Por Altamiro Borges
Divulgado na semana passada, estudo da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) mostra que o Brasil registrou 222.139 acidentes de trabalho somente nos cinco primeiros meses deste ano – uma média de 1.471 casos por dia. É o segundo maior índice desde 2023, quando os dados passaram a ser coletados. Desde aquele ano, o país já contabilizou 1,8 milhão de acidentes de trabalho, o que representa mais de 45 mil ocorrências por mês.
Ainda de acordo com a pesquisa, as regiões Sudeste e Sul concentram quase três em cada quatro notificações. Juntas, elas responderam por 1,3 milhão de casos. Cinco estados acumulam 67% de todas as notificações do país: São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina. O estudo também mostra que os homens estão entre as principais vítimas. Mais assustador ainda é a idade: 75% dos acidentes de trabalho no país afetam pessoas de 20 a 49 anos.
domingo, 2 de agosto de 2026
Commodities ou indústria: que país queremos?
Por Roberto Amaral
Fundado sobre as bases do binômio escravismo-latifúndio (o Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravatura e ainda hoje se recusa a promover a reforma agrária que as nações desenvolvidas levaram a cabo nos dois últimos séculos), nascemos e nos formamos determinados pela metrópole empobrecida a cumprir o papel de fornecedores das matérias-primas requeridas pelo mercado europeu.
Nascemos como economia agroexportadora, uma empresa territorial sob a intermediação de Lisboa, o entreposto de tudo o que importávamos e de tudo o que exportávamos, basicamente o açúcar produzido nos engenhos do litoral nordestino, depois da extração predatória do pau-brasil. Nenhum projeto de sociedade, de nação, de país. O fundamental era assegurar a posse de uma imensidade de terra ainda desconhecida e visitada por piratas e aventureiros.
Fundado sobre as bases do binômio escravismo-latifúndio (o Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravatura e ainda hoje se recusa a promover a reforma agrária que as nações desenvolvidas levaram a cabo nos dois últimos séculos), nascemos e nos formamos determinados pela metrópole empobrecida a cumprir o papel de fornecedores das matérias-primas requeridas pelo mercado europeu.
Nascemos como economia agroexportadora, uma empresa territorial sob a intermediação de Lisboa, o entreposto de tudo o que importávamos e de tudo o que exportávamos, basicamente o açúcar produzido nos engenhos do litoral nordestino, depois da extração predatória do pau-brasil. Nenhum projeto de sociedade, de nação, de país. O fundamental era assegurar a posse de uma imensidade de terra ainda desconhecida e visitada por piratas e aventureiros.
Algoritmos potencializam a difusão do ódio
Por Jair de Souza
O fato de que os três maiores jornais das classes dominantes do Brasil tenham lançado, no mesmo dia, uma manchete exatamente com as mesmas palavras pode ter parecido uma incrível coincidência jornalística, exceto para quem acompanha há algum tempo a maneira de atuar de nossos meios de comunicação corporativos.
Também não constitui nenhuma grande surpresa que, em relação com este caso, o propósito indisfarçável dos citados órgãos fosse reforçar e intensificar o projeto por eles mesmos iniciado, lá por meados da primeira década deste século, com vistas a sedimentar na mente de nosso povo a sensação de que o atual presidente Lula é uma pessoa inteiramente associada com a corrupção.
Por isso, muito longe de significar um mero acaso, há enormes revelações e deduções a serem extraídas da decisão de Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo estamparem em sua primeira página o seguinte titular: “Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha por tráfico de influência”.
O fato de que os três maiores jornais das classes dominantes do Brasil tenham lançado, no mesmo dia, uma manchete exatamente com as mesmas palavras pode ter parecido uma incrível coincidência jornalística, exceto para quem acompanha há algum tempo a maneira de atuar de nossos meios de comunicação corporativos.
Também não constitui nenhuma grande surpresa que, em relação com este caso, o propósito indisfarçável dos citados órgãos fosse reforçar e intensificar o projeto por eles mesmos iniciado, lá por meados da primeira década deste século, com vistas a sedimentar na mente de nosso povo a sensação de que o atual presidente Lula é uma pessoa inteiramente associada com a corrupção.
Por isso, muito longe de significar um mero acaso, há enormes revelações e deduções a serem extraídas da decisão de Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo estamparem em sua primeira página o seguinte titular: “Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha por tráfico de influência”.
Arcabouço e cerco a Lulinha estão de volta
Por Moisés Mendes, em seu blog:
Não há o que dizer de PIB, emprego, inflação, investimentos estrangeiros e outros indicadores, para tentar falar mal de Lula e do governo.
Em todas essas áreas as notícias têm sido boas, e em alguns casos excepcionais, não só agora, mas desde o início do terceiro governo de Lula. Então, que voltem às manchetes dos jornalões o arcabouço fiscal e o cerco a Lulinha.
O arcabouço é a pauta do velho testamento da direita, agora retomada pelos comentaristas alinhados ao centrão e ao que chamam de campo liberal, mas que é na verdade o vasto mundo da velha direita agregada do bolsonarismo.
Em todas essas áreas as notícias têm sido boas, e em alguns casos excepcionais, não só agora, mas desde o início do terceiro governo de Lula. Então, que voltem às manchetes dos jornalões o arcabouço fiscal e o cerco a Lulinha.
