sexta-feira, 11 de setembro de 2026

As transações milionárias atípicas de Bia Kicis

Imagem gerada por IA via Chatgpt
Por Altamiro Borges


A hidrófoba bolsonarista Bia Kicis (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, também está bem enrolada no sinistro caso do filme Dark Horse – já apelidado de “Pangaré das Trevas”. Segundo matéria do site Metrópoles, a deputada federal “apareceu no relatório do Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] citado na decisão do ministro Flávio Dino que autorizou a Operação Make Up, que investiga desvio de recursos públicos destinados à ONG ligada à produtora de Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL)”.

O voto para o Senado e o fim da escala 6x1

Ilustração gerada por IA via Pippit
Por João Guilherme Vargas Netto


Depois de aprovada em duas votações maciças na Câmara dos Deputados, a PEC 6 x 1 vem sofrendo um empoçamento no Senado.

Recebida, escolhidos o secretário e o relator, foi aprovada em votação simbólica na Comissão de Constituição e Justiça, mas empacou devido à pressão contrária do lobby empresarial, à crise brasiliense no STF e aos recessos devidos às campanhas eleitorais.

O empoçamento nos dá um alerta e faz uma exigência.

O alerta é sobre a importância para o movimento sindical da votação nas duas candidaturas ao Senado.

STF: A quem Fachin favorece?

Charge: Miguel Paiva/247
Por Ricardo Queiroz, no site Outras Palavras:


Quem lê manchete e não lê as entrelinhas pode se lascar nessa história do Master. Nesse momento, é melhor não fazer festa antes do encaixe dos fatos. Nessa madrugada, o Ministro Fachin não mandou o Ministro André Mendonça, abrir tudo em relação ao Master. Na prática, ele pediu que ele retirasse o sigilo do que considerasse possível divulgar sem prejudicar a investigação. Pedir e mandar são coisas diferentes.

Traduzindo: Mendonça continua decidindo o que aparece e o que fica escondido com os mesmos critérios que usou até agora. A diferença é que tem a anuência oficial do fraco presidente do STF. Ele mantém a relatoria, controla os autos e define o que seria “sensível” para a investigação. No essencial, o poder dele sobre o Master não mudou, até aumentou.

Mendonça deve ser afastado do caso Master

Charge: Cacinho/Pavio Curto
Por Jeferson Miola, em seu blog:

Com o que já veio à tona depois da liberação parcial dos sigilos do Master, mais o que André Mendonça esconde sobre o Dark Horse, fica totalmente comprovado que o ministro bolsonarista agiu e continua agindo como um juízo de exceção para alcançar resultados políticos.

Durante meses, desde que Mendonça assumiu a relatoria do caso Master e afastou a PF para controlar as informações, saíram do gabinete dele os vazamentos seletivos para incriminar Fábio Luís sem provas, mas com inferências e insinuações.

A estratégia foi política e eleitoralmente eficaz: desvinculou Flávio Bolsonaro e bolsonaristas do esquema mafioso do Daniel Vorcaro, e consolidou na mídia hegemônica a narrativa de corrupção petista – o que vem afetando, segundo especialistas, o desempenho do Lula nas pesquisas de intenção de votos.

Campos Neto finalmente deporá sobre Master

Mídia lavajatista prepara o retorno do fascismo

 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Igreja de André Mendonça é punida por assédio

André Mendonça com o pastor Arival Dias Casimiro/Divulgação
Por Altamiro Borges


“Ungido por Deus” pela ex-primeira dama Micheque Bolsonaro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), parece que não anda em boas companhias e nem recebe a melhor orientação espiritual. Nesta semana, a Igreja Presbiteriana de Pinheiros, na capital paulista, frequentada pelo “terrivelmente evangélico”, fechou acordo judicial após seu líder, o “pastor” Arival Dias Casimiro, ter sido acusado de assédio sexual por uma ex-funcionária.

