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Enfrentando várias dificuldades em sua campanha – como falta de alianças com outros partidos de direita e ausência do candidato à vice-presidente em sua chapa –, o senador Flávio Bolsonaro decidiu diversificar sua agenda para desviar as atenções. Nesta quarta-feira (29), ele visitou o rancho do cantor Amado Batista em Goiás. Acompanhado de sua esposa e trajando um chapéu sertanejo, Flávio Rachadinha, como também é conhecido, recebeu o apoio do músico, também conhecido por seus trambiques e por sua histórica relação com o bolsonarismo raiz.
Nas redes sociais, o primogênito do golpista condenado e preso compartilhou registros da visita. Lembrou que seu paizão, Jair Bolsonaro, esteve no mesmo local a convite do cantor na campanha pela reeleição em 2022. Também estiveram presentes o candidato do PL ao governo de Goiás, Wilder Morais, e o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), candidato ao Senado. Em um dos vídeos postados sobre o encontro íntimo, Amado Batista declarou amor pela familícia Bolsonaro e enviou uma mensagem ao ex-presidente. “Estamos aqui firmes, torcendo para que você possa ser libertado disso. Você é um ser humano talentoso e o melhor presidente que este país já teve”.
Dívida milionária com o Ibama
Além de bolsonarista fanático e patético, Amado Batista também é famoso por seus trambiques. Em maio de 2021, por exemplo, o site ‘Movimento Country’ informou que “dívida milionária com o Ibama motiva o cantor a vender as suas fazendas” no Mato Grosso. A multa de R$ 1 milhão foi aplicada ainda no governo de Dilma Rousseff pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente devido ao “desmatamento em duas propriedades de gado no município de Cocalinho, com 35 mil hectares e avaliadas em R$ 350 milhões pelos sites imobiliários”.
Neste mesmo ano, o cantor bolsonarista foi alvo de uma ação do PT na Justiça por seus ataques hidrófobos e mentirosos contra Lula. Segundo relato na ocasião da revista Fórum, Amado Batista afirmou em entrevista à Rede Nordeste de Rádio que “Lula é um ladrão, só vota nele quem gosta de ladrão. Diferente de Bolsonaro, que não rouba”. A presidente do PT à época, deputada Gleisi Hoffmann, justificou a ação judicial. “Quem faz acusação falsa tem de ser responsabilizado pelo que diz, seja famoso ou não... Cuidado com a língua, mentirosos”.

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