Por Marcelo Zero, no site Brasil-247:
A reação dos candidatos de Trump à Presidência do Brasil ante as últimas agressões geopolíticas e geoeconômicas ao nosso país, por parte do governo de extrema-direita dos EUA, além de abjeta e vergonhosa, é também ridícula.
Flávio Bolsonaro e sua turma de parvos acreditam que a submissão a Trump e a aceitação de imposições, que quebrariam a economia brasileira e destruiriam o futuro do país (como abrir setores industriais inteiros, sem nenhuma reciprocidade), fariam o governo estadunidense “aliviar” suas agressões.
Ora, a estupidez dessa, por assim dizer, “tese”, é abissal. Revela total desconhecimento da natureza do governo Trump.
terça-feira, 21 de julho de 2026
De porretes a tarifas, a soberania cerceada
Por Roberto Amaral
Tanto a preeminência inglesa sobre o Brasil quanto, na sua sucessão, o imperialismo estadunidense, que se instala nas primeiras décadas da nossa República - nas pegadas da decadência britânica - para chegar a estes dias com a fúria trumpista, têm sido objeto de estudos e de reflexão mais aprofundada a partir da formação de pesquisadores universitários, fruto da criação de cursos de Ciência Política e Relações Internacionais e, concomitantemente, do maior acesso a documentação.
Ao lado do papel das universidades (vale mencionar a UnB, a PUC-Rio, a USP e o antigo IUPERJ, hoje hospedado na UERJ), é de mencionar o estímulo à pesquisa e às dissertações de mestrado e doutorado, bem como o acesso facilitado a fontes primárias, propiciado pela abertura de arquivos norte-americanos, franceses, ingleses e portugueses. Igual relevância se deve aos intercâmbios internacionais e aos incentivos e bolsas de estudo financiados por agências nacionais, como o CNPq e a Capes, e mesmo por organizações internacionais, caso das Fundações Ford, Rockefeller e Fulbright, além da USAID. Assinale-se, igualmente, ainda neste contexto, a contribuição dos chamados brasilianistas, como Thomas Skidmore, Alfred Stepan, Kenneth Maxwell, Leslie Bethell e Alan K. Manchester.
Tanto a preeminência inglesa sobre o Brasil quanto, na sua sucessão, o imperialismo estadunidense, que se instala nas primeiras décadas da nossa República - nas pegadas da decadência britânica - para chegar a estes dias com a fúria trumpista, têm sido objeto de estudos e de reflexão mais aprofundada a partir da formação de pesquisadores universitários, fruto da criação de cursos de Ciência Política e Relações Internacionais e, concomitantemente, do maior acesso a documentação.
Ao lado do papel das universidades (vale mencionar a UnB, a PUC-Rio, a USP e o antigo IUPERJ, hoje hospedado na UERJ), é de mencionar o estímulo à pesquisa e às dissertações de mestrado e doutorado, bem como o acesso facilitado a fontes primárias, propiciado pela abertura de arquivos norte-americanos, franceses, ingleses e portugueses. Igual relevância se deve aos intercâmbios internacionais e aos incentivos e bolsas de estudo financiados por agências nacionais, como o CNPq e a Capes, e mesmo por organizações internacionais, caso das Fundações Ford, Rockefeller e Fulbright, além da USAID. Assinale-se, igualmente, ainda neste contexto, a contribuição dos chamados brasilianistas, como Thomas Skidmore, Alfred Stepan, Kenneth Maxwell, Leslie Bethell e Alan K. Manchester.
segunda-feira, 20 de julho de 2026
domingo, 19 de julho de 2026
Nunes abandona crianças em situação de rua
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| Charge: Reprodução/Mídia Ninja |
O prefeito da capital paulista, o camaleônico Ricardo Nunes (MDB), virou mesmo um bolsonarista cruel, convertendo-se à versão nativa do neofascismo. Na semana passada, a coluna de Mônica Bergamo na Folha revelou que “a Prefeitura de São Paulo encerrou as atividades do Centro de Referência dos Direitos da Criança e do Adolescente (CRDCA), programa municipal especializado no atendimento de crianças e adolescentes em situação de rua”.
Criado em 2022 e renovado em 2024, o CRDCA era sustentado pela gestão municipal e oferecia atendimento psicossocial, orientação jurídica, busca ativa, articulação com a rede de proteção e ações voltadas a vítimas de violência e violações de direitos. Entre julho de 2024 e junho de 2026, o programa realizou 3.600 atendimentos a 607 crianças e adolescentes, 32 ações de busca ativa e mais de mil horas de atividades socioeducativas.
PF investiga elo entre filme Dark Horse e PCC
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| Charge: Toni |
O filme “Dark Horse”, produzido para bajular o “capetão” Jair Messias Bolsonaro e que já foi apelidado de “Pangaré das Trevas”, ainda pode dar mais dor de cabeça ao presidenciável do clã fascista. Na semana passada, a Polícia Federal abriu uma linha de investigação para apurar o elo entre a obra milionária e o Primeiro Comando da Capital, o temido PCC. O objetivo é investigar a ligação da produtora da cinebiografia, a Entre Investimentos, com a empresa ACX ITC Tecnologia, apontada como integrante da rede de lavagem de dinheiro usada pela organização criminosa.
Brasil, Irã e Cuba estão na mira dos EUA
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| Charge: António Santos/Cartoon Movement |
“Em quase todos os países “ganhadores”, o desenvolvimento obedeceu a estratégias e seguiu caminhos que foram desenhados em resposta a grandes desafios sistêmicos, de natureza geopolítica. […] em todos esses países, em algum momento formou-se um bloco de poder que respondeu da mesma forma, a esses desafios externos, através de estratégias ofensivas, e de políticas de proteção econômica sustentadas por longos períodos de tempo” (J. L. Fiori. História, estratégia e desenvolvimento, p. 37).
A opinião do presidente Donald Trump não deve ter tido grande influência na vitória dos candidatos de extrema direita nas recentes eleições presidenciais sul-americanas. Esta é uma ideia que pode afagar o ego do presidente americano e assustar setores da esquerda mais ressabiada, mas, no mundo real, Donald Trump é hoje uma figura cada vez mais impopular no mundo todo, e também na América do Sul.
Marco Rubio e a ofensiva da extrema-direita
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| Foto: J.Scott Applewhite/AP |
Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, é certamente uma das figuras mais influentes no avanço do governo contra os países da América Latina e Oriente Médio.
No caso do nosso continente, Rubio, um rancoroso filho de cubanos, que optaram por Miami, e que propagandeia o anticomunismo a todo momento, agora aponta uma nova frente de combate: “O terrorismo político de extrema esquerda”, como mostra reportagem do La Jornada mexicano.
“Por tempo demais nossa doutrina contra o terrorismo teve um ponto cego: a violência extremista da esquerda política”, declarou Rubio, em encontro com representantes de 60 países.
Depois de ter usado o suposto combate ao narcotráfico como pretexto para invadir a Venezuela e avançar na influência sobre outros países; após denúncias de interferência em eleições recentes na América Latina, a mensagem do secretário estadunidense é nítida: combater as organizações populares e políticas sob pretexto de combater o “terrorismo” de esquerda – tanto no plano mundial, como para criminalizar os protestos no interior dos EUA.
sábado, 18 de julho de 2026
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