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quarta-feira, 30 de setembro de 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Os resultados da cúpula dos Brics na Índia
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| Delegação dos Estados-membros do BRICS em Nova Deli. Foto: Alexander Kazakov/Sputnik |
Os líderes dos Brics reuniram-se há pouco em Nova Delhi para sua cúpula anual. Não por acaso, o evento atraiu atenção mundial. Os Brics constituem um dos principais mecanismos internacionais atualmente existentes, já superando em importância e efetividade dois grupos do mesmo tipo, mais antigos – o G7 e o G20.
O peso dos Brics decorre da dimensão dos seus integrantes. Dele fazem parte, os dois países mais populosos do planeta (Índia e China); três dos cinco maiores países em extensão territorial (Rússia, China e Brasil); e cinco das maiores economias do mundo (China, Índia, Rússia, Indonésia e Brasil). Outra característica marcante – o grupo inclui os três países que estão em confrontação com o Ocidente coletivo – a China, a Rússia e o Irã. A movimentação dos Brics é acompanhada com preocupação em Washington e nas capitais europeias. Donald Trump já ameaçou os Brics diversas vezes, tentando assustar os integrantes mais medrosos ou mais vulneráveis do grupo.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
O Brasil não quebrou nem vai quebrar
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| Divulgação |
No final de agosto, o Banco Central anunciou que a dívida pública do Brasil chegou a R$ 10,9 trilhões – o que equivale a 82,5% de tudo o que o país produz, o famoso Produto Interno Bruto, o PIB. Como de costume, a mídia hegemônica disparou manchetes em tom de pânico, chamando o governo de “gastador irresponsável”.
Mas o que os alarmistas ignoram – ou escondem – é que o Brasil não corre o menor risco de quebrar, pois se endivida na moeda que emite. Mais do que isso: o que realmente faz a dívida subir não são os investimentos em saúde, educação ou no Bolsa Família, mas a astronômica taxa de juros paga aos credores do mercado financeiro.
domingo, 23 de agosto de 2026
A Era do Obscurantismo
Por Paulo Nogueira Batista Jr.
Estamos atravessando a mais perigosa situação geopolítica desde a Segunda Guerra Mundial. O brasileiro, que adora se iludir, precisa abrir os olhos urgentemente.
Quais são as características marcantes desta fase, cujo início remonta à primeira ou segunda década do século XXI? Creio que podemos destacar quatro pontos:
1) A ascensão e consolidação de um mundo multipolar, marcado pelo rápido progresso da China e de outras nações do Leste da Ásia.
2) O declínio relativo do Ocidente, acelerado por escolhas estratégicas altamente problemáticas dos Estados Unidos (a abertura de uma guerra de três frentes contra a Rússia, a China e o Irã e, desde 2025, uma fragmentação inédita do Ocidente).
3) A relutância, mais do que isso – a recusa terminante do Ocidente de aceitar seu declínio relativo – a ponto de estar disposto a violar todos os princípios, contratos e regras, além de praticar abertamente toda sorte de violência e pirataria. Estados Unidos e aliados mostram-se prontos, como estamos vendo, a realizar operações militares e até mesmo ir à guerra na tentativa de preservar e talvez reverter seu domínio decadente.
4) Apesar do declínio, o Ocidente, em especial a superpotência Estados Unidos, não devem ser subestimados, pois podem fazer – e fazem – grandes estragos urbi et orbi.
Estamos atravessando a mais perigosa situação geopolítica desde a Segunda Guerra Mundial. O brasileiro, que adora se iludir, precisa abrir os olhos urgentemente.
Quais são as características marcantes desta fase, cujo início remonta à primeira ou segunda década do século XXI? Creio que podemos destacar quatro pontos:
1) A ascensão e consolidação de um mundo multipolar, marcado pelo rápido progresso da China e de outras nações do Leste da Ásia.
2) O declínio relativo do Ocidente, acelerado por escolhas estratégicas altamente problemáticas dos Estados Unidos (a abertura de uma guerra de três frentes contra a Rússia, a China e o Irã e, desde 2025, uma fragmentação inédita do Ocidente).
