sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Operação Carbono Oculto sumiu da mídia rentista

Charge: Izanio
Por Altamiro Borges


Deflagrada em 28 de agosto de 2025, a Operação Carbono Oculto da Polícia Federal revelou as relações criminosas entre abutres financeiros da Faria Lima e o Primeiro Comando da Capital, o temido PCC. A importante investigação, que completa um ano, infelizmente sumiu das páginas dos jornalões e do noticiário da rádio e televisão. O sumiço talvez se justifique em função das ligações dos barões da mídia com os poderosos banqueiros, hoje associados, e também da milionária publicidade dos bancos e fintechs nos veículos de comunicação.

Igreja da Lagoinha pagará imposto por show?

Desenho feito por Gemini
Por Altamiro Borges


Na semana passada, a Justiça de São Paulo rejeitou um pedido da Igreja Batista da Lagoinha para ficar isenta do pagamento de um imposto municipal cobrado sobre a bilheteria de um festival de música gospel realizado no Réveillon de 2025 no estádio do Palmeiras. Na ocasião, a instituição evangélica, conhecida por suas fortes ligações com o bolsonarismo, arrecadou fortunas na atividade que reuniu cerca de 35 mil fiéis e cobrou ingressos no setor VIP no valor de R$ 3.850.

A prefeitura paulistana, que também é comandada por um bolsonarista – Ricardo Nunes (MDB) – cobrou R$ 254,4 mil de ISS (Imposto Sobre Serviços). Na maior desfaçatez, a Igreja da Lagoinha já anunciou que vai recorrer da sentença judicial, alegou ter direito à imunidade tributária e ainda processou a prefeitura da cidade. Transmitido pelo SBT, o show Vira Brasil-2025 apresentou 15 atrações musicais. O aluguel do estádio Allianz Parque – hoje Nubank Parque – custou R$ 1,456 milhão.

As palhaçadas policialescas da Globo

Montagem: Pato Arrependido
Por Bepe Damasco, em seu blog:


É possível falar de projetos para o país e programas de interesse público diante de entrevistadores que te tratam como bandido?

Não.

Um dos maiores políticos da história, um estadista mundial, deve mesmo comparecer a uma entrevista na qual é certo que será desrespeitado o tempo inteiro?

Não.

Se os profissionais da Globo nada aprenderam com a Lava Jato, e muito menos se desculparam, como acreditar que eles possam formular perguntas sobre assuntos relevantes para o povo brasileiro?

Nenhuma chance.

A mídia e a desestabilização da democracia

Foto: Ricardo Stuckert
Por Rogério Baptistini, no site Dissidente:


A sabatina de Lula na Globo não foi jornalismo. Foi um ato político. Em 40 minutos de entrevista, 25 foram dedicados à corrupção. A mídia corporativa brasileira tem lado e sua estratégia é clara: associar, repetir e manchar. Enquanto a extrema-direita avança com discursos moralistas e sem propostas, a mídia insiste em pautar o debate pela indignação, alimentando o clima de escândalo que beneficia os inimigos da democracia.

A sabatina do presidente Lula, candidato à reeleição, na Rede Globo, não foi um exercício de jornalismo. Foi um ato político. Durante 40 minutos, 25 foram dedicados à corrupção. Não às propostas de governo, não ao balanço de um mandato, não aos projetos para o futuro. A corrupção foi o centro. O objetivo pareceu ser associar, repetir e manchar a imagem de Lula.

A civilização segundo 'Buquelinho Atômico'

Charge: Maarten Wolterink/Cartoon Movement
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:


Conforme a Humans Right Wacht, “desde que assumiu o cargo, a administração do presidente Nayib Bukele tem promovido uma ofensiva contra as instituições democráticas, inclusive por meio da substituição sumária do procurador-geral e de todos os juízes da Sala de Constitucionalidade da Suprema Corte.

Em março de 2022, legisladores aliados de Bukele aprovaram um estado de emergência, suspendendo diversos direitos constitucionais em resposta a um pico de violência de gangues.

As forças de segurança prenderam dezenas de milhares de pessoas - incluindo centenas de crianças - e cometeram violações generalizadas dos direitos humanos, como prisões arbitrárias, desaparecimentos forçados, tortura e outros maus-tratos contra detentos.

Lula na Globo: jornalismo de guerra persiste

Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:


Iludiram-se os que pensaram, em algum momento da era Bolsonaro, que a TV Globo (por ele perseguida) e outros veículos da grande mídia haviam renunciado ao jornalismo de guerra, restaurando aquele baseado nos cânones fundamentais lastreados no interesse público do conteúdo, na reverência à objetividade e ao equilíbrio e nas boas técnicas apurativas.

Nas sabatinas com os presidenciáveis que antecederam a de Lula, ocorrida ao vivo ontem no Jornal Nacional, a taxa de normalidade jornalística compareceu razoavelmente bem.

Na do presidente, não. Nela reapareceram os velhos cacoetes dos tempos mais ásperos, daquilo que, desde 2005 (mensalão, reeleição de 2006 e aloprados, impeachment de 2016 e finalmente a Lava Jato), eu chamo de jornalismo de guerra.

Lula venceu os interrogadores da Globo

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Por Moisés Mendes, em seu blog:


A entrevista de Lula ao Jornal Nacional teve os 40 minutos concedidos a todos os candidatos. Com um detalhe que não é irrelevante: mais da metade do tempo, em exatos 21 minutos iniciais, foi dedicada a um interrogatório num ritmo acelerado, para que o presidente não tivesse tempo para pensar.

