A recente tentativa por parte dos Estados Unidos de desestabilizar a Venezuela não pode ser compreendida a partir de seus fatores internos isoladamente. Há décadas, os Estados Unidos tratam a América Latina como um tabuleiro geopolítico no qual governos, economias e instituições são pressionados, movidos ou substituídos conforme interesses estratégicos ligados a energia, recursos naturais e influência regional.
Esse padrão não é novo. Foi assim nos anos 1960 e 1970, com golpes militares articulados sob o discurso da “segurança hemisférica”. Repete-se sempre que um governo ousa romper com a lógica da dependência, nacionalizar recursos estratégicos ou afirmar um projeto soberano apoiado em base popular. A Venezuela se insere exatamente nesse histórico.
Esse padrão não é novo. Foi assim nos anos 1960 e 1970, com golpes militares articulados sob o discurso da “segurança hemisférica”. Repete-se sempre que um governo ousa romper com a lógica da dependência, nacionalizar recursos estratégicos ou afirmar um projeto soberano apoiado em base popular. A Venezuela se insere exatamente nesse histórico.