sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Globo esconde herdeiro assassino da RBS

Por Altamiro Borges

Faleceu nesta sexta-feira (11) o vendedor Sérgio Teixeira da Luz, atropelado após sair de uma festa em Florianópolis no último domingo. Segundo o delegado Otávio César Lima, da Delegacia de Polícia Civil de Canasvieiras, o jovem de 23 anos foi atingido por um carro Audi A3 dirigido por Sérgio Orlandini Sirotsky – um dos herdeiros do Grupo RBS, que possui vários veículos de comunicação no Rio Grande do Sul, incluindo a afiliada da TV Globo. Ainda de acordo com o delegado, o filhinho de papai fugiu do local sem prestar socorro. Apesar da gravidade do fato e da notoriedade do envolvido, jornalões, revistonas e emissoras de rádio e tevê evitam dar destaque para o episódio. A TV Globo, por razões óbvias, faz de tudo para esconder o herdeiro da RBS.

Bolsa Família tem corte recorde com Temer

Por Altamiro Borges

A quadrilha de Michel Temer chegou ao poder graças ao apoio da cloaca empresarial, da imprensa golpista e dos “midiotas” da chamada classe média. E o Judas não tem qualquer pudor “republicano”, como tinham os ingênuos do governo Dilma, para recompensar parte destes setores – com exceção dos “coxinhas” otários. O patronato está sendo beneficiado com a anistia de dívidas, a manutenção da desoneração fiscal, a “reforma” trabalhista que reduz seus custos e outras regalias. Já os barões da mídia tiveram o aumento das verbas publicitárias – somente a revista “QuantoÉ”, a mais descarada na chapa-branquismo, viu sua cota aumentar em 1.384% nos últimos doze meses; no caso da “Veja”, a cota de publicidade cresceu 490%.

Aecista do Afroreggae tem bens bloqueados

José Junior e Aécio Neves. Foto; Divulgação
Por Altamiro Borges

Nas eleições presidenciais de 2014, o ativista cultural José Junior, fundador do Grupo de Ação Social Afroreggae, surpreendeu seus admiradores ao ingressar com ímpeto na campanha de Aécio Neves. Ao lado do cambaleante, ele reforçou o discurso da ética na política proferido pelos falsos moralistas. O tucano, o homem das malas de dinheiro da JBS, viu sua carreira implodir e parece que virou pó. Já José Junior começa a sofrer abalos na sua imagem. Nesta segunda-feira (7), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizou ação civil pública (ACP) contra a ONG Afroreggae por improbidade administrativa.

A juventude quer viver e ter direitos

Editorial do jornal Brasil de Fato:

A juventude é o momento da vida em que muitos desafios se colocam para as pessoas, seja pela autonomia financeira, decisão profissional - que está intimamente ligada à educação - , pela afirmação de valores e identidades perante a sociedade, etc.

Esse também é um momento de grande vulnerabilidade para esse segmento social. De acordo com o último Censo (2010) existem no Brasil cerca de 51,3 milhões de jovens, sendo que 85% desses jovens vivem nas cidades. Destes, 74% estão inseridos no mundo do trabalho (53% trabalha e 21% procura trabalho) e apenas 37% estudam (IBGE).

Doria está disposto a destruir Alckmin

Por Renato Rovai, em seu blog:

A história do criador que mata a criatura é mais antiga do que as sagas bíblias pós-Cristo. Sófocles escreveu Edipo Rei uns 400 e poucos anos do menino Jesus nascer numa manjedoura. Lá já estava o germe do que viria a acontecer com Alckmin nesta eleição presidencial.

Alckmin é o pai político de Dória. E a ambição política pela presidência da República é a mãe de Doria.

Alckmin tem dona Lu como esposa, mas na verdade, na verdade, tem como sua verdadeira cúmplice de todos os dias a ambição pela presidência.

