domingo, 19 de julho de 2026

Brasil, Irã e Cuba estão na mira dos EUA

Por José Luís Fiori, no site A terra é redonda:

“Em quase todos os países “ganhadores”, o desenvolvimento obedeceu a estratégias e seguiu caminhos que foram desenhados em resposta a grandes desafios sistêmicos, de natureza geopolítica. […] em todos esses países, em algum momento formou-se um bloco de poder que respondeu da mesma forma, a esses desafios externos, através de estratégias ofensivas, e de políticas de proteção econômica sustentadas por longos períodos de tempo” (J. L. Fiori. História, estratégia e desenvolvimento, p. 37).

A opinião do presidente Donald Trump não deve ter tido grande influência na vitória dos candidatos de extrema direita nas recentes eleições presidenciais sul-americanas. Esta é uma ideia que pode afagar o ego do presidente americano e assustar setores da esquerda mais ressabiada, mas, no mundo real, Donald Trump é hoje uma figura cada vez mais impopular no mundo todo, e também na América do Sul.

Marco Rubio e a ofensiva da extrema-direita

Por Pedro Carrano

Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, é certamente uma das figuras mais influentes no avanço do governo contra os países da América Latina e Oriente Médio.

No caso do nosso continente, Rubio, um rancoroso filho de cubanos, que optaram por Miami, e que propagandeia o anticomunismo a todo momento, agora aponta uma nova frente de combate: “O terrorismo político de extrema esquerda”, como mostra reportagem do La Jornada mexicano.

“Por tempo demais nossa doutrina contra o terrorismo teve um ponto cego: a violência extremista da esquerda política”, declarou Rubio, em encontro com representantes de 60 países.

Depois de ter usado o suposto combate ao narcotráfico como pretexto para invadir a Venezuela e avançar na influência sobre outros países; após denúncias de interferência em eleições recentes na América Latina, a mensagem do secretário estadunidense é nítida: combater as organizações populares e políticas sob pretexto de combater o “terrorismo” de esquerda – tanto no plano mundial, como para criminalizar os protestos no interior dos EUA.

sábado, 18 de julho de 2026

Governador fascistoide de SC xinga indígenas

Partido de Tarcísio rejeita Flávio Bolsonaro

A ascensão do reacionarismo no Brasil

Governo Lula endurece regras contra as bets

Ricaços lideraram fraude na Lojas Americanas

Porta dos Fundos vive clima de tensão

 

Quaest confirma: 69% apoiam fim da escala 6x1

Charge: Nando Motta
Por Altamiro Borges


Pesquisa Quaest divulgada nesta semana confirma que a ampla maioria da sociedade brasileira – 69% dos entrevistados – deseja o fim da desumana escala 6x1 de trabalho semanal. Apesar desse amplo apoio, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atendendo ao milionário lobby da cloaca burguesa, segue sabotando a votação do projeto que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, e com a adoção da escala 5x2.

Na sondagem anterior, de maio, o percentual de aprovação foi de 68%. A pesquisa revela ainda que a proposta já é conhecida pela maioria da população: 75% dos entrevistados disseram saber que a Câmara Federal aprovou o fim da escala 6x1 e que o texto agora está parado no Senado. A Quaest também perguntou o que os entrevistados pretendem fazer com seu tempo livre, caso a proposta seja aprovada. A respostas são emblemáticas sobre o sentido da redução da jornada:

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Quaest mostra derretimento de Flávio Bolsonaro

Charge: Miguel Paiva/247
Por Altamiro Borges


A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) confirma o bom momento vivido pelo presidente Lula e o derretimento de Flávio Bolsonaro, o candidato da extrema-direita nativa. Na pergunta espontânea, que é mais consistente, 26% afirmam que irão votar no atual mandatário – alta de três pontos na comparação com a sondagem anterior – e apenas 14% dizem que votarão no filhote do fascista. Já na pergunta estimulada do primeiro turno, Lula aparece com 40% e Flávio Rachadinha, como também é chamado, soma 28%. Em um eventual segundo turno, a vantagem do presidente subiu para oito pontos, um crescimento de dois pontos – 45% contra 37%.

Governador fascistoide de SC xinga indígenas

Ilustração: Juventude Laklãnõ/Xokleng
Por Altamiro Borges


O governador Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, é um fascistoide convicto, que adora lacrar nas redes digitais e atiçar o ódio entre seus seguidores fanáticos. Na semana passada, o velhaco bolsonarista voltou a xingar indígenas durante visita a obras na Barragem Norte, no município de José Boiteux. Em função de mais essa atitude truculenta e discriminatória, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que ele seja investigado e responsabilizado por seus crimes.

Desmorona castelo de crimes do bolsonarismo

Charge: Aroeira/247
Editorial do site Vermelho:

A teia de escândalos envolvendo o candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro, parece não ter fim. Além dos R$ 134 milhões negociados com o criminoso Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para supostamente financiar o filme biográfico Dark Horse sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, surgiram evidências de falcatruas e ilicitudes em série na seara do candidato. Na base original do bolsonarismo, o Rio de Janeiro, o clã de Flávio ergueu um arranjo de poder à base de condutas criminosas, conforme tipificação da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário.

Acontecimento relevante no sindicalismo

Assembleia do Sindicato dos Metalúrgicos de
São Paulo na Rua do Carmo/CMS
Por João Guilherme Vargas Netto


Vou interromper a série de textos que tenho dedicado ao bom sucesso do movimento sindical nas eleições gerais de outubro por conta de um acontecimento politicamente relevante.

No dia 2 de julho, a Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, reconheceu oficialmente o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes como vítima da repressão e destacou o papel histórico da entidade na militância democrática.

“Em nome do Estado brasileiro, a Comissão pede desculpas a todos os sindicalistas, a todo movimento sindical brasileiro, por todas as atrocidades que lhes causou o estado ditatorial”, declarou a presidente da Comissão de Anistia, Ana Maria Lima de Oliveira.

Consequências da cartinha de Jair Bolsonaro

A disputa eleitoral no Mato Grosso do Sul