quinta-feira, 13 de agosto de 2026

EUA julgam Meta por dependência de menores

Por Altamiro Borges

Teve início nesta quarta-feira (12) o julgamento nos EUA da megacorporação ianque Meta - dona do Facebook, Instagram e WhatsApp - pela acusação de utilizar instrumentos projetados deliberadamente para gerar dependência em menores de idade. A big tech enfrentará uma coalizão de procuradores-gerais dos Estados Unidos determinada a condená-la a pesadas multas na Justiça Federal.

Como aponta reportagem da agência de notícias AFP, “embora não seja a primeira ação a tentar responsabilizar uma empresa de redes sociais por seu impacto na saúde mental e na segurança, esta pode se tornar uma das mais importantes”. O processo começou com a seleção do júri no tribunal federal de Oakland, perto de São Francisco. A primeira audiência já está marcada para 18 de agosto. Elas durarão seis semanas, até o fim de setembro. O veredicto deve ser conhecido no início de outubro.

PGR rejeita visitas de Flávio a Bolsonaro

Por Altamiro Borges

Em mais um revés político do candidato da extrema-direita nas eleições presidenciais, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta semana contra a liberação das visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao paizão condenado, que segue em “prisão domiciliar humanitária” em sua mansão em Brasília. O parecer do órgão foi pela rejeição dos recursos apresentados pela defesa do primogênito do golpista ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme relembra o site UOL, “em julho, o ministro Alexandre de Moraes proibiu visitas de Flávio ao pai por 90 dias - ou seja, até o fim da eleição. O candidato à presidência recorreu, e o ministro deu prazo para que a procuradoria se manifestasse. A decisão foi motivada por carta escrita por Bolsonaro e lida por Flávio nas redes sociais. Para o ministro, o senador desrespeitou a medida cautelar que proíbe o ex-presidente de usar redes sociais, mesmo por intermédio de terceiros. O magistrado também proibiu qualquer visita ‘com finalidade político-eleitoral’ até o fim das eleições de 2016”.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

O arsenal Trump-bolsonarista contra Lula

Ilustração feita pelo Chatgpt
Por Jeferson Miola, em seu blog:

Está amplamente documentada a atuação dos EUA nos golpes, nos momentos de rupturas institucionais e de desestabilização do nosso país desde, pelo menos, meados do século passado. Esse intervencionismo continua no presente.

O inventário resumido da intromissão estadunidense abarca circunstâncias como: a oposição à campanha “o petróleo é nosso” e à criação da Petrobrás, a derrubada e suicídio de Getúlio, a resistência à posse do Jango em 1961, o golpe cívico-militar e implantação da ditadura em 1964, a ambientação da crise que culminou na derrubada da Dilma, a cooptação e apoio a agentes da Lava Jato e da mídia na prisão farsesca do Lula – para citar os eventos mais marcantes.

Mídia venal ignora vice de Flávio Bolsonaro

Charge: Aroeira/247
Por Moisés Mendes, em seu blog:


Se o vice fosse de Lula, e não de Flávio Bolsonaro, o ‘jornalismo investigativo’ de Globo, Folha e Estadão já teria longas e profundas reportagens sobre as denúncias de estupro contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).

Há uma semana os jornalões reproduzem notícias velhas sobre a situação do vice, como faz hoje o Globo, ao informar que uma fonte da denúncia, que chegou a conversar com a senadora Soraya Thronicke, teria recuado.

A informação nova mesmo é esta que está na capa de alguns jornais: Michelle condiciona apoio a vice de Flávio a atenção às mulheres. A notícia informa:

Ao explicar que apoiará a chapa Flávio-Gaspar, Michelle citou Damares Alves e pediu que o vice tenha atenção especial às mulheres:

“Como a Damares falou, se for um vice que for ter um olhar especial para as mulheres, a gente tá junto apoiando para dar tudo certo”.

Soberania é o pilar do programa de Lula

Foto: Ricardo Stuckert
Editorial do site Vermelho:


O documento Diretrizes para o programa de transformação do Brasil: um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo, é o programa oficial da campanha à reeleição da chapa Lula-Alckmin e da coligação constituída por sete legendas (PT, PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e REDE). Fruto de um trabalho coletivo, com contribuições de dezenas de lideranças, gestores, pesquisadores, sua elaboração foi coordenada pelas fundações do PT, do PCdoB, do PSB, do PV e da REDE, com relatoria do ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

Trump x Lula: Quem está ganhando?

Charge: Dario/Cartooning for Peace
Por Marcelo Zero, no site Viomundo

Entre janeiro e julho de 2025, o Brasil exportou US$ 197.849.157.194.

Já no mesmo período deste ano (2026) o Brasil exportou, apesar das sanções agressivas de Trump, US$ 218.551.862.181, cerca de 10,5% a mais.

Além disso, atingimos um superávit de cerca de US$ 49 bilhões.

Já os EUA, os agressores, tiveram um déficit comercial em bens e serviços de US$ 73,3 bilhões em junho de 2026, apresentando uma leve queda em relação aos meses anteriores, mas permanecendo próximo ao patamar de US$ 79,8 bilhões registrado quando o presidente Donald Trump foi eleito para seu segundo mandato - o que demonstra que políticas tarifárias agressivas não reequilibraram o comércio global, como o troglodita imaginava.

Fascismo aposta na eleição de senadores

Ilustração do site Topia
Por Bepe Damasco, em seu blog:


Um dos objetivos da extrema direita nestas eleições é eleger um número de senadores e senadoras suficiente para aprovar processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e promover mudanças constitucionais que enfraqueçam o regime democrático, abrindo caminho para suas teses obscurantistas.

Mas, as últimas pesquisas indicam que esses planos autoritários caminham para o revés em 4 de outubro.

Podem até fazer a maior bancada e, em aliança com todo o bloco oposicionista, chegar a formar maioria entre os 81 senadores. Com isso, ocupariam as comissões mais importantes e disputariam a presidência da Casa.

A crise terminal do jornalismo

Divulgação
Por Luís Nassif, no Jornal GGN:


A crise do jornalismo vai além do modelo de negócio das empresas, arruinado pelo avanço das redes sociais. A própria missão do jornalismo está ameaçada, em parte pela Inteligência Artificial, destruidora de empregos, em parte pela concorrência dos influenciadores e dos caça-likes.

Historicamente, o jornalismo sempre foi mais um vendedor de ideias e conceitos do que um desbravador de fatos. O modelo de negócios, desde o aparecimento da imprensa corporativa, era criar uma imagem forte, que pudesse conferir credibilidade ao veículo, para fazer valer seu maior ativo: a construção ou destruição de reputações.

Primeiro grande ideólogo da imprensa corporativa, Ortega y Gasset dizia que a primeira missão de um jornal era assegurar sua perenidade.