quinta-feira, 30 de julho de 2026

As eleições para o Senado

Reprodução
Por João Guilherme Vargas Netto


Nas eleições de outubro votaremos em duas candidaturas ao Senado em cada Estado.

A vida e as obras anteriores, bem como os partidos a que pertencem e suas atitudes são, como sempre, o mais importante elemento para determinação do voto. A sensibilidade às reivindicações sindicais e trabalhistas, comprovadas em conversas ou reuniões, é um elemento importante para o dirigente ou ativista sindical escolher o candidato(a) ao cargo.

Em geral, as candidaturas ao Senado fazem parte de uma “chapa” eleitoral que abrange o presidente da República e o governador do Estado (embora não necessariamente do mesmo partido).

A mídia e a busca da terceira via inviável

Foto: Ricardo Stuckert
Por Luís Nassif, no Jornal GGN:

De repente, parece que caiu a ficha da mídia em relação a Lula. O Globo, principalmente, parece ter saído da fracassada Operação Lava Jato 2 para dar apoio ostensivo a Lula. São reportagens seguidas sobre as falhas de Flávio Bolsonaro, entremeadas de matérias favoráveis a Lula. Sem elogiar Lula diretamente, o Estadão publica editoriais contundentes contra Flávio, enquanto a Folha se limita a ecoar O Globo nas matérias negativas contra o candidato.

Por trás desse movimento articulado, duas convicções. A primeira é a de que mais bombas virão pelo caminho e que a candidatura de Flávio naufragará. A segunda é a possibilidade de surgir outra candidatura competitiva na direita - do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao representante do MBL, Renan Soares.

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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Ucrânia, o preço amargo de uma guerra inútil

Charge: Amorim/Cartoonig for Peace
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:

A mídia ocidental insiste em suas versões falaciosas sobre a guerra na Ucrânia.

Elogiam o governo corrupto e de tintas neonazistas de Zelensky.

Incentivam a Ucrânia a “resistir e lutar até o fim”. Aplaudem os ataques de Zelensky no território russo. Divulgam a ideia fantasiosa de que a Rússia está sendo derrotada.

Divulgam também a tese falaciosa de que o governo Putin quer ocupar toda a Ucrânia e, a partir dessa base, invadir a Europa para restaurar a “antiga glória” do império tsarista.

Ignoram que quem acaba pagando um preço caro por tudo isso é a própria Ucrânia, especialmente sua juventude, imolada no altar de uma geopolítica guiada por interesses externos e belicosos.

Flávio radicaliza para preservar ativo do clã

Colagem por Chatgpt
Por Jeferson Miola, em seu blog:

Em dezembro do ano passado, quando foi lançado candidato presidencial pelo pai, Flávio estrategicamente buscou repaginar a imagem de extremista e truculento.

Durante meses, o truque de marketing entusiasmou parcelas da mídia hegemônica, o rentismo, o empresariado urbano e rural e os setores antipetistas em geral, o que conferiu força de tração à candidatura do Bolsonarinho para liderar com perspectiva de vitória o bloco anti-Lula.

Nesse período, o candidato “com sangue de Bolsonaro” se esgueirou com a fantasia de mais moderado que o pai e os irmãos, como se isso fosse crível em relação a qualquer membro do clã de gângsteres ou a um bolsonarista-raiz.

O desbaratamento da irmandade com Daniel Vorcaro em maio passado deu início uma espiral sem fim de escândalos e de erros políticos comprometedores para Flávio.

Só a extrema direita produz lixos como Milei

Anime por ChatGPT
Por Bepe Damasco, em seu blog:

Seria pedir demais cobrar um mínimo de compostura e civilidade de fascistas. De suas lideranças, então, nem se fala. Seja no Brasil, na Argentina, nos Estados Unidos, na Hungria, ou em qualquer outro país, os extremistas de direita têm se firmado como uma espécie de síntese do que pode haver de pior e mais execrável no ser humano.

Por isso, as ofensas de Milei ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e ao presidente Lula não surpreendem, afinal, o presidente argentino entregou o que dele se esperava. Aliás, foi exatamente sua capacidade de proferir discursos com conteúdos próprios de um demente que levou seus anfitriões a convidá-lo para a convenção do PL.

Tratado com toda a pompa por Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro e pela claque de cães hidrófobos presente ao encontro que lançou o herdeiro do golpista à presidência da República, Milei se sentiu ainda mais à vontade para protagonizar seu showzinho de cafajestice.

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terça-feira, 28 de julho de 2026

Método na loucura?

Charge: Luc Descheemaeker/Iran Cartoon
Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Como interpretar os movimentos dos Estados Unidos sob Trump? Há muito de estranho, muito de inesperado nesses movimentos. É loucura pura e simples ou há algum método nessa loucura?

À primeira vista, há aspectos difíceis de reconciliar com a racionalidade. A começar pelo fato de terem os Estados Unidos comprado briga com China, Rússia e Irã ao mesmo tempo. Abriram três frentes de batalha e não estão conseguindo prevalecer em nenhuma delas. Essa guerra em três frentes antecede Trump e foi se configurando desde os tempos de Obama. Trump dá sequência e intensifica essa estratégia (ou falta de). Parece claro que os EUA superestimaram o seu poder e subestimaram os seus adversários. Subestimaram a Rússia, subestimaram a China, subestimaram o Irã. Os três países vinham se fortalecendo e se preparando há tempos para embates com os EUA. Sob ataque imperial, esses três países se aproximaram como nunca, tornando-se ipso facto ainda mais fortes.