sábado, 8 de agosto de 2026

Juros: BC segue aprisionado pela Faria Lima

Por Altamiro Borges


Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros de 14,25% para 14% ao ano. O corte coloca a Selic em seu menor patamar desde março de 2025, quando ela foi de 13,25%. Essa foi a quarta redução seguida de 0,25 ponto percentual decidida pelo colegiado, repetindo os cortes realizados nas reuniões de março, abril e junho. A perda do ritmo da inflação, que em julho subiu apenas 0,06%, foi o argumento central para a nova queda.

Além de tímido, bem abaixo das necessidades da economia brasileira que dá sinais evidentes de retração, o corte ainda veio cheio de alertas terroristas do Banco Central. Mesmo confessando que “a atividade econômica indica resfriamento gradual”, o órgão criticou “o mercado de trabalho aquecido” e alertou que “a inflação cheia desacelerou, porém ainda está acima do limite superior da meta”. O Copom ainda justificou a “cautela” ao prolongamento das tensões geopolíticas. “O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas".