domingo, 15 de fevereiro de 2026

Pela revogação da "Lei do Multimídia"

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé manifesta seu apoio integral à revogação da Lei nº 15.325/2026, que regulamenta a chamada profissão de “multimídia”. Entendemos que a norma, aprovada e sancionada sem diálogo efetivo com as categorias profissionais impactadas, representa um grave retrocesso para o jornalismo, para as demais profissões da comunicação e para o conjunto da sociedade.

A criação de uma categoria genérica de “profissional multimídia”, abrangendo atividades como criação, produção, edição e gestão de conteúdos, conforme estabelecido pela referida lei, ameaça garantias legais, condições de trabalho e a identidade profissional dos jornalistas e de outras categorias regulamentadas, ao permitir que funções historicamente privativas de determinadas profissões sejam exercidas por uma categoria indistinta, sem o amparo das proteções legais já asseguradas.

Cuba está totalmente ilhada

Por Gilberto Maringoni, no site A terra é redonda:

O bloqueio a Cuba não é apenas econômico, é uma tentativa de apagar a memória de um povo que aprendeu, desde criança, que a vergonha de 1901 não pode se repetir

É pouco provável que Cuba sofra uma invasão territorial, como a Venezuela, e tampouco que seja alvo de bombardeios como o Irã. Ao que tudo indica, o objetivo de Donald Trump é asfixiar o país, bloqueando o ingresso de petróleo, alimentos, máquinas e equipamentos, medicamentos e todo e qualquer gênero de primeira necessidade, até o ponto da vida se tornar insuportável na Ilha.

A infame frase do comandante da Força Aérea, Curtis Le May (1906-1990), de que os Estados Unidos deveriam fazer o Vietnã “retroceder até a Idade da Pedra”, parece mover a atual escalada imperial no Caribe.

Ao contrário de Venezuela e Irã, que no quebra-cabeças global são decisivos para o fornecimento de petróleo à China, oponente estratégico dos EUA, Cuba não representa ameaça de nenhum tipo. O país conta muito mais para a política interna, num ano de eleições parlamentares, por galvanizar o voto da comunidade cubana ultraconservadora da Flórida.

O monstro despertou: começa a Lava-Jato 2

Por Luís Nassif, no Jornal GGN:

Como previsto desde o início, o caso Master foi o estopim para a montagem da Operação Lava Jato 2.

O quadro é o mesmo:

1- Sensação disseminada de corrupção fora de controle.

2- Um caso com desdobramentos por todos os poros da República, permitindo direcionar a cobertura jornalísticas (e as investigações) manobrando vazamentos. Quem controla os vazamentos controla a narrativa.

3- Movimento perceptível da mídia de alinhamento contra a candidatura Lula.

4- Uma ofensiva contra o devido processo legal, cujo polo mais explícito é a parceria delegados da Polícia Federal + mídia contra o Supremo Tribunal Federal. Esse movimento é fundamental para conferir plenos poderes à PF.

Um conjunto de fatores agrava o cenário.

- A ofensiva da Polícia Federal contra o crime organizado incrustado na Faria Lima, que despertou a Faria Lima contra o Supremo.

- A caixa amarela da 13a Vara, com informações explosivas sobre os esquemas de chantagem da Lava Jato e as interferências de órgãos policiais norte-americanos, que colocou toda a PF lavajatista em estado de alerta.

- Os contratos dos Ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, abrindo um flanco para a ofensiva da PF.

A privatização do Tapajós, Madeira e Tocantins

Por Frei Betto, no Revista Opera:

O coração hídrico do Brasil pulsa na Amazônia, e seus principais vasos – rios como o Tapajós, o Madeira e o Tocantins – estão no centro de um embate que redefine fronteiras entre desenvolvimento, soberania e sobrevivência.

Um projeto articulado entre o agronegócio e setores do governo federal ameaçava transformar esses cursos d’água em meras hidrovias de eficiência logística, através de um processo duplo: a concessão à iniciativa privada (uma forma de privatização da gestão dos rios) e a dragagem intensiva para garantir o escoamento de grãos.

Esta equação, vendida como progresso, ignorava o custo social e ambiental astronômico, e revelava os contornos de uma política que beneficiaria uma elite econômica em detrimento de povos tradicionais e do patrimônio natural do país.

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sábado, 14 de fevereiro de 2026

México reduz jornada; Argentina corta direitos

Foto: Pátria Latina
Por Altamiro Borges


Na quarta-feira passada (11), o Senado do México aprovou o projeto de lei da presidenta Cláudia Sheinbaum que reduz a jornada de trabalho de 48 para 40 horas semanais. Esse importante avanço civilizatório será gradual – duas horas por ano até 2030 – e beneficiará cerca de 13,4 milhões de trabalhadores. Após intensa pressão e negociação, a proposta foi aprovada por unanimidade com 121 votos e agora segue para análise e votação na Câmara dos Deputados.

Conforme lembra reportagem da agência Reuters, “após anos de discussões entre o Congresso e o setor privado, a presidente Claudia Sheinbaum apresentou formalmente em dezembro passado um projeto de lei para implementar gradualmente a semana de trabalho de 40 horas... O México lidera o ranking da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em horas de trabalho mais longas, com 2.226 horas por pessoa anualmente. O país também tem a menor produtividade laboral e os salários mais baixos entre os 38 Estados-membros”.

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