domingo, 20 de setembro de 2026

Ditador Trump bane CNN da Casa Branca

Charge: Omar Turcios/Cartoon Movement
Por Altamiro Borges


Donald Trump segue perseguindo de forma implacável a mídia nos EUA – mas o jornal Folha de S.Paulo, que adora rotular de ditadores os governantes contrários ao império decadente, ainda evita chamar o presidente ianque de ditador. Nessa sexta-feira (18), ele anunciou que baniu da Casa Branca três veículos de imprensa: CNN, MS NOW e Politico. Em postagem nas redes sociais, o fascista afirmou que a decisão já entrou em vigor e classificou os três órgãos de corruptos e mentirosos.

A CNN é uma das principais redes de televisão dos EUA. A MS NOW é um canal de notícias por assinatura e o site Politico é especializado na cobertura política. A ordem de banimento dos três veículos representa mais um golpe na liberdade de expressão no país, que ainda é tratado pela mídia brasileira com complexo de vira-lata como expressão da democracia no mundo.

Ratinho detona Moro. Torço pela briga!

Charge: Aroeira
Por Altamiro Borges


A briga entre dois expoentes da extrema-direita no Paraná está divertidíssima. Nesse sábado (19), o governador licenciado Ratinho Junior (PSD) fez uma nova postagem com ataques ao senador Sergio Moro, candidato ao governo estadual pelo PL. O filhote do apresentador Ratinho, do SBT, afirmou que o ex-ministro da Justiça do covil fascista de Jair Bolsonaro votou a favor da nomeação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal, em dezembro de 2023.

A postagem ainda exibiu uma imagem de Sergio Moro ao lado do ministro indicado por Lula no dia da aprovação pelo Senado. No texto, Ratinho Junior afirma que o registro mostra os dois em um momento de “amizade, descontração e alegria pela aprovação de Dino”. O objetivo da postagem venenosa foi disputar o voto fascista no Estado. De imediato, Sergio Moro postou um vídeo para rechaçar a “informação falsa”, reforçando que sempre foi um bolsonarista convicto:

STF mantém condenação de Eduardo Bolsonaro

Divulgação
Por Altamiro Borges


O traidor da pátria Eduardo Bolsonaro, vulgo Dudu Bananinha, que segue foragido nos EUA conspirando contra o Brasil, sofreu mais uma derrota na Justiça. Nessa sexta-feira (18), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, por unanimidade, o recurso apresentado por sua defesa e manteve a sua condenação por coação no curso do processo da trama golpista.

Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino seguiram o voto do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. Alegaram que a decisão anterior contrária ao filhote 03 de Jair Bolsonaro não teve “omissão, contradição ou obscuridade”, conforme o chororô do embargo formulado pela defesa do ex-deputado. Em seu voto, o relator rechaçou, entre outras desculpas esfarrapadas, a tese da imunidade parlamentar.

Janones derrota o ‘ladrão’ Jair Bolsonaro

Charge: Luc Descheemaeker
Por Altamiro Borges


Os bolsonaristas adoram bravatear sobre liberdade de expressão quando sofrem algum processo em função das mentiras que difundem no esgoto digital. Mas eles vivem tentando censurar seus adversários políticos. Nem sempre, porém, essas investidas dão certo. Na semana passada, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal rejeitou um processo no qual Jair Bolsonaro pedia indenização por danos morais contra o deputado federal André Janones (Rede). A Justiça ainda determinou que o “capetão” terá de pagar R$ 5 mil em honorários aos advogados do parlamentar.

André Mendonça lidera novo plano golpista

Charge: Aroeira
Por João Filho, no site Intercept-Brasil:

O show de horrores da última terça-feira no Supremo Tribunal Federal não é uma mera consequência de uma crise institucional e moral dos ministros. Quem preparou as condições materiais para a deflagração do caos foi André Mendonça, que atua com uma agenda eleitoral debaixo do braço e com o espírito golpista do bolsonarismo.

O que está em curso é uma operação para tumultuar as eleições, contestar o resultado caso Flávio Bolsonaro, do PL, seja derrotado e governar sequestrando o Judiciário por meio de impeachment e indicações de ministros.

A patacoada da mídia sobre Lula e Moraes

Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Por Kiko Nogueira, no site Diário do Centro do Mundo (DCM):

Há uma tese picareta circulando com insistência no noticiário político: a de que Lula estaria perdendo votos por causa de sua suposta associação com Alexandre de Moraes e de que Flávio Bolsonaro estaria lucrando com isso.

É uma fabricação de consenso, totalmente divorciada da realidade. Eu desafio qualquer pessoa a sair na rua e perguntar a um transeunte se vai deixar de votar no presidente por causa do STF - ou mesmo se vai votar por causa disso.

É uma balela divulgada por quem não tem mais o que inventar para bater no governo federal. A colunista da Folha Mariliz Pereira Jorge tentou surfar nessa onda com um artigo xarope (mais um) dizendo que “a torcida dos petistas por Alexandre de Moraes custará a eleição a Lula. A cegueira da esquerda beira o suicídio político”.