"Distritão", o paciente e a doença

Por Luis Felipe Miguel, no blog Diário do Centro do Mundo:

Ainda acho pouco provável uma vitória em plenário, sobretudo porque precisa de maioria qualificada, mas a aprovação do voto único não transferível (o chamado “distritão”) na comissão da Câmara é, em si mesma, uma demonstração de que faltam, a muitos de nossos “representantes”, preocupação com a qualidade do processo eleitoral ou capacidade cognitiva para compreender os efeitos das regras – ou ambas.

Picado pela mosca azul, Doria trai Alckmin

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Só dá ele no noticiário: esta semana, o prefeito João Doria acelerou e acabou atropelando seu padrinho político, o governador Geraldo Alckmin, na corrida pela candidatura presidencial do PSDB.

Cortejado pelo PMDB de Michel Temer e o DEM de Rodrigo Maia, o prefeito paulistano botou o bloco na rua e programou uma série de viagens pelo país, já em campanha para 2018, em busca de apoios.

Doria nem disfarça mais: virou um prefeito em trânsito, que não chegou a esquentar a cadeira em busca de vôos mais altos.

De volta ao Brasil colonial

Por João Sicsú, na revista CartaCapital:

O Brasil encontrará o seu passado no futuro. O Brasil será o que foi: uma colônia. No século XXI, a colonização assumiu novas formas. Não é mais um país que domina o outro pela força militar.

A Coroa dos dias de hoje são as megacorporações multinacionais, os grandes bancos e o rentismo. Essa nova Coroa é mais forte e maior que os Estados nacionais. Hoje em dia, é o poder econômico organizado que domina países. E o governo do país dominado se entrega completamente. E, por vezes, agradece ajoelhado.

A barbárie da 'reforma' da Previdência

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

Ao comentar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, com a qual o governo Michel Temer pretende "reformar" a Previdência Social no país, o professor Eduardo Fagnani, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), faz um alerta. "Temos que lutar para evitar a barbárie. Não queremos que o Brasil se transforme num México (onde o neoliberalismo é hegemônico e a pobreza atinge cerca de 45% da população)."

As milionárias consultorias de Meirelles

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Rubem Valente, na Folha, traz mais uma daquelas revelações que, por se tratar de gente querida pelo mercado, jamais virá ao caso:

Um ex-cliente da empresa de consultoria que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, manteve até assumir o cargo controla uma companhia que tem negócios milionários com o governo federal.
Gerida pelo fundo de investimentos americano KKR, a Aceco recebeu R$ 635 milhões de órgãos federais de 2007 a 2017, em valores não atualizados, por serviços de armazenagem de dados e salas-cofre de computadores.


O golpe trouxe de volta a fome

Por Joan Edesson de Oliveira, no site Vermelho:

Conheço bem a fome. Quando criança, brincávamos de esconde-esconde com ela, que não raras vezes nos encontrava. Nunca passou, confesso, de fomezinha, minúscula. Há gradações na fome, na miséria, na pobreza, que as estatísticas nem sempre dão conta. As estatísticas não dão conta das gradações da dor que a fome provoca.

Entre a pobreza da minha infância, nós éramos pobres, apenas pobres, sem adjetivos ou advérbios. Havia, numa escala abaixo, os muito pobres e os miseráveis, aqueles para cuja sobrevivência o nada já era muita coisa.

Venezuela e a ditadura midiática

Por Renata Mielli, no site Mídia Ninja:

A Venezuela está na boca do povo brasileiro. As pessoas, de norte a sul do país, tem na ponta da língua uma opinião para dar sobre a crise política que vive o país vizinho. E sem medo de errar, atiram: a Venezuela é uma ditadura, é preciso tirar aquele Maduro de lá e libertar o povo. Impressionante é imaginar como a esmagadora maioria das pessoas, que nunca estiveram na Venezuela, tem tanta propriedade para falar dela. Ou falam dela sem propriedade mesmo, com direito a confundir o sucessor de Hugo Chávez com o personagem Madruga, da série mexicana.