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Na semana passada, o apresentador Sikêra Jr, que foi defenestrado da RedeTV! após três anos de programas policialescos, viajou a Brasília para gravar vídeos de apoio à sua campanha a deputado federal com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a senadora Damares Alves (Republicanos). As duas lideranças femininas da extrema-direita não vacilaram em manifestar apoio a um sujeito violento e asqueroso que já foi condenado em inúmeros processos judiciais.
Em julho passado, por exemplo, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pela defesa do difusor de ódio e manteve sua condenação por homofobia. Sikêra Jr e RedeTV! foram condenados a pagar R$ 300 mil por danos morais coletivos. O caso teve origem num comentário feito na emissora em junho de 2021. Na ocasião, ele atacou uma peça publicitária da rede de fast food Burger King para celebrar o Mês do Orgulho LGBTQIA+. Disse que ela estimulava a pedofilia e relacionou a homossexualidade ao uso de drogas.
Ele também ganhou projeção por suas agressões contra dependentes químicos. Numa gravação que viralizou nas redes sociais, ele cantou um reggae cujo refrão era “todo maconheiro dá o anel”. Ele ainda usou o seu espaço nobre no programa Alerta Nacional para associar a tal “ideologia de gênero” à pedofilia ao comentar uma história em quadrinhos sobre o Superman bissexual. Ele sugeriu a cadeia como “solução para o problema”. Os comentários foram alvo de ações da ONG Nuances (Grupo Pela Livre Expressão Sexual) junto ao Ministério Público Federal (MPF).
Apesar desse conhecido histórico de preconceito e violência, o ex-apresentador da RedeTV! recebeu o apoio das duas lideranças bolsonaristas. “Segundo a campanha do candidato à Câmara dos Deputados, o objetivo dos conteúdos é ampliar a interlocução com o eleitorado feminino”, explicou o site Metrópoles.

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