Supremo em crise, democracia em risco

Divulgação
Por Roberto Amaral


“O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze ministros, escolhidos dentre os cidadãos com mais de 35 anos de idade e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.” (Constituição Federal, art. 101)

O que mais ressalta nessa tragédia é isto: ao invés de estarmos tratando da ameaça eleitoral da extrema-direita, combatendo-a, somos obrigados a nos voltar para a rotina da crise do Poder Judiciário, a um tempo núcleo e expressão da crise política.
 
Esta, a que mais nos incomoda, é ainda mais profunda e mais grave do que parece à primeira vista, empobrecida pela miopia crassa da grande imprensa e pelo simplismo dos “especialistas” por ela selecionados. Refiro-me ao desalinho político que, em outubro, pode jogar nosso país e nossa gente em abismo sem fundo. A erosão do STF, portanto, não tem autonomia. Fruto da crise política - a mais profunda nos quadros da República -, põe em risco a democracia. Grave em si mesma, trabalha para convencer o povo, principalmente os mais desvalidos, de que a democracia é um fracasso. Eis como se abre o espaço no qual viceja o discurso, a ideologia do desalento, do desengano, da desesperança. É a promessa do caos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Mendonça censura vídeo de Flávio com Vorcaro

Imagem gerada por Pippit
Por Altamiro Borges


Tratado como “pixuleco eleitoral” na tensa sessão do Supremo Tribunal Federal desta semana, André Mendonça não esconde mais que está em plena campanha para eleger o filhote de Jair Bolsonaro, a quem serviu como ministro da Justiça e foi indicado para o STF. Como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele determinou agora a exclusão de um vídeo feito com Inteligência Artificial (IA) que ligava o candidato Flávio Bolsonaro (PL) ao mafioso Daniel Vorcaro.

O conteúdo foi postado nas redes sociais e mostra o senador dançando diante da fachada do Banco Master banhado por cédulas de dinheiro. Na sequência, Flávio Rachadinha, como também é conhecido, é exibido sendo algemado por agentes da Polícia Federal em uma encenação de prisão em flagrante. Ao censurar o vídeo, o “terrivelmente evangélico” argumentou que a peça reproduzia as fisionomias do presidenciável “com aparência fotorrealista e as insere em cenário visualmente plausível, mantendo características próprias de registro audiovisual real”.

TH Joias vira réu por ligação com o CV

TH Joias, Gutemberg Fonseca, Rodrigo Bacellar
e Flávio Bolsonaro. Divulgação
Por Altamiro Borges


Outro baque na campanha de Flávio Bolsonaro, vulgo Flávio Rachadinha (PL), no Rio de Janeiro – o território dos milicianos bolsonaristas. Na semana passada, o ex-deputado estadual Thiago Raimundo de Oliveira Santos, mais conhecido como TH Joias, virou réu na Justiça Federal por envolvimento com o Comando Vermelho (CV), maior facção criminosa do estado.

Como relembra reportagem da Agência Brasil, “TH Joias foi preso em setembro de 2025 pela Operação Zargun, que apurava, entre outros fatos, a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de armas, de drogas, além de corrupção. À época, ele ocupava mandato como suplente na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Após a prisão, o titular voltou à Alerj, e TH Joias deixou de ter mandato”.

Os resultados da cúpula dos Brics na Índia

Delegação dos Estados-membros do BRICS em Nova Deli.
Foto: Alexander Kazakov/Sputnik
Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Os líderes dos Brics reuniram-se há pouco em Nova Delhi para sua cúpula anual. Não por acaso, o evento atraiu atenção mundial. Os Brics constituem um dos principais mecanismos internacionais atualmente existentes, já superando em importância e efetividade dois grupos do mesmo tipo, mais antigos – o G7 e o G20.

O peso dos Brics decorre da dimensão dos seus integrantes. Dele fazem parte, os dois países mais populosos do planeta (Índia e China); três dos cinco maiores países em extensão territorial (Rússia, China e Brasil); e cinco das maiores economias do mundo (China, Índia, Rússia, Indonésia e Brasil). Outra característica marcante – o grupo inclui os três países que estão em confrontação com o Ocidente coletivo – a China, a Rússia e o Irã. A movimentação dos Brics é acompanhada com preocupação em Washington e nas capitais europeias. Donald Trump já ameaçou os Brics diversas vezes, tentando assustar os integrantes mais medrosos ou mais vulneráveis do grupo.

Pé no chão e bola na rede

Imagem gerada por Pippit
Por João Guilherme Vargas Netto


Por mais que a torcida afogueada grite, o jogador deve por a bola no chão e chutar a gol.

Isto se refere especificamente aos dirigentes sindicais que, embora absorvidos e preocupados como todos nós pelos embates no STF, devem sobretudo se preocupar, com urgência e pressa, com as eleições e trabalharem pela vitória dos candidatos favoráveis aos trabalhadores e às trabalhadoras e ao movimento sindical.

Agora já se pode, com toda certeza, escrever a “cola” completa para o dia das eleições: candidato a deputado federal (quatro algarismos), candidato a deputado estadual ou distrital (cinco algarismos), primeira candidatura ao Senado (três algarismos), segunda candidatura ao Senado (três algarismos), governador de Estado (dois algarismos) e presidente da República (dois algarismos).

A crise no STF e a disputa eleitoral

André Mendonça, o 'pixuleco eleitoral'

Crimes digitais, democracia e segurança