quinta-feira, 2 de julho de 2026

AtlasIntel confirma maior vantagem de Lula

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Por Altamiro Borges


Divulgada nesta quarta-feira, 1º de junho, a nova pesquisa AtlasIntel confirma a sólida ampliação da vantagem eleitoral do presidente Lula – que já tinha sido constatada em outras sete sondagens publicadas nas duas últimas semanas. Na simulação do primeiro turno, o líder petista surge com 46,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36,6%, uma diferença de quase dez pontos percentuais – o dobro da vantagem apontada em abril. Já no provável segundo turno, Lula tem 48,8%, contra 42,3% do primogênito do fascista preso. Em abril, os dois tinham 48% das intenções de voto cada, o que indica que Flávio Bolsonaro perdeu 5,7 pontos percentuais.

Mendonça suspende inelegibilidade de Crivella

Charge: Nani
Por Altamiro Borges


O “terrivelmente evangélico” André Mendonça, nomeado pelo neofascista Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) e atual vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu a inelegibilidade do deputado Marcelo Crivella, “bispo” da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). A decisão monocrática, assinada nesta segunda-feira (30), tem caráter provisório e devolve os direitos políticos do parlamentar do partido Republicanos. A liminar interrompe os efeitos da condenação fixada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) em outubro de 2024, que tornou Marcelo Crivella inelegível por oito anos, contados a partir das eleições municipais de 2020.

Os sindicalistas e os caminhos de confiança

Por João Guilherme Vargas Netto


Todo dirigente e ativista sindical preocupado em completar, desde já, sua “cola” eleitoral, sabe que a primeira indicação para voto é a confiança no candidato.

Esta confiança decorre do tempo transcorrido e das experiências mútuas.

O candidato deve pertencer a um partido que, seguramente, defenda os interesses dos trabalhadores; além do mais, ele próprio, deve merecer por sua atitude (buscando a reeleição ou a eleição) o endosso do dirigente.

A escolha da chapa ideal precede idealmente a “cola” ainda passível de numeração.

O inspetor Clouseau e os vazamentos da PF

Por Luís Nassif, no Jornal GGN:

É curiosa a dificuldade de se discutir temas políticos no país, mesmo entre o grupo do público mais informado.

Tome o caso das denúncias contra Jaques Wagner.

Mais de uma vez expliquei que minhas críticas aos vazamentos não significam qualquer endosso a uma suposta inocência do senador. Minhas críticas são contra os métodos utilizados, que atropelam princípios jurídicos claros, atrapalham as investigações, e, mais do que isso, estupram o jornalismo e tem uma clara intenção política.

Mas, nesse clima tóxico, é quase impossível separar os dois temas. É possível que Jaques Wagner tenha culpa no cartório e, ao mesmo tempo, a operação contra ele seja esdrúxula, forçando a barra com propósitos políticos. Mas vá convencer os fetichistas da equidistância.

Aliança entre Flávio Bolsonaro e Marco Rubio

O avanço da ultradireita na América Latina

 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

A nova política econômica em Cuba

Por Emiliano José, no site A terra é redonda:

1.

Vladímir Lênin se viu diante de dilema semelhante em 1921, face às enormes dificuldades da Revolução Russa, e não teve dúvidas em lançar mão da Nova Política Econômica (NEP), a significar a reintrodução de práticas capitalistas.

Cuba, agora, dá tal passo, de modo muito mais ampliado, abrindo a economia à presença capitalista, sem abrir mão da direção dos rumos do país, provavelmente recolhendo lições da vitoriosa experiência chinesa, autodenominada socialismo de mercado.

Costumo dizer: a história não tem linha reta. São as curvas, às vezes abruptas, os reais desafios. Finda uma curva, pode aparecer uma encruzilhada. E as lideranças têm o dever, sobretudo, de encarar as curvas e resolver a direção a tomar quando defronta com uma encruzilhada. E não pode demorar muito porque à frente pode estar um abismo.

Flávio Bolsonaro põe em risco a soberania

Charge: Aroeira/247
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:

A “generosa oferta” do candidato Flávio Bolsonaro, registrada oficialmente em carta de Marco Rubio, de oferecer, ao atual governo dos EUA, uma “equipe de transição”, caso seja eleito, causou espanto e indignação em qualquer cidadão brasileiro que tenha um mínimo de apreço à soberania nacional.

Do ponto de vista político, não há a menor dúvida de que se trata de demonstração abjeta e gravíssima de submissão à potência estrangeira. De ofensa clara e frontal à independência do país.

Causa espanto maior, contudo, a reação tíbia da grande imprensa e dos conservadores de uma forma geral a algo que deveria ter desencadeado, no mínimo, protestos amplos e duros.