O arcabouço é a pauta do velho testamento da direita, agora retomada pelos comentaristas alinhados ao centrão e ao que chamam de campo liberal, mas que é na verdade o vasto mundo da velha direita agregada do bolsonarismo.
O prêmio de capachismo de Eduardo Bolsonaro
Por João Filho, no site Intercept-Brasil:
“Fritei hambúrguer nos EUA” - essa foi uma das justificativas que Eduardo Bolsonaro usou para explicar a indicação do seu pai para o cargo de embaixador em Washington. À época, 2019, as críticas contra a possível nomeação foram tantas que ele acabou desistindo do cargo. Mas o american dream permaneceu vivo no coração desse patriota.
Depois que o golpe do seu pai não deu certo e os golpistas começaram a rodar na justiça, Eduardo largou o batente na Câmara e foi viver o sonho americano à sua maneira.
Pegou 2 milhões do papai e se mandou com a família para o Texas, sob o pretexto de estar sendo perseguido no Brasil. De lá pra cá, o patriota não fez nada além de trabalhar contra o seu país e em defesa dos interesses da sua família e do governo americano.
“Fritei hambúrguer nos EUA” - essa foi uma das justificativas que Eduardo Bolsonaro usou para explicar a indicação do seu pai para o cargo de embaixador em Washington. À época, 2019, as críticas contra a possível nomeação foram tantas que ele acabou desistindo do cargo. Mas o american dream permaneceu vivo no coração desse patriota.
Depois que o golpe do seu pai não deu certo e os golpistas começaram a rodar na justiça, Eduardo largou o batente na Câmara e foi viver o sonho americano à sua maneira.
Pegou 2 milhões do papai e se mandou com a família para o Texas, sob o pretexto de estar sendo perseguido no Brasil. De lá pra cá, o patriota não fez nada além de trabalhar contra o seu país e em defesa dos interesses da sua família e do governo americano.
sábado, 1 de agosto de 2026
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Rachadinha visita o trambiqueiro Amado Batista
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| Reprodução |
Enfrentando várias dificuldades em sua campanha – como falta de alianças com outros partidos de direita e ausência do candidato à vice-presidente em sua chapa –, o senador Flávio Bolsonaro decidiu diversificar sua agenda para desviar as atenções. Nesta quarta-feira (29), ele visitou o rancho do cantor Amado Batista em Goiás. Acompanhado de sua esposa e trajando um chapéu sertanejo, Flávio Rachadinha, como também é conhecido, recebeu o apoio do músico, também conhecido por seus trambiques e por sua histórica relação com o bolsonarismo raiz.
Artistas relatam maus-tratos na TV Record
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| Charge: J.Bosco |
No início de julho, o Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro (Sated-RJ) encaminhou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) uma série de denúncias sobre maus-tratos nas gravações da TV Record. Segundo o presidente da entidade, Hugo Gross, as irregularidades foram relatadas por prestadores de serviços da emissora e incluiriam desrespeito aos direitos trabalhistas e previdenciários. O site Metrópoles teve acesso, com exclusividade, às queixas encaminhadas ao MPT.
“O Sated-RJ tem recebido várias denúncias dos prestadores de serviços da Record sobre: maus-tratos em gravações, como grosserias, xingamentos; refeitório insalubre, onde pombos se misturam com comida; atores sem registros; figuração atuando como dublê (se lesionando sem acompanhamento médico); retenção dolosa da contribuição previdenciária dos figurantes sem repasse para o INSS”, detalhou Hugo Gross ao site.
STF mantém cassação do fascistinha Mamãe Falei
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| Charge: Aroeira |
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou a tentativa do ex-deputado Arthur do Val, vulgo Mamãe Falei, de anular o processo que levou à cassação do seu mandato pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em 2022. A decisão mantém os efeitos da punição e barra a pretensão do fascistinha – líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e fundador do partido Missão –, que buscava reverter a medida para disputar as eleições deste ano.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
As eleições para o Senado
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| Reprodução |
Nas eleições de outubro votaremos em duas candidaturas ao Senado em cada Estado.
A vida e as obras anteriores, bem como os partidos a que pertencem e suas atitudes são, como sempre, o mais importante elemento para determinação do voto. A sensibilidade às reivindicações sindicais e trabalhistas, comprovadas em conversas ou reuniões, é um elemento importante para o dirigente ou ativista sindical escolher o candidato(a) ao cargo.
Em geral, as candidaturas ao Senado fazem parte de uma “chapa” eleitoral que abrange o presidente da República e o governador do Estado (embora não necessariamente do mesmo partido).
A mídia e a busca da terceira via inviável
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| Foto: Ricardo Stuckert |
De repente, parece que caiu a ficha da mídia em relação a Lula. O Globo, principalmente, parece ter saído da fracassada Operação Lava Jato 2 para dar apoio ostensivo a Lula. São reportagens seguidas sobre as falhas de Flávio Bolsonaro, entremeadas de matérias favoráveis a Lula. Sem elogiar Lula diretamente, o Estadão publica editoriais contundentes contra Flávio, enquanto a Folha se limita a ecoar O Globo nas matérias negativas contra o candidato.
Por trás desse movimento articulado, duas convicções. A primeira é a de que mais bombas virão pelo caminho e que a candidatura de Flávio naufragará. A segunda é a possibilidade de surgir outra candidatura competitiva na direita - do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao representante do MBL, Renan Soares.
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