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terça-feira, 28 de julho de 2026

Milei rasga o pacto firmado há 41 anos

Charge: Miguel Paiva/247
Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:


Insultando o presidente Lula, o Brasil e os brasileiros, Javier Milei chegou ao ponto mais vergonhoso de sua sabujice a Trump e Rubio e confirmou, mais uma vez, sua insuficiência moral e política para o cargo que ocupa.

Por isso, e por nenhuma razão de Estado, sua verborragia ultrajante causou o maior estremecimento diplomático entre as duas nações desde que, há 41 anos, os presidentes Sarney e Alfonsín firmaram, em 30 de novembro de 1985, a Declaração de Iguaçu.

Por ela, Brasil e Argentina renunciaram às rivalidades do passado e firmaram uma aliança estratégica para a consolidação da democracia e o desenvolvimento recíproco, baseada na amizade, na confiança e na cooperação. Da evolução deste acordo nasceria o Mercosul.

O que está por trás dos ataques de Milei a Lula

A luta de Cuba contra o império

domingo, 19 de julho de 2026

Marco Rubio e a ofensiva da extrema-direita

Foto: J.Scott Applewhite/AP
Por Pedro Carrano

Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, é certamente uma das figuras mais influentes no avanço do governo contra os países da América Latina e Oriente Médio.

No caso do nosso continente, Rubio, um rancoroso filho de cubanos, que optaram por Miami, e que propagandeia o anticomunismo a todo momento, agora aponta uma nova frente de combate: “O terrorismo político de extrema esquerda”, como mostra reportagem do La Jornada mexicano.

“Por tempo demais nossa doutrina contra o terrorismo teve um ponto cego: a violência extremista da esquerda política”, declarou Rubio, em encontro com representantes de 60 países.

Depois de ter usado o suposto combate ao narcotráfico como pretexto para invadir a Venezuela e avançar na influência sobre outros países; após denúncias de interferência em eleições recentes na América Latina, a mensagem do secretário estadunidense é nítida: combater as organizações populares e políticas sob pretexto de combater o “terrorismo” de esquerda – tanto no plano mundial, como para criminalizar os protestos no interior dos EUA.

domingo, 5 de julho de 2026

Cuba, novas medidas da Revolução

Reprodução
Por Frei Betto, no site do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba:

Em junho fiz minha terceira viagem a Cuba este ano. Duas a serviço da FAO, para assessorar o Plano de Soberania Alimentar e Educação Nutricional do país. Devido ao bloqueio imposto por Trump, a Ilha do Caribe sofre uma criminosa asfixia energética, já que depende de petróleo importado. Nenhum país ousa furar o bloqueio com receio de sofrer represálias dos EUA, nem mesmo a China. Em março a Rússia fez chegar um petroleiro com 740 mil barris. Dias depois, o segundo petroleiro russo foi forçado a desviar, rumo ao Brasil, ao cruzar as águas do Haiti.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

A nova política econômica em Cuba

Por Emiliano José, no site A terra é redonda:

1.

Vladímir Lênin se viu diante de dilema semelhante em 1921, face às enormes dificuldades da Revolução Russa, e não teve dúvidas em lançar mão da Nova Política Econômica (NEP), a significar a reintrodução de práticas capitalistas.

Cuba, agora, dá tal passo, de modo muito mais ampliado, abrindo a economia à presença capitalista, sem abrir mão da direção dos rumos do país, provavelmente recolhendo lições da vitoriosa experiência chinesa, autodenominada socialismo de mercado.

Costumo dizer: a história não tem linha reta. São as curvas, às vezes abruptas, os reais desafios. Finda uma curva, pode aparecer uma encruzilhada. E as lideranças têm o dever, sobretudo, de encarar as curvas e resolver a direção a tomar quando defronta com uma encruzilhada. E não pode demorar muito porque à frente pode estar um abismo.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Defender Cuba é defender a América Latina

Gerardo Vieyra/NurPhoto/Gettyimages.ru
Por João Pedro Stedile

Há mais de 60 anos, o povo cubano, seu governo e seu estado enfrentam uma perseguição, ilegal e injusta, da maior potência militar do planeta, o governo dos Estados Unidos. Democratas e republicanos disputaram no governo quem perseguia mais a pequena ilha socialista, alguns de forma mais explícita e outros, de modo mais dissimulado.

Esse bloqueio, cerco e perseguição foi operacionalizado sem os dois países estarem formalmente em guerra. Durante esses anos, os Estados Unidos aplicaram todas as táticas de cerco e destruição da guerra híbrida, descritas em detalhes no livro “Guerras híbridas – das revoluções coloridas aos golpes”, do analista geopolítico Andrew Korybko, tendo como fontes documentos das Forças Armadas estadunidenses.

Eleições na Colômbia e reformas em Cuba

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Por que seguimos apoiando a Venezuela?

Reprodução InfoNativa
Por João Pedro Stedile, no site do MST:


A atual situação política da Venezuela não pode ser explicada apenas pelos acontecimentos do pós 3 de janeiro de 2026, data do bombardeio dos Estados Unidos contra o povo venezuelano. Precisamos contextualizar o que vem acontecendo nas últimas quatro décadas no país da América do Sul.

Na década de 1990, havia uma hegemonia total dos EUA no continente, que nos impôs o acordo do Nafta (sigla para North American Free Trade Agreement ou Acordo de Livre Comércio da América do Norte) e, na sequência, queria impor a Alca (Área de Livre Comércio das Américas) com uma área sob total controle do capital estadunidense. Todos os governos, menos Cuba apoiavam os gringos.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Bolívia em convulsão exige solidariedade

Reprodução
Por José Reinaldo Carvalho, no site Brasil-247:


A Bolívia vive uma convulsão social de grandes proporções. Mais uma em sua conturbada história. Cinco semanas de greve, bloqueios e manifestações revelam que a crise política deixou de ser apenas uma disputa institucional e se transformou em rebelião popular contra o governo direitista de Rodrigo Paz, que impõe medidas de arrocho, ameaçar direitos e recorrer à repressão para conter a força das ruas.

A promulgação da Lei 1732, que revoga a Lei 1341 sobre Estados de Emergência, marca um ponto de inflexão perigoso. Ao retirar limites que restringiam a atuação das Forças Armadas em conflitos sociais, o governo abre caminho para legitimar a militarização da repressão contra trabalhadores, camponeses, mineiros, professores, sindicatos e organizações populares que exigem sua renúncia.