Não foi assim com os que antecederam o presidente no JN, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Lula não foi entrevistado. Foi interrogado por Cesar Tralli e Renata Vasconcellos.

Depois de insistirem nas suspeitas em torno de Fábio Luís e a lobista do empréstimo ao ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, de Jaques Wagner e o caso Master e de Carlos Lupi nas fraudes do INSS, Renata Vasconcellos disse que passaria a perguntar sobre a questão fiscal.

O padrão deplorável da Globo

Charge: Miguel Paiva/247
Por Jeferson Miola, em seu blog:

Os debates eleitorais promovidos por emissoras de rádio e televisão perderam a relevância e a influência que exerciam.

Os grupos de mídia contribuem para isso. Estão muito mais empenhados em promover espetáculos dantescos que escandalizam e geram audiência, do que em oferecer processos educativos que auxiliem no discernimento da cidadania sobre as alternativas eleitorais.

Para isso, as empresas contemplam a participação nos debates de candidatos cujos partidos não possuem representatividade alguma.

Legitimam a presença de candidatos cujos partidos não têm representação mínima no Congresso para dispor de tempo de rádio e TV, mas que são instrumentos úteis na engrenagem do espetáculo. Assim foi com Pablo Marçal na eleição municipal de 2024, e está sendo nesta eleição com Renan Santos, do Missão.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Lula arrebentou na entrevista da TV Globo

 

A imprensa quer eleger Flávio Bolsonaro

Charge: Angeli
Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Vamos ser claros.

Há dois projetos de país em curso: um democrático e outro capaz de destruir qualquer veleidade de construção de uma Nação minimamente civilizada.

Uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro criaria o seguinte cenário:

- Subordinação total aos Estados Unidos, na condição de colônia.

Significaria abrir mão de qualquer propósito de industrialização, de avanço tecnológico e de políticas de inclusão. A lógica colonial é a extração de riquezas e de matérias-primas (terras raras, alimentos sem processamento, minérios) para processamento nos Estados Unidos.

Três categorias decisivas no Brasil

Desenho feito por Chatgpt
Por João Guilherme Vargas Netto


Quero escrever sobre três categorias de trabalhadores – comerciários, bancários e metalúrgicos do setor automotivo – grandes e presentes em todo o Brasil, com centenas de sindicatos e alta sindicalização com uma rede articulada pelas organizações filiadas a centrais sindicais.

Os comerciários – porta de entrada do primeiro emprego – têm hoje, em geral, uma conjuntura positiva, exceto em algumas grandes redes que, por concorrência e inadimplência, por disputas internas prejudiciais, por desleixo e juros altos atravessa uma situação de crise, com ameaça de demissões. A confederação nacional que representa os comerciários conseguiu na Justiça do Trabalho a suspensão das demissões pretendidas e a exigência de participação dos sindicatos quando se trata de demissão coletiva.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

TikTok é multado por coletar dados de menores

Por Altamiro Borges


Em decisão publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (25), a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicou uma multa de R$ 153,7 milhões à big tech chinesa ByteDance, dona do TikTok, após identificar irregularidades no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes. Além da penalidade financeira, a empresa terá de eliminar informações obtidas de maneira irregular e adotar novas medidas de proteção aos usuários. Trata-se da primeira sanção aplicada pela ANPD no exercício da fiscalização relacionada ao ECA Digital.

Ana Castela garfa R$ 850 mil em emendas do PL

Desenho feito por Chatgpt
Por Altamiro Borges


No domingo passado (23), a cantora Ana Castela viralizou nas redes digitais ao posar ao lado do deputado fascistinha Nikolas Ferreira (PL), durante a Festa do Peão de Boiadeiro em Barretos (SP), com cada um fazendo o número dois com as mãos, em clara referência ao número 22, do PL. Pelo jeito, a música sertaneja ama de paixão a sigla de Flávio Bolsonaro, o Flávio Rachadinha. E não é para menos.

Segundo postagem do site Metrópoles, o posicionamento político da artista “vem antes de um show inteiramente bancado por uma emenda de uma deputada do partido, contratado por uma prefeitura administrada pelo PL, em que ela terá cachê de R$ 850 mil pagos com verbas federais. O próximo show de Ana Castela, na quinta-feira (27), será na Expo São Fidélis, no Norte Fluminense”.

Janja rechaça fala misógina de Renan Santos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Por Altamiro Borges


No sonolento debate da Band desse domingo (23), que resultou no cochilo de Gilberto Kassab, vice de Ronaldo Caiado (PSD), e teve metade da audiência da entrevista de Lula na Record no mesmo horário, Renan Santos, do partido Missão, esbanjou toda sua agressividade e misoginia. Ao criticar a ausência do presidente, o fascistoide rosnou que ele ficou “com aquela Janja”. Depois, ainda acrescentou que “Lula ou tá bêbado ou tá com a Janja” e arrematou: “Melhor ficar bêbado”.

Diante dessa atitude asquerosa, a primeira-dama divulgou de imediato uma nota de repúdio ao candidato da ultradireita, fundador do famigerado Movimento Brasil Livre (MBL). No comunicado enviado à Band, Janja Lula da Silva afirma que a cena configura um ataque misógino dirigido a quem não disputa as eleições nem estava no local para se defender. Ela também aponta que agressões com esse teor de ódio não podem ser normalizadas. Vale conferir a íntegra da nota: