sábado, 4 de junho de 2016

As mesquinharias de Temer, o sitiado

Por Altamiro Borges

O golpista Michel Temer não é apenas um político oportunista, sem princípios e traíra. Ele também está se mostrando uma pessoa rancorosa, mesquinha e patética - que beira, com sua ações, o protótipo do fascista. Nesta semana, o Judas tomou mais duas decisões que revelam a sua baixeza, pequenez e nulidade. Num primeiro ato administrativo, ele limitou os voos da presidenta. Logo na sequência, ele cortou a comida servida no Palácio do Alvorada. Tais gestos, aparentemente de força, confirmam a fraqueza do "interino", cada dia mais desacreditado e odiado na sociedade. Na prática, é o golpista quem está sitiado, com medo da revolta das ruas e da votação final do impeachment no Senado.

As duas medidas foram reveladas pela Folha, que evitou condenar a mesquinharia. A primeira nota, publicada na sexta-feira (3), informou que "o governo de Michel Temer produziu um parecer técnico que restringe o deslocamento aéreo de Dilma Rousseff por meio de aeronaves da FAB (Força Área Brasileira) durante o período de afastamento da petista da Presidência. O documento feito pela Casa Civil, que tem como objetivo orientar todas as áreas do governo sobre os benefícios a que Dilma terá direito, limita o deslocamento aéreo de Brasília a Porto Alegre (RS), onde vivem os familiares dela".

De imediato, a presidenta reagiu ao gesto obsceno. Na capital gaúcha, onde participou de dois atos de protesto, ela disse: "Hoje teve uma decisão da Casa Civil, ilegítima e interina, cujo objetivo é proibir que eu viaje. Vocês têm que ficar alegres. Meu direito de viagem parece que é só de Brasília a Porto Alegre. Mas não podem ficar alegres porque é um escândalo que eu não possa viajar para o Rio, para o Pará, para o Ceará. Isso é grave... Não sei se vocês sabem mas eu não posso, como qualquer outra pessoa, pegar um avião [normal]. Tem que ter toda uma segurança. É a Constituição que manda". Em outro evento público, ela completou: "Eles têm medo de vocês, por isso não querem que eu viaje".

Já neste sábado (4), a Folha publicou - também de maneira fria - outra medida arbitrária tomada pelos golpistas. "Dilma Rousseff e auxiliares ficaram os últimos dias sem dinheiro para comprar comida na Alvorada. O chamado 'cartão de suprimento' foi cortado pela equipe de Temer na quarta. Os recursos garantiam o abastecimento da despensa da presidente afastada e custeavam a manutenção do palácio. Procurada, a Secretaria de Governo reconheceu a suspensão, mas informou que se trata de uma 'interrupção provisória' até receber parecer jurídico sobre os direitos de Dilma... Segundo assessores, Dilma ficou furibunda com o corte do 'cartão alimentação' e criticou Temer pela 'mesquinharia'".

Família sitiada em São Paulo

As duas medidas - além da decisão do Senado, por ordem dos golpistas, de encurtar o prazo de defesa da presidenta na análise final do processo de impeachment - revelam o desespero de Michel Temer, já batizado de "Michel Treme". Sem voto e sem qualquer legitimidade, ele tenta humilhar e sitiar Dilma Rousseff, eleita pela maioria dos brasileiros. Ele tem medo-pânico das viagens da presidenta, que tem sido recebida com carinho por multidões que gritam "Fora Temer" e "Volta querida", como em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. O golpista sabe que estes atos - somados às revelações do "golpe dos corruptos" e às maldades do seu governo - podem alterar os votos de vários senadores.

Na prática, Michel Temer é quem está sitiado, acuado. Ele não consegue sair às ruas. Seus ministros são escrachados em todos os cantos. Líderes golpistas, como os senadores tucanos Aloysio Nunes e Cássio Cunha Lima - mais sujos do que pau de galinheiro -, são vaiados em locais públicos. Até a família do Judas já sente a bronca da sociedade. Nos últimos dias já ocorreram "serenatas", "arraial" e acampamentos em frente a sua casa no Alto de Pinheiros, bairro nobre da capital paulista. Diante dos protestos, que só tendem a crescer, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República ordenou a instalação de barreiras policiais nos arreadores da mansão da rica família. 

Marcela Temer, "recatada e do lar", e "Michelzinho", o menino de sete anos que já tem R$ 2 milhões em imóveis, estão sentido na pele o custo da traição e das mesquinharias do golpista velhaco!

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