Por Altamiro Borges
A campanha pela reeleição do presidente Lula acionou nesta semana o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Jovem Pan pela difusão de uma pesquisa sobre a disputa no segundo turno. A informação ilegal foi veiculada no Jornal da Manhã da emissora, comandado por Evandro Cini. Ela se baseou num levantamento interno – conhecido como tracking – do comando de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) que indicaria o senador com dez pontos percentuais de vantagem na disputa.
A denúncia apresentada teve como fundamento a legislação eleitoral, que exige o registro das pesquisas de intenção de voto no TSE antes de sua divulgação. A regra também se aplica a levantamentos internos de partidos, que precisam apresentar informações metodológicas detalhadas sobre as pesquisas. Caso seja condenada por mais esse crime, a Jovem Pan poderá pagar multa de até R$ 106 mil.
A sondagem interna teria sido realizada na sexta-feira passada (9), mas a emissora não informou o número de entrevistados nem especificou os municípios onde ela teria sido aplicada. “Na denúncia, a equipe do presidente Lula diz que não é a primeira vez que a Jovem Pan teria cometido irregularidades. No primeiro turno, outra pesquisa interna de Flávio Bolsonaro foi divulgada pelo canal de notícias”, descreve matéria do site ICL.
A Jovem Pan é conhecida por suas íntimas e promiscuas relações com o bolsonarismo. Nas trevas de Jair Bolsonaro, a emissora abocanhou fortunas em publicidade oficial e foi privilegiada pelo presidente fascista. Sua equipe de jornalismo reunia o que há de mais reacionário na mídia brasileira – como Alexandre Garcia, Augusto Nunes, Rodrigo Constantino e Paulo Figueiredo, entre outros trastes. O dono da empresa, Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o patético Tutinha, é um golpista fanático, que agora está novamente atiçado com a possibilidade do retorno ao poder.
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