, dono da “organização criminosa” do Banco Master – segue repercutindo no noticiário. Neste final de semana, num evento da Academia Paulista de Letras, o ex-ministro Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, afirmou que o primogênito do condenado Jair Bolsonaro faz “papel de pirralho no cenário internacional” e criticou sua “subserviência” aos EUA.
Já o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, em entrevista a Daniela Lima no site UOL, que “a candidatura do Flávio Bolsonaro não é bem candidatura. É uma ameaça. É uma ameaça à democracia, ao país, ao povo”. Até mesmo setores que são críticos ao governo Lula tem criticado o complexo de vira-lata do presidenciável do PL. Em artigo intitulado “Os patriotas pelo avesso”, no jornal O Globo, a insuspeita Míriam Leitão listou alguns dos prejuízos que podem advir da ação do fascista nos EUA:
"E as milícias, senador Flávio Bolsonaro?"
“São muitos os riscos decorrentes da definição das facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Uma das primeiras consequências práticas pode ser o enfraquecimento dos mecanismos atuais de cooperação no combate a essas quadrilhas. O Brasil perde interlocução com o FBI e o assunto passa para a alçada da CIA. Combater o tráfico de drogas e armas deixa de ser uma questão policial, em que organismos dos dois países podem trocar informações. O tema passa ser uma questão da segurança nacional americana, portanto, entregue aos espiões. A partir dessa decisão do governo americano, ficam legalmente permitidas missões de espionagem da CIA no Brasil, sem a anuência ou conhecimento do governo brasileiro”.
“Há ameaças econômicas também. Num mercado financeiro globalizado, bancos nacionais operam o tempo todo no mercado americano. Qualquer dúvida que paire sobre instituições brasileiras pode se transformar em limitação para as suas operações. Empresas também que tenham negócios com firmas americanas podem encontrar constrangimentos”.
“O senador Flávio Bolsonaro comemorou a decisão do governo Trump como uma vitória política. O ato é visto como uma tábua de salvação para uma candidatura que está em apuros pela revelação da intimidade que ele mantinha com o banqueiro corruptor Daniel Vorcaro. Como a decisão do governo americano ocorreu logo após seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro pode reivindicar autoria do atentado... Vale a esta altura da comemoração bolsonarista perguntar a Flávio Bolsonaro: e as milícias, senador? Curiosamente, ele guarda silêncio sobre a organização criminosa que também aterroriza cidadãos do Rio de Janeiro. No passado recente, ele já elogiou, empregou e condecorou milicianos e seus familiares”.
A representação também sustenta que a Constituição Federal é explícita ao determinar que compete privativamente ao Presidente da República “manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos” e “celebrar tratados, convenções e atos internacionais”. Por isso, os parlamentares sustentam que, ao viajar para Washington e supostamente obter uma decisão administrativa do governo americano com efeitos concretos sobre o Brasil, Flávio Bolsonaro teria “usurpado competência privativa do Chefe do Poder Executivo, caracterizando, em tese, invasão da esfera de competência diplomática da União”.
Segundo os deputados, Flávio Bolsonaro teria usado seu mandato como senador para “em solo estrangeiro, convidar um governo estrangeiro a intervir nos assuntos internos do Brasil, com impacto direto sobre a soberania nacional, o sistema financeiro, o processo eleitoral e a integridade territorial do País”. Na representação, os deputados pedem à PGR a instauração de inquérito policial federal para apuração do caso e adoção das medidas administrativas e civis pertinentes e solicitam a comunicação dos fatos ao Tribunal Superior Eleitoral, para que o TSE avalie a existência de crimes de abuso de poder ou de influência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.
"Papl de pirralho no cenário internacional"
Além da representação do Psol e Rede junto à PGR, a iniciativa de traição da pátria de Flávio Bolsonaro – que visou tirar do foco político as revelações do Intercept sobre as suas “ligações amorosas” com o mafioso Daniel Vorcaro, dono da “organização criminosa” do Banco Master – segue repercutindo no noticiário. Neste final de semana, num evento da Academia Paulista de Letras, o ex-ministro Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, afirmou que o primogênito do condenado Jair Bolsonaro faz “papel de pirralho no cenário internacional” e criticou sua “subserviência” aos EUA.
Já o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, em entrevista a Daniela Lima no site UOL, que “a candidatura do Flávio Bolsonaro não é bem candidatura. É uma ameaça. É uma ameaça à democracia, ao país, ao povo”. Até mesmo setores que são críticos ao governo Lula tem criticado o complexo de vira-lata do presidenciável do PL. Em artigo intitulado “Os patriotas pelo avesso”, no jornal O Globo, a insuspeita Míriam Leitão listou alguns dos prejuízos que podem advir da ação do fascista nos EUA:
"E as milícias, senador Flávio Bolsonaro?"
“São muitos os riscos decorrentes da definição das facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Uma das primeiras consequências práticas pode ser o enfraquecimento dos mecanismos atuais de cooperação no combate a essas quadrilhas. O Brasil perde interlocução com o FBI e o assunto passa para a alçada da CIA. Combater o tráfico de drogas e armas deixa de ser uma questão policial, em que organismos dos dois países podem trocar informações. O tema passa ser uma questão da segurança nacional americana, portanto, entregue aos espiões. A partir dessa decisão do governo americano, ficam legalmente permitidas missões de espionagem da CIA no Brasil, sem a anuência ou conhecimento do governo brasileiro”.
“Há ameaças econômicas também. Num mercado financeiro globalizado, bancos nacionais operam o tempo todo no mercado americano. Qualquer dúvida que paire sobre instituições brasileiras pode se transformar em limitação para as suas operações. Empresas também que tenham negócios com firmas americanas podem encontrar constrangimentos”.
“O senador Flávio Bolsonaro comemorou a decisão do governo Trump como uma vitória política. O ato é visto como uma tábua de salvação para uma candidatura que está em apuros pela revelação da intimidade que ele mantinha com o banqueiro corruptor Daniel Vorcaro. Como a decisão do governo americano ocorreu logo após seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro pode reivindicar autoria do atentado... Vale a esta altura da comemoração bolsonarista perguntar a Flávio Bolsonaro: e as milícias, senador? Curiosamente, ele guarda silêncio sobre a organização criminosa que também aterroriza cidadãos do Rio de Janeiro. No passado recente, ele já elogiou, empregou e condecorou milicianos e seus familiares”.
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