Por Bepe Damasco, em seu blog:
É possível falar de projetos para o país e programas de interesse público diante de entrevistadores que te tratam como bandido?
Não.
Um dos maiores políticos da história, um estadista mundial, deve mesmo comparecer a uma entrevista na qual é certo que será desrespeitado o tempo inteiro?
Não.
Se os profissionais da Globo nada aprenderam com a Lava Jato, e muito menos se desculparam, como acreditar que eles possam formular perguntas sobre assuntos relevantes para o povo brasileiro?
Nenhuma chance.
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
A mídia e a desestabilização da democracia
Por Rogério Baptistini, no site Dissidente:
A sabatina de Lula na Globo não foi jornalismo. Foi um ato político. Em 40 minutos de entrevista, 25 foram dedicados à corrupção. A mídia corporativa brasileira tem lado e sua estratégia é clara: associar, repetir e manchar. Enquanto a extrema-direita avança com discursos moralistas e sem propostas, a mídia insiste em pautar o debate pela indignação, alimentando o clima de escândalo que beneficia os inimigos da democracia.
A sabatina do presidente Lula, candidato à reeleição, na Rede Globo, não foi um exercício de jornalismo. Foi um ato político. Durante 40 minutos, 25 foram dedicados à corrupção. Não às propostas de governo, não ao balanço de um mandato, não aos projetos para o futuro. A corrupção foi o centro. O objetivo pareceu ser associar, repetir e manchar a imagem de Lula.
A sabatina de Lula na Globo não foi jornalismo. Foi um ato político. Em 40 minutos de entrevista, 25 foram dedicados à corrupção. A mídia corporativa brasileira tem lado e sua estratégia é clara: associar, repetir e manchar. Enquanto a extrema-direita avança com discursos moralistas e sem propostas, a mídia insiste em pautar o debate pela indignação, alimentando o clima de escândalo que beneficia os inimigos da democracia.
A sabatina do presidente Lula, candidato à reeleição, na Rede Globo, não foi um exercício de jornalismo. Foi um ato político. Durante 40 minutos, 25 foram dedicados à corrupção. Não às propostas de governo, não ao balanço de um mandato, não aos projetos para o futuro. A corrupção foi o centro. O objetivo pareceu ser associar, repetir e manchar a imagem de Lula.
A civilização segundo 'Buquelinho Atômico'
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:
Conforme a Humans Right Wacht, “desde que assumiu o cargo, a administração do presidente Nayib Bukele tem promovido uma ofensiva contra as instituições democráticas, inclusive por meio da substituição sumária do procurador-geral e de todos os juízes da Sala de Constitucionalidade da Suprema Corte.
Em março de 2022, legisladores aliados de Bukele aprovaram um estado de emergência, suspendendo diversos direitos constitucionais em resposta a um pico de violência de gangues.
As forças de segurança prenderam dezenas de milhares de pessoas - incluindo centenas de crianças - e cometeram violações generalizadas dos direitos humanos, como prisões arbitrárias, desaparecimentos forçados, tortura e outros maus-tratos contra detentos.
Conforme a Humans Right Wacht, “desde que assumiu o cargo, a administração do presidente Nayib Bukele tem promovido uma ofensiva contra as instituições democráticas, inclusive por meio da substituição sumária do procurador-geral e de todos os juízes da Sala de Constitucionalidade da Suprema Corte.
Em março de 2022, legisladores aliados de Bukele aprovaram um estado de emergência, suspendendo diversos direitos constitucionais em resposta a um pico de violência de gangues.
As forças de segurança prenderam dezenas de milhares de pessoas - incluindo centenas de crianças - e cometeram violações generalizadas dos direitos humanos, como prisões arbitrárias, desaparecimentos forçados, tortura e outros maus-tratos contra detentos.
Lula na Globo: jornalismo de guerra persiste
Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:
Iludiram-se os que pensaram, em algum momento da era Bolsonaro, que a TV Globo (por ele perseguida) e outros veículos da grande mídia haviam renunciado ao jornalismo de guerra, restaurando aquele baseado nos cânones fundamentais lastreados no interesse público do conteúdo, na reverência à objetividade e ao equilíbrio e nas boas técnicas apurativas.
Nas sabatinas com os presidenciáveis que antecederam a de Lula, ocorrida ao vivo ontem no Jornal Nacional, a taxa de normalidade jornalística compareceu razoavelmente bem.