3) A relutância, mais do que isso – a recusa terminante do Ocidente de aceitar seu declínio relativo – a ponto de estar disposto a violar todos os princípios, contratos e regras, além de praticar abertamente toda sorte de violência e pirataria. Estados Unidos e aliados mostram-se prontos, como estamos vendo, a realizar operações militares e até mesmo ir à guerra na tentativa de preservar e talvez reverter seu domínio decadente.
4) Apesar do declínio, o Ocidente, em especial a superpotência Estados Unidos, não devem ser subestimados, pois podem fazer – e fazem – grandes estragos urbi et orbi.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
terça-feira, 11 de agosto de 2026
sábado, 8 de agosto de 2026
Juros: BC segue aprisionado pela Faria Lima
Por Altamiro Borges
Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros de 14,25% para 14% ao ano. O corte coloca a Selic em seu menor patamar desde março de 2025, quando ela foi de 13,25%. Essa foi a quarta redução seguida de 0,25 ponto percentual decidida pelo colegiado, repetindo os cortes realizados nas reuniões de março, abril e junho. A perda do ritmo da inflação, que em julho subiu apenas 0,06%, foi o argumento central para a nova queda.
Além de tímido, bem abaixo das necessidades da economia brasileira que dá sinais evidentes de retração, o corte ainda veio cheio de alertas terroristas do Banco Central. Mesmo confessando que “a atividade econômica indica resfriamento gradual”, o órgão criticou “o mercado de trabalho aquecido” e alertou que “a inflação cheia desacelerou, porém ainda está acima do limite superior da meta”. O Copom ainda justificou a “cautela” ao prolongamento das tensões geopolíticas. “O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas".
Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros de 14,25% para 14% ao ano. O corte coloca a Selic em seu menor patamar desde março de 2025, quando ela foi de 13,25%. Essa foi a quarta redução seguida de 0,25 ponto percentual decidida pelo colegiado, repetindo os cortes realizados nas reuniões de março, abril e junho. A perda do ritmo da inflação, que em julho subiu apenas 0,06%, foi o argumento central para a nova queda.
Além de tímido, bem abaixo das necessidades da economia brasileira que dá sinais evidentes de retração, o corte ainda veio cheio de alertas terroristas do Banco Central. Mesmo confessando que “a atividade econômica indica resfriamento gradual”, o órgão criticou “o mercado de trabalho aquecido” e alertou que “a inflação cheia desacelerou, porém ainda está acima do limite superior da meta”. O Copom ainda justificou a “cautela” ao prolongamento das tensões geopolíticas. “O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas".
domingo, 2 de agosto de 2026
Commodities ou indústria: que país queremos?
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| Reprodução |
Fundado sobre as bases do binômio escravismo-latifúndio (o Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravatura e ainda hoje se recusa a promover a reforma agrária que as nações desenvolvidas levaram a cabo nos dois últimos séculos), nascemos e nos formamos determinados pela metrópole empobrecida a cumprir o papel de fornecedores das matérias-primas requeridas pelo mercado europeu.
Nascemos como economia agroexportadora, uma empresa territorial sob a intermediação de Lisboa, o entreposto de tudo o que importávamos e de tudo o que exportávamos, basicamente o açúcar produzido nos engenhos do litoral nordestino, depois da extração predatória do pau-brasil. Nenhum projeto de sociedade, de nação, de país. O fundamental era assegurar a posse de uma imensidade de terra ainda desconhecida e visitada por piratas e aventureiros.
segunda-feira, 20 de julho de 2026
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Pix: uma facada no coração do imperialismo
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| Charge: Zé Dassilva |
Na audiência em curso nos Estados Unidos para tratar das questões relacionadas com o tarifaço estipulado pelo governo de Donald Trump contra o Brasil, um dos temas em pauta tem a ver com o novo sistema de pagamentos adotado com grande êxito por nosso país, o pix.
Os motivos que fazem do pix um terror para os centros de poder dos Estados Unidos vão muito além da já conhecida perda de parte dos ganhos estratosféricos que os megaoligopólios estadunidenses do ramo financeiro vêm abocanhando há bastante tempo.