Para efeitos exemplificativos, imaginemos uma situação contrária. Que em 2022 o então candidato Lula tivesse oferecido sua equipe de transição para o governo chinês.

Lula e os debates no primeiro turno

Foto: Ricardo Stuckert
Por Bepe Damasco, em seu blog:


Direto ao ponto: penso que Lula não deve participar dos debates no primeiro turno entre os presidenciáveis, que já começam a ser promovidos em agosto pelas emissoras de TV. Ao menos que fosse para chutar a canela de Flávio Bolsonaro sem dó nem piedade. Algo na seguinte linha:

"Eu queria aproveitar a oportunidade deste debate para discutir projetos para o Brasil. Infelizmente, sei que isso não será possível, pois um dos meus adversários aqui, o filho do golpista Bolsonaro, é um sujeito ligado a banqueiro delinquente e tem proximidade com o crime organizado, já que condecora e emprega milicianos de alta periculosidade. Autêntico traidor do Brasil, ele não se envergonha de tramar, no exterior, contra os interesses do Brasil, contra as nossas empresas, contra os empregos dos trabalhadores. Então, vou fazer o possível para manter um nível civilizado nesse debate, mas sei que será difícil, pois tenho certeza que meu oponente partirá para a mentira, a calúnia e o jogo sujo. É do DNA dele."

Michelle Bolsonaro deixa o PL Mulher

EUA provam: Flávio Bolsonaro traiu o Brasil!

 

terça-feira, 30 de junho de 2026

Caso CazéTV reacende debate sobre bets

A disputa pelo Senado em São Paulo

 

A China não improvisa

Foto: Reuters
Por Paulo Nogueira Batista Jr.

“Subjugar o inimigo sem lutar é o acme da habilidade.” Sun Tzu, em A Arte da Guerra

Tomo a visita de 10 dias que fiz a Shanghai como ponto de partida para este artigo. Acabei de chegar e ainda luto com o fuso horário (a viagem de volta foi de 39 horas porta a porta). Assim, o artigo será talvez ainda mais incoerente do que de costume. Mas, enfim, vamos lá.

A China está em pleno processo de redefinição das suas relações com o resto do mundo, com o Ocidente em particular. Nas primeiras três ou quatro décadas do período de reforma e abertura econômica iniciado por Deng Xiaoping em 1979, a China buscava uma “ascensão pacífica” no interior do quadro internacional estabelecido sob a égide dos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial. E foi inicialmente muito bem-sucedida nesse propósito. Evitava sistematicamente confrontações com os Estados Unidos e outras nações, posicionando-se com prudência e paciência estratégicas. Deng adotava como lema uma máxima chinesa clássica – “esconda a força, espere a hora”.

'Povo escolhido' no capitalismo e socialismo

Charge: Maíra Colares
Por Jair de Souza

Em base de uma análise evolutiva da história, faz muito sentido considerar que as características do sistema capitalista tenham representado um significativo avanço positivo no desenvolvimento da capacidade produtiva da humanidade.

É inegável que, em comparação com o que predominava com anterioridade, o vigoroso aumento na capacidade de produzir bens e riquezas proporcionou condições de vida mais favoráveis para o conjunto das pessoas inseridas nas sociedades em que as relações de tipo capitalista iam prevalecendo.

Temos plena consciência do enorme desequilíbrio na apropriação do crescente volume de riquezas que passaram a ser geradas. É evidente que a distribuição dos ganhos continuava longe de ser feita com base em parâmetros equitativos de justiça social, visto que os proprietários dos meios de produção abocanhavam para si um percentual imensamente mais elevado do que o que sobrava para o restante da sociedade.

Dois projetos do sindicalismo

Imagem gerada por Gemini do Google
Por João Guilherme Vargas Netto


O movimento sindical brasileiro tem dois projetos (aceitem o termo) para este segundo semestre de 2026 (entremeado, é óbvio, pelas campanhas salariais das datas-bases das categorias respectivas): a luta pela redução constitucional da jornada e as eleições gerais de outubro.

Após a vitória esmagadora na Câmara dos Deputados a PEC da redução deve ser votada no Senado. É preciso, portanto, que o movimento sindical tenha como primeiro e imediato projeto fazer avançar sua discussão e fazer aprovar a PEC no Senado.

Para tanto, é preciso, aumentar a pressão sobre os senadores (até mesmo porque os adversários buscam confundir e atrasar a votação) com visitas, conversas e manifestações.

Damares revela bastidor do vídeo de Michelle

Tarcísio e Zema beneficiam amigos ricaços

A vitória da extrema-direita na Colômbia

Michelle Bolsonaro conta quase tudo