O Jornal do Brasil publicou nesta quinta-feira (22) uma matéria que deveria servir de alerta para todos os trabalhadores de empresas estatais no país. Segundo o texto, “Flávio Bolsonaro e aliados articulam a venda de participação do Banco do Brasil ao Bank of America”. O objetivo dessa criminosa entrega desse patrimônio nacional seria atrair capital privado, promover um forte austericídio fiscal e bajular o “imperador” Donald Trump, o presidente-pedófilo dos EUA.
De acordo com o artigo, “Flávio Bolsonaro e, principalmente, seu irmão Eduardo vislumbram a oportunidade de uma operação capaz de, a um só tempo, oferecer o capital de estatais à iniciativa privada, contribuir, mesmo que indiretamente, para o ajuste das contas públicas e, de quebra, estreitar os laços econômicos com os Estados Unidos e as relações com Donald Trump”.
Conversas avançadas com equipe de Trump
Segundo uma fonte ligada ao presidenciável do PL entrevistada pelo JB, “Eduardo Bolsonaro vem mantendo, desde antes do início da campanha eleitoral, conversas com interlocutores do governo norte-americano em torno da possibilidade de o Bank of America adquirir uma participação relevante no Banco do Brasil. A arquitetura, caso Flávio venha a se eleger, contemplaria o ingresso do BofA no capital do BB sem que a União necessariamente tivesse de abrir mão do controle”.
“Seria uma espécie de privatização em pele de cordeiro, com o compartilhamento do poder decisório: os norte-americanos poderiam ter assento no conselho e participação ativa na administração do BB e na definição de suas estratégias, mas seriam minoritários no capital do Brazilian Bank of America. Mesmo sem a eleição definida, as conversas sobre essa engenharia financeira vêm sendo conduzidas no âmbito da Secretaria do Tesouro dos EUA e na própria Casa Branca”.
A "mão de tesoura" Daniella Marques
O projeto entreguista dos traidores da pátria não deveria causar surpresas. Em setembro passado, durante um convescote da cloaca burguesa promovido pelo Grupo Esfera, Daniella Marques – braço direito do ex-ministro Paulo Guedes, ex-conselheira do Banco Digimais do “pastor” Edir Macedo e atual coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro – usou o termo “privatização” ao se referir à proposta da campanha d vendas das ações do banco estatal.
“Por sinal, se Daniella Marques pode ser considerada, na equipe de Flávio, a mãe da ideia de vender um pedaço do Banco do Brasil, não é difícil identificar seu ‘founding father’. Paulo Guedes, guru da ex-presidente da Caixa, nunca escondeu o desejo de colocar o BB sob o guarda-chuva do Bank of America. Em novembro de 2018, logo após a eleição de Jair Bolsonaro, ele levantou a hipótese de uma fusão entre as instituições. Voltou ao assunto em maio de 2019, durante evento em Dallas (EUA), inclusive comparando a possível associação entre BB e BofA à operação então negociada entre Embraer e Boeing, posteriormente fracassada”.
Como conclui o artigo do Jornal do Brasil, “por enquanto, tudo são conjecturas, opacidade, silêncio, digamos que segredo de Estado. Mas pode estar chegando ao fim a era de independência de uma instituição que carrega a nacionalidade na história e no nome desde 1808, quando foi criada com a chegada de Dom João ao Brasil”. Mas o perigo é bem real – e será destrinchado neste domingo, dia 25, no segundo turno das eleições presidenciais.
Servidores públicos substituídos por IA
Em tempo: Não são só os trabalhadores do BB e de outras estatais que correm risco – com demissões, arrocho salarial e perda de direitos. Em entrevista ao podcast G4 no final de setembro, a mesma “mão de tesoura” Daniella Marques questionou a realização de concursos públicos para a reposição de servidores aposentados e sugeriu o uso de IA para substitui-los. Danem-se os trabalhadores!
“Quais carreiras administrativas e operacionais podem ser substituídas no funcionalismo público a partir de inteligência artificial? 12 milhões e meio de servidores públicos. Tudo certo, começou lá atrás. Agora, a cada 5 anos, cada ano, vai aposentando 20%. E aí, substitui, faz outro concurso pra gente pagar? Ou dá pra ir substituindo por inteligência artificial no tempo?”, afirmou no maior cinismo a coordenadora da equipe econômica do fascista Flávio Bolsonaro.
O palanque do Pânico, da Jovem Pan
No início de agosto, no programa Pânico, da Jovem Pan, a admiradora de Javier Milei, El Loco da Argentina, já havia sugerido a substituição de várias carreiras administrativas no prazo de “cinco ou dez anos”. No mesmo mês, durante o 25º Fórum Empresarial do Grupo Lide, Daniella Marques também defendeu a revisão de carreiras administrativas e operacionais diante dos avanços da inteligência artificial e relacionou a medida ao enxugamento da estrutura estatal.