Se é verdade que as corporações controladoras de cartões de crédito, como Visa e Mastercard, têm sobradas razões para quererem pôr fim ao pix, é importante ressaltar que este não é o único e, nem muito menos, o principal fator de preocupação para os que comandam os destinos do imperialismo gringo.
quarta-feira, 17 de junho de 2026
domingo, 14 de junho de 2026
sexta-feira, 12 de junho de 2026
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Alerta sobre fechamento de agências da Caixa
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| Foto: Contraf-CUT |
As informações compiladas no Caderno dos Estados 2026, material divulgado pela Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa) e Contraf-CUT, alcançaram ampla repercussão na imprensa nacional nesta segunda-feira (8). O levantamento foi destaque em importantes veículos de comunicação, entre eles o portal R7, além dos portais Brasil 247, RDM Brasil, Brasília, eu vi e Portal Tela.
O levantamento, compilado pelo Dieese a pedido da Fenae e Contraf-CUT, chama atenção para os impactos da redução da rede física de atendimento da Caixa, especialmente sobre a oferta de crédito habitacional e a execução de políticas públicas. De acordo com os dados apresentados, entre 2021 e 2025 foram fechadas 252 agências do banco em todo o país. Em um período mais amplo, entre 2015 e 2025, o número de unidades encerradas chegou a 284.
domingo, 7 de junho de 2026
quarta-feira, 3 de junho de 2026
O capitalismo e o crescimento para poucos
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| Charge: Bira Dantas |
“O empresário tende inevitavelmente a se transformar em rentista e a dominar cada vez mais aqueles que só possuem sua força de trabalho. Uma vez constituído, o capital se reproduz sozinho, mais rápido do que cresce a produção. O passado devora a produção.” - Thomas Piketty, O capital no século XXI.
Ao contrário do que afirma Paulo Gala em seu excelente “Rumo a 2050” (Carta Capital, 27/05/2026), o crescimento da economia, por si, não altera a estrutura distributiva. Ao contrário, não apenas convive com alta concentração de renda, como a promove.
Trata-se, simplesmente, de determinismo da lógica de acumulação do capitalismo, e sua consequência irrecorrível é a concentração da riqueza, na contramão da valorização do trabalho como um dos fatores da produção. Mesmo o aumento da produtividade não implica aumento proporcional dos salários. De um lado, os lucros do capital são reinvestidos, ampliando a escala do capital e, como em um círculo vicioso, reforçando sua concentração; doutra parte, o desemprego estrutural - alimento do exército industrial de reserva - pressiona os salários para baixo, quadro tendencial da globalização do capitalismo, a que se somam o desenvolvimento científico e as novas tecnologias, poupadoras de mão de obra e intensivas em capital, e a articulação de grandes e poucas corporações operando em escala global, de forma oligopolista, transitando para o monopólio, com níveis inéditos de concentração de mercado e de poder político, frequentemente avançando sobre as soberanias nacionais.
sábado, 16 de maio de 2026
quarta-feira, 13 de maio de 2026
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Os fantásticos editoriais contra o Desenrola
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| Reprodução |
Há muitos elementos para criticar o Desenrola. Mas o nível dos argumentos invocados pelos editoriais de O Globo e a Folha só é superado pelo alerta de Carlos Alberto Sardenberg da CBN, de que não adiante bloquear o CPF de quem negociar a dívida, para bloquear nas Bets, porque as pessoas tirarão outro CPF. É fantástico! Cidadãos comuns driblando a complexidade dos CPFs só para jogar nas Bets.
Há dois temas macro explicando a inadimplência, e um tema menor.
Os dois temas macro atendem pelo nome de Bets e spreads bancários.
Mas, aí, há dois problemas.
Bets e bancos são grandes anunciantes. Como é que fica, então?
Há dois temas macro explicando a inadimplência, e um tema menor.
Os dois temas macro atendem pelo nome de Bets e spreads bancários.
Mas, aí, há dois problemas.
Bets e bancos são grandes anunciantes. Como é que fica, então?
quinta-feira, 7 de maio de 2026
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