terça-feira, 7 de abril de 2026
Lula, o voto e os endividados
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| Foto: Ricardo Stuckert |
Faltando apenas seis meses para o primeiro turno da eleição, o governo prepara às pressas medidas para enfrentar um problema que subestimou ou não identificou em tempo: o sufoco das famílias endividadas, em grande parte responsável pelo mau humor político captado pelas pesquisas.
O ministro Dario Durigan está concluindo, com a equipe técnica da Fazenda, uma medida que seria mais eficiente que o Desenrola, mas, para incidir eleitoralmente, ela terá de ser capaz de produzir resultados de muito curto prazo. E isso vai requerer o mínimo de burocracia e a boa vontade dos bancos e financeiras.
A meta agora é favorecer a renegociação das dívidas mais caras, como cartão de crédito, cheque especial e crédito sem garantia, oferecendo abatimentos de até 80% e o refinanciamento do restante.
A União seria a fiadora junto aos bancos privados, por meio de um fundo a ser criado com parte daquela dinheirama nunca procurada pelos donos, gerida pelo Banco Central, que soma mais de R$ 10 bilhões.
O caso Master é um ecossistema de corrupção
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| Charge: Spacca |
O caso Master não pode ser analisado como aventura individual de um banqueiro desatinado, que montou uma estrutura viciada, tipo pirâmide, e não hesitava em queimar centenas de milhões de reais em um consumo conspícuo ou para comprar autoridades.
Trata-se de um ecossistema completo de corrupção, envolvendo os seguintes atores:
1. A fintech como infraestrutura universal
O Brasil criou, entre 2018 e 2023, o ambiente regulatório mais favorável à proliferação de fintechs do mundo em desenvolvimento.
O Banco Central, sob a liderança de Roberto Campos Neto, autorizou as licenças de instituição de pagamento e a regulação de arranjos de pagamento. O resultado foi uma explosão: de algumas dezenas de fintechs em 2015, o país chegou a mais de 1.300 em 2023, segundo a Associação Brasileira de Fintechs.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
domingo, 5 de abril de 2026
Dudu Bananinha é acionado por traição à pátria
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| Charge: Baggi |
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, vulgo Dudu Bananinha, que está foragido nos EUA, voltou a se comportar como um autêntico vendilhão da pátria na semana passada. Em vídeo postado em suas redes sociais, o filhote 03 de Jair Bolsonaro anunciou que pedirá sanções do “imperador” Donald Trump contra o Brasil em caso de derrota do seu irmão fascista nas eleições presidenciais deste ano. “Nós podemos fazer isso em tempo real, através de conversas de aplicativos de mensagem. Estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinente e que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender as providências”, postou o capacho do império.
André Mendonça salva Ibaneis na CPI do Crime
Por Altamiro Borges
Em mais uma sinistra decisão, o ministro André Mendonça, o “terrivelmente evangélico” indicado pelo fascista Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF), afastou a obrigatoriedade do ex-governador Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, de comparecer à CPI do Crime Organizado no Senado. A convocação do bolsonarista tinha sido aprovada na terça-feira (31), mas o magistrado avaliou que “há jurisprudência no STF no sentido de que o direito de investigado à não autoincriminação abrange a faculdade de comparecer ou não ao ato”, descreve o site Metrópoles.
Em mais uma sinistra decisão, o ministro André Mendonça, o “terrivelmente evangélico” indicado pelo fascista Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF), afastou a obrigatoriedade do ex-governador Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, de comparecer à CPI do Crime Organizado no Senado. A convocação do bolsonarista tinha sido aprovada na terça-feira (31), mas o magistrado avaliou que “há jurisprudência no STF no sentido de que o direito de investigado à não autoincriminação abrange a faculdade de comparecer ou não ao ato”, descreve o site Metrópoles.
Intervencionismo dos EUA está longe do fim
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| Charge: Latuff/Mondoweiss |
Desde o final da Segunda Guerra Mundial, os EUA respondem por algo como 80 intervenções militares em outro tanto de países, até então soberanos. Tudo em nome de uma farisaica “defesa da democracia”, disfarce da disputa estratégica com a URSS. O ponto de partida dessa fase do imperialismo, que guarda rigorosa coerência com sua história, desde a formação colonial até nossos dias, foi dado pelo que se passou a chamar de “Doutrina Truman” (1947), porque proclamada pelo presidente que lançara duas bombas atômicas sobre as populações civis de Hiroshima e Nagasaki, quando a guerra já estava perdida pelo Japão. Ela estabelecia o princípio do containment do comunismo, com apoio político, econômico e militar a países de sua órbita. O Plano Marshall de reconstrução da Europa Ocidental, do mesmo ano, fornece a base econômica. A doutrina militar se corporifica na OTAN, criada em 1949. Seu alvo era a defesa coletiva contra a URSS. São os três pilares sobre os quais se assentará a estratégia global dos EUA no pós-guerra.
O papel da juventude nas mudanças sociais
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| Reprodução |
As pesquisas de opinião divulgadas recentemente exibiram alguns dados que, conforme à ótica com a qual as analisemos, podem ser classificados como encorajadores, ou preocupantes, para as perspectivas de Lula e o governo por ele liderado.
Sinalizando no sentido da primeira alternativa, temos a constatação de que nosso atual presidente mantém-se plenamente habilitado para ser reeleito para um quarto mandato no pleito eleitoral previsto para a parte final do presente ano. Por outro lado, em contraposição a esta primeira leitura favorável, foi possível detectar algo que deveria fazer-nos meditar bastante e com muita preocupação. É que as sondagens explicitam um marcado grau de distanciamento da parcela jovem de nossa sociedade em relação à orientação do atual governo e, até mesmo, a respeito do Presidente Lula.
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