Segundo reportagem da revista Fórum, “uma ação trabalhista envolvendo o pastor Arival Dias Casimiro, liderança da Igreja Presbiteriana de Pinheiros e presidente da Junta Missionária de Pinheiros, terminou em acordo após uma ex-funcionária acusá-lo de comportamentos e mensagens inadequadas durante o período em que trabalhou na instituição. Segundo documentos somente agora obtidos e publicados pelo site O Fuxico Gospel, a trabalhadora afirmou que recebeu abordagens pessoais, mensagens fora do horário de trabalho, comentários sobre sua aparência e convites para encontros reservados”.

Campos Neto finalmente vai depor sobre Master

Por Altamiro Borges


Totalmente blindado pela mídia rentista, Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central no covil fascista de Jair Bolsonaro, finalmente irá depor na Polícia Federal sobre a roubalheira do Banco Master. Também prestarão depoimentos sobre o escândalo o atual presidente do órgão, Gabriel Galípolo, e o dono do banco BTG Pactual, André Esteves. “Todos devem ser ouvidos na condição de testemunhas e, portanto, terão a obrigação de falar a verdade sobre os fatos”, informa o site Metrópoles.

Na semana passada, a imprensa vazou parte do depoimento de Daniel Vorcaro prestado à PF em que o mafioso admitiu ter feito “agrados” a um diretor do BC da gestão de Campos Neto. Segundo nota do site UOL, Paulo Sérgio Neves, ex-diretor de fiscalização do banco, e sua família receberam “assistência especializada” [concierge] em uma viagem à Disney, nos EUA. Ele e o ex-diretor de supervisão, Bellini Santana, ambos acusados de serem “agentes infiltrados” do mafioso no BC, foram afastados da instituição na atual gestão.

Flávio desesperado com operação da PF

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Dino reage a Mendonça e Fachin aparece

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Dino desmascara Mendonça na sabotagem à PF

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
Por Altamiro Borges


Apesar do descarado apoio da mídia lavajatista e da horda bolsonarista, o ministro André Mendonça não está com essa bola toda após a sua tentativa de incendiar o Supremo Tribunal Federal (STF) e as instituições democráticas do país. A reação às suas estrepolias cresce na sociedade. Nesta quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino determinou a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal, anulando a decisão autoritária do “terrivelmente evangélico” – o “ungido de Deus”, segundo a charlatã Micheque Bolsonaro.

O Brasil não quebrou nem vai quebrar

Divulgação
Por Juliane Furno, no site Intercept-Brasil:

No final de agosto, o Banco Central anunciou que a dívida pública do Brasil chegou a R$ 10,9 trilhões – o que equivale a 82,5% de tudo o que o país produz, o famoso Produto Interno Bruto, o PIB. Como de costume, a mídia hegemônica disparou manchetes em tom de pânico, chamando o governo de “gastador irresponsável”.

Mas o que os alarmistas ignoram – ou escondem – é que o Brasil não corre o menor risco de quebrar, pois se endivida na moeda que emite. Mais do que isso: o que realmente faz a dívida subir não são os investimentos em saúde, educação ou no Bolsa Família, mas a astronômica taxa de juros paga aos credores do mercado financeiro.

O golpe esteve e está aí

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
or Roberto Amaral

“Antes, era salvar a democracia; hoje é salvar a democracia e a soberania.” - Marina Silva

O golpe de 1964, a que devemos uma ditadura de 21 anos (nefasta como toda ditadura), foi gestado lá atrás e só não teve êxito completo em 1954 porque foi frustrado pelo suicídio de Getúlio Vargas. Na sequência, os militares assumiram o poder, mas mantiveram as aparências do legalismo formal, dando posse ao vice-presidente Café Filho, credenciado por haver traído o presidente que o elegera. Seria um presidente pro forma, algo como essa senhora que os norte-americanos designaram para assumir a presidência em uma Venezuela reduzida a protetorado.

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