Diante desse plano macabro, o Sindicato dos Servidores da Justiça Federal no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe) até postou um vídeo para alertar sobre os riscos da substituição de servidores por IA. Mas a fascistinha Daniella Marques não tolera críticas. Em nova participação no palanque do Pânico, nesta segunda-feira (19), ela esbanjou truculência: “Eles fazem vídeo me ridicularizando de que todas as formas, [mas] os servidores serão substituídos por inteligência artificial”.
“Seria uma espécie de privatização em pele de cordeiro, com o compartilhamento do poder decisório: os norte-americanos poderiam ter assento no conselho e participação ativa na administração do BB e na definição de suas estratégias, mas seriam minoritários no capital do Brazilian Bank of America. Mesmo sem a eleição definida, as conversas sobre essa engenharia financeira vêm sendo conduzidas no âmbito da Secretaria do Tesouro dos EUA e na própria Casa Branca”.
A "mão de tesoura" Daniella Marques
O projeto entreguista dos traidores da pátria não deveria causar surpresas. Em setembro passado, durante um convescote da cloaca burguesa promovido pelo Grupo Esfera, Daniella Marques – braço direito do ex-ministro Paulo Guedes, ex-conselheira do Banco Digimais do “pastor” Edir Macedo e atual coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro – usou o termo “privatização” ao se referir à proposta da campanha d vendas das ações do banco estatal.
“Por sinal, se Daniella Marques pode ser considerada, na equipe de Flávio, a mãe da ideia de vender um pedaço do Banco do Brasil, não é difícil identificar seu ‘founding father’. Paulo Guedes, guru da ex-presidente da Caixa, nunca escondeu o desejo de colocar o BB sob o guarda-chuva do Bank of America. Em novembro de 2018, logo após a eleição de Jair Bolsonaro, ele levantou a hipótese de uma fusão entre as instituições. Voltou ao assunto em maio de 2019, durante evento em Dallas (EUA), inclusive comparando a possível associação entre BB e BofA à operação então negociada entre Embraer e Boeing, posteriormente fracassada”.
Como conclui o artigo do Jornal do Brasil, “por enquanto, tudo são conjecturas, opacidade, silêncio, digamos que segredo de Estado. Mas pode estar chegando ao fim a era de independência de uma instituição que carrega a nacionalidade na história e no nome desde 1808, quando foi criada com a chegada de Dom João ao Brasil”. Mas o perigo é bem real – e será destrinchado neste domingo, dia 25, no segundo turno das eleições presidenciais.
Servidores públicos substituídos por IA
Em tempo: Não são só os trabalhadores do BB e de outras estatais que correm risco – com demissões, arrocho salarial e perda de direitos. Em entrevista ao podcast G4 no final de setembro, a mesma “mão de tesoura” Daniella Marques questionou a realização de concursos públicos para a reposição de servidores aposentados e sugeriu o uso de IA para substitui-los. Danem-se os trabalhadores!
“Quais carreiras administrativas e operacionais podem ser substituídas no funcionalismo público a partir de inteligência artificial? 12 milhões e meio de servidores públicos. Tudo certo, começou lá atrás. Agora, a cada 5 anos, cada ano, vai aposentando 20%. E aí, substitui, faz outro concurso pra gente pagar? Ou dá pra ir substituindo por inteligência artificial no tempo?”, afirmou no maior cinismo a coordenadora da equipe econômica do fascista Flávio Bolsonaro.
O palanque do Pânico, da Jovem Pan
No início de agosto, no programa Pânico, da Jovem Pan, a admiradora de Javier Milei, El Loco da Argentina, já havia sugerido a substituição de várias carreiras administrativas no prazo de “cinco ou dez anos”. No mesmo mês, durante o 25º Fórum Empresarial do Grupo Lide, Daniella Marques também defendeu a revisão de carreiras administrativas e operacionais diante dos avanços da inteligência artificial e relacionou a medida ao enxugamento da estrutura estatal.
Diante desse plano macabro, o Sindicato dos Servidores da Justiça Federal no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe) até postou um vídeo para alertar sobre os riscos da substituição de servidores por IA. Mas a fascistinha Daniella Marques não tolera críticas. Em nova participação no palanque do Pânico, nesta segunda-feira (19), ela esbanjou truculência: “Eles fazem vídeo me ridicularizando de que todas as formas, [mas] os servidores serão substituídos por inteligência artificial”.
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