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A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) sempre esbanjou valentia e arrogância. Da tribuna da Câmara Federal ou do esgoto digital, a fascistinha destilava ódio contra os “inimigos” políticos e pregava violência. Na véspera da eleição presidencial de 2022, ela inclusive desfilou pelas ruas de um bairro nobre da capital paulista com a arma em punho ameaçando um jovem petista. Hoje, porém, a bolsonarista raivosa posa de humilde e apela para o mimimi vitimista.
Nesta semana, a foragida na Itália, onde chegou a ser presa por alguns meses, lançou uma vaquinha virtual para garantir sua sobrevivência. Em vídeo postado no Instagram na terça-feira (3), ela pediu ajuda por meio de uma comunidade paga, com mensalidade de R$ 50. Entre outros chororôs, a ex-deputada afirmou que as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a impedem de abrir uma conta bancária e de receber salário no país europeu.
“Vim trazer essa situação pra vocês porque realmente já não tenho mais como resolver. Moraes destruiu a minha vida”, choramingou Carla Zambelli. Segundo a postagem, o ministro do STF bloqueou seus recursos e incluiu na Interpol uma acusação de invasão com prejuízo financeiro, o que impedem que instituições financeiras abram uma conta bancária em seu nome. Em contrapartida a quem se inscrever na comunidade por R$ 50 mensais, ela promete conteúdos exclusivos. “Se um dia você me admirou, eu peço a sua ajuda”, apela a ex-valentona.
Só para relembrar, a fascistinha foragida na Itália acumula duas condenações criminais no Brasil. No processo sobre a invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ela recebeu pena de 10 anos e 8 meses de prisão. A condenação transitou em julgado e não cabe mais recurso. Com base nessa decisão, o governo brasileiro solicitou a extradição da ex-deputada à Itália, mas a Justiça do país europeu negou o pedido.
Em outro processo, Carla Zambelli recebeu pena de 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso, mencionado acima, envolve a perseguição a um homem com uma arma em punho, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. No ano passado, após fugir do Brasil, a bolsonarista teve seu nome incluído na lista vermelha da Interpol devido à condenação pelo caso do CNJ.

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