quinta-feira, 3 de junho de 2021

Panelaço abafa mentiras de Bolsonaro na TV

Por Altamiro Borges

O estridente panelaço em centenas de cidades abafou as mentiras obradas pelo "capetão" genocida em rede nacional de TV na noite desta quarta-feira (2). O presidente Jair Bolsonaro, o cínico negacionista que sempre foi contra as "vachinas" para enfrentar a "gripezinha" da Covid-19, deve ter ido para a cama em pânico, com sua arminha debaixo do travesseiro.

O farsante, que até agora se jacta de não ter tomado a vacina, garantiu que "todos os brasileiros que assim o desejarem serão vacinados" ainda neste ano. O picareta também mentiu sobre o sucesso da imunização no Brasil, um dos piores países do mundo nesse quesito – e o segundo em mortes decorrentes do novo coronavírus.

O cerco se fecha contra o desmatador Salles

Por Altamiro Borges

O cerco a Ricardo Salles, ministro da devastação ambiental de Bolsonaro, está se fechando. Na quarta-feira (2), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito para investigar o envolvimento do suspeito ricaço na exportação ilegal de madeira da Amazônia.

Segundo denúncias do delegado Alexandre Saraiva, afastado por Jair Bolsonaro da superintendência da Polícia Federal no Amazonas, o ministro teria atrapalhado a apuração da maior apreensão de madeira do país. Ele e outros serviçais do seu ministério lucraram com essa ação junto à "máfia das madeireiras". Em sua decisão, Cármen Lúcia foi enfática:

Nomeação de Pazuello afronta poder civil

Por Jeferson Miola, em seu blog:


O general Paulo Sérgio de Oliveira, Comandante do Exército, além de até o momento ainda não ter punido Eduardo Pazuello pela participação ostensiva em atividade político-partidária flagrada ao vivo pela TV e mídias sociais [23/5], também autorizou a nomeação do general transgressor na Secretaria de Assuntos Estratégicos da presidência.

De acordo com o Decreto 8.798/2016, por delegação presidencial compete ao Comandante do Exército a “autorização de oficial para ser nomeado ou admitido para cargo, emprego ou função pública civil temporária, não eletiva, inclusive da administração indireta”.

Dupla lição para os políticos

Reeleitura de Tarsila do Amaral por Cristiano Siqueira
Por João Guilherme Vargas Netto


Aqui no Brasil o bom senso das direções sindicais corrigiu, muitas vezes, o sectarismo, o voluntarismo e a passividade das direções partidárias de esquerda.

Isto ocorreu na história do Partidão (mesmo na clandestinidade) e aconteceu também na história do PT.

Atribuo isto à relação mais próxima e permanente da direção sindical com a base dos trabalhadores e os ativistas sindicais.

Nos partidos políticos os dirigentes e os candidatos aproximam-se do povo nos momentos eleitorais e dele se afastam passadas as eleições; ocupam-se de outras tarefas e, até mesmo o sucesso eleitoral os distancia dele.

Na vida sindical a eleição é apenas um dos acontecimentos e tem o mesmo peso de uma greve, de uma assembleia, de uma campanha salarial vitoriosa.

Só a pressão popular enterrará o bolsonarismo

Por Roberto Amaral, no seu blog:


Consideram-se justas e consequentes as linhas políticas, e as palavras de ordem delas decorrentes, na medida em que atendem ao dado momento do processo social; este, por definição, é um movimento, um fazer-se e refazer-se, como as ondas do mar, que nunca são as mesmas. Não há, pois, coerência tática quando mantemos vigentes palavras de ordem, que, embora originalmente corretas, se apresentam num determinado momento como inadequadas em face do quadro de realidade mutante. Por consequência, não deve ser vista como contraditória ou incoerente, por si, a mudança de linha cuja correção atende a exigência de uma nova realidade política. Contrariamente, não mudar, em tal caso, equivaleria a confundir a forma com o conteúdo, a aparência com o real, ter o hábito pelo monge. A coerência que a História reclama não é de ordem formal, estática, posto que diz respeito à fidelidade de objetivos (e eficiência de meios), a interdependência entre princípios e fins. Em síntese: se muda a conjuntura, necessariamente há de mudar o caráter e o modus da intervenção do sujeito social.