Na do presidente, não. Nela reapareceram os velhos cacoetes dos tempos mais ásperos, daquilo que, desde 2005 (mensalão, reeleição de 2006 e aloprados, impeachment de 2016 e finalmente a Lava Jato), eu chamo de jornalismo de guerra.
Iludiram-se os que pensaram, em algum momento da era Bolsonaro, que a TV Globo (por ele perseguida) e outros veículos da grande mídia haviam renunciado ao jornalismo de guerra, restaurando aquele baseado nos cânones fundamentais lastreados no interesse público do conteúdo, na reverência à objetividade e ao equilíbrio e nas boas técnicas apurativas.
Nas sabatinas com os presidenciáveis que antecederam a de Lula, ocorrida ao vivo ontem no Jornal Nacional, a taxa de normalidade jornalística compareceu razoavelmente bem.
Na do presidente, não. Nela reapareceram os velhos cacoetes dos tempos mais ásperos, daquilo que, desde 2005 (mensalão, reeleição de 2006 e aloprados, impeachment de 2016 e finalmente a Lava Jato), eu chamo de jornalismo de guerra.
Lula venceu os interrogadores da Globo
Por Moisés Mendes, em seu blog:
A entrevista de Lula ao Jornal Nacional teve os 40 minutos concedidos a todos os candidatos. Com um detalhe que não é irrelevante: mais da metade do tempo, em exatos 21 minutos iniciais, foi dedicada a um interrogatório num ritmo acelerado, para que o presidente não tivesse tempo para pensar.
Não foi assim com os que antecederam o presidente no JN, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Lula não foi entrevistado. Foi interrogado por Cesar Tralli e Renata Vasconcellos.
Depois de insistirem nas suspeitas em torno de Fábio Luís e a lobista do empréstimo ao ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, de Jaques Wagner e o caso Master e de Carlos Lupi nas fraudes do INSS, Renata Vasconcellos disse que passaria a perguntar sobre a questão fiscal.
A entrevista de Lula ao Jornal Nacional teve os 40 minutos concedidos a todos os candidatos. Com um detalhe que não é irrelevante: mais da metade do tempo, em exatos 21 minutos iniciais, foi dedicada a um interrogatório num ritmo acelerado, para que o presidente não tivesse tempo para pensar.
Não foi assim com os que antecederam o presidente no JN, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Lula não foi entrevistado. Foi interrogado por Cesar Tralli e Renata Vasconcellos.
Depois de insistirem nas suspeitas em torno de Fábio Luís e a lobista do empréstimo ao ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, de Jaques Wagner e o caso Master e de Carlos Lupi nas fraudes do INSS, Renata Vasconcellos disse que passaria a perguntar sobre a questão fiscal.
O padrão deplorável da Globo
Por Jeferson Miola, em seu blog:
Os debates eleitorais promovidos por emissoras de rádio e televisão perderam a relevância e a influência que exerciam.
Os grupos de mídia contribuem para isso. Estão muito mais empenhados em promover espetáculos dantescos que escandalizam e geram audiência, do que em oferecer processos educativos que auxiliem no discernimento da cidadania sobre as alternativas eleitorais.
Para isso, as empresas contemplam a participação nos debates de candidatos cujos partidos não possuem representatividade alguma.
Legitimam a presença de candidatos cujos partidos não têm representação mínima no Congresso para dispor de tempo de rádio e TV, mas que são instrumentos úteis na engrenagem do espetáculo. Assim foi com Pablo Marçal na eleição municipal de 2024, e está sendo nesta eleição com Renan Santos, do Missão.
Os grupos de mídia contribuem para isso. Estão muito mais empenhados em promover espetáculos dantescos que escandalizam e geram audiência, do que em oferecer processos educativos que auxiliem no discernimento da cidadania sobre as alternativas eleitorais.
Para isso, as empresas contemplam a participação nos debates de candidatos cujos partidos não possuem representatividade alguma.
Legitimam a presença de candidatos cujos partidos não têm representação mínima no Congresso para dispor de tempo de rádio e TV, mas que são instrumentos úteis na engrenagem do espetáculo. Assim foi com Pablo Marçal na eleição municipal de 2024, e está sendo nesta eleição com Renan Santos, do Missão.