Por João Guilherme Vargas Netto
Agora que as campanhas eleitorais saíram da clandestinidade e se legalizaram, faltam menos de 50 dias para o primeiro turno.
Já se pode “fechar” uma chapa, até com os números dos candidatos, para a “cola” do dia da eleição.
O movimento sindical dos trabalhadores está desafiado a ajudar nas campanhas e a eleger aqueles candidatos que merecem o apoio dos trabalhadores porque defendem os interesses da classe em sua vida pública e em seus mandatos.
Há muitas formas de participação até o voto na urna eletrônica e todas podem e devem ser adotadas pelas entidades sindicais, com inteligência e eficácia.
Além do esforço para votação nos candidatos preferidos o movimento sindical pode, também, rejeitar aquelas candidaturas que não merecem apoio e, pelo contrário, exigem repúdio. É o voto e o desvoto.
Ambas as participações já foram provadas pelo movimento sindical e, às vezes, a segunda forma é a mais temida pelos políticos que disputam mandatos.
Um exemplo histórico desta dualidade (voto e desvoto) é o livro “Quem foi quem na Constituinte”, editado em outubro de 1988 pela Cortez e pela Oboré, com os resultados das votações de interesse dos trabalhadores compilados pelo DIAP que atribuiu a todos os constituintes (senadores e deputados) uma nota correspondente de 0 a 10.
Durante anos esta avaliação – nota alta ou nota baixa – foi muito utilizada pelo movimento sindical nas inúmeras campanhas em que